Notas iniciais
Vai e não vai. É mas não é. Beija e não beija. AI QUE CASAL, mores. Vou deixar vocês aproveitarem um pouco dessa paixão gostosa de Molly e Sherlock.

Molly sentiu um arrepio tomar todo seu corpo pelo beijo que acabara de pegá-la de surpresa. Sua mente tentou trabalhar para entender, mas de nada adiantava. Ela estava entregue aos braços de Sherlock Holmes. Já o detetive, havia premeditado todas as suas ações. Desde que vira Molly tão a vontade com outras vestimentas e que sentia sua fragrância doce, o detetive não conseguia pensar em outra coisa além do beijo. Queria muito beijar Molly Hooper e iria fazer isso enquanto pudesse. Ele viu que Molly se assustou com o momento em que ele a segurou no rosto e a puxou para o beijo, mas agora desfrutava os lábios que tanto desejou desde que começou todo aquele papo de sentimentos.

O beijo da legista eram suave e tímido e Sherlock o dominou por completo. Depois da inevitável surpresa, o detetive abraçou a morena e aprofundou ainda mais o gesto. Ele percebeu que ela ia se entregando cada vez mais pela sua maneira de tocá-lo e quando ela finalmente enroscou suas pequenas mãos em seus cachos, ele sentiu que poderiam se perder por horas naquela sensação.

Parecia àquela brincadeira de criança que leva o nome de ‘sete minutos no paraíso’. Era isso que Molly sentia ao estar envolvida nos braços do detetive. Será que sete maravilhosos minutos haviam se passado? Como que ela conseguiria segurar o fôlego por tanto tempo? Ao perceber sua mente trabalhando, se afastou para respirar.

— Sherlock... o que?.. – Molly mal conseguia formular uma frase.

— Não quero pensar agora, Molly – disse o detetive enquanto buscava fôlego também. Molly achava que somente ela estava com falta de ar. – Você disse agora pouco que sentimentos não podem ser explicados e sim exemplificados.

— Sim...– a legista estava perdida entre o hálito de Sherlock e aqueles incríveis olhos vidrados no dela.

— Então... – ele roçou de novo seus lábios no dela. Ela suspirou. – Ainda está com fome? – Sherlock perguntou, porém Molly não conseguiu processar a pergunta já que ele estava espalhando beijos pelo seu pescoço.

— Eu... – ela tentou inutilmente responder enquanto buscava novamente o ar que parecia escapar a cada beijo deixado por Sherlock. O detetive parecia muito certo do que estava fazendo e do que queria e a legista notou que ele não tinha tempo a perder.

Molly sentia as hábeis mãos de Sherlock em sua cintura e por instinto segurou ainda mais forte o pescoço do moreno. Ela não conseguia explicar como o clima mudou tanto de um momento para outro, foram segundos, apenas! O que será que tudo aquilo significava? A consciência de Molly a fez se afastar novamente dos braços do detetive.

— Vamos... ahm... Eu irei pedir algo para entregar, pois quase sempre fico com vontades loucas na madrugada. Molly disse aquilo tomando a maior distância que conseguia de Sherlock. Ele por outro lado não deixou passar em vão o comentário da legista. — Talvez eu goste dessas vontades – disse enquanto a observava. Molly sentiu seu rosto queimar e desviou o olhar, pegou o telefone e andou rapidamente para a cozinha. Que atitudes bobas eram essas? Por acaso estava brincando de pega-pega com o detetive? Bom, no fundo ela queria ver se ele ainda estaria disposto a continuar aquilo depois dessa pausa. Com Sherlock, tudo era jogo.

Fez sua ligação rapidamente enquanto se distraia ao analisar o que ainda tinha em sua geladeira. Depois de alguns minutos ouviu a voz de Sherlock adentrando o local.

— Quanto tempo temos? – disse ele com aquele sorriso no canto dos lábios novamente. "Ahhh, pensou Molly, o que houve com Sherlock Holmes? Resolveu dar uma de sedutor sem motivo aparente ou era Molly que só conseguia se sentir cada vez mais atraída por tudo que ele fazia?”

— Quarenta minutos é o tempo máximo que eles disseram para o pedido chegar até aqui – ela disse naturalmente – Podemos ver algo enquanto esperamos – ela apontou para a TV e o sofá.

— É o que você quer? – ele perguntou, e isso fez Molly se questionar se aquilo era uma pergunta mesmo ou um desafio.

— Sherlock...eu não sei ao certo – ela o olhou na esperança dele a convencer que aquele beijo não era somente um momento aleatório. Ele notou que ela estava insegura com o que acabaram de fazer, mas o que mais ela queria dele? Ele tentou demonstrar tudo daquele beijo. Saiu então da presença da legista e foi até um canto na sala que ele mesmo havia montado pra pensar sobre Moriarty. Ao ver isso, Molly suspirou um pouco triste, mais consigo mesma do que com o próprio detetive. Não sabia por que estava com tanto medo de aproveitar esse momento com o homem que amava, sua mente e coração trabalhavam em guerra. Um dizia para correr e se jogar nos braços daquele homem e a outro dizia para não se iludir ou se deixar levar por momentos assim ou sofreria mais futuramente. Decidiu por fim se juntar ao detetive na sala.

— Irei te atrapalhar se eu ver algo na TV? – ela olhava para o detetive que estava de costas possivelmente já focado em outras coisas. Ele não respondeu e isso a deixou ainda mais chateada “Será que ele ficou emburrado?” o pensamento de Molly não dava sossego. “Emburrado com o que? O que ele espera que simplesmente ficassemos beijando?” Aqueles pensamentos ardiam o peito da legista. Ela largou o controle com força até maior que esperada no sofá e foi até o detetive.

— O que você quer? – a frase saiu num tom grosseiro até para Molly.

— Do que está falando, Molly Hooper? – ele a olhou com as sobrancelhas arqueadas, não sabia por que o humor dela havia mudado.

— Falo de nós, disto aqui – ela gesticulava para ela e ele — Você me beija, fala que está feliz e ainda fica me perguntando o que quero. Você sabe dos meus sentimentos Sherlock, não é novidade alguma.

— Molly – suspirou o detetive — Pensei ter te dito tudo o que eu quero com o beijo, você que parece não saber o que quer – ele fez aquela pose comum de Sherlock Holmes com as mãos atrás como quem aguarda bombardeio após uma provocação.

— Você é um bastardo, Holmes! – Molly mexia nos cabelos como quem está perdida e nervosa.

— Posso lhe garantir que sou filho legítimo – a garota sorriu sem jeito e se aproximou do detetive tão rápido que o ritmo fez com que ele cambaleasse para trás. Molly simplesmente pulou em Sherlock e o beijou. Um beijo um tanto perdido de inicio, entre a risada dela e os lábios dele. Sherlock a abraçou e a ergueu. Molly sentia como uma menina que reencontra sua paixão depois de meses sem se ver e Sherlock estava adorando esse sentimento novo que Molly proporcionava.

— Por que fico sem controle quando estou com você? – Sherlock tinha os olhos fixados em Molly e ela estava impressionada no brilho que eles estavam.

— Não acho que eu tenha controle algum também sobre o que está acontecendo – respondeu a legista.

— Me beija de novo? – pediu o detetive enquanto acariciava as costas de Molly. Ela sorriu enquanto tocava de leve os lábios o detetive.

— Irei te beijar quantas vezes você quiser – disse ela bem próxima e Sherlock a puxou não aguentando mais esperar.

Notas finais
Molly para de ser boba menina! hahahaha :P