Um pequeno presente do futuro
15 Capítulo 15 – Perdidos
Notas iniciais
Parecia um dia como qualquer outro no quarto esquadrão, tudo estava como devia ser. Todos estavam em seus afazeres, cuidando de pequenos ferimentos de treino ou fazendo a papelada.
Byakuya entra rapidamente pelo esquadrão até encontrar a Kotetsu fukutaichou que estava organizando umas papeladas de gastos no escritório principal.
_ Bom dia Kuchiki taichou, tem algo que posso fazer pelo senhor? – ela fala quando o vê entrando no escritório.
_ Bom dia Kotetsu fukutaichou. – ele diz se aproximando da mesa dela – Eu gostaria de uma reunião com a Matsumoto taichou – ele agia da forma mais formal que podia.
_ Acho que isso vai ser impossível Kuchiki taichou – Eru diz enquanto entra no escritório – pensei que toda a seireitei sabia que a Haruka está ausente por um tempo – ela olha o rosto do taichou do sexto esquadrão que estava em plena duvida.
_ Obrigado! Acho que é melhor eu ir na mansão. – ele diz enquanto se dirige para a porta.
_ Kuchiki taichou – Isane diz tentando chamar a atenção – desculpe não poder ajuda-lo. Mas aconteceu algo com a Rangiku?
_ Não, eu só tenho alguns assuntos com a Haruka, e não é nada de mais.
_ Isane!, Eru! – Nira diz entrando apressada na sala. – Parece que houve um acidente novamente no décimo segundo esquadrão e estão pedindo nossa ajuda.
_ De novo esse é o quinto essa semana. Nira você vem comigo, Eru você fica no comando enquanto eu estiver fora. – Isane começa a se levantar da cadeira – Nira, chame a Nari e Mio pra nos acompanha e alguns soldados sem patente.
_ Ok! Kotetsu fukutaichou. –Nira sai apressada. – A mais a Isane a Nari foi até a mansão falar com a taichou.
_ Você está certa ao ponto da mansão – Nari fala se aproximando – mas a taichou não está na mansão.
_ O que? – Byakuya que assistia tudo pergunta perplexo.
_ É isso que ouviu Kuchiki taichou, a Haruka não está na mansão Matsumoto, e pelo que os funcionários disseram ela não aparece por lá já faz uns dois meses.
_ Tudo bem Nari, vemos isso depois, agora temos uma emergência no décimo segundo esquadrão.
_ Kotetsu fukutaichou – Mio fala entrando na sala.
_ O que foi Mio. – Isane diz prevendo problemas.
_ O quinto esquadrão está pedindo apoio medico para uma missão, acabou de chegar o pedido. – Mio fala olhando todos na sala – O que foi que aconteceu pra vocês estarem com essa cara?
_ Começando aconteceu algum acidente com o cientista louco, e segundo a Taichou sumiu – Eru responde a pergunta.
_ Vocês deviam dar tempo ao tempo – Mio diz – A Matsumoto taichou deve querer ficar longe de todos, e segundo eu posso ir na missão com o quinto esquadrão se não for atrapalhar Kotetsu fukutaichou.
_ Tudo bem, leve cinco soldados com você.
_ Ok! – Mio diz e sai correndo.
_ Agora vamos ao décimo segundo esquadrão antes que acontece mais alguma coisa – diz Isane, e logo ela sai com Nira e Nari deixando apenas Eru e Byakuya na sala.
_ Essa Mio não é aquela que não suportava a Haruka?
_ Kuchiki taichou muita coisa mudou desde que o sotaichou deu a posição de taichou de Kidou pra aquele novo shinigami, o Satomi, a Mio não gostou dele então pediu pra ser transferida para o quarto esquadrão.
_ Entendo.
_ E ela agora sempre defende a Haruka, o que eu acho que é hilário. – Eru ri.
_ Agora que estamos só nos dois me diz onde está a Haruka, se tem alguém nesse esquadrão que saberia sua localização quando ela não quer ser encontrada, é você.
_ Desculpe desaponta-lo, dessa vez a Haruka está me evitando também, quando ela aparece no esquadrão, ela só vai fazer a consulta da Rangiku e desaparece como se nunca tivesse visto, creio que a única pessoa que fala com a Haruka é sua esposa. – Eru olha o taichou que está parado em sua frente – por que não pergunta para a Rangiku?
_ Bom tenho que ir. – ele diz e sai quase como um furacão da sala, e indo diretamente ao oitavo esquadrão.
Rukia e Renji depois de saírem do décimo terceiro esquadrão foram para o oitavo esquadrão, onde Renji voltaria ao trabalho e Rukia iria conversar com Rangiku.
_ Achei que iria tirar o dia de folga Renji. – Rangiku fala secamente.
_ Desculpa taichou..... é que a Rukia estava no décimo terceiro esquadrão....
_ Renji, ela é a fukutaichou do décimo terceiro esquadrão. – Rangiku fala sem tirar os olhos dos papeis a sua frente.
Rukia dá um peteleco em Renji como repreensão, depois ela se aproxima da mesa de Rangiku.
_ Rangiku.... eu não te vi no café da manhã, aconteceu algo?
_ Rukia... – Rangiku olha nos olhos da Rukia – Não foi nada de mais, e é melhor você não se preocupar ok?
_ Mas.... Rangiku.....
_ Rukia..., isso é entre eu e seu irmão,.... não se preocupe, só preciso de um tempo.... — Rangiku encara Rukia por uns segundos.
_ Ok! – Rukia desiste de tentar qualquer coisa.
_ Rukia..... você vai simplesmente desistir? – Renji pergunta o mais baixo que consegue.
_ E o que você acha que eu vou consegui? – Rukia cochicha – o máximo é fazer Rangiku ficar com raiva de mim.
_ Rukia nunca ficaria com raiva de você por defender seu irmão. – Rangiku fala sem tirar os olhos dos papéis assustando Rukia e Renji – e se querem falar sobre meu relacionamento com Byakuya, sugiro que façam num lugar em que eu não estiver presente.
Depois que Rangiku termina de falar a sala fica silenciosa como se não tivesse ninguém presente a não ser pelos pequenos barulhos dos papéis algumas vezes. Renji senta em sua mesa e começa a trabalhar no silencio, e Rukia fica parada no meio da sala não sabendo o que fazer. Então um barulho no lado de fora do escritório, que chegava cada vez mais perto da sala até que a porta é quase arrancada de seu lugar dando espaço para entrada de um Byakuya furioso.
_ Desculpa taichou eu disse que você estava ocupada, mas o Kuchiki taichou não me escutou. – disse o sétimo oficial que estava atrás do Byakuya.
_ Está tudo bem. – ela olha para a situação respira – pode voltar ao seu posto.
_ Hai, taichou! – diz o homem saindo.
_ O que você acha que está fazendo Rangiku?
_ Se preferir Rangiku eu e a Rukia podemos sair....
_ Podem ficar, eu não me importo de escutarem o que tenho a dizer a ela.
_ Onii-sama – Rukia parecia nervosa com a forma que o irmão estava agindo.
_ E o que eu estou fazendo Byakuya? – Rangiku fala enquanto se levanta pra ficar frente a frente com o marido.
_ Sair de casa, e dizer que vai ficar sobe os cuidados da Haruka quando você sequer sabe onde ela está. – ele grita numa grande explosão.
_ Eu apenas disse que quero ficar sozinha por um tempo, e que estaria na mansão Matsumoto, ao meu ver nada de mais. – ela retruca sem levantar a voz.
_ Nada de mais? – ele parecia incrédulo.
_ Rukia – Renji falava mais baixo que conseguia – acho melhor sairmos daqui.
_ Eu tenho medo do Onii-sama fazer algo que ele se arrependa – Rukia retruca no mesmo tom.
_ Sim, nada de mais!, e se foi só pra isso peço que não atrapalhe meu trabalho.
_ Rangiku! – Rukia reprende a cunhada – não deixe as coisas piores.
_ É vocês precisam um do outro, imagine quando Hana voltar?
_ Não minta pra mim Rangiku, o que está acontecendo?
_ Como eu disse só quero ficar sozinha.
_ Você acha que eu não tenho medo? – Ele pergunta se aproximando da Rangiku que se afasta. – que não sofro ao pensar que minha menininha pode nunca voltar? Que isso pode acabar com nosso relacionamento? Que cada vez estamos nos afastando mais e mais?
_ Byakuya, me de um tempo, por favor – Rangiku fala em meio a lagrimas que escorriam em seu rosto.
_ Rangiku eu só quero te proteger...
_ E você não vê que isso é a única coisa que eu não quero....
_ Mas....
_ Byakuya..... Por favor.... me dê um tempo....
_ Eu tenho mede que se nós nos afastarmos agora nunca mais ficaremos juntos....
_ Nada vai mudar....
_ É isso que você não vê Rangiku.... nós dois depois que a Hana sumiu, nos afastamos de uma maneira que eu achava impossível acontecer, e cada um de nós mudou de uma forma....que não tem mais volta.... se é o que você quer vou te dar seu espaço..... vou evita-la o máximo que eu conseguir.... Adeus Rangiku.
Depois que ele fala ele sai da sala o mais rápido que conseguia não se importando com os curiosos do lado de fora. Rukia e Renji estavam perplexos com a cena que acabaram de presenciar, não sabiam se esse era o fim para aquele casal ou apenas mais uma briga. Rangiku cai em prantos, começa a chorar como se nada conseguisse segurar, era uma cena difícil de assistir, ela cai de joelhos e continua a chorar como se nada no mundo pudesse ajuda-la.
_ Burra..... burra.. burra.... – Rangiku falava pra si mesma.
_ Rangiku vai ficar tudo bem você vai ver – Rukia tentava consolar a cunhada.
_ Rukia.... Renji..... eu quero ficar sozinha....
Ao escutar o pedido da shinigami, Renji e Rukia saem da sala a deixando sozinha. Depois que os dois saem da sala Rangiku começa a passar mal e desmaia.
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