Notas iniciais
UOU minha gente, esse capítulo vai ter uma espécie de YAOI só mais lá pro final, então se vc odeia política, acho bom pular a parte que o Brasil xinga o seu governo (cof, cof, PT, cof).
Mas aproveitem, tem uma mini-gotícula de BrUSA maasss... quase nada, quase nada. e também um átomo de Portugal x Espanha (eu não sei como é o ship :T )
Mas vamos lá, chega de enrolação.
I Hope You Like :3 ~

Tinha tudo, mas tudo pra ser um dia lindo e comum, se não fosse por...

- Mas pai! Olha pra mim! Eu já sou um homem! Eu sei fazer minhas decisões sozinho! – Luciano retrucava exatamente tudo que o lusitano falava.

- Não sabe não! É um moleque de 19 anos com idade mental de 8! Você não vai se sacrificar pra isso, Luciano, olha só o que aconteceu comigo, com França, Inglaterra, Rússia, Espanha, Japão!

- O que é que tem? São todos países de primeiro mundo! É isso que eu quero ser!!

- Sim, vivemos em guerra toda hora, com o ódio espalhado no ar! É isso que você quer ser?? Me responda!

- Pai, olha pro Alfred! Olha só pro Alfred! Por que Alfred é melhor que eu sendo que ele é mais novo?

...

“Por que Alfred é melhor que eu sendo que ele é mais novo?”

A pergunta que exatamente há 10 anos cortara o coração de Miguel, voltava pra assombrá-lo novamente.

FLASHBACK: ON

Miguel POV’s on:

- Ah, Antonio, eu não tenho tempo pra discutir com você. – Portugal e Espanha brigavam novamente, pra variar.

- Eu também não, mas você poderia não ter passado a perna em mim e essa nova colônia teria uma parte minha.

- Sim, aí ele ia ser metade moreno, metade branco e ia falar o quê? “Portunhol”?

- Idiota! Você também é branco, o garoto só é moreno por causa dos africanos e indígenas.

- Hm, bem lembrado. – Portugal se recordava das escravidões que colocou na nova colônia.

- Você faz as coisas e não lembra, irmão. – Espanha passou de leve a mão no rosto do irmão, fazendo o mesmo ficar corado.

- O-o que está fazendo, p-pare! – Miguel retirava cuidadosamente a mão de Antonio de seu rosto.

- Papai! – uma criança corria em direção ao Português. Era Luciano.

- Diga, meu filho.

- O Alfred está zombando de mim! Eu não suporto mais isso!

Portugal e Espanha se entreolharam. O que fazer numa situação dessas?

- Aquele americano maldito é mais novo que eu, como consegue zombar de mim desta maneira! – O pequeno brasileiro continuou — Papai, porque ele é melhor que eu? Por que ele é melhor que eu sendo que ele é mais novo?

Essa pergunta. Não, Luci, não faça essa pergunta...

- Filho... Alfred não é melhor que você, ele apenas... ele... ah... filho, não pense assim, você é mais velho e melhor que ele, com certeza. – Miguel não conseguia encontrar as palavras certas pra consolar o filho de uma das primeiras humilhações que levara na vida.

- É sim, pai! A colonização dele foi diferente é isso? – Luciano parecia um pouco mais maduro fazendo aquele tipo de pergunta, mesmo sendo mais novo.

- É que... – Miguel ia explicar quando uma voz de criança suave chamava pelo seu filho.

- Lu! Vem jogar comigo? – era Martín Hernandez, o vizinho argentino, colônia de, argh, Espanha.

- Ah, claro! – Luciano aceitou o convite com alegria, ele realmente gostava do amigo. Espera... amigo? — Até logo pai!

- Até logo, Brasil. Divirta-se.

Luciano ficou pensativo por seu pai ter mudado o humor rapidamente, a ponto de chamá-lo pela sua, digamos, nação. Mas logo saiu de seus devaneios e foi jogar com Martín.

- Ora, ora, Brasil e Argentina. Eles não eram... rivais? – Espanha se pronunciou.

- Eu achava... ah, deixe os dois quietos, Antonio!

- Eu não estou falando nada demais! – Antonio levantava as mãos em ato de defesa. – Mas lembre-se, se esse brasileiro fizer algum mal pro meu filho, você vai ver só.

- Cala a boca, é bem capaz do SEU fazer alguma coisa pro MEU.

Os dois se olhavam com rivalidade, mesmo sendo irmãos...

FLASHBACK: OFF

- PAAAAAAI! – Luciano chamava pelo pai, Miguel, que “sonhava acordado” há 5 minutos.

- Oi, oi, tô aqui, tô vivo!

- É, “tô” vendo. – Luciano estava entediado com a “preocupação” de sua ex-metrópole.

— Sabe, Luciano, você me fez essa mesma pergunta há anos. Mas eu não concordo com ela.

- Não concorda? Só você! Porque todo mundo sabe que o Alfred está quase dominando o mundo!

- DOMINANDO? Fazer guerra e querer participar de todas elas é o que você chama de dominar? Luciano, você quer ser como um metidinho, que acha que é deus do mundo, que vive brigando com os outros países, querendo dominar tudo, é isso que você quer ser? Meu filho, me orgulho por você ter declarado sua independência e agora querer ser melhor, educar o seu povo, eu entendo, isso é bom, mas querer ser um desses metidos que gostam de guerra, é exagero.

- Pai, então todos os países de primeiro mundo são “metidos que gostam de guerra” é isso? Tudo o que eu quero é, sim, educar o meu povo, tentar ser um país exemplar, sabe? Tirar essa política corrupta dos seus respectivos cargos, aumentar a PORRA desse IDH, porque um turista gringo vem pra cá achando que é uma maravilha, mas só quem é brasileiro sabe, que não tem PORRA nenhuma de maravilha, é ISSO que eu quero mudar! Pai, o meu território é bonito, tem cada maravilha, cenários incríveis, mas e de que adianta isso se tem um governo LADRÃO que só sabe praticamente extorquir a população com esses impostos? Hein? Me responde, pai! Tem isso no seu país? Tem isso no... ESTADOS UNIDOS? – Luciano estava irreconhecível. Estava com muito ódio de si próprio, com vontade de mudar de verdade. Estava vermelho de raiva e ninguém conseguiria mudar aquele humor em que Miguel havia deixado.

- Filho eu... eu sinto muito, eu estou orgulhoso, muito mesmo, desse seu ato maduro. Acho que você não precisa mais de mim de verdade.

- Pai, olha, eu estou cansado. Mas me desculpa, não queria te meter nessa raiva, relaxa. O problema meu com os EUA é que eu já fui apaixonado por ele e você sabe, que ele apenas abusou de mim.

Apaixonado

- Tudo bem, meu filho. Eu prefiro ir agora, se não se importa... preciso ver uma... – Miguel foi interrompido por uma voz, que antes infantil e suave agora estava... diferente. Muito, muito diferente. Isso acelerou os batimentos cardíacos de Miguel.

- Luciano vem cá, preciso te... – Martín notou a presença de Miguel. – Ah oi, português, o que faz aqui?

- O que eu faço aqui? Isso te interessa, moleque? Estou, estava, apenas conversando com Luciano. Por quê?

- Ah... por nada não. Mas se me der licença, eu quero levar o Luci-kun pra ver uma coisa.

- O quê? LUCI-KUN? Quem te deu a intimidade de falar assim com meu garoto? – Miguel estava, com ciúmes, digamos assim. Ou só queria que sua ex-colônia não se metesse com um dos “filhotes” do seu irmão.

- Seu garoto? Miguel, que eu saiba, Luciano não é mais seu. – Martín lançou um olhar malicioso para Luciano, que corado, virou o rosto. Esse olhar foi percebido por Miguel, que já começava a imaginar coisas indecentes.

- Eu ainda vou matar-te e levar teu pai junto, ouviste? – Miguel se revoltava e marchava em direção a porta.

- Adiós, meu futuro sogro. – Martín falou com a voz mais sexy do mundo.

“Puta merda”. Era só isso que passava na mente de Luciano, que a esse ponto já estava extremamente vermelho, de vergonha e timidez, do lado de seu pai e de seu rival-não-tão-rival. Observava Miguel, que fez uma pausa dramática, e vermelho de raiva, virou-se para Martín, pronto pra acertar-lhe um soco na face.

— Você... seu... seu pervertido de MERDA! – Miguel se atirava em cima de Martín pra começar uma briga feia, mas Luciano conseguiu apartar antes.

- Já chega! Chega dessa infantilidade! Pai, volta pra sua terra, POR FAVOR?

- Luciano, eu estou a observar, Q-U-A-L-Q-U-E-R ato pervertido desse maldito argentino vai fazer com que eu acabe com ele. Pronto pra guerra, Martín? – o lusitano se enervou inteiro.

- CHEGA! Pai, lembre-se do que você falou de guerra! E você, Martín! – o loiro olhou pra ele – Pare de falar esse tipo de coisa... sabe, me deixa envergonhado. – Luciano corava mais e mais, fazendo o argentino quase pular em cima dele de tanta fofura.

- Eu vou embora. Boa sorte, meu filho! – Miguel (finalmente) se retirava.

- QUE PALHAÇADA É ESSA, MARTÍN? NÃO FOI VOCÊ QUE TEVE A IDEIA DE ESCONDER TUDO E AGORA ESTÁ ENTREGANDO NÓS DOIS? – Luciano se levantou e olhou nos olhos azulados do vizinho.

- Você fica lindo corado... – Martín parecia não estar nem aí para as palavras do Luciano.

- VOCÊ NÃO ESTÁ OUVINDO O QUE EU TÔ DIZEN... – Luciano não conseguiu terminar a frase. E realmente, nem quis. O argentino puxou-lhe para um beijo suave e longo, enquanto empurrava Luci pra parede. Martín quis aprofundar o beijo, mas Luciano virou o rosto.

- O que foi? – Martín perguntou, preocupado.

— Sabia que o ser humano precisa de oxigênio pra viver? – Luci apenas disse essa frase e puxou Martín para outro beijo, só que bem mais selvagem, empurrando-o pro sofá.

Luciano ficou deitado por cima de Martín, enquanto o beijo não acabava. Nenhum dos dois queria terminar aquilo. Foi quando Luciano passou as mãos quentes por debaixo da camisa do outro, com a intenção de retirá-la.

Martín, preocupado, abriu os olhos e recuperou o fôlego.

- Aqui? Tem certeza?

- Quer que eu te carregue igual uma princesinha, Martín? – Luciano disse, e de um modo pervertido, carregou o namorado nos braços (sim, exatamente como uma princesa).

- Ah, cuidado, Luci! – Martín gritou, corado.

- Grite isso quando estiver “na hora”. – Luciano disse enquanto subia as escadas com o platinado no colo.

Mas o que eles não desconfiavam é que alguém os observava por uma janela.

- Não... não, não pode ser... tinha logo quer ser ele? – Esse alguém se encontrava preocupado. Muito, muito preocupado.

Notas finais
UOOOOOOOOU mini-galera, vocês devem ter uma espécie de ideia de quem tava observando, né? Devem ter.
Okay, espero que tenham gostado.
~Otsukare-sama desu!~