Notas iniciais
Hello! Mais uma vez, eu Sally estou postando um capítulo escrito por mim e pelo Tommy. Espero que gostem. Boa leitura.

Valery ainda não conseguia encarar o rosto de Tavius... Por alguns momentos, Tabita havia estado em suas mãos, e, no entanto, a perdera da forma mais humilhante possível.

– Me perdoa, Tavius... Por favor... Eu juro... Tentei com todas as minhas forças proteger a Tabita... Mas foi inútil contra aquelas três... E eu estava sozinha...

Samira e Tavius ajudam sentar-se e, a apoiam em uma árvore, para ela se sentir melhor. Enquanto Tavius a ajuda, Samira acende uma fogueira para os três se aquecerem no que estava parecendo que seria uma longa noite...

– Conte-me tudo, Valery, por favor. – pede Tavius, pacientemente. Conhece bem a dor da derrota e da humilhação e por este moti



***



De volta a seu cativeiro, Tabita é jogada violentamente contra o chão, enquanto lágrimas não param de banhar sua face e é encarada pelas três bruxas.

– Muito bem, imprestável. – diz Servia, com prazer em sua voz – Chegou a hora de você receber o castigo por ter tentado fugir de nós.

– Normalmente, deixamos os castigos só por conta de Servia. – diz Mabel, com crueldade – Mas agora, nós três vamos torturá-la até você chorar lágrimas de sangue.

– Prepare-se, inútil. – completa Soraya – Porque o que você sofreu até agora não é nada, comparado ao que sofrerá daqui para frente.

Tabita apenas olha assustada para aquelas três mulheres, sem conseguir parar de chorar, seu corpo treme violentamente diante do medo. Queria gritar por socorro, mas sua voz simplesmente não saia.

As três bruxas usam a magia e, nas mãos de cada uma delas surge um chicote e, ao mesmo tempo, as três começam a flagelar sem nenhuma piedade a prisioneira, enquanto gargalham de prazer a cada gota de sangue que é derramado da jovem Tabita.



***



A noite já caia e não havia lua para iluminar aquela densa floresta, a única iluminação para aquele trio era a fogueira feita por Samira. Os três olhavam-se sem dizer uma única palavra, estavam sem ação diante da derrota de Valery.

A jovem ainda não consegue encarar seus amigos de frente... Ainda não consegue acreditar que teve tão perto e a perdeu... Por sua culpa, a esta altura, ela poderia estar sendo torturada violentamente por três demônios.

Samira encara Valery e, mostra para ela que Tavius dormiu, encostado em uma árvore. A arqueira passa para a maga um espeto com carne de coelho assada na brasa.

– Você precisa se alimentar para recuperar.

Valery aceita a comida oferecida por sua amiga.

– Eu achei que o Tavius fosse me odiar, porque não consegui salvar a Tabita... Mas, ao contrário...! Ele me entendeu...!

– É claro que entendeu. Ele, assim como eu sabe que você deu tudo de si para proteger a Tabita... Você fez tudo o que estava a seu alcance...

– Aquelas três são poderosas demais, Samira...! Senti isso na pele! A Tabita começou a tremer só de ouvir o nome delas...! Ela estava muito ferida... E agora deve estar pior...! Não consigo ficar bem ao pensar nela! Sabe-se lá o que elas vão fazer...! Elas a torturaram na minha frente...! Bateram nela...! Ela não merece isso!

– Não! A Tabita não merece, porque ela é muito boa! Mas eu não perdi as esperanças! Nós vamos resgatá-la! E, temos uma vantagem! Sabemos que aquelas três bruxas mantém a Tabita prisioneira em algum lugar desta floresta! Anime-se, Valery! Meu coração me diz que, após se encontrar com você, a Tabita sabe que nós vamos conseguir resgatá-la!

Ao ouvir as palavras da amiga, Valery se sente um pouco mais confiante. Apesar da derrota, viu que Tabita ainda está viva e que, não desistiu, apesar de tudo.



***



“-Tavius... Me ajuda...! Socorro...! Estão me machucando...! Tavius...! Tavius...!

– Tabita... Cadê você? Tabita...!

– Tavius...! Tavius...!

O jovem se vê em lugar totalmente escuro, sem enxergar um palmo a sua frente, com espada embainhada, apenas ouve a voz de sua irmã chamando por ele.

– Tavius...! Tavius...! Me ajuda...! Por favor...! Vêm me salvar...! Tavius...! Socorro...! Tavius...!”


Tavius acorda sobressaltado, totalmente suado, apenas observa as chamas da fogueira. A voz apavorada de Tabita em seu sonho... Por que sonhara com ela? A dor da culpa por ela estar em perigo novamente transbordando em seu coração.

Ao seu lado, Valery dormindo e, contemplando as estrelas, Samira, perdida em seus pensamentos.

– Por que não está dormindo, Samira?

– Alguém tem que ficar de vigia, não acha? Agora Mabel Soraya e Servia sabem que estamos a procura de Tabita, não podemos baixar a guarda por um minuto se quer.

– Você poderia ter me acordado, não me importaria de ficar acordado.

– Preferi deixar você e a Valery descansarem para recuperarem as energias. De nós três, sou eu quem está mais inteira.

– Sonhei com ela, Samira. Em meu sonho, a voz dela estava desesperada e ela me pedia por socorro.

– Sabe o que eu acho? Sinceramente?

– O que?

– Que a Tabita sabe que você chegará para salva-la e, por este motivo, ela não vai se entregar! Você ouviu o que a Valery disse quando a encontrou, que ela chamou por você...! Ela afirmou que você a protegeria, Tavius! A Tabita não desistiu de esperar por você!

Tavius olha para o sorriso confiante de Samira ao lhe dizer estas palavras, e se, de alguma forma, a voz de Tabita realmente estivesse chegando até ele através de um sonho? Desde que eram crianças, os dois sempre foram muito unidos...

E se a voz de Tabita em seu sonho forem os pedidos desesperados dela?

– Acho que tem razão, Samira. Minha irmãzinha não deve ter desistido de acreditar que eu a salvarei.



***



Em seu cativeiro, totalmente ensanguentada, exausta e ferida, as lágrimas de Tabita não param de cair por seu rosto. Aquela sessão de tortura fora muito pior que as outras... Nunca, em toda sua vida havia sofrido tanto... Queria ao menos ter suas mãos livras para poder secar suas lágrimas... Mas infelizmente estava acorrentada e entregue a sua própria sorte...

Como queria ver seu irmão novamente... Como queria que Tavius aparecesse para tirá-la dali... E, para piorar, Valery havia sido ferida por sua culpa, por tentar ajudá-la... Se Tavius tivesse aparecido para ajudá-las...

– Tavius...!

Sua voz é carregada de sofrimento, enquanto profere o nome de seu amado irmão... Aquelas mulheres não cansavam de lhe dizer que ele jamais apareceria... Que não a amava e que a protegia apenas por uma promessa que havia feito a seu pai...! Mas, seu coração lhe dizia o contrário... Seu coração lhe dizia queTavius apareceria... Que iria tirá-la dali... Sabia que não estava tendo esperanças em vão...

– Tavius...! Vem me tirar daqui...! Vem logo...! Por favor...! Tavius...!

A porta de seu cativeiro se abre e Servia surge, sorrindo de forma sinistra.

– Pelo visto a última tortura não foi suficiente para você, não, é, inútil? Está até chamando pelo patético do seu irmão. Pois bem, já que a última dose não foi suficiente, vim aqui para te dar uma nova lição!

Notas finais
CONTINUA...