Quando Jonas, Brian e Verônica chegaram ao lugar, os rapazes foram logo calorosamente recepcionados por algumas mulheres...

– Jonas! Brian!

– Sandra – falou Jonas, enquanto era agarrado por uma das mulheres.

– Oh, Jonas, estava morrendo de saudades, lindinho – falou a mulher, que era morena e tinha uma certa graça, apesar de não ser nenhum pouco bonita – o que foi? Por acaso, se esqueceu de mim, do meu chamego?

– Brian Benson – falou uma ruiva, de uma forma sensual – quanto tempo, meu rei. Não estava com saudades da sua ruivinha não?

– Oi, Marisa – respondeu o guru, meio sem graça – como vai?

– Melhor agora, meu guru favorito – falou ela, o agarrando – vendo você, dono do meu mistério...

– Calma, Marisa – pediu Brian – vamos com calma...

– E então? – falou Sandra, observando Verônica – quem é essa?

– Bom...

– Verônica – respondeu ela, antes que Jonas falasse, esticando a mão para a outra, que apertou-a, com uma curisodade no olhar.

– Prazer, Verônica – respondeu a mulher – eu sou Sandra. Jonas talvez tenha falado sobre mim...

– Não que eu me lembre – respondeu Verônica, direta.

A outra sorriu. Um sorriso amarelo.

– Bom, Sandra – falou Jonas – estamos precisando de um lugar para ficar esta noite. Será que você pode...?

– Claro – respondeu ela – ora, mas que pergunta! É claro que vocês podem ficar aqui. Vocês são sempre bem vindos. Vou avisar à Glaucia que temos visita... só um minuto.

Enquanto a mulher se afastou e Brian já tinha sido praticamente raptado pela ruiva sensual, Verônica se viu sozinha com Jonas...

– Me diz uma coisa – falou ela, visivelmente incomodada – que espécie de lugar é esse que você me trouxe? Só pode estar brincando comigo.

– Relaxa – respondeu ele – ninguém vai te confundir com uma delas. Fique tranquila.

– E aquela conversa de lugar perfeito, seguro e discreto? – falou ela, tentando parecer controlada – pelo amor de Deus, Jonas, isso aqui é um bordel — sussurrou ela, antes que a mulher se aproximasse – me tire daqui agora.

– Pronto – anunciou a morena, voltando – falei com a Glaucia e já vou reservar os quartos para vocês... Jonas, você vai passar essa noite comigo, né, meu bem? Você não tem ideia de como estou com saudades de você, Jonas Marra...

– Bom, Sandra – respondeu ele, um pouco constrangido por estar na presença de Verônica – eu confesso que estou muito cansado hoje, sabe? Quem sabe um outro dia...

– Ah, benzinho – falou a mulher, agarrando-o – eu faço aquela massagem que você tanto adora...

Verônica, ao lado, pigarreou, chamando a atenção da outra...

– Com licença – falou a falsa princesa – será que você pode me mostrar o quarto, por favor? É que eu estou um pouco cansada... gostaria de descansar um pouco.

– Oh, claro, meu bem – respondeu a outra, tentando parecer amigável – venha comigo – e virando-se para Jonas – não fuja de mim, espertinho, que eu volto já...

Verônica detestou ouvir aquilo. Ficou enojada. Nossa, quanta vulgaridade. E a mulher nem se importava com a presença dela ali. “Ah, claro, Verônica, deixa de ser tonta” – ela pensou. “aquilo devia ser normal para ela, afinal, ela era uma mulher da vida, né?” E como Jonas e o amigo eram safados, assim como quase todos os homens do mundo.

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À noite, enquanto homens de todos os tipos se divertiam com mulheres também de todos os tipos, todas muito atiradas e maquiadas, alguns outros homens dançavam e bebiam, enquanto outros jogavam e falavam alto... as mulheres vestiam vestidos mais curtos e decotados e sorriam o tempo todo. Verônica observou Jonas e a morena, um pouco distantes dela. Ficou chocada com a atitude da mulher, que praticamente o agarrava. Verônica sentiu-se incomodada com aquilo. Que mulher vulgar! Como podia dar em cima do cara daquela forma? Ah, claro, ela não era uma mulher qualquer e aquele não era um lugar qualquer. “Acorda, Verônica, isso aqui é um bordel, minha filha”, ela pensou. Lugares como aquele funcionavam daquela forma mesmo. Ela sentiu um calafrio. Como Jonas podia tê-la levado para um lugar daquele? Tudo bem que ela não era, na verdade, uma princesa, mas ele não sabia disso. Como teve a coragem de levá-la para um bordel? Talvez Jonas não se importasse mesmo com ela, pensou Verônica, com tristeza. De repente, alguém se aproximou, interrompendo os seus pensamentos. Era um homem velho. Velho e magro. E parecia bêbado também. Cheirava a bebida e tinha a aparência suja. Verônica fingiu não o ver.

– Oi, florzinha – falou o estranho, tocando-lhe os cachos de sua cabeça – que tal a gente subir um pouquinho e se divertir, hein? Você parece uma boneca, de tão perfeita que é...

– Não, obrigada – respondeu ela, sem querer conversa – eu não sou o que você está pensando...

– Ah, não? – perguntou ele, acarinhando-lhe o rosto – todas dizem isso... mas olha, eu pago o que for preciso pra ter o seu corpinho bronzeado todo pra mim... não se faça de difícil, docinho...

– Tire a mão de mim – falou ela, se afastando – me deixe em paz.

Então, o homem passou a acariciar-lhe uma das coxas, com ousadia. Ela ficou perplexa.

– Adoro mulheres assim... – falou ele, mostrando os dentes amarelos – resistentes... isso aumenta a minha libido, sabia?

Verônica gritou, enojada.

– Me solta, ou eu...

– O que está acontecendo aqui?

Perguntou uma voz familiar, de repente, chamando a atenção de Verônica e do velho desconhecido, que virou-se para trás. Era Jonas.

– Não se meta, rapaz – respondeu o velho – essa daqui já tá no papo... vai procurar outra pra você...

– É mesmo? – falou Jonas, puxando o homem de cima de Verônica – cai fora daqui, seu bêbado de merda – completou ele, fazendo o velho sumir da sua vista, e então, virou-se pra ela – tudo bem? aquele verme não te fez nada não, né? Senão eu...

– Eu estou ótima – respondeu ela, irritada – aliás, eu estava me virando muito bem sozinha... nem precisava da sua ajuda.

Silêncio.

– Ah, é? Bom, eu vi – respondeu ele, irônico – eu vi como você estava se virando bem sozinha.

– O que foi? Você quer o quê? – perguntou ela, irônica – quer que eu te diga obrigada? Tudo bem, eu digo: obrigada. Obrigada por me trazer para um um bordel horroroso como esse e obrigada por me salvar das garras de um velho sujo, bêbado e asqueroso também. Pronto. Satisfeito agora, Jonas Marra? Agora volta lá pra a sua mulher e me deixa em paz, tá bom? – completou ela, levantando-se, mas ele a segurou pelo braço.

– Você está com ciúmes da Sandra, Verônica? É isso mesmo?

– Me solta, Jonas – pediu ela, baixando o tom – ah, eu, com ciúmes? Não me faça rir... eu não sei como ainda perco o meu tempo com você... – falou ela, desvencilhando-se dele, antes de seguir o caminho. Jonas, então, foi atrás dela.

Já no hall do estabelecimento, longe do barulho e de todos...

– Quer me deixar em paz, por favor? – pediu ela, apressando os passos, querendo fugir dele – a gente não tem nada pra falar. Eu só quero que chegue logo amanhã pra que eu possa ir embora desse lugar horroroso...

– Espera – falou ele, impedindo-a de fechar a porta na cara dele.

– Eu já disse – falou ela – não temos nada pra conversar.

– Mas eu tenho – falou ele. Em seguida, ele invadiu o quarto dela e agarrou-a, na marra. Verônica gritou, assustada. Ele, então, a prensou na parede, e fechou a porta com o calcanhar.

– Dá pra sair do meu quarto? – pediu ela, sentindo-se extremamente atraída por aquela aproximação dele. Seus rostos estavam quase colados. Era possível sentir a respiração um do outro.

– Quer saber por que eu não dormi com a Sandra? – indagou ele, fitando-a enquanto ela o encarava.

– Não sei e não quero saber. Isso é problema seu e não me diz respeito.

– Aliás, não dormi com a Sandra nem com mulher nenhuma – continuou ele – sabe por quê?

– Hã? Por quê?

– Porque eu só tenho olhos pra você – respondeu ele, antes de mirar os lábios dela – eu tento, mas não consigo te tirar da minha cabeça – continuou ele, deixando ela desarmada – desde a primeira vez que eu te vi, eu sonho te beijar – confessou ele – estou louco por você... não sei mais o que fazer.

Verônica, então, foi relaxando entre os braços dele, fechou os olhos e encostou os lábios nos dele. Ele, então, a beijou. Um beijo que começou devagar, delicado... e logo se transformou em um beijo ardente, longo e ousado. Jonas beijou-lhe com paixão, sensualidade, com desejo. Ela correspondeu ao beijo dele, e teve a sensação de estar nas nuvens. Ele, então, passou a segurar-lhe pelos cabelos, e beijou-a outra vez. O beijo dele, ás vezes era molhado, ás vezes, seco, Verônica podia sentir a língua dele deslizando em sua boca. Ele também a segurava com firmeza, enquanto a beijava com volúpia. Quando Jonas parou, Verônica não conseguiu esboçar reação nenhuma. Ele, então, tirou a própria camisa, deixando o peitoral à mostra. Sem dizer nada, Verônica, deixou as próprias alças do vestido caírem pelos ombros, até que ele a ajudou a se despir. Quando ambos já estavam sem roupa, ela deitou-se na cama, à espera dele, que logo deitou-se sobre ela. Jonas, então, voltou a beijá-la com desejo. Verônica serrou os olhos outra vez, acompanhando o ritmo do beijo dele. Quando ele passou a beijar-lhe o cangote, ela gemeu, enlouquecida.

– Eu – sussurrou ela, ao pé do ouvido dele – nunca estive com um homem antes...

Ele, então, sem responder-lhe, beijou-lhe com mais intensidade e paixão, e começou a acariciar-lhe as coxas, as nádegas... ela gemeu baixo, acariciando os braços fortes dele e depois as costas. Jonas passou a prolongar as carícias, a fim de deixá-la mais relaxada. Quando ela, finalmente, gemeu com mais intensidade e murmurou o nome dele, ele, forçou-lhe entrada com o próprio corpo, afastando uma coxa dela da outra... Verônica, sentiu-se entregue a ele... completamente dele... e quando menos esperou, uma dor aguda e momentânea a atingiu. Pronto. Ela era dele. Não havia mais volta. Sentindo-a, estremecer sob seu corpo, Jonas ficou imóvel por um momento, até que ela pudesse relaxar mais. Quando ela relaxou, ele penetrou-a com delicadeza, até que, aos poucos, ele foi aumentando o ritmo, e então, pôde amá-la com carinho e desejo. Era a primeira noite de um casal apaixonado.





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