Notas iniciais
Então gente... MIL DESCULPAS PELA DEMORA!!! DE VERDADE, DESCULPA :'( no começo eu tive um motivo: tive duas provas e depois teve aquele feriado de Páscoa que cagou com a minha rotina... Mas depois foi só falta de planejamento... Então, peço desculpas de verdade... Mas antes tarde do que nunca, não é? Hehe boa leitura ;) P.S.: não sei se vocês repararam, mas agora os capítulos tem títulos hehe

“Newt,” disse Thomas.

“Não, não diga nada,” começou Newt. “Eu não posso te obrigar a sentir o mesmo por mim. Sei lá, a gente se conhece faz um mês, e foi suficiente pra eu começar a gostar de você. Todas as vezes que a gente ficou conversando, todas as vezes que a gente ficou estudando, tudo, foi muito bom pra mim. E eu comecei a gostar de você. Só não queria que você me achasse um idiota por causa da festa, então eu queria pedir desculpas.”

“Não precisa se desculpar.”

“Preciso sim! Eu simplesmente te puxei. Eu nem ao menos te dei uma chance, ou te perguntei o que você queria. Fui muito idiota. Só queria que a gente pudesse continuar como amigos, por favor.”

“Por que você está fazendo isso?” Perguntou Thomas.

“Porque você me empurrou naquela hora, e eu entendi que você não gostou,” explicou-se Newt. “Amigos?”

Thomas não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Por dentro, ele estava numa confusão de sentimentos. Newt, o veterano que conseguiu conquistar seus sentimentos havia acabado de confessar que também tinha sentimentos por Thomas. Isso era um fato inegável: o que quer que os dois tivessem, fosse amizade ou outra coisa, havia crescido muito nesse mês em que estudaram juntos. Thomas confiava em Newt e sabia que Newt também confiava nele, afinal, se não confiasse, o veterano não iria expor seus sentimentos.

O problema é que Thomas simplesmente não sabia o que fazer. Contar para Newt que também tinha sentimentos pelo loiro? Ou então ignorava e suprimia esses sentimentos e continuava sua vida sendo apenas amigo de Newt? E se contasse para Newt, o que iria acontecer em seguida? Thomas não fazia a menor ideia.

A única coisa que Thomas tinha certeza era que sua família não o aceitaria. Nunca seus pais aceitariam que seu filho namorasse um outro garoto. Então, o que Thomas devia fazer?

Uma decisão devia ser tomada e Thomas sabia qual.

“Newt, eu não quero ser seu amigo. Não posso mais fazer isso.”

E antes que Newt pudesse ter seus sentimentos estraçalhados, antes que ele pudesse ficar bravo com Thomas, o calouro segurou sua mão, e depois o puxou para um beijo.

Estavam na universidade? Sim, estavam. Thomas se importava? Não, nem um pouco. Esperava que Newt não se importasse também, pois se se importasse, Thomas estaria numa bela de uma encrenca.

O beijo não foi nem rápido demais e nem longo demais. Simplesmente foi um beijo. Gostoso, quente e cheio de sentimentos. Agora já não era mais a hora de esconder o que sentiam um pelo outro. Thomas gostava de Newt. Muito. Podia não ser amor ainda, mas era forte. E, pelo que Newt falou, ele também gostava de Thomas. Tudo estava bom demais para ser verdade, mas, nesse momento, Thomas deixou isso de lado e se preocupou em curtir o beijo. A maioria das “paixonites” de Thomas nunca foi correspondida, então, esse beijo era um “prêmio” por ter passado por todas aquelas decepções.

Quando o beijo acabou, os dois ficaram se encarando por um tempo. Thomas percebeu que era um pouco mais alto que Newt, e também percebeu que o veterano estava com os olhos molhados.

“O que foi isso?” Perguntou Newt.

“É como eu disse,” começou Thomas. “Eu não quero ser seu amigo, não posso mais fingir que não sinto nada por você.” O calouro segurou a mão de Newt novamente.

“Por um momento, eu senti como se eu estivesse quebrando por dentro,” disse o veterano, rindo logo em seguida e limpando as poucas lágrimas que acabaram saindo de seus olhos.

“Tá tudo bem,” disse o calouro, puxando Newt para um abraço bem apertado. “Não precisa mais chorar.”

“Obrigado, Tommy.”

Algumas pessoas viram essa cena, mas a maior parte dos universitários estava no restaurante universitário, pois era hora do almoço. E as poucas pessoas que viram, simplesmente ignoraram. A maior parte dos estudantes são jovens, e estes, em sua maioria, têm suas mentes mais abertas para o mundo.

“E agora?” Perguntou Newt, se distanciando alguns centímetros de Thomas.

“Não sei... A gente vê como as coisas vão indo?”

“Parece um bom plano,” disse o veterano, sorrindo para Thomas.

O calouro ia puxar Newt para mais um beijo, mais um beijo de comemoração, mas foi interrompido por um assovio. Thomas e Newt olharam para o lado e viram Minho e Gally assoviando, rindo e aplaudindo os dois. E Thomas queria morrer logo depois de matar os dois.

Tanto Thomas quanto Newt estavam muito envergonhados. Sabiam que uma hora seus amigos iriam saber de sua “relação”, mas não imaginavam que isso fosse acontecer na mesma hora em que essa “relação” começou.

Mas isso era só o começo. Minho e Gally, que estavam usando casacos, abriram os mesmos e mostraram as camisetas que estavam usando. E foi nessa hora que Thomas decidiu que cometeria suicídio: a camiseta dos dois era igual. Continha a frase “Eu shippo” e logo abaixo estavam estampadas as fotos do perfil do Facebook de Newt e Thomas.

Ok, ok. Por dentro, Thomas havia adorado a camiseta. No fundo, bem no fundo, ele sabia que havia gostado. Mas por fora, estava mais vermelho que um pimentão e estava prestes a ser acusado de homicídio duplamente qualificado. Minho e Gally estavam chamando muito a atenção das outras pessoas.

Os outros dois veteranos se aproximaram de Thomas e Newt. “Cara, já tava na hora,” disse Minho.

“A gente tava esperando por isso desde a primeira semana de aula,” continuou Gally.

Newt queria falar alguma coisa. Thomas também. Mas os dois estavam sem reação. Foi só quando Minho entregou uma camiseta igual à que usavam para Newt que este falou: “Seus idiotas! Vocês não têm mais nada pra fazer? Tomara que não passem em Cálculo II.”

“Calma aí, Newt,” disse Gally, quase sem conseguir falar direito de tanto que ria. “A gente vem aqui, dá o maior apoio pra vocês e você quer que a gente reprove em Cálculo II? Que espécie de amigo é você?”

Não importava se o desejo de Newt era real ou foi apenas da boca para fora, Gally e Minho não o haviam levado a sério. O coreano também entregou uma camiseta para Thomas. O calouro percebeu que junto com a sua camiseta havia outra coisa. E ele quase teve um ataque cardíaco quando percebeu o que era: um pacote de camisinhas.

Foi nessa hora que Alby, um veterano que Thomas havia conhecido há pouco tempo mas que era muito amigo de Newt, apareceu. Ele pegou Minho e Gally pelos braços. Ambos reclamaram de dor.

“Foi mal, Newt,” disse Alby. “Eu disse pra esses dois ficarem longe de vocês.” Alby estava tentando ficar sério, mas era quase impossível diante da situação. “Aproveita o calouro,” disse, dando uma piscada para Thomas e levando Gally e Minho para longe.

Quando estavam a alguns metros de distância, Minho gritou para Thomas e Newt: “Não se esqueçam de usar proteção!”

“Tommy, desculpa por isso,” começou Newt, desesperado. “Eu não sabia que eles iam fazer isso e...”

Antes que pudesse terminar, Thomas começou a rir. “Relaxa. Uma hora eles iam saber mesmo. E os presentes não foram inúteis,” disse o calouro, colocando a camiseta e as camisinhas dentro de sua mochila. “Newt, eu adoraria ficar mais aqui com você, mas eu tenho que ir.”

“Ah, verdade! Vocês calouros têm prova amanhã! Tudo bem, Tommy. Pode ir, eu deixo,” disse o veterano, rindo após esta última frase.

“Eu ganho um beijo de despedida?” Perguntou Thomas, com um sorriso brincalhão no rosto.

Newt apenas riu antes de puxar Thomas para um beijo, que foi bem mais intenso que o anterior. Quando se separaram, os dois estavam respirando rapidamente, procurando por mais ar. E com mais um selinho rápido e um “Tchau”, os dois seguiram seus caminhos.

Quando Thomas chegou em casa, a primeira coisa que fez foi tirar a camiseta da mochila e admirá-la. Um pensamento passou por sua cabeça: Eu também shippo Newmas.

Notas finais
E então??? O que acharam? Hehe por favor, comentem!!! Pode ser qualquer coisa haha o que gostaram, o que não gostaram, sugestões, críticas, ou até mesmo um "oi"... Afinal, leitores novos são sempre bem vindos hehe Ainda não comecei a escrever o próximo mas espero não demorar tanto (de novo, desculpa)... Enfim, espero ver vocês nos comentários hehe até mais e abraços ;)