Uma Chance para Duas
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Regina — Flashback ON (Noite anterior aos recentes acontecimentos)
Depois de passar a manhã e a tarde no laboratório e dar todas as aulas da noite, tudo o que eu mais queria era chegar em casa, tomar um banho, comer algo, mandar uma mensagem para Emma perguntando como ela e o Henry estavam e perguntar como havia sido o seu dia.
Quando eu cheguei estranhei que a empregada ainda estava por lá.
—A Sra. tem visita. A Marcela, ela chegou no final do meu expediente e disse que iria esperar você chegar, então eu achei melhor ficar e esperar até a que sra. chegasse.
—Fez bem, você já pode ir.
A Marcela me esperava na minha sala de leitura.
—Acho que você ainda não entendeu que eu coloquei você para fora dessa casa e que não pode aparecer aqui quando bem entender. —Falei entrando no cômodo.
—Boa noite para você também, Regina. Acho que a Cora te educou melhor que isso. —Ela estava sentada na cadeira por trás da minha mesa. —Você ainda passa as noites aqui? —Perguntou se referindo ao meu local de trabalho em casa.
—O que você quer?
—Como está sendo a sua aventura com a advogadazinha?
—Se você estava achando que eu vou negar, está enganada, minha relação com a Emma não é segredo.
—Não é mais, você quer dizer. —Falou frisando a palavra mais.
—Eu também não vou negar isso, não tenho por que, mas gostaria de saber como você descobriu.
—Um leve suborno ao vigia noturno do prédio dela. Ele me disse que viu você subindo para o andar dela no início o turno dele, e só te viu saindo no outro dia pela manhã, ao final do turno dele.
—Típico de você.
—Você me julga, mas não consegue ver o quanto eu sou uma boa pessoa, eu podia ter levado isso ao tribunal, nós ainda estávamos casadas, então toda via você também me traiu, isso dava assunto para no mínimo mais uma sessão.
—E porque você não fez?
—Porque eu não sou rancorosa, não com você. Eu não consigo ser, porque eu te amo.
—O que você está fazendo aqui? —Perguntei com a pouca paciência que eu tinha se esvaindo.
—A Emma tem um filho, não é? O Henry, que por foto parece ser uma criança adorável. —Ouvir o nome dos dois saindo da boca da Marcela me fez tem um mau presságio. —Mas não parece muito com ela, inclusive eu já falei isso para ela. Ah, ela já te falou que eu fiz uma visitinha a ela? Mas enfim, isso não importa. Ela deve amar muita aquela criança, produção independe é para poucos, só os mais corajosos. Já pensou como ela ficaria se o garoto sumisse?
—Se você ousar fazer algo...
—Ela ficaria tão vulnerável, que se alguém tentasse colocar na cabeça dela que a culpa é sua, ela deixaria. Ficaria tão desesperada, que atribuiria a culpa a qualquer um, e facilmente entenderia que depois que você entrou na vida dela só desgraças aconteceram. Daí ela ficaria sem o filho, e você, sem ela. Todos muito tristes.
—Acho que me contar o seu plano não foi a sua atitude mais inteligente. E a Emma não me culparia!
—Você jamais teria com o provar nada, seria a minha palavra contra a sua. E ela pode até não culpar você, mas você iria se culpar pelo resto da sua vida, e com isso você não poderia viver.
—Você não faria mal a uma criança que não tem nada a ver conosco. Você viu o quanto eu sofri quando perdi o nosso filho, você também sofreu!
—Ah, por favor Regina, eu não machucaria uma criança inocente, que espécie de ser humano eu seria? Mas nada me impede de manda-la para outro país e ser criada por outra família. Ele ficaria e cresceria bem, mas a Emma... Ah Emma, ela ficaria destruída, jamais saberia o que aconteceu com o filho, e você não iria poder fazer nada, por acaso você sabe quantas crianças somem por dia só no nosso estado?
—Você não faria isso! Eu mato você se você ousar encostar um dedo sequer tanto no Henry quanto na Emma! —Rosnei quase me atirando sobre a mesa.
—Poxa Regina, cometeu logo o erro de se apaixonar pela advogadazinha? Mas calma, eu tenho uma solução que com certeza derramará muito menos sangue, e se você cooperar direitinho, ela e o garoto ficarão bem, mas para isso, você precisa fazer o que eu disser.
Fale com o autor