Notas iniciais
Olá!!! Capítulo novo para vocês, escrito por mim, Sally, com ideias geniais do Tommy e da Tita. Espero que gostem. Boa leitura ^^

Ao ouvirem a voz de Mabel, os seis dragões saem voando a procura de sua caça, deixando a líder das bruxas totalmente satisfeita. Muito em breve, não haveria mais Tavius, Samira e Valery em seu caminho.

A bruxa sente o vento provocado pelas asas de seus dragões enquanto eles voam na direção de seus inimigos. Neste momento Servia e Soraya saem da casa e se juntam a ela.

– Não é perigoso ficarmos aqui fora, Mabel? – pergunta Soraya – Acho pouco provável, mas, e se aqueles três passarem por aqui? Eles podem descobrir onde estamos com a mimadinha.

– Não se preocupe. – diz Mabel – Toda esta área está protegida por um poderoso feitiço meu, eles podem passar por aqui cem vezes que nada verão além de mata fechada, não serão capazes de nos ver. Meu feitiço é tão forte que aquela maguinha de quinta categoria não será capaz de quebra-lo.

– Além do mais. – completa Servia – Aqueles três patetas estão prestes a virar comida de dragão. Eles não aguentarão cinco minutos contra aquelas criaturas.

– Cinco? – ironiza Soraya – Não dou dois minutos para eles virarem picadinhos nas garras dos bichinhos.

– Pena que não posso mostrar a cena do assassinato dos três patetas para aquela mimadinha. – lamenta Servia.

– Pense, Servia. – diz Mabel – É bem mais divertido fazer aquela inútil acreditar que ninguém se importa com ela.

– A noite passada foi bem divertida! – diz Soraya – Adorei ver aquela inútil implorando pela morte.

– Os gritos daquela mimadinha soaram como música para meus ouvidos. – diz Servia – Os da noite passada então foram os melhores. E falando em gritos, vou entrar, está na hora de brincar um pouco com nossa prisioneira.

***

Tavius, Samira e Valery estão comendo algumas maças que a arqueira colheu, a fim de se prepararem para continuarem sua jornada.

– Está menos preocupado que ontem, Tavius? – pergunta Valery.

– Não muito. – responde o espadachim – Não consigo parar de pensar na Tabita e queria, acima de tudo entender porque ela pediu pela morte.

– Vamos mudar de assunto? – diz Samira, tentando aliviar a tensão – Se eu estivesse nas mãos daquelas três também estaria desesperada. Eu tremo só de lembrar o que aquelas três vigaristas me obrigaram a ver.

– Nem me lembre. – diz Tavius, sorrindo discretamente.

Os três estão tão distraídos que nem percebem o sol sendo coberto por alguma sombra. Quando se dão conta, tudo o que percebem são rajadas de fogo vindas do céu na direção dos três e automaticamente se deslocam de lugar, afim de não serem queimados pelas chamas.

Eles olham para o céu e veem os seis dragões prontos para soltarem mais rajadas de fogo por suas bocas.

– Que isso?! – diz Samira ao mesmo tempo em que desvia de outra rajada de fogo.

– São dragões. – responde Tavius desembainhando a sua espada.

– Fala sério. – continua a arqueira – E eu que tinha achado aquelas quimeras demais.

– As bruxas acharam de menos. – diz Valery.

O dragão de pele vermelha se prepara para uma investida, voando com muita velocidade na direção do trio ao mesmo tempo em que abre sua boca e lança mais chamas contra os três, que não podem fazer nada a não ser desviar do ataque.

Mal se desviam de um e o dragão de pele alaranjada os ataca pelo outro lado, deixando o trio completamente encurralados.

***

Na escuridão do cômodo em que está confinada, Tabita não se importa mais com as pesadas correntes que lhe prendem... Não se importa mais com a dor de cada ferida de seu corpo... Tanto as abertas como as em processo de cicatrização... Não se importa mais com seu sangue derramado... Nem com as lágrimas que caem por seus olhos...

As imagens de Tavius, Samira e Valery se divertindo em sua casa, sem ao menos se lembrarem que ela existe não saem de sua cabeça, e isto faz com que mais lágrimas banhem sua face ferida.

Por que Tavius fez isso com ela? Por que a abandonou desse jeito? Então era verdade tudo o que Mabel, Soraya e Servia lhe diziam? Tavius só a protegia por conta de uma promessa feita a seu falecido pai?

Ela ouve um rangido vindo da única porta daquele quarto em que infelizmente está confinada. E, nem precisa olhar para saber quem está entrando, pois sabe muito bem que está na hora de sua sessão diária de tortura.

– E então, mimadinha? – diz Servia, com um sorriso perturbador – Pronta para eu me divertir mais um pouco com você?

– Por que faz isso comigo...? – pergunta Tabita em meio às lágrimas de desespero – Por que não me mata de uma vez...? Vocês não conseguiram o que queriam...? Não se vingaram de papai...?

– Porque ainda não me diverti o suficiente com você, mimadinha. Gosto de ouvir seus grito, gosto de ouvir sua dor e desespero. Gosto de ver o sangue sendo derramado de seu corpo sem que você possa fazer nada para se defender. Isso me dá prazer! Um prazer enorme!

E, após dizer estas palavras, a bruxa sádica crias duas bolas negras rodeadas de raios roxos, e os joga contra o corpo de Tabita, que grita e se contorce de dor ao ter seu corpo atingido pelas esferas negras, ao som das gargalhadas de prazer de Servia.

***

– Preparem-se, meninas! – diz Tavius, com sua espada pronta para o ataque.

– Vamos lá! – diz Samira, pegando uma flecha qualquer de sua aljava.

Valery já prepara suas mãos para usar sua magia. Porém os dragões atacam ao mesmo tempo e com uma velocidade absurda, sem dar aos três qualquer chance de se defender e tudo o que eles podem fazer é sair correndo.

Os dragões são rápidos demais e, apesar do tamanho, são ágeis. Atacam sem descanso e não dão ao menos a chance do trio de defender ou ir para a ofensiva. Tudo o que os três podem fazer é desviar das investidas e das rajadas de fogo dos dragões.

– Eles não nos dão chance de atacar! – diz Valery, enquanto desvia do ataque de um dos dragões.

– Já percebemos. – diz Tavius, ao mesmo tempo em que tenta em vão acertar o rabo do dragão alaranjado com sua espada, porém o animal é mais rápido e levanta voo antes que o espadachim consiga acertá-lo.

O dragão de pele verde prepara-se para investir em um voo rasante, ao mesmo tempo em que os outros cinco lançam mais rajadas de fogo, sem defesa, Tavius, Samira e Valery se jogam, cada um em uma direção diferente, e, é neste momento que o dragão de pele esverdeada ataca com tudo, agarrando a arqueira com suas patas dianteiras e voando rapidamente em seguida.

– SAMIRA!!! – gritam Tavius e Valery ao mesmo tempo.

CONTINUA...

Notas finais
Gente, obrigada a todos vocês que acompanham e que deixam comentários muito legais, nos estimulando a continuar! Estamos dando nosso melhor e esperamos que continuem gostando! Beijos e até o próximo capítulo!