Um sonho de garota
10 Capítulo 10
Sem saber o que fazer, Mary volta para a sua casa e passa a noite em claro. Era 3h30 da manhã quando ela resolve ligar para Ian, tentou a primeira vez e não obteve resposta, tentou a segunda e nada também, cansou de tentar falar com ele e finalmente tentou dormir afinal no outro dia ela teria que ir trabalhar e talvez lá conseguiria conversar com ele.
No dia seguinte, no trabalho, era 12h00 quando Mary foi almoçar, decidiu passar em todos os corredores do prédio para ver se o encontrava, porém não o achou.
No final da tarde quando seu horário de serviço já havia acabado, Mary recebe uma ligação:
– Alo?
– Mary? – pergunta uma voz conhecida.
– Ian? É você?
– Sim, você está bem? Onde você está? – pergunta com um ar de preocupado.
– Estou bem. Estou saindo da minha sala agora, por quê? Aconteceu alguma coisa?
– Sim... quer dizer, não, está tudo bem. Vou desligar, depois a gente se fala.
– Ian, calma!!! – Mary começou a ficar nervosa e então pegou o elevador, chegou ao estacionamento e entrou em seu carro. – Porque essas coisas só acontecem comigo? – perguntou alto. Ligou o carro e saiu do estacionamento fazendo o caminho que sempre fazia para chegar até sua casa.
Com o carro já virando a esquina, faltando poucos metros de sua casa. Mary diminuiu a velocidade quando percebeu que em seu jardim havia um homem com um capuz preto parado olhando para a casa.
– Que estranho, o que esse homem está fazendo em frente a minha casa? – perguntou Mary para si mesma.
Ela parou o carro em frente a sua casa e ficou uns segundo dentro do carro para ver se o homem fazia algum movimento, porém ele não fez. Então Mary decidiu sair do carro com cautela, o trancou e foi andando lentamente em direção ao homem.
– Com licença, o senhor quer alguma ajuda? – pergunta Mary aproximando sua mão até o ombro dele.
Sem responder o homem se vira e fica de frente para Mary, ele retira o capuz e fica a observando. Mesmo tudo aquilo sendo estranho, ela não recuou nem correu para pedir ajuda, pois aquele rosto era familiar.
– Você é o homem que estava no carro aquele dia em frente ao hospital não é? – pergunta com medo da resposta.
– Bem observado, Srt. Mary – responde com uma voz grossa e sedutora.
– Como sabe meu nome? – Mary arregala os olhos.
– O que está fazendo aqui Rick? – Surge uma voz raivosa por traz dela.
Mary imediatamente olha para trás e da de cara com Ian. – O que está acontecendo aqui? – pergunta para os dois.
– Nada, não se preocupe, Rick já estava de saída não é mesmo? – diz Ian levantando uma de suas sobrancelhas.
– Infelizmente. Foi um prazer em conhecê-la pessoalmente Srt. Mary, até logo. – diz colocando o capuz novamente e indo em direção a rua.
– Você vai me contar o que está acontecendo agora, pois eu não estou entendendo mais nada. – diz Mary para Ian.
– Poderia me convidar para entrar em sua casa? Pois ai sim contarei tudo o que quer saber.
Mary abre sua bolsa que está pendurada em seu ombro, retira suas chaves e vai em direção a porta para abri-la. – Venha pode entrar, sente-se no sofá e comece a me contar tudo.
– O que quer saber? – pergunta Ian tentado se colocar em uma posição confortável no sofá.
– Quem era aquele cara? Como ele sabia o meu nome? E porque ele estava parado em frente a minha casa.
– Aquele cara se chama Rick, vamos dizer que eu e ele não nos damos muito bem. E acho que ele achou sua casa muito bonita e parou para observar. – deu um sorriso
– É claro, porque isso é super normal né? – diz Mary insatisfeita com a resposta.
– Qual é o problema de admirar uma casa? Afinal sua casa é linda.
– Você só pode estar brincando comigo né? Me diz a verdade por favor.
– A verdade nem sempre é o que você quer ouvir. Lembre-se dessa frase.
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