Notas iniciais
Sally-Yagami na área com mais capítulo de Jornada para vocês!

Tavius, Samira e Valery conseguem finalmente enxergar alguma esperança de vencer o exército de criaturas mortas, as palavras de Thales foram capazes de revigorar suas esperanças pois os mortos evocados pelo quarteto maldito não são tão imortais quanto aqueles quatro pesam.

– Então agora já sabemos como vencer esse maldito exército de mortos! – exclama Samira – Aquelas bruxas malditas e o asqueroso do Fabian não perdem por esperar!

– Ótimo! – a voz de Valery se faz ouvir.

– Suponho que você já tenha pensado em um plano, Thales. – afirma Tavius, pois conhece bem demais seu irmão e sabe que muito provavelmente ele já pensou em tudo.

Thales sorri para o irmão, deixando bem claro que ele está com a razão.

– Exato. – responde Thales – Quando fomos atacados e sugeri que nos separássemos, foi para enganamos nossos inimigos e pegá-los desprevenidos.

– Explica isso melhor, por favor. – pede Valery.

– Eu tinha quase certeza de duas coisas. – explica Thales – A primeira é que aquelas malditas bruxas e Fabian estariam nos observando através de magia e a segunda é que estariam mostrando tudo para a Tabita.

– Malditas...! – sussurra Tavius.

– Bolei meu plano levando em consideração a primeira das minhas certezas. – confessa Thales.

– Saque! – exclama Samira – Você queria enganar aquele quarteto maldito, enquanto desenvolvia a sua verdadeira estratégia.

– É mais ou menos por ai. – continua Thales – Não seria conveniente que, em um primeiro momento, elas soubessem que eu sei como derrotar as criaturas delas. Além de tudo, precisava que vocês experimentassem um pouco o poder destas criaturas, que é enorme, para que quando formos enfrentar estas criaturas, tenham em mente que um pequeno deslize de nossa parte pode nos custar a vida. E não podemos nos dar a esse luxo se quisermos ter alguma chance de salvarmos a Tabita.

– Conte-nos o seu plano, Thales. – pede Tavius, sem esconder sua ansiedade.

– Com prazer. – fala o irmão mais velho de Thales – Agora prestem bastante atenção.

***

Tabita chora de forma desesperada enquanto é torturada sem parar por Servia, que, resolvera descontar toda sua frustração em sua refém. Não importa como aquele alquimistazinho de quinta categoria conseguiu sobreviver as última vez, mas não vai continuar a sobreviver por muito tempo!

Não em seu labirinto da morte!

Para aliviar sua raiva, bate mais uma vez em Tabita, dando um poderoso soco em Tabita, e colocando praticamente toda a sua força nesse golpe. Seu golpe se mostra eficaz quando a mulher praticamente sem forças cospe uma lufada de sangue, o que faz com que Servia gargalhe de prazer.

O sofrimento que causa a Tabita é tão prazeroso que faz com que se esqueça de toda a sua raiva, proporcionar dor a esta mimadinha é o melhor remédio que poderiam existir no mundo!

– Qual o problema, mimadinha? – provoca a bruxa sádica – Onde foi parar toda a sua resistência? Onde foi parar a sua coragem quando disse que o grande Thales iria te salvar?

Tabita não encontra forças para responder, o ar falta a seus pulmões, tamanha a dor que sentiu com o golpe de sua torturadora. A cada dia, a cada hora, a cada minuto, sente seu corpo mais e mais fraco. A cada momento, sente que seu corpo está mais fraco, sente que está chegando mais perto do fim, e que não tardará o momento em que dará seu último suspiro e deixará este mundo.

Como não responde a pergunta da bruxa sádica, acaba recebendo outro golpe extremamente doloroso, desta vez na altura de suas costelas. A dor que sente é tanta que faz com que chore involuntariamente.

Quer morrer de uma vez... Quer acabar com seu sofrimento... Mas então, sua mente é invadida por lembranças de Samira, Valery, Thales e.... de Tavius...!

E, lembrar de suas amigas e seus irmãos faz com que a pequena chama da esperança volte a aquecer seu coração...!

Em algum lugar, os quatro lutam contra um exército de mortos, aparentemente imortais, para salvá-la de tanto tormento e, apesar de todas as derrotas que já sofreram, eles não desistem...! Eles continuam porque acreditam que ainda vão salvá-la! E, se eles não desistem, ela também não pode desistir! Tem que encontrar forças onde não tem para continuar suportando todas as torturas e crueldades...!

Porque seu coração lhe diz que mais cedo ou mais tarde Tavius irá aparecer para salvá-la!

***

Em algum lugar do Labirinto, Tavius, Samira, Valery e Thales estão se preparando para a derradeira e última batalha contra o exército de mortos enviados por Mabel, Soraya, Servia e Fabian.

Seguindo as instruções de Thales, Valery, Tavius e Samira usam flechas bem afiadas da arqueira para perfurar o chão, no formato do grande círculo de transmutação desenhado pelo alquimista.

O trabalho é feito com bastante calma, enquanto Thales fica de olho pelos lados do labirinto, a fim de não serem pegos desprevenidos por nenhuma armadilha enquanto se preparam para o combate contra as criaturas.

Após muito trabalho, os três conseguem terminar a difícil tarefa.

– Pronto. – anuncia Samira, colocando uma das mãos na testa para limpar as gotas de suor – Terminamos. Espero que seu plano realmente dê certo, Thales.

– Se conseguirmos atrair o maior número possível de mortos vivos para este círculo de transmutação dará. – fala Thales – Depois, uniremos minha alquimia a magia de Valery para espalharmos o fogo verde e obliterarmos os mortos remanescentes.

Thales transmuta um grande frasco com um líquido verde e, com ele começa a cobrir as bifurcações em volta do círculo que desenhou, cobrindo-o totalmente com o líquido que, na hora certa, deverá se transformar no maior fogo já visto.

– Tudo pronto. – anuncia o alquimista – Quando se sentir preparada pode atraí-los para cá, Valery.

– Pronta, Samira? – questiona a maga.

Em resposta, a arqueira tira de sua aljava sua melhor flecha, a posiciona em seu arco e o retesa, mirando bastante concentrada para o céu, ao mesmo tempo em que Valery evoca seu poder, fazendo com seus olhos assumam a coloração azul.

Samira atira a flecha ao céu no mesmo instante em que Valery atira um raio azul de encontro a flecha da amiga, que explode no céu fazendo um grande sinal, mostrando a localização exata de onde eles estão.

– Logo estarão aqui. – Tavius se prepara, colocando a espada em posição de combate, tendo seu gesto imitado por seu irmão.

Não demora muito e escutam passos, cada vez mais próximos, a tensão aumentando nos quatro, pois um passo em falso e serão mortos pelo poderoso exército de criaturas mortas.

– Estão aqui! – anuncia Thales.

– Ótimo. – fala Samira – Vamos acabar logo com isso e mostrar a que viemos.

Mal Samira termina de falar e centenas de criaturas mortas aparecem, cercando o quarteto completamente. O medo por um momento invade o coração dos quatro, mas a certeza de que devem vencer faz com que o medo desapareça com a mesma rapidez com a qual chegou.

Samira prepara seu arco, Valery evoca sua magia de vento, Tavius, sua espada, em uma posição ofensiva. Os mortos avançam em direção aos quatro, que permanecem estáticos, apenas esperando o momento certo.

Quando um grande número de criaturas está no centro do círculo desenhado por Thales, o alquimista usa sua espada em um golpe no céu e profere umas palavras em um idioma conhecido apenas por alquimistas e, o círculo de transmutação desenhado em sua espada brilha ao mesmo tempo em que brilha o círculo desenhado no chão.

Uma explosão acontece, o mesmo tempo em que chamas verdes e explodem e parecem ganhar vida.

Notas finais
CONTINUA...