Uma Dose De Amor.
1 Capítulo 1
Claire's P.O.V
Como se não bastasse minha vontade zero de viajar para a casa da minha avó em San Clemente (uma pequena cidade que fica entre San Diego e Los Angeles), com a minha irmã Alexia e meus pais, o dia amanheceu chuvoso. Ótimo! Não tinha mais como piorar. Não que eu gostaria de ir a praia algum dia, eu não dou a mínima para isso, não poderia esperar nada diferente em começo de inverno. Minha mãe nos apressava dizendo que se não andássemos mais rápido iriamos passar as férias inteiras em Phoenix. Eu já estava completamente prontas e minhas malas já estavam arrumadas. Porém a lerda e patricinha da minha irmã ainda não tinha terminado de se maquiar.
- Anda Lexi! Você já está trancada nesse quarto se arrumando a mais de uma hora. Vai ficar para trás. – Minha mãe gritou do lado de fora.
- Lexi minha querida, demore mais um pouco. Seria um prazer se você se você realmente ficasse para trás. – Soltei uma risadinha. Não consigo me conter.
- Ha ha ha. – Lexi saiu do quarto. – Por que não volta pro circo, irmãzinha? Ou deveria dizer, palhacinha?
- Chega vocês duas! Vão para o carro, antes que eu me aborreça. – Minha mãe gritou.
Alexia sempre faz questão de tentar estragar minhas manhãs. Porém, tentativa sempre em vão, baby! Partimos para San Clemente.
-
Depois de seis horas de viagem, finalmente chegamos na casa da minha avó. Havia quase um ano que não nos víamos! Em San Clemente também estava chovendo, porém bem menos que em Phoenix. Pelo menos tenho meus moletons, meus jeans e all stars surrados que não me deixam passar frio. Ao contrário de Alexia, que não larga suas saias e nem seus saltos seja o tempo que for.
Me acomodei em um dos quartos da casa da minha avó. Graças a Deus não precisaria ter que dividir quarto com ninguém já que a casa da minha avó é grande e ela mora sozinha. Esvaziei minhas malas e coloquei minhas roupas dentro do guarda-roupa. Me joguei em cima da cama, estava quase dormindo quando minha avó chega na porta.
- Querida, vamos dar uma volta pela cidade enquanto não chove. Não quer ir com a gente? – Perguntou.
- Não vó, obrigada. Acho que vou ficar pra aproveitar e dormir um pouco. – Respondi.
- Então tá! Qualquer coisa, já sabe. A geladeira está cheia e você conhece bem o bairro, caso queira dar uma volta. – Finalizou me dando um beijo na testa, e se retirando do quarto em seguida.
Virei de um lado, virei pro outro e meu sono persistiu em sumir e não voltar mais. Minha bateria do ipod havia acabado, e a televisão estava sem sinal. Olhei pela janela, não estava chovendo mais, apenas estava nublado e com uma ventania não muito forte. Desci até o primeiro andar, e peguei a chave reserva na área de serviço. Sair e olhar um pouco as ondas, com a praia vazia, não faz mal a ninguém.
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