Um sonho estranho
1 O que tudo isso significa?
Notas iniciais
Era como se nada jamais houvesse acontecido em minha vida, eu era um garotinho de 8 anos vivendo em uma casa, uma pequena casa da qual o portão tampava tudo a minha volta, eu estava no jardim da frente, mas por algum motivo não havia terra nem plantas, alguém bateu a porta, mas de algum jeito eu já sabia quem era, ao abrir, ali estava meu melhor e único amigo, mas... de alguma maneira, eu não sabia o meu nome, eu não lembrava dos meus pais, eu não sabia sequer o porque de eu estar naquela casa vivendo sozinho.
Meu amigo do qual nem o mesmo se lembra do nome me convidou para explorar uma casa da qual ainda não havíamos ido, eu aceitei na hora e fomos logo ver o que nos esperava.
Quando sai na rua correndo com ele, eu pude perceber cada detalhe de que lugar era aquele, plantas estavam espalhadas por todo lugar, não se via árvores, muitas casas, porém todas elas eram estranhas, abandonadas, era tudo um imenso mistério, as janelas estavam quebradas, a madeira parecia podre, ou coisa assim, carros cobertos de plantas que cresciam e iam se agarrando em tudo o que viam pela frente, era sinistro, o céu era marrom, talvez de poluição, as nuvens que víamos estavam escuras, mas a julgar pelo lugar, não chovia a anos.
Enfim chegando na tal casa, entramos por uma janela quebrada, víamos um corredor e uma escada, subimos a escada e deixamos o corredor para depois, encima, víamos dois caminhos, um para a esquerda com 3 portas, e o outro, para a direita tinha apenas uma porta no final do corredor, fomos para a esquerda com as 3 portas e seguimos abrindo.
Na primeira porta, havia uma salinha, dois sofás virados um para o outro, e um tapete no meio, atrás de um dos sofás havia uma estante pequena de gavetas, encima dela havia algo que eu nunca imaginaria ver em qualquer lugar, um ser vivo, ele era um cãozinho, aparentemente um poodle, pequeno e desnutrido, estava dormindo, mas o que ele estaria fazendo ali?
Agora não era hora de olhar para um cachorro, seguimos para a próxima porta, mas quando abrimos, não havia nada, era como um lugar muito pequeno com um monte de poeira, na outra porta, abrimos sem hesitar, e rapidamente percebemos um cheiro podre, mas não sabíamos de onde vinha, a sala estava vazia também, mas o cheiro era horrível.
Saímos logo daquela sala malcheirosa e fomos para o corredor da direita onde havia apenas uma porta, ouvimos um barulho estranho, e eu realmente não quis abrir de medo do que pudesse estar ali, meu amigo curioso, abriu a porta, e quando olhamos o que havia ali, nos arrependemos de ter vindo aquele lugar.
Na sala, várias máquinas de tortura, uma mesa cheia de ferramentas para cirurgia, as paredes brancas, porém manchadas de sangue, e de costas para nós, um homem de jaleco branco, e uma calça jeans, ele usava um óculos esquisito, ele tinha um cabelo branco também, porém a parte de cima estava careca, deixando apenas as laterais com aquele cabelo branco, ele segurava um seringa, e lavava uma faca de açougueiro, dei um passo para trás aterrorizado, e acabei fazendo barulho naquele chão de madeira podre, ele olhou para trás assustado e fez uma cara que nem pude ver de tão rápido que desci as escadas, meu amigo indo atrás de mim com uma cara de que acabava de ver algo que não poderia ser desvisto, eu chutei a porta da frente e saí correndo, mas quando olhei para trás, aquele cientista estava morto ao lado de meu amigo, por um breve e inocente momento, eu fiquei feliz, até perceber que a seringa que o cientista maluco segurava estava nas costelas do meu amigo que segurava a faca de açougueiro com dificuldade, em poucos segundos, vi seu rosto pálido, e triste, ele caiu no chão morto, e eu não pude acreditar...
Eu enterrei seu corpo no quintal de trás da minha casa, ali havia terra, e tive de ir embora daquele lugar, sem meu amigo me acompanhando seria muito difícil para mim, mas eu não sabia o que mais havia naquela cidade, então peguei tudo o que pude e parti em uma jornada, uma jornada da qual eu não pude ver, meu sonho me limitou, porém eu já sabia que ainda havia muita história pela frente.
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