Uma Chance para Duas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Perdoem os erros que passam despercebidos e boa leitura.

Regina
Tínhamos marcado de sair com alguns amigos para um pub, para jogar conversa fora... Na verdade fomos convencidas pôr os nossos amigos. Casadas há cinco anos, Marcela e eu trabalhamos muito, estamos sempre ocupadas e cheias de trabalho, ela é arquiteta e dona da sua própria empresa, e eu, professora de Biologia em uma universidade e desenvolvedora de pesquisas em um hospital.
De última hora a Marcela me ligou dizendo que não poderia ir, pois um cliente havia pedido para modificar o projeto de última hora, e que ela ficaria na empresa para terminá-lo, afinal, era um de seus melhores clientes, logo ela fazia questão dela mesma trabalhar nele.
Contragosto acabei indo, devo confessar que valeu apena, há meses não via meus amigos e não ria tanto, mal sabia o que me esperava. Saindo do pub decidi passar na empresa para saber como iam as coisas e para irmos para casa juntas.
—Boa noite seu Jorge. — Cumprimentei o vigia noturno.
—Boa noite dona Regina.
Meu intuito era fazer uma surpresa a minha esposa, e não ser surpreendida dessa forma. Ao chegar perto da sala de Marcela, vi que porta estava aberta, mais a alguns passos e já podia ouvir um barulho também vindo da sala, parecia com... Não podia ser, eu não estava ouvindo aquilo:
—Ai Marcela! — Gemidos — Assim, assim que eu gosto.
—Gosta assim? Então se prepara — Mais Gemidos.
Em cima da mesa da minha esposa, estava sentada a sua secretária, Marcela estava de joelhos entre suas pernas e eu estagnada na porta onde fiquei até ser notada, sem acreditar no que meus olhos viam.
—Regina? — Disse Marcela ao me ver — Não, não é nada disso que você está pensando, eu só estava...
—O que é que você só estava? — Falei com a voz embargada de raiva, decepção e tristeza. — Transando com a sua secretária na sua mesa?
—Eu posso explicar tudo, é só você me deixar falar!
—Explicar? O que eu vi aqui foi o suficiente! — Falei alterada — Há quanto tempo isso vem acontecendo de baixo do meu nariz?
—Dona Regina ... — Tentou se explicar a secretária.
—HÁ QUANTO TEMPO ISSO VEM ACONTECENDO?
Marcela e sua amante trocam olhares.
—Há dois anos. —Marcela falou em um sussurro.
Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo, parecia que tudo que eu havia construído estava desabando ao meu redor.
—Dois anos?! — Falei incrédula e com os olhos marejados.
Nesse momento me virei e saí em disparada rumo para o elevador, tudo na minha frente parecia embaçado, eu podia apenas ouvir ao longe alguém me chamando, mas eu não queria ouvir, não queria parar.
Ao chegar no elevador, esmurrei a porta ao perceber que ele estava no térreo e que demoraria a chegar na cobertura, então olhei para esquerda e notei a escada da saída de emergência, não pensei duas vezes e me precipitei por ela. A única coisa que eu queria era sair daquele prédio.
—Regina! Regina, me espera por favor! — Dizia Marcela vindo atrás de mim.
Na saída do lance de escadas ela me alcançou.
—Espera! — Disse ela me pegando pelo braço.
—Me solta — Vociferei.
—Me escuta por favor, vamos conversar. Me deixa te explicar tudo aquilo.
—Que raios de desculpa você vai usar para justificar dois anos de traição, DOIS ANOS! Me larga — Falei olhando ferozmente para sua mão em meu braço.
Me soltando ela disse —Você precisa se acalmar.
—Eu não quero me acalmar, eu não quero mais ver você na minha frente.— Falei com a voz cada vez mais embargada — E se você ainda tiver o mínimo de decência se quer, não apareça mais na minha casa. — E sem esperar uma resposta, saí do prédio.
Eu não queria ver ou conversar com ninguém, só queria ir para minha casa. Entrei no meu carro e pisei fundo no acelerador. Na minha mente só se repetia aquela cena.
Entrei no condomínio como uma bala, ao chegar em casa me tranquei no meu quarto, quebrei alguns porta-retratos com fotos nossas e chorei, chorei o que não tinha chorado em uma vida.
Não entendia como Marcela poderia ter jogado tanta coisa fora, ter jogado o nosso casamento, a nossa vida juntas, acompanhamos as carreiras profissionais uma da outra, estávamos sempre lá nos apoiando, ela sempre foi a primeira a me aplaudir, as tentativas frustrantes de engravidar, tanto minhas quanto dela, mas sempre estivemos ali, uma ao lado da outra.
Nós não fomos amor à primeira vista, fomos construindo tudo aos poucos, confiança, segurança... Mas hoje eu vi que tudo isso não passava de mentiras.
Como eu pude ser tão burra? Como me deixei se traída por tanto tempo?
A ilusão de ser amada nos cega.
Chorei até o meu quarto se inundado pôr a luz do sol, já não tinha mais noção do tempo em eu estava sentada ali ao pé da porta. Mesmo me sentindo esgotada não conseguia dormir, então tomei dois ou três calmantes e eu finalmente deixei de existir.
Notas finais
As atualizações serão semanais.
Bjus.
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