Um sonho de garota
8 Capítulo 8
Uma semana se passou e tudo estava completamente normal. Era sábado, Mary acordou 11h25 com o toque do celular.
– Alo? – perguntou bocejando.
– Sra. Mary? – perguntou um homem com a voz extremamente grossa, como se quisesse assustar alguém ou mesmo matar.
– Sim, sou eu, quem é?
– Quem fala é o Dr. Robert do Hospital Black Lines. Estou ligando para avisar o falecimento de uma pessoa próxima a Sra.
– Meu Deus, qual o nome da pessoa? – perguntou espantada, querendo não acreditar no que havia acabado de ouvir.
– Loren Cassis, a Sra. à conhece?
No mesmo segundo seus olhos arregalaram e uma lágrima caiu – Conheço sim, estou voando para aí – Mary nem ao menos esperou a resposta e já desligou o celular, pois já conhecia o hospital. Colocou a primeira roupa que viu e desceu as escadas sem ver os degraus. Pegou as chaves do carro que estavam em cima da mesa de jantar, quando estava abrindo a porta para sair, Raquel apareceu no topo da escada perguntando:
– Mary, aconteceu alguma coisa?
– Estou indo para o hospital, acabei de receber uma ligação de que minha amiga faleceu, desculpa ter te acordado – respondeu soluçando.
– Aí meu Deus, que horrível, quer que eu vá com você?
– Não, não precisa, provável que eu passe o dia lá, qualquer coisa eu te ligo, ok? – respondeu já fechando a porta.
– Ok, né – Disse Raquel voltando para o seu quarto.
Mary entrou, ligou o carro e deu ré sem olhar para trás. Estava tão nervosa que dirigiu como se apenas o seu carro estivesse na rua. O hospital não era tão longe, então em menos de 20 minutos ela já conseguiu avistá-lo. Estacionou o carro em frente ao hospital, tirou a chave da ignição, saiu do carro, o trancou e correu para a porta central. Foi atropelando as pessoas até chegar à recepção.
– Moça, onde fica o quarto a Loren Cassis, por favor?
– Só um segundo – respondeu a recepcionista com uma voz meiga e tranquila.
– Ok – disse completamente desesperada.
– Me desculpa Sra. mas já a levaram do quarto. Sinto muito.
– Minha nossa, obrigada – Mary se sentou no banco em um correndo, abaixou a cabeça e começou a chorar.
– Sra. ? Sou o Dr. Robert, sinto muito pela sua perda. – disse parado em sua frente.
Mary se levantou, seus olhos estavam inchados de tanto chorar. – O que houve com ela Dr.? – perguntou.
– Ela foi encontrada morta no porão de sua casa, parece que os vizinhos ouviram os gritos e chamaram a policia, ela estavam com o rosto todo arranhado e com mordidas em todo o corpo.
– Então foi um assassinato? E já descobriram quem foi? Qual foi a causa da morte? Me diz pelo amor.
– Calma, por favor. – disse colocando suas mãos no ombro de Mary. – Os policiais estão investigando ainda, porém não tem nenhum suspeito em mente. A causa da morte foi...
– Foi o que? Me diz!!!
– Seu coração foi arrancado.
Ela se sentou novamente, com suas mãos no rosto. Não tinha mais palavras, estava horrivelmente chocada.
– Vou deixá-la um pouco sozinha. – disse o Dr. e foi andando em direção ao final do corredor até entrar em uma sala.
Sentada, ainda com as mãos no rosto olhou rapidamente para o final do corredor onde pensou ter visto um homem a olhando, e quando reparou que ela o viu, correu. Curiosa, foi até lá, chegando ao final do corredor, olhou para todos os lados, mas não o avistou. – Era só o que me faltava, além disso tudo estou ficando louca. Saindo do hospital, foi em direção ao seu carro lentamente. Sentiu alguém a puxando para baixo, olhou rapidamente, era uma garotinha que aparentava ter uns 10 anos, tinha o cabelo comprido, cabelo e pele clara.
– Olá garotinha, tudo bem? – perguntou Mary, mesmo ainda triste fez um esforço para sorrir.
– Você não teve culpa pela morte dela. – disse a garota tendo certeza do que havia dito.
– O que? – perguntou, achando tudo aquilo muito estranho.
– Não se preocupe isso não irá mais acontecer. – ela deu um sorriso e saiu correndo e entrou em um carro.
– Como assim? Volta aqui! – gritou. – Que droga, tudo isso em um dia só.
Fale com o autor