Uma Chance para Duas

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Por se um cap curto, amanhã postarei outro

Emma

Tudo ia bem, depois de passar tanto tempo tentando evitar pensar nisso e não tirar os pés do chão, eu podia ver um futuro para mim e para Regina, as expectativas fluíam como a água pelos córregos, e eu esperava alcançar todas elas.

O dia que passamos juntas foi essencial para mim, tê-la finalmente tão aberta a mim só comprovou tudo que eu imaginava, que por baixo de tantas capas, Regina Mills é uma mulher maravilhosa.

O final de semana tinha acabado há alguns dias e eu tinha voltado para a minha rotina. Regina e eu tínhamos combinado de nos encontrarmos nos finais de semana devido aos nossos trabalhos, o que eu agradeci, pois, mesmo querendo estar perto dela, a Lily não me dava sossego, casos e mais casos eram enviados para mim.

Preparava a defesa de um dos casos quando o telefone da minha sala tocou, era a secretária avisando que Regina Mills estava no prédio e que gostaria de falar comigo.

—Regina, o que faz aqui? —Perguntei ao recebe-la na porta e lhe dando um beijo rápido. —Senta aqui. —Falei direcionando ela para cadeira em frente à minha mesa.

—Eu não preciso sentar, é rápido o que eu vim para falar com você. —Disse séria. Ela soava diferente.

—É sobre a assinatura dos papéis do divórcio? Achei que tinha ficado certo de que eu os levaria para você assinar no final de semana.

—Sim, eu vim falar sobre o divórcio, mas não sobre a assinatura dele. —Eu não entendia sobre o que ela se referia, no caso dela, a única coisa que havia pendente era a assinatura dos papéis, e isso já estava decretado. —Quero que você cancele tudo isso, não haverá mais divórcio.

A princípio o meu cérebro não quis, se negou a raciocinar o que ela tinha dito.

—O que Regina?

—Acho que não será necessário mover outra ação para anular o divórcio, afinal, nem eu e nem a Marcela o assinamos ainda.

—Do que você está falando, Regina?

—Você quer que eu desenhe Swan? Eu e a Marcela não vamos mais nos separar.

—Isso é uma brincadeira? Porque se for é de muito mau gosto! —Agora eu entendia o porquê de ela soar diferente, ela estava falando exatamente como a Regina que eu conheci primeiro, não só falando, mas agindo também.

—Eu pareço estar brincando, Swan?

—Você não pode estar falando sério.

—Mas eu estou, eu sou a sua cliente e eu estou mandando que você pare qualquer transação a respeito do meu divórcio.

—Porque isso Regina?

—A Marcela me traiu e eu quis dar o troco de alguma forma, eu jamais iria ficar por baixo. Mas agora ela já aprendeu a lição.

—Então tudo isso foi um jogo seu? —Falei sentindo os olhos arderem devido às lágrimas que se acumulavam.

—A Marcela estava certa quando disse que eu estava fazendo isso apenas para puni-la, mas eu mostrei a ela até onde eu posso chegar. —Não, estava tudo errado, eu não estava ouvindo aquilo, não era verdade.

—E o que nós tivemos, hein? Fez parte do seu jogo também?

—Sinto muito que você tenha se envolvido tanto, mas eu precisei te motivar para fazer com que você trabalhasse com afinco no meu caso. Quando a motivação é pessoal as coisas fluem mais rápido. Viu como você conseguiu ganhar o meu caso?!

—Isso não é possível, nenhum ser humano que se preze é capaz de ir tão baixo. Então tudo que você me falou...

—Eu fiz o que foi preciso para dar uma lição na Marcela.

—Você me envolveu no seu jogo sujo, me fez achar que houvesse algo, fez com que eu me apaixonasse por você! —Falei já alterada.

—Não é a minha culpa se você se apaixona tão fácil. Bom, já te disse o que tinha para dizer. —Ela falou se virando para porta.

—Volta aqui! —Falei a puxando pelo braço. Minha respiração era rápida e curta, eu podia sentir que estava a um passo de perder o controle. —Você é um lixo, é a pior espécie de gente que existe no mundo, acha que está acima de todos e que todos estão aqui para servir aos seus propósitos e que não existe problema em pisar neles, mas existe sim! —Falei olhando em seus olhos, esperei que em algum momento ela vacilasse e me mostrasse que tudo que ela tinha me dito era mentira, mas ela não vacilou, manteve o olhar tão firme que o senti pesar.

—Eu acho que você deveria soltar o meu braço, ou se não a próxima vez em que você estará em um tribunal será para defender a si mesma contra uma acusação de danos físicos e morais. —Só então eu percebi o quão forte apertava o seu braço.

Quando Regina passou por aquela porta levou consigo toda e qualquer força que me sustentasse. A única coisa que restou foi uma escuridão sufocante que se apossou de cada parte minha. Tudo estava quebrado.

Notas finais
Não está mais aqui quem postou.