Uma Dose De Amor.

2 Capítulo 2


Ruas vazias, totalmente em silêncio. Parecia que não havia ninguém naquele bairro. Ondas violentas. Mas de alguma forma, isso me deixava bem, eu gosto de silêncio e gosto mais ainda de estar sozinha. Sentei e apoiei minhas costas em uma pedra. Fiquei desenhando na areia. Pássaros, e mais pássaros. Pode até ser engraçado, mas sou fissurada por pássaros. De repente, ouço uma voz gritando um nome, Mary, Larry, Harry, ou whatever, dei de ombros. Não tinha nada a ver comigo.

- Ei... – Se aproximou um menino não muito alto, com o cabelo castanho meio bagunçado, e olhos claros completamente perfeito, meio azul, verde, não deu pra identificar, mas Deus, que garoto lindo, igual a um bonequin... – Ei, estou falando com você! Tá me ouvindo? – Interrompeu meus pensamentos.

- Oi... Ahn... – Droga! Qual o meu problema? – Não te ouvi direito, você fala muito rápido. – Disse, meio atrapalhada.

- Rápido? Repeti 3 vezes! Pelo jeito, você está desligada do mundo né? – Ele riu. – Eu perguntei se você viu uma cadela, ela é magrinha, com as orelhas pro alto, pele marrom, não tem muito pelo.

- Desculpa, estou desligada sim. – Dei um sorriso envergonhado, sem mostrar os dentes. – Não, não vi.

- Droga! – Respondeu ele, aparentemente desapontado. – Minha tia vai me matar!

- Te matar? Por que?

- A bichinho é dela. Estava eu e a cadela sozinhos em casa, eu estava dormindo, e ela tem medo de chuva, trovões... Essas coisas! A casa estava aberta e ela fugiu.

- Boa sorte com a procura, então. – Disse, ainda meio envergonhada.

- Obrigado. – Sorriu. Santa mãe de Deus! Por que um sorriso tão perfeitamente perfeito? – A gente se vê, tchau.

Ele virou de costas e foi embora. Comecei a rir sozinha. Talvez eu realmente seja a pessoa mais besta do mundo. Preciso perder minha mania de ficar reparando nos outros.