A 110 km/h, voltando para casa, a cabeça de Mary estava totalmente perturbada. Não sabia no que pensar e no que não pensar. Ela só queria chegar em sua casa, se deitar e dormir.

Chegando em sua garagem, desligou o carro, saiu, o trancou e passou por uma porta que dava acesso ao corredor onde ficava a cozinha. Observou que a casa estava silenciosa, subiu as escadas e foi primeiramente ao quarto de Raquel, porém ela não estava lá.

– RAAAAAQUEL? – gritou Mary, mas não obteve resposta. Deu uma olhada no seu quarto, no banheiro e então desceu as escadas e foi para a sala. Não a achando, pegou seu celular e tentou ligar para ela, porem ela não também não atendia.

Talvez ela estivesse voltado na antiga casa para buscar algo. Mary insistiu em ligar para Raquel, e nada da garota atender. E então ela decidiu ir para a antiga casa de Raquel. Pegou o casaco, o celular e as chaves do carro. E seguiu para onde talvez ela estivesse.

Minutos depois, Mary já estava em frente à casa de Raquel. E nada da garota ou algum sinal de vida naquela casa. Ela se desesperou e continuou ligando para Raquel, o que não deu em nada, porque o celular só ia para a caixa de postal.

Mary pensou em ligar para a policia, mas eles não ajudariam muito já que ela teria que esperar quarenta e oito horas. A garota decidiu voltar para a casa e esperar por Raquel. Mary tentava ficar calma, o que não adiantou muito. E dirigindo por uns minutos, ela viu um homem do lado esquerdo da pista. Forçando o olhar, ela percebeu que era o Ian. Foi parando o carro com medo de se arrepender:

–Ian? – ele a olhou sorrindo – O que aconteceu?

–A gasolina acabou. – ele se apoio no carro e inclinou-se para frente – E o que aconteceu com você?

–Sabe a Raquel, minha amiga? – ele assentiu – Ela sumiu – E Mary de repente sentiu um nó na garganta e mesmo lutando contra as lagrimas, ela começou a chorar.

–Calma! – em um gesto rápido, Ian abriu a porta do carro e a puxou para um abraço – Me conta o que aconteceu.

Mary se aconchegou no abraço de Ian e começou a contar toda historia. Contou sobre o que havia acontecido no hospital de manhã, porem quando disse sobre a menininha Ian a interrompeu:

– Espere! Como era essa menina? – perguntou curioso.

– Ela aparentava ter uns dez anos, tinha pele clara e cabelo comprido, por quê?

Ian fez cara de surpreso. – O que ela fez depois?

– Ela correu e entrou em um carro. – respondeu não entendendo nada.

– Como era esse carro? – perguntou nervoso.

– Era uma Mercedes eu acho, não conheço muito marca de carro, por quê?

– Era preta? Você viu a placa? Ou conseguiu ver alguém dentro do carro?

– Não sei, não me lembro, por quê?

– Mary você precisa se lembrar de alguma coisa, qualquer detalhe. – pergunta colocando suas mãos em seu ombro com um ar de desesperado.

– Acho que vi de relance um homem loiro com o cabelo bagunçado, por quê? Ian o que está acontecendo? Tem algo para me dizer?

– Preciso ir embora – Ian retira um pequeno papel do bolso e a entrega – se precisar de qualquer coisa me liga. – Ele se afasta dela e entra no meio da mata.

– Ian, calma! O seu carro! Vai deixar aqui? O que está acontecendo? – Mary fica sem saber o que aconteceu e corre atrás dele, porem ela não o acha e volta para o carro.

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