Um simples romance. Simples?

2 Uma proposta idiota europeia


Notas iniciais
Pra quem teve a mini-ideia de quem teria observado os dois naquela mini-noite, aí vai mais um capítulo por que né, eu tô de férias, e alguém fica ocupado nas férias? Não fica! E se você fica, você ;e uma pessoa útil, parabains c: ~IHopeYouLike

Território Brasileiro, 11h30, horário de Brasília.

– Fecha essa porra de janela, Martín! – Luciano se virava na cama, com o travesseiro nos olhos.

– Nem pensar, “7 a 1”. Você tá nessa cama há horas, tá na hora de se levantar!

– Tá bom, “vice”. Já tô indo. Você devia era voltar pra Buenos Aires, isso sim.

– Me chamou de quê? – Martín fingiu revolta, afinal, os dois foram humilhados pelo mesmo país.

– Te chamei de “VICE”. Tá surdo? – Luci lançou um olhar pervertido pra Martín.

– Agora você vai ver, seu bastardo! – o platinado se atirava em cima do moreno, que ficou vermelho ao lembrar que o mesmo estava completamente nu.

– Hehe... pula pra cima de novo, pra você ver quem é o desgraçado, ou bastardo, seja lá o que isso for. – Luciano provocou o namorado, fazendo-o ficar cheio de desejo.

– Hum, e eu por acaso disse que não gosto disso?

Os dois quase iam partindo pra um beijo, quando a campainha toca.

MEANWHILE... (enquanto isso)

– Eu estou desesperado, Antonio! Isso é uma tragédia! – Miguel andava em círculos, discutindo com seu irmão.

– Com certeza! Eu também estou, Miguel! Esses dois juntos... vai dar tudo errado!

“COM TANTOS PAÍSES PRA ELE SE APAIXONAR, E ELE SE APAIXONA JUSTO POR UMA DE SUAS COLÔNIAS!” – A seguinte frase foi dita pelos dois irmãos, Portugal e Espanha, exatamente ao mesmo tempo.

Os dois se encontravam corados e constrangidos. Os olhos escuros batiam nos olhos verdes. Ficaram se olhando por um tempo, até Miguel quebrar o gelo e o “clima” que se formara.

– Aah, desculpe Antonio, eu... –Miguel foi interrompido. O espanhol segurava suas mãos suavemente, demonstrando confiança ao irmão.

– Não se preocupa, hermano. Eles vão saber o que fazer... eu espero. – Antonio tentava confortar o lusitano.

Outro daqueles “climas tensos e um pouco romântico” se forma. Até Miguel cortá-lo novamente. Dessa vez com um abraço forte, que surpreendeu o espanhol. Os dois tinham os batimentos acelerados. Estavam dessa vez corados, mas não constrangidos. Tentavam passar segurança um ao outro, mas sempre que se encontravam e se entreolhavam, ficavam nervosos. Sempre.

– Obrigado, Espanha.

– Disponha.

MEANWHILE, na casa brasileira.

– M-mas o que é isso? – Luciano se assustou ao abrir a porta.

– E aí? Quente pra cacete esse lugar... gostei! – Honda se pronunciou primeiro.

Martín e Luciano estavam incrédulos. O que Yao(China), Honda(Japão) e Yong(Coreia) estavam fazendo ali, naquele exato momento, nos territórios brasileiros?

– O que querem aqui? – Martín resolveu se manifestar. É claro que estava contra, afinal, iam provavelmente causar uma guerra debaixo do teto do mulato.

– Nossa, só vamos ficar aqui por um tempo, só de férias... sabe? – Yong respondeu, enquanto entrava com os outros asiáticos.

– Podiam ao menos ter avisado antes né? – Luciano acabou cedendo à visita inesperada. Mas aquela frase causou uma pausa tensa entre os três países.

– É que... – Yao tentou se pronunciar, olhando para Honda ou Yong, em busca de uma resposta. Mas nada. – é que sabe, não deu tempo! – dito isso com um riso amarelo. Luciano e Martín resolveram ignorar.

– Ah, dane-se, vocês conhecem a casa, então fiquem a vontade. – O brasileiro virou pro argentino fazendo um gesto pra que ele o seguisse. Deixando Yao, Honda e Yong sozinhos na sala.

– Fiquem reparando, qualquer ato desses dois, vocês avisam o europeu lá. – Honda falou baixinho, pra que os latinos não escutassem.

– Eu realmente não sei por que aceitamos a proposta de Miguel e Antonio em vir aqui vigiar o filho deles... – Yong cerrava os olhos, demonstrando o tédio que estava ficar apenas naquela residência.

– Ué, e por que a gente não aproveita que já está aqui, e vai dar uma volta? – Yao deu uma boa ideia. Mas não era possível.

– É, tinha tudo pra dar certo, se os “navegadores” lá não tivessem pagado a gente, e esse estúpido japonês não fosse tão certinho. – Yong provocou um ataque de fúria em Honda, que se levantou e segurou o coreano pela gola da camisa.

– Você continue falando desse jeito e vai ver o certinho aqui!

– EI! – Os orientais ouviram um grito da escada acima. – Sem guerra na minha casa! – Era Luciano, sério e ao mesmo tempo humorado, tentando apartar a mini-treta.

3 HOUR LATER...

Todas as nações ali presentes escutam uma música que aparentava ser um hino, e começavam a se entreolhar. É claro que era o celular de um deles.

– Adivinhem, é o hino do Japão. – Yong fez graça, fazendo Honda o olhar com desprezo e atender o celular.

Moshi, moshi!

– Olá Honda, sou eu, Miguel.

– Ah, oi, o que aconteceu?

– Eu quero dizer que quero cancelar isso tudo.

Nani? Por quê? – Honda expressava surpresa, fazendo todos os países, inclusive os latinos, ficarem curiosos, embora não demonstrassem isso. Talvez apenas o coreano e o chinês.

– Ah... por que eu resolvi deixar como está. Eu e Antonio pensamos, eles já estão maduros o suficiente pra saber o que querem da vida, não é? Então se quiserem ficar aí, podem ficar, não precisa devolver nada. Tudo bem?

Hai, tudo bem então... arigatō!

– Quer parar de falar comigo em japonês? Brincadeira, baixinho. Até logo!

– Hum... – Honda se estressou um pouco com o “baixinho”. – Tudo bem, até logo então.

– Quem era, Honda? – Yong foi o primeiro a pronunciar uma frase.

– Com licença, americanos do sul. – Martín e Luciano surpreenderam-se e lançaram um olhar apreensivo para Honda. – Eu, Yong e Yao precisamos conversar uma coisa, é bem hayaku mesmo.

Os três países foram para a cozinha juntos. É claro que, Luciano ficou desesperado. E se quisessem brigar? E logo na sua própria casa? Ele e o namorado resolveram espiar de longe, a conversa dos orientais.

– Olha só gente, o Miguel resolveu fechar isso tudo! – Honda falava em um misto de preocupação, alívio e alegria.

– Ah, fala sério! – Yong revirou os olhos. – Ele faz a gente vir aqui, invadir a privacidade do casalzinho latino ali fora, e agora cancela tudo?

– Sim, ele disse que teve uma breve conversa com o espanhol e resolveram deixar o Lu e o Martín tomarem suas decisões sozinhos.

– Eu acho que essa preocupação toda do Miguel e do Antonio não é pelo filho deles serem ambos... gays, mas sim por estarem apaixonados um pelo outro. E todo mundo (literalmente, mundo) sabe que Espanha e Portugal não querem se misturar. – Yong resolveu dar a sua opinião sobre o ocorrido.

– Será que mudaram a opinião em relação ao argentino e ao brasileiro? – Honda começava a se intrigar na história daqueles dois.

– Sei lá, eu só sei que depois do chute daquele americano no Brasil deve ter causado um... – foi aí que Yong e sequentemente Honda, se deram conta que o chinês permanecera calado durante toda a conversa, apenas apoiado numa bancada mexendo em seu celular. Ele poderia não saber, mas os outros asiáticos notavam que ele sorria e estava bastante corado.

– Deve estar bem falando com o Ivan... – Honda e Yong lançavam um olhar pervertido em Yao, que subiu o olhar e envergonhado se afastava dos dois.

– N-não é nada disso, s-seus pervertidos! – Yao escondia o celular atrás das costas, fazendo os colegas rirem.

Atrás da parede, Martín e Luciano escutavam tudo.

– Então é isso... é por isso que eles estão aqui. – Luciano demonstrava-se irritado, frustrado e ao mesmo tempo magoado. Seu próprio pai não ter confiança nele e ainda por cima mandar três asiáticos rivais para observá-los é passar dos limites.

Martín se encontrava da mesma maneira. Mas tentou consolar o namorado.

– Vê pelo lado bom... pelo menos ele cancelou. Agora eles devem ter percebido que já somos adultos e que nos amamos. Nosso amor está acima de uma rivalidade idiota, não é mesmo? – Martín sorria suavemente para Luciano. O platinado era sempre o único que animava Luciano nessas horas. O mesmo expressava gratidão esboçando um leve sorriso.

– É, mas a seleção brasileira não é vice. – Deu um toque na testa do argentino e se levantou depressa, esperando o próprio revidar.

– Pelo menos não levamos um sete no meio da cara. E do nazista ainda!

– É, esse “nazista” que deixou os hermanos na mesma merda, na mesma Copa, seu imbecil! – Luciano corria em volta da casa, e atrás dele vinha o argentino. Pareciam duas crianças brincando de pega-pega.

– Cala a boca, multiétnico! – Martín pulava no pescoço de Luciano, os dois riam como se voltassem ao passado.

– Cala a boca, preconceituoso! – Luciano disse e então derrubou o loiro no chão, ficando por cima dele.

– Cala a boca e me beija, brasileiro bastardo. — dito isso, Martín puxava Luciano para um beijo apaixonado. Os dois já estavam quase ficando excitados, e lógico, o clima tinha que ser cortado pelo olho puxado que entrava na sala.

– Eeeei, olha a putaria hein! Tem limites! – Honda apareceu, fazendo os latinos se levantarem depressa e envergonhados.

– Cala a boca, asiático baixinho! – Martín revirava os olhos pra Honda, fazendo o japonês ficar estressado e se retirar. Martín aproveitou o momento e puxou o mulato pra mais um beijo longo.

É... mais ou menos assim que termina um dia “normal” na América latina + países asiáticos!

Notas finais
UOU minha mini-gente, esse casal é TÃO fofo né zent *-* As vezes dá vontade de parar de zoar nossos hermanos argentinos mas... O SANGUE HUE BR NÃO DEIXA! HEUHEUHEUHEUHUEHUHE BRBRBRBRBR