Notas iniciais
Capítulo escrito pela Tita e postado pela invasora oficial, Vanessa BR. Bem, aqui tá um capítulo caprichado dela! Tenham uma boa leitura!

De volta a seu cativeiro, Tabita é jogada violentamente contra o chão por Servia, que sorri de forma medonha para ela.

– Viu só, “princesinha”? Os três inúteis não foram capazes de te salvar. Eles não gostam nem um pouquinho de você, criatura patética! Se gostassem, não teriam perdido a batalha! E além de tudo, fomos bastante legais com um traste inútil feito você. Te demos a oportunidade de ver o mongo idiota do seu irmão. Deveria nos agradecer por isso, mimadinha.

– Para...! Para...! Para de falar...! Eu não quero mais ouvir isso...! – Tabita diz em meio às lágrimas.

Sérvia sorri mais ainda diante do desespero de sua prisioneira, e isso só contribui para aumentar sua vontade de torturá-la psicologicamente.

– A verdade dói, traste inútil? – Servia pergunta com desdém – No fundo, você sabe que tudo o que eu disse é verdade. Seu irmão quer se livrar de você! Ele não suporta ter uma irmã que só sabe chorar e pedir por socorro! Na verdade, ele ia preferir mil vezes ser irmão da Samira ou da Valery, que se dizem suas amigas. Elas pelo menos sabem fazer alguma coisa a não ser chorar!

A cada palavra carregada de veneno de Sérvia, mais e mais lágrimas são derramadas por Tábita. O líquido que sai de seus olhos se mistura ao sangue de sua face, aumentando ainda mais o prazer de Sérvia.

– Mentira...! Mentira...! O Tavius me ama...! Eu sei que ele me ama...! Tudo o que você diz é mentira...! É tudo mentira...! O Tavius me ama...! O Tavius me ama...!

Utilizando sua magia, Servia faz aparecer em sua mão um grosso trovão de cor roxa, que transmite um brilho intenso. A bruxa contempla o que acaba de invocar com seus olhos brilhando, diante da satisfação que terá dali a alguns segundos.

– Não é mentira, “princesinha”, e no fundo você sabe que é verdade tudo o que eu digo. Se o verme do Tavius gostasse de você, ele não teria desistido de tentar quebrar a barreira que te separava dele, não acha? Se ele realmente te amasse, conseguiria te tirar de nós. Mas, ao contrário, ele prefere fingir que está te procurando, quando na verdade deve estar se divertindo ao lado de Samira e Valery, aquelas que se dizem suas melhores amigas.

Tabita simplesmente não consegue impedir que lágrimas desesperadas caiam por sua face. Ela viu Tavius, Samira e Valery lutando para tentar salvá-la... E, aquilo não era fingimento... As lagrimas de Tavius, desesperado tentando libertá-la também não eram mentirosas...
– Mentira...! Eu não quero mais ouvir isso...! Vai embora...! Por favor...! Eu não quero ouvir...! Já chega...!

– Como se atreve a me mandar ir embora, traste inútil? Já esqueceu com quem está falando? Esqueceu-se que aqui você não passa de uma prisioneira que merece ser torturada até a morte? Bem, mimadinha, como castigo por ter tido tamanha ousadia, eu vou brincar mais um pouco com você!

E, dizendo estas palavras, Servia mira o trovão que tem em sua mão e o atira contra a fragilizada Tabita. O trovão vai de encontro à jovem a uma velocidade absurda, e a atinge de forma certeira, provocando uma grande descarga elétrica que faz com que Tabita urre de dor.

Não contente com isso, Servia faz parecer mais dois trovões, um em cada mão e os atira na jovem refém, dando altas gargalhadas de prazer enquanto ouve os gritos desesperados de sua vítima, enquanto ela é atingida por fortes descargas elétricas.

O sangue de Tabita mais uma vez começa a jorrar em meio a seus gritos desesperados, que apenas servem de estímulo para que Servia continue com a tortura. Os olhos da bruxa brilham de uma maldade insana enquanto ouve os gritos desesperados de Tabita e sua gargalhada tétrica assombra aquele quarto do horror usado como cativeiro, enquanto a jovem refém continua gritando diante da tortura a que está sendo submetida.

– PARE...! PARE COM ISSO POR FAVOR...! ESTÁ ME MACHUCANDO...! EU IMPLORO...! PARE COM ISSO...! PARE DE MALTRATAR...! JÁ CHEGA...! EU NÃO AGUENTO MAIS...! PARE...!

Ao ouvir estes gritos desesperados, Servia sorri mais alto, seus olhos brilham de um roxo intenso enquanto em suas mãos surgem grandes quantidades de espinhos negros. Sem nenhuma piedade, a megera começa a atirá-los em Tabita, com uma pontaria tão perfeita ela não erra um único espinho, e assiste ainda mais satisfeita as gotas de sangue de Tabita serem derramadas.



***



“Tavius... Tavius me ajuda, por favor...!”

– Tabita!!!!

Tavius acorda sobressaltado! Sonhara com ela mais vez. Olha para o lado e vê suas companheiras desacordadas e, vê os destroços de mais uma batalha perdida. A culpa o consome mais uma vez. Tivera Tabita tão perto e conseguiu perde-la novamente... A vira por uns instante e não conseguira salvá-la...

E neste momento tem certeza de que ela está sendo violentamente torturada por aqueles três demônios. Sua pobre Tabita está sofrendo e não pode fazer nada por ela. Tudo isso porque está se mostrando um péssimo irmão, incapaz de proteger a pessoa que mais ama neste mundo. Está decepcionando tanto seu pai quanto a sua querida Tabita, mostrando-se totalmente incapaz de salva-la.

Fecha seus olhos e vê o rosto ensanguentado de sua doce irmãzinha, vê seu corpo envolvido por aquelas correntes... As lágrimas dela... Tudo isto só faz a dor de seu coração aumentar ainda mais. Sente que seus ferimentos não são nada, se comparados ao sofrimento de sua amada Tabita...

– Aí, que dor de cabeça...! – diz Valery, voltando a si – Está tudo bem, Tavius? Como se sente?

– Provavelmente muito melhor do que minha pobre Tabita deve estar neste momento.

Valery olha para o rosto desolado de seu amigo e não sabe o que dizer. Gosta demais de Tabita, mas, sabe perfeitamente bem que o amor que Tavius tem para com a irmã mais nova transcende qualquer barreira. Em toda sua vida nunca conhecera irmãos tão unidos quanto aqueles dois. O amor dos dois é algo pelo qual possui uma forte admiração.

– Você pode achar isso excesso de otimismo de minha parte, Tavius. Mas, eu ainda não desisti de acreditar que nós salvaremos a Tabita. E, sei que ela conseguirá resistir até que finalmente consigamos salvá-la.

Tavius sorri para a amiga.

– Você é mesmo uma otimista incorrigível, não é?

– Aí, aí... Alguém anotou a placa?

Valery não consegue deixar de sorrir diante da brincadeira de Samira. Por sua vez, Tavius está preocupado com as duas, pois a batalha de tiveram lhes causou um grande estrago.

– Vocês estão bem?

– Ficaria melhor se a Valery aprendesse a usar uma magia de cura. Mas dá pra levar. E vou melhor infinitamente depois que conseguir esmurrar aquelas três bruxas e conseguir tirar aquele sorrisinho ordinário que elas tem! Elas me pagam!

– Samira! – Valery briga com a amiga e aponta para Tavius, que fechou sua expressão facial ante a menção das três bruxas.

– Desculpe, Tavius. Não foi minha intenção te deixar mal.

– Eu sei, Samira. E peço desculpas também, é que a Tabita...

– Nós sabemos.

– Mas, não podemos deixar as coisas como estão. – diz Valery – Sei que é difícil, mas não podemos perder a cabeça quando formos enfrentar os três demônios, temos que manter a calma.

– Difícil manter a calma, Valery. – diz Tavius.

– Pelo menos, temos que tentar não nos metermos em nenhuma fria, enquanto a Valery aprende uma magia de cura pra nos ajudar, estamos os três igualmente quebrados.

– E enquanto isso, minha irmãzinha continua nas mãos daqueles três demônios...



***



A lua cheia trás mais uma noite aquela floresta desolada e, na entrada de uma caverna, Mabel olha a sua volta, a fim de ter certeza de que não está sendo seguida. Vendo que está completamente sozinha, ela entra na caverna e em passos silenciosos, tão sorrateiramente que seus passos não são percebidos. Ao fundo da caverna, escuta urros ferozes e seus olhos negros brilham de tanta maldade, enquanto um sorriso cruel é estampado em sua face.

– Calma, meus bichinhos, logo chegará o momento em que vocês sairão para caçarem uma refeição maravilhosa formada por carne humana, a preferida de vocês.



***



Em seu cativeiro, Tabita acaba de recuperar sua consciência, após a última tortura promovida por Servia. E, a visão que tem só faz com que mais lágrimas venham a sua face. Servia e Soraya a encaram com ar de superioridade e deboche, ambas sorrindo impiedosamente para a jovem refém.

– Por favor...! Eu imploro...! Não me machuquem mais...! Não aguento mais isso...!

Ao ouvir o clamor desesperado de sua vítima, o sorriso demoníaco de Servia se alastra em seu rosto. A bruxa se aproxima de Tabita, que está jogada no chão e a segura pelo pescoço, fazendo Tabita ofegar ante a respiração dificultada. A bruxa mais uma vez a dependura na parede, pelas correntes do pulso da jovem, e, aperta ainda mais a corrente que está no pescoço dela.

– Você é patética, sabia? – diz a bruxa com um sorriso cruel – Ainda não percebeu que nenhuma de nós se importa com seus pedidos desesperados? Suas súplicas soam como música para meus ouvidos, imprestável.

Dependurada e sentindo cada músculo de seu corpo doer, Tabita não consegue responder a sua sequestrada, apenas sente suas lágrimas caindo por seu rosto.

Por sua vez, Soraya usa sua magia e faz aparecer na frente de Tabita a imagem da caverna onde Mabel se encontra.

– Não se preocupe,mimadinha. – diz Soraya – Não estamos aqui para torturar você. Apenas viemos para te mostrar ao vivo o espetáculo que culminará na morte de seu patético irmão.

– Mentira...! O Tavius não vai morrer...! Não vai morrer...!

Vendo o desespero de Tabita, que tenta, inutilmente se livrar das fortes correntes que a aprisionam, porém seu esforço é inútil.

– Preste bem atenção a Mabel neste momento, “princesinha”. – ironiza Servia – Porque ela irá libertar aquilo que provocará a morte do mongoloide do Tavius e das imprestáveis da Samira e da Valery.

Servia força Tabita a olhar a visão que Soraya mostra e com olhos vermelhos de tanto chorar, a refém vê a líder das três bruxas acendendo uma tocha e iluminando o local, para seu espanto, Tabita vê nas mãos de Mabel três cascavéis, porém, o que mais a assustou foi o que viu nas três jaulas na frente da bruxa. Seu terror foi tanto que não conseguiu conter um grito de desespero.



***



Ainda feridos da última derrota, Tavius, Samira e Valery se esquentam na frente de uma fogueira do frio da noite. Nenhum dos três nada satisfeitos com seu último fracasso. Mesmo ainda machucada, Valery tentou aprender alguma magia de cura, porém a maga não obteve sucesso em sua tentativa. Mas, ela sente que não está muito longe de aprender algo do tipo.

– Eu sinto que estou perto de aprender mais sobre magias de cura.

– Ótimo! – diz Samira, recuperando seu bom humor – Assim que aprender estaremos em melhores condições de devolver em triplo tudo o que aquelas enviadas do demônio fizeram conosco e com a Tabita. Não concorda, Tavius?

“- Mentira...! O Tavius não vai morrer...! Não vai morrer...!”

Outra vez o espadachim escuta a voz de sua irmã, tão nítida como se ela estivesse ao seu lado. Uma voz carregada de medo e desespero. O que faz com que sua preocupação só aumente.

– Tavius, tá me ouvindo?

– Esquece, Samira. O Tavius agora está concentrado na “conexão Tabita”, ele não vai te ouvir.

– Mas ainda acho incrível a conexão desses dois. Fico me perguntando o que foi que ele ouviu agora...



***



– Gostou dos bichinhos de estimação da Mabel, mimadinha? – Servia pergunta com um sorriso cruel, ao mesmo tempo em que força Tabita a olhar para a visão mostrada por Soraya.

– Não gostou das quimeras da Mabel? – ironiza Soraya – Elas são adoráveis, amam carne humana e só obedecem a Mabel. Sabe qual será o jantar delas? Os três patetas que dizem que não te salvar. Preste bastante atenção, porque a Mabel irá soltá-las neste instante.

Involuntariamente Tabita olha para a visão mostrada pro Soraya e vê a primeira quimera saindo da jaula. Uma mistura aterrorizante de leão com rinoceronte. O animal é uma junção perfeita dos dois animais, metade do corpo do leão e a outra metade de rinoceronte. Seu rosto é o de um leão acrescentando-se chifres de rinoceronte.

A segunda quimera a sair da jaula é uma mistura de gavião com tigre, a criatura possui o corpo do tigre, acrescentando a seu corpo as asas de um gavião. Seu corpo de tigre todo recoberto por penas.

E, a terceira e última quimera chega a ser mais aterrorizante que as outras duas, uma mistura perfeita de lobo com crocodilo. O corpo de logo, acrescido do rosto de um crocodilo, seus dentes prontos para atacar sem piedade suas vítimas.

As três quimeras possuem quase dois metros de altura cada uma e, olham imóveis para sua dona, Mabel, que, joga as serpentes que tem em suas mãos na direção das quimeras, e, em seguida, começa a evocar palavras em um idioma desconhecido. Uma aura rocha envolve as três quimeras e as serpentes se juntam a elas. Quando a aura rocha desaparece, as presas das três quimeras começam a pingar de veneno.

– Agora vão, meus bichinhos. – ordena Mabel – Três humanos serão o jantar de vocês esta noite.

E, ao ouvir a voz de sua dona, as quimeras saem em disparada em busca de sua caça, fazendo tremer o chão por onde pisam.



***



Tavius, Samira e Valery continuam em volta da fogueira se aquecendo, quando uma sombra voa sobre a lua escurecendo ainda mais a noite ao mesmo tempo em que o chão começa a tremer ante a aproximação de algo.

– Mais encrenca. – diz Samira, já se posicionando com seu arco em mãos.

Tavius também se posiciona e prepara sua espada, enquanto Valery fica em alerta e libera a mão esquerda para poder usar sua magia. A terra treme com mais força e surge na frente dos trio as duas quimeras terrestres, com suas presas de fora pingando veneno.

– Ok, agora a encrenca é grande, pessoal! – diz Valery.

– Grande? – diz Samira – Eu diria que é gigante, imensa, estratosférica...

– As duas querem parar? Nós estamos com problemas, não é hora de ficar brincando.

O trio se arma e preparam-se para o ataque, porém quando vão atacar uma imagem se projeta no céu, fazendo-os por uns instantes perder sua concentração. Tabita sendo violentamente flagelada pelas três bruxas.

Neste momento as duas quimeras avançam contra o trio, que se separam em uma investida. Uma quimera perseguindo Samira e a outra Valery, sem das as duas tempo de olhar para o céu e ver a tortura de sua amiga, apenas ouvem os gritos desesperados dela.

Querendo ajudar suas amigas, Tavius prepara sua espada para uma investida contra a Quimera que persegue Valery, a mistura de lobo com crocodilo. E, quando está prestes a desferir seu ataque:

“PAREM,POR FAVOR, EU IMPLORO...! PAREM DE ME MACHUCAR...!”

Ao ouvir a voz de sua irmã, Tavius se desestabiliza totalmente e por uma fração de segundos derruba sua espada no chão. Grande erro, pois é neste momento que a quimera alada surge em um voo rasante e em alta velocidade, não dando ao espadachim tempo de se defender e cravando suas presas venenosas no ombro de Tavius.

O espadachim sente a dor das presas da quimera em seu corpo, ao mesmo tempo em que o veneno começa a penetrar em sua corrente sanguínea, sua visão começa a embaçar e a última coisa que ouve é o grito de sua irmã:

“TAVIUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Notas finais
CONTINUA...