Um sonho de garota
4 Capítulo 4
– Tenho sérios problemas com horários, aff! Disse Mary furiosa com ela mesma.
Ela deu um pulo da cama, pegou sua roupa que já estava em cima da estante que ficava logo a frente de sua cama, e já entrou no banheiro para tomar banho. Demorou uns 15 minutos e logo desligou o chuveiro. Enquanto se secava Mary ouviu seu celular tocar do quarto, então se enrolou na toalha e correu para atender.
– Alô? Disse ela curiosa, pois não esperava ligação de ninguém, ainda mais de manhã. Porém ninguém respondeu, depois de cinco segundos ela disse novamente meio frustrada – Alô ?? – Esperou mais cinco segundo e desligou o celular – Esse povo não tem o que fazer mesmo né? – Disse ela com raiva. Jogou seu celular na cama e voltou para o banheiro, colocou sua roupa e pegou uma escova de cabelo que estava em cima da pia, penteou apenas as pontas, que na verdade nem precisava por causa de seu cabelo ser extremamente liso.
Depois de pronta, Mary pegou sua bolsa e seu celular de cima da cama e foi descer as escadas. Quando estava descendo os últimos degraus e que já estava virando sua cabeça automaticamente viu de relance um homem parado na janela da cozinha olhando diretamente para ela. Ela parou no mesmo instante e deixou seu celular cair no chão de tão apavorada que ficou. Abaixou-se rapidamente para pegá-lo e quando levantou o homem já não estava mais lá.
Virou-se para trás para observar a sala, para conferir se havia alguém ali, depois correu para a cozinha, observou cada centímetro dela, logo em seguida pegou as chaves da casa e do carro e saiu sem ao menos tomar seu café. Entrou no carro desesperada e foi para a sua empresa.
Mary passou o dia todo pensativa, mal conseguiu trabalhar pensando no homem e na ligação que teve de manhã. E finalmente às 18h tão esperadas chegaram, pegou sua bolsa analisou sua mesa como de costume e foi em direção ao elevador – Pode acabar a energia por duas horas, mas eu não vou de escada nem ferrando – Disse com um tom de ironia.
– Tudo isso para não me encontrar novamente? Surgiu uma voz grave que vinha atrás dela.
– Que susto. Sorriu Mary.
– Desculpe, acho que é a segunda vez que eu faço isso não é?
– Sim. Disse com os olhos fixados nos dele.
O elevador chegou e ele fez a cortesia, ela o agradeceu e entrou. O mesmo fez para saírem do elevador.
– Meu carro está ali, tchau, até amanhã. Disse Mary, com um sorrido.
– Até. Respondeu.
Ao entrar no Grills, Loren levantou a mão para que Mary possa acha-la, e assim que a avistou foi para a mesa onde ela estava, puxou uma cadeira e se sentou.
Ela contou toda a história, desde o dia que encontrou Ian pela primeira vez, da ligação estranha, do homem que viu em sua janela e até a hora que encontrou Ian novamente saindo de seu trabalho.
– Caraca, tudo isso em dois dias. Disse Loren com os olhos arregalados.
– Pois é, por isso que eu sempre digo: “Nunca vá morar sozinha!”.
– Depois dessa, eu não vou mesmo. Respondeu surpresa com a história e comendo batatas fritas ao mesmo tempo.
As duas riram para descontrair um pouco o clima, Mary pegou seu copo que continha uma bebida azul com um limão pendurado na borda. Bebeu e rindo olhou para os lados devagar para analisar o lugar. Quando de repente arregalou os olhos e disse:
– Ai meu Deus, não acredito.
– O que foi? Disse Loren que quase se engasgou quando Mary disse.
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