Notas iniciais
Sherlock as vezes fica jogando verde pra colher maduro, isso sim hahahaha. Boa leitura, honeys

Sherlock sentou-se ao lado de Molly enquanto ela sorria para ele. A doçura de Molly intrigava demais o detetive e ele estava decidido a abrir sua mente para compreender melhor sobre sentimentos, ainda mais sabendo que quem iria guiá-lo nisso era a legista. Molly apenas fez caretas como se brincasse com o momento que Sherlock estaria para vivenciar, ela estava querendo ou não, em uma situação mais vantajosa que o detetive. De sentimentos ela entendia muito bem.

— Ok Sherlock, vamos começar pelo básico – disse ela olhando em volta do local. – David? – chamou o seu gato. – Daavid, vem cá meu amor – ela viu o gato indo a sua direção e levantou para pegá-lo no colo e voltar ao sofá.

— Não sei o que um gato possa me ensinar, Molly – ele já estava retrucando com uma careta de desinteresse.

— Ok, você agora vai só ouvir e absorver as informações. Como num caso. Pense que eu sou Greg e estou passando a ficha técnica. Ao fim dela, você pode tirar suas conclusões e se tiver dúvidas eu tentarei responder – Molly o olhava sério enquanto fazia carinhos em seu gato.

— Tudo bem – concordou o detetive – Embora você seja bem melhor que o Gram.

— Greg! – riu Molly com a graça. Sherlock deu uma piscadela – Quem? – disse ele em meio ao riso.

— Ok, chega de graçinhas – Molly colocou seu gato no chão e encostou-se no sofá subindo sentada inteira nele. A mente de Sherlock anotava todas essas ações, não sabia por que, mas ver Molly a vontade deixava a conversa ainda mais interessante.

— David é parte de sentimentos meus. Ele é meu companheiro. Sentimentos são coisas que não posso explicar, mas tentarei exemplificar ok? – Sherlock concordou com a cabeça em silêncio como ela havia pedido.

— Por que então ele faz parte dos meus sentimentos, e o que seriam eles? Bom, quando você está em um caso e sua mente começa a encontrar soluções você fica satisfeito, certo? – Sherlock fez que sim com a cabeça novamente – Então, é como minha relação com David. Como se David fosse meu caso. Com ele eu me sinto feliz, passo momentos bons. Imagine agora essa mesma situação entre você e o John – Sherlock a olhava atento — Consegue ver quão bonita é a relação de amizade de vocês, de companheirismo?

— John também corre perigo quando se trata de Moriarty – Sherlock disse encostando-se no sofá.

— Então, está vendo? Você se preocupa com ele e isso é uma forma de sentimento, embora você ache que não conhece sobre isso. Entende o que quero dizer?

— Sim – O olhar de Sherlock agora era com serenidade. Ele deu um leve sorriso. Molly sorriu de volta.

— Está com fome? Estou pensando em pedir uma pizza, que tal? – Molly se empolgava com as mais diversas situações e Sherlock achava isso adorável. – Se você quiser — disse ele dando de ombros. Ela se levantou e foi até sua estante pra pegar o telefone.

— Molly, você acha que nosso beijo foi um tipo de sentimento? – Molly estancou no lugar, não acreditava no que Sherlock acabava de perguntar. Havia se esforçado tanto para não pensar naquele beijo, por que raios ele tinha que mencionar aquilo. Ela continuou de costas para ele enquanto tentava pensar em sua resposta.

— Todo beijo é um sentimento, Sherlock. Ele é carinho, ele pode ser muitas coisas. – Molly sentia seu coração começar a acelerar, não poderia fugir desse assunto, já que foi a garota beijada em questão. Sherlock se levantou e foi até ela.

— O que você sentiu? – Ele disse se aproximando ainda mais.

— Como assim o que eu senti? Eu não sei Sherlock! Foi tudo tão rápido, eu tinha tanto que fazer com aquela queda... – Molly percebeu o seu nervosismo, segurava o telefone com força.

— Eu também não sei o que senti. Sei que quando sai daquela janela e te vi, sabia que o plano daria certo, sabia que poderia contar com você. E aquilo me fez querer te beijar. Molly olhou para o detetive tentando entender e processar o que ele estava dizendo.

— Possivelmente – continuou Sherlock – meu sentimento era de felicidade por ter você comigo nisso. Molly voltou o telefone no lugar e segurou o rosto para respirar fundo.

— Sherlock, por que está me dizendo essas coisas? – sua voz saiu um pouco abafada escondida pelas mãos. Molly percebeu que o detetive estava bem perto dela, sentiu as mãos dele segurando seu pulso e tirando as mãos do seu rosto.

— Não consegue deduzir, mesmo depois de te dizer que quando estou feliz minha vontade é te beijar? – Sherlock a olhava serenamente com um pequeno sorriso nos lábios. Molly estava sem reação com aquilo, sentia seus olhos lacrimejarem.

— Talvez se eu disser então que estar aqui me deixa feliz. E te ver assim – Sherlock colocou uma de suas mãos no rosto da legista — tão diferente do que sempre vi me deixa feliz.

— Você não ficava feliz do outro jeito? – Molly perguntou num sussurro.

— Fico mais feliz quando você não tem medo de ser quem você é – Molly deu um pequeno sorriso enquanto Sherlock acaricia seu rosto. – Você fica ainda mais linda de shorts – ela deu uma risada audível. – Como você é um bobo, Sherlock Holmes – brincou a legista e logo em seguida percebendo que o detetive a olhava com extrema intensidade.

— E então, deduziu? – perguntou ele. Molly percebendo que aquilo era tanto um desafio dele como uma vontade dela, então aproximou seus lábios dos dele. Deu apenas um beijo leve, sem profundidade. Um rápido toque e logo se afastou.

— Também estou feliz de você estar aqui – disse ela entre um sorriso tentando pegar o telefone novamente, mas Sherlock a impediu. Juntou suas mãos com as da legista novamente enquanto se aproximava dela.

— Acho que não fui claro de o quão feliz estou – e surpreendeu Molly com um beijo forte.

Notas finais
eles até esqueceram da comida, vê se pode! hahaha vem que tem muito beijo aindaaaa :D