Uma Amizade Que Ninguém Imaginava

21 Mais Lágrimas?! Harry Encontra Dumbledore.


Notas iniciais
Yoooooo Como vão? De boa? Mais um capítulo pra vocêês Falando em vocês, sinto sua falta nos comentários :( Me sinto só

*

Luna escutava vários sons diferentes, gritos, choro, risos, até mesmo um raio. O que acontecera ali? Ela pensou, mesmo tendo uma leve ideia. Queria ver lá fora, e antes que ela se levantou Finnick chegara.

–Luna... bom, você deve querer ver. Vamos — ele a pôs nas costas novamente. A garota era bem leve, e ele não se importava com isso, e Luna não reclamava mais. Eles pararam próximo do centro. Harry estava deitado, Katniss a seu lado, e chorava. Os comensais riam com seu mestre. Jennifer falara com uma ninfa que achara no meio das árvores, e curava Zoë como conseguia.

Finnick a pôs no chão, deixando-a se apoiar com a mão em seu ombro, vendo toda aquela cena.

*

" -Harry — Dumbledore abriu bem os braços[...] — Garoto maravilhoso. Homem corajoso, muito corajoso. Vamos caminhar.

Aturdido, Harry companhou-o; Dumbledore se afastou da criança flagelada que choramingava, e o conduziu a duas cadeiras em que Harry não reparara antes, dispostas a alguma distância sob aquele teto ato e cintilante. Dumbledore sentou-se em uma delas e Harry se largou na outra, fitando seu antigo diretor. Os longos cabelos e barbas prateadas de Dumbledore, os olhos azuis penetrantes por trás dos oclinhos de meia-lua, o nariz torto; exatamente como ele lembrava. Contudo..

–Mas você está morto- disse Harry

–Ah, sim — respondeu Dumbledore, sem rodeios.

–Então... eu estou morto também?

–Ah — disse o diretor com um sorriso ainda maior — Essa é a dúvida, não é? De modo geral, meu rapaz, acho que não.

Eles se olharam, o velho ainda sorrindo.

–Não? — repetiu Harry

–Não.

–Mas.... — Harry levantou instintivamente a mão à cicatriz em forma de raio. Aparentemente sumira. — Mas eu deveria ter morrido... não me defendi! Deliberadamente deixei que me matasse!

A felicidade parecia se irradiar de Dumbledore como luz, como fogo: Harry jamais vira um homem tão absoluta e palpamente satisfeito.

–Explique — pediu Harry.

[...] -Você foi a sétima Horcrux, Harry, a Horcrux que ele nunca pretendeu criar. Voldemort deixou a alma tão instável que ela se fragmentou quando ele cometeu aqueles atos de indizível maldade, o assassinato dos seus pais, a tentativa de matar uma criança. Mas o que escapou daquele quarto foi ainda menos do que seu corpo. Deixou uma parte de si mesmo presa a você, a pretensa vítima que sorevivera.

[...] Dumbledore sorriu para Harry e o garoto o encarou.

–E o senhor sabia disso? Sabia.... O tempo todo?

–Tive um palpite. Mas meus palpites normalmente têm sido muito bons.

[...] A criatura às costas deles estremeceu e gemeu, e Harry e Dumbledore continuaram sentados, sem falar, fazendo a pausa mais demorada até aquele momento. A compreensão do que aconteceria a seguir foi pouco a pouco se consolidando em Harry nesses longos minutos, como a neve caindo suavemente.

–Tenho que voltar, não é?

–Isso depende de você.

–Tenho opção?

–Ah, sim — Dumbledore sorriu — Estamos em King's Cross, não foi o que você disse? Acho que, se decidir não voltar você poderia.... digamos..... tomar um trem.

– E onde me levaria?

–Em frente — respondeu Dumbledore com simplicidade.

Novo silêncio.

–Voldemort tem a Varinha das Varinhas.

–Verdade. Voldemort tem a Varinha das Varinhas.

–Mas o senhor quer que eu volte?

–Acho que se escolher voltar, há uma chance de que ele seja liquidado para sempre. Não posso prometer. Mas de uma coisa eu sei, Harry, você tem menos a temer do que ele ao retornarem para cá.

Harry tornou a relancear a coisa em carne viva que tremia e engasgava na sombra, sob a cadeira distante.

–Não tenha piedade dos mortos, Harry. Tenha piedade dos vivos e, acima de tudo, dos que vivem sem amor. Ao regressar, você poderá assegurar que menos almas serão mutiladas, menos famílias serão destroçadas. Se isso lhe parece um objetivo meritório, então, por ora, diremos adeus.

[...]-Me diga uma última coisa — disse Harry — Isso é real? Ou esteve acontecendo apenas em minha mente?

Dumbledore lhe deu um grande sorriso, e sua voz pareceu alta e forte aos ouvidos de Harry, embora a névoa clara estivesse baixando e ocultando seu vulto.

–Claro que está acontecendo em sua mente, Harry, mas porque isso significaria que não é real?"

(Harry Potter e as Relíquias da Morte — Capítulo 35 (páginas 513 a 525))

Harry sentiu ser jogado, batendo em algo e caindo com um baque surdo, mas teve de se manter imóvel. Sentiu depois, o toque leve e delicado da mão de Katniss sobre seu rosto. Relaxou com isso. Ela pôs seus óculos, que haviam caído, de volta a seus olhos.

–Katniss, a varinha... — ele sussurrou, muito baixo para qualquer um ouvir, mas isso chegou chegou aos ouvidos da jovem como música. Ela fez o que lhe foi pedido e pôs a varinha no bolso do bruxo, onde podia ser sacada rapidamente.

–Obrigado — ele disse novamente baixo. — Mais uma coisa. Diga para Percy, que mate a cobra, que está com ele.

Katniss olhou para trás novamente, Voldemort estava falando, falando e falando. Nem percebeu que estava conversando. Ela acenou que sim com a cabeça, se levantou e encenou um choro mais escandaloso, que ela nunca faria. E isso pareceu convecer os comensais.

–Mais uma prova que essa maldita criança inexperiente está morta. Menina tola.... Agora, quem quiser se junta a mim, pode dar um passo a frente.

*

Katniss andou até Percy, onde parou de chorar e abriu um pequenino sorriso.

–Percy, encene. Mate a cobra. Recado de Harry.

Demorou algum tempo até que Percy entendesse, e abriu um sorriso discreto com a esperança de que o melhor amigo estivesse vivo.

–Ele não...

–Shh. Você-sabe-quem não pode saber. Apenas mate a cobra. Eu e Jennifer te daremos cobertura. Agora encene. — eles já estavam sussurrando, e se abraçaram. Percy, em outros tempos, veria aquilo como o paraíso, mas agora era mais amigável. Como mudara de opinião tão rápido? — Espere meu sinal e vá.

Ela andou como se quisesse chorar na floresta, era o que ela pretendia mostrar, já que Jennifer estava lá.

–Jennifer, Zoë... você está melhor?

–Sim, estou bem melhor agora.

–O que houve ali? — pergunta Jennifer.

–Digamos que..... um tal de de Harry Potter está vivo — disse ela, bem baixinho, sorrindo, fazendo todas sorrirem junto. — Daremos cobertura a Percy, parece que matar aquela cobra é importante para Harry — Katniss pegou uma de suas flechas flamejantes e colocou na corda.

Tudo aconteceu muito rápido, assim que Neville parou de falar, Harry se cobriu com a capa da invisibilidade, e correu pelo campo, atirando feitços de ataque e proteção. Esse foi o tempo que Katniss apontou a flecha pra cima e soltou a corda, Percy correu assim que viu o sinal. No lado dos comensais, o tumulto era grande, gritos do tipo "Onde está Harry?!" ou "O que está acontecendo?!" eram os mais comuns. E também eram atingidos pelos feitiços de Harry, que ninguém sabia por quem ou pelo que estavam sendo atingidos.

Nagini derrubara Hermione, e estava a ponto de dar o bote, quando sentiu a lâmina da espada de mortais de Percy cortar sua cabeça fora assim que a cobra esticou o corpo, que liberou a parte da alma de Voldemort.

–Tudo bem contigo? — ele pergunta, ajudando-a a se levantar.

–Bom, sim, obrigada.

*

Voldemort e Harry sentiram a morte da cobra, e os dois caíram. "Mais uma horcrux destruída. A última." Ambos pensaram. Harry deixou sua capa de lado e correu em direção ao vilão.

–Avada Kedavra! — gritou Voldemort se levantando

–Expelliarmus!

A grande linha se formou novamente, mas havia algo diferente naquela batalha, e todos podiam ver qual era.

Voldemort estava muito, mas muito mais fraco.

Notas finais
Yoooo Curtiram? Eu espero que sim ^^ Entããão HP6 presente aqui :) Ainda sinto a faltade vocês nos comentários ~solitária sem amigos~ sqn Bjinhos da U.S.O.