Sem saber o que fazer, Mary volta para a sua casa e passa a noite em claro. Era 3h30 da manhã quando ela resolve ligar para Ian, tentou a primeira vez e não obteve resposta, tentou a segunda e nada também, cansou de tentar falar com ele e finalmente tentou dormir afinal no outro dia ela teria que ir trabalhar e talvez lá conseguiria conversar com ele.

No dia seguinte, no trabalho, era 12h00 quando Mary foi almoçar, decidiu passar em todos os corredores do prédio para ver se o encontrava, porém não o achou.

No final da tarde quando seu horário de serviço já havia acabado, Mary recebe uma ligação:

– Alo?

– Mary? – pergunta uma voz conhecida.

– Ian? É você?

– Sim, você está bem? Onde você está? – pergunta com um ar de preocupado.

– Estou bem. Estou saindo da minha sala agora, por quê? Aconteceu alguma coisa?

– Sim... quer dizer, não, está tudo bem. Vou desligar, depois a gente se fala.

– Ian, calma!!! – Mary começou a ficar nervosa e então pegou o elevador, chegou ao estacionamento e entrou em seu carro. – Porque essas coisas só acontecem comigo? – perguntou alto. Ligou o carro e saiu do estacionamento fazendo o caminho que sempre fazia para chegar até sua casa.

Com o carro já virando a esquina, faltando poucos metros de sua casa. Mary diminuiu a velocidade quando percebeu que em seu jardim havia um homem com um capuz preto parado olhando para a casa.

– Que estranho, o que esse homem está fazendo em frente a minha casa? – perguntou Mary para si mesma.

Ela parou o carro em frente a sua casa e ficou uns segundo dentro do carro para ver se o homem fazia algum movimento, porém ele não fez. Então Mary decidiu sair do carro com cautela, o trancou e foi andando lentamente em direção ao homem.

– Com licença, o senhor quer alguma ajuda? – pergunta Mary aproximando sua mão até o ombro dele.

Sem responder o homem se vira e fica de frente para Mary, ele retira o capuz e fica a observando. Mesmo tudo aquilo sendo estranho, ela não recuou nem correu para pedir ajuda, pois aquele rosto era familiar.

– Você é o homem que estava no carro aquele dia em frente ao hospital não é? – pergunta com medo da resposta.

– Bem observado, Srt. Mary – responde com uma voz grossa e sedutora.

– Como sabe meu nome? – Mary arregala os olhos.

– O que está fazendo aqui Rick? – Surge uma voz raivosa por traz dela.

Mary imediatamente olha para trás e da de cara com Ian. – O que está acontecendo aqui? – pergunta para os dois.

– Nada, não se preocupe, Rick já estava de saída não é mesmo? – diz Ian levantando uma de suas sobrancelhas.

– Infelizmente. Foi um prazer em conhecê-la pessoalmente Srt. Mary, até logo. – diz colocando o capuz novamente e indo em direção a rua.

– Você vai me contar o que está acontecendo agora, pois eu não estou entendendo mais nada. – diz Mary para Ian.

– Poderia me convidar para entrar em sua casa? Pois ai sim contarei tudo o que quer saber.

Mary abre sua bolsa que está pendurada em seu ombro, retira suas chaves e vai em direção a porta para abri-la. – Venha pode entrar, sente-se no sofá e comece a me contar tudo.

– O que quer saber? – pergunta Ian tentado se colocar em uma posição confortável no sofá.

– Quem era aquele cara? Como ele sabia o meu nome? E porque ele estava parado em frente a minha casa.

– Aquele cara se chama Rick, vamos dizer que eu e ele não nos damos muito bem. E acho que ele achou sua casa muito bonita e parou para observar. – deu um sorriso

– É claro, porque isso é super normal né? – diz Mary insatisfeita com a resposta.

– Qual é o problema de admirar uma casa? Afinal sua casa é linda.

– Você só pode estar brincando comigo né? Me diz a verdade por favor.

– A verdade nem sempre é o que você quer ouvir. Lembre-se dessa frase.

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