Um pequeno presente do futuro
16 Capítulo 16 – Nada como um dia após o outro!
Notas iniciais
Amanhece na seireitei, uma manhã calma e tranquila, nuvens no céu e o sol estava brilhando. No primeiro esquadrão estava todos os taichous na reunião semanal.
_ Bom vamos para os últimos 3 tópicos. – disse o Kyoraku, que parecia que estava cansado da reunião.
_ Claro taichou! – diz Nanao olhando os papéis em sua mão – primeiro queremos saber se teve algum progresso para mandar Hana de volta ao seu tempo Kurotsuchi taichou.
_ Como sabem venho mantendo vocês informados diariamente, e tenho que aturar o Urahara no meu laboratório todo esse tempo, e é obvio que se eu tivesse algum avanço vocês saberiam. – ele diz mais rápido que consegue – E por fim não tenho avanço nenhum.
_ Mas não conseguiu nada, nem sequer saber como começar a fazer a maquina, ou como que Hana veio parar aqui? – Hitsugaya pergunta ao capitão que faz careta.
_ Como eu disse se eu tivesse um avanço vocês saberiam, e Hitsugaya taichou, eu não conseguiria esconder uma formiga sequer no meu laboratório, já que eu recebo visita todos os dias de todos vocês, e sim seria mais produtivo se eu não tivesse que explicar o que eu estou fazendo a cada um de vocês a cada duas horas. – a maioria dos taichous presentes na sala abaixam a cabeça quando o cientista louco termina de falar.
_ Sinto muito se estamos interessados em saber o seu avanço em uma missão tão importante. – diz Hitsugaya bravo.
_ Podemos prosseguir Shunsui? – Haruka pergunta chamando a atenção da sala pra ela.
_ Vocês podiam seguir o exemplo da Haruka – Mayuri fala olhando a outra taichou – ela não me atrapalha a cada duas horas, e a única coisa que ela pede pra saber meu avanço nas pesquisas é um relatório semanal.
_ Ok, Mayuri vamos tentar diminuir as visitas em seu laboratório, agora continuando. – Shunsui olha Nanao para que ela desse o outro item a ser discutido.
_ Prosseguindo, o próximo tópico é se devemos ou não baixar o muro que divide a seireitei do rukongai.
_ Sim, sim.... – Shunsui olha os outros taichou e respira fundo – esse item vou colocar em votação, será mais rápido assim. Faremos conforme o numero do esquadrão, então você é a primeira Suì-Fēng
_ Bom.... acho que já estamos com os muros a muito tempo, e seria estranho retira-lo de uma vez, então penso que deveríamos manter mais um pouco, além de manter a segurança da seireitei e do rukongai.
_ Ok, um voto contra a retirada. – ele faz sinal para que Nanao anote – Rose taichou.
_ Ah! Sim.... bom ao meu ver acho que o muro está apenas de enfeite então retira-lo ou não, não fará diferença.
_ Isso seria um voto contra ou a favor? – Nanao pergunta.
_ Acho que se retirarmos será a melhor escolha, é uma vista linda que teremos do rukongai.
_ Um voto contra e um a favor. – Kyoraku fala – Matsumoto taichou.
_ O que a maioria decidir. – Haruka responde como se não tivesse aprestando atenção na reunião.
_ Ok então. Hirako taichou.
_ Acho que se retirarmos fica mais fácil transitar entre a seireitei e o rukongai.
_ Ok. Kuchiki taichou.
_ Tanto faz. – Byakuya responde com a cara fechada.
_ Ok. Komamura taichou.
_ A favor da retirada.
_ Ok. Muguruma taichou.
_ para evitar uma invasão será melhor mantermos.
_ Ok. Hitsugaya taichou.
_ Manter.
_ Ok. Zaraki taichou.
_ Não tem ninguém forte no rukongai que interesse então acho que podemos continuar com o muro.
_ Ok. Kurotsuchi taichou.
_ Não precisamos do muro.
_ Ok. Ukitake taichou.
_ Voto a favor da retirada.
_ Ok, então por cinco votos a quatro vamos retirar o muro, próximo item Nanao.
_ Sim taichou, o tópico é sobre o oitavo esquadrão.
_ Sim, sim. – Kyoraku olha os outros taichous a sua frente – bom como sabe o oitavo esquadrão está sem representante, ou melhor o terceiro oficial tem mantido o esquadrão, mas creio que precisamos achar pelo menos um fukutaichou para manter o esquadrão em ordem.
_ Sim, concordo. – Hitsugaya fala – acho que é de maior necessidade colocarmos alguém que consiga manter o trabalho, então ofereço minha fukutaichou.
_ Por que a sua fukutaichou? – Muguruma pergunta.
_ Concordo com o Hitsugaya taichou – Hirako fala – e entendo seu ponto de vista.
_ Sim, acho que esse quadro seria muito bom – Ukitake concorda – além dela ser a fukutaichou mais antiga da seireitei, ela consegue manter um esquadrão em ordem, creio que é a melhor opção no momento.
_ Mas temos outros fukutaichous que podem ocupar o cargo – Rose diz.
_ Vamos começar com o meu esquadrão, Omaeda não conseguiria mandar em uma lesma quem dirá tomar conta de um esquadrão, o Kiba acaba de ter um novo taichou, depois de manter o terceiro esquadrão sozinho, a Isane acabou de perder a taichou e ganhou uma nova taichou, a Hinamori é o mesmo caso do Kiba, Abarai está a pouco tempo como fukutaichou, e mesmo com bankai não creio que seja uma boa opção, Iba é folgado, Hisagi mesmo caso que Kiba e Hinamori, e as Kusajishi, Kurotsuchi e Kuchiki não precisamos nem falar.
_ Então ficamos com a Matsumoto fukutaichou para liderar o oitavo esquadrão como fukutaichou por enquanto, alguma reclamação. – Kyoraku fala – então estão dispensados.
_ Haruka. – Hitsugaya se aproxima da fukutaichou – como Rangiku ainda está no seu esquadrão poderia informa-la sobre nossa decisão?
_ Claro Hitsugaya taichou.
Haruka vai para o quarto esquadrão e chegando ela se dirige ao quarto que sua irmã está. Ela adentra no quarto e fica ali observando Rangiku e Hana dormirem.
_ A quanto tempo está nos observando Onee-sama – Rangiku pergunta se levantando da cama.
_ Apenas alguns minutos, como sabe tivemos reunião dos taichous hoje. – Haruka olha Rangiku – e como sabe também é a coisa mais chata.
_ Sei – as duas riem – ela dorme tão tranquilamente – Rangiku faz carinho na pequena.
_ Sim, talvez seja porque esteja ao seu lado.
_ Talvez.
_ Onee-sama eu queria falar com você.
_ Tudo bem Rangiku mas vamos esperar Hana acordar, ok? – Haruka se aproxima da pequena e também faz carinho.
_ Ok.
_ Rukia vai vir pegar Hana para o almoço, então podemos conversar só nós duas.
_ Ok, mas eu quero saber se eu receberei alta hoje?
_ Depois eu vejo se vou te dar alta. – Haruka pisca para Rangiku
_ Onee-sama!
_ Taichou! – Eru fala entrando o quarto – finalmente eu te achei, tem alguns documentos que precisamos dar baixa, mas precisa da sua assinatura.
_ Ok!, vejo você mais tarde Rangiku.
Haruka acompanha Eru até o escritório principal do quarto esquadrão. Rangiku fica observando Hana dormir, que pra ela era tranquilizador, aquela pequena menina sabia conquistar os corações das pessoas.
_ Hummm...... – Hana começa a acordar – Nossa já é quase a hora do almoço!
_ Mais um pouco Rukia a levaria dormindo.... – Rangiku ri.
_ Não tem graça mãe... – Hana parece que fica um pouco brava. – eu estava preocupada com você......
_ Vem cá.... Hana – Rangiku abre os braços e a menina obedece, indo ao encontro do abraço – me desculpa por te preocupar. Já passou, ok?
_ Mas, você ta bem mesmo mãe?
_ Claro que sim..... – Rangiku sorri.
_ O papai também veio te visitar enquanto você estava desmaiada.
_ Hummm... Acho que isso tem o dedo de alguém.
_ Não sei do que a senhora está falando, mãe. – Hana faz a cara mais inocente que consegue.
_ Sei.
_ Mas acho que ele não gostou muito, ele foi embora super rápido. – Hana olha pra baixo.
_ Hana.... – Rangiku olha pra a menina nos olhos – desculpa por ter te evitado nessas ultimas semanas.....
_ Mãe, eu sei que a culpa foi minha, eu forcei de mais pra você e o papai ficarem juntos. – ela respira – e só agora eu percebi que eu não vou conseguir fazer vocês dois ficarem juntos........ Eu prometo que não vou tentar mais nada pra unir vocês dois.
_ Hana....
_ Tudo bem mãe.... – Hana se levanta e começa a se arrumar – acho melhor eu esperar a tia Rukia lá fora, assim eu paro de te atrapalhar, e você pode descansar.
_ Hana.....
_ Bom te vejo mais tarde, e se por você tudo bem eu vou ficar com a tia Rukia na mansão Kuchiki. – Hana sai do quarto sem esperar a resposta da Rangiku.
Hana vai andando pelos corredores do quarto esquadrão até que encontra Rukia.
_ Achei que teria que te tirar daquele quarto a força. – Rukia fala sorrindo.
_ Tia Rukia....
_ O que foi Hana?
_ Eu acabei “brigando” com a minha mãe – os olhos da Hana se enchem de lagrimas – posso ficar com você na mansão por uns tempos?
_ Pode sim. – Rukia abraça a menina – e quero que você me diga tudo o que aconteceu.
Haruka vê a cena e depois se dirige ao quarto da Rangiku.
_ Vamos almoçar?
_ Ok, Onee-sama! – Rangiku se levanta rapidamente.
Elas começam a caminhar lado a lado em silencio até chegarem na mansão Matsumoto. As duas entram na mansão e se dirigem a sala de jantar onde o almoço já estava posto, elas se sentam uma na frente da outra.
_ Rangiku..... Eu vi quando Rukia foi buscar Hana..... ela disse que “brigou” com você....
_ Não foi nada Onee-sama, eu nem acredito que aquilo foi uma briga na verdade, acho que ela.....
_ Ela só quer os pais juntos, mas acha que tudo o que faz afasta vocês dois mais ainda, eu entendi...... – Haruka respira – Tenho um assunto importante pra falar com você.
_ Sim o que é?
_ Na reunião hoje cedo.....
_ O Kurotsuchi conseguiu avançar nos estudos?
_ Não, ele parece mais perdido que nunca. – as duas riem – O que tenho que falar com você é sobre o oitavo esquadrão.
_ O que tem ele?
_ Você foi designada para ser a Fukutaichou, por enquanto, o esquadrão está meio perdido.
_ Mas por que eu?
_ Pelo que eu entendi eles queriam alguém com experiência na posição, e que você foi a mais qualificada, acho que o Hitsugaya ofereceu seus serviços também.
_ Como assim “acho”, você não estava aprestando atenção na reunião, Onee-sama?
_ Pra falar a verdade, não. Acebei me acostumando com as reuniões dos anciões em que eu finjo que estou escutando eles, já que eles resolvem tudo sozinhos. – as duas riem. – E o que você queria falar comigo ontem?
_ Ah é....... Eu consegui tirar o selo da Haineko, eu agradeço muito a ajuda que você e o Byakuya me deram – Rangiku sorri – Agora só falta eu conseguir controlar minha bankai, já que com o selo retirado eu só tenho que treinar.
_ Fico contente por você. – Haruka sorri – Só quero ver você achar tempo para treinar e por o oitavo esquadrão em ordem, sem falar nos seu cochilos.
_ Onee-sama tenha um pouco de fé em mim.
_ Ok, ok.... – Haruka olha o relógio – Bom tenho que voltar pro esquadrão, você fica aqui, falei na reunião que você precisaria do dia pra descansar.
_ Ok! Vou aproveitar e trinar um pouco.
_ Faça como preferir. – Haruka já na porta – até mais.
Depois do almoço Rangiku vai para a floresta perto da cachoeira e lá ela fica treinando a tarde inteira. A lua já estava aparecendo quando ela senti uma reatsu se aproximando.
_ Treinando até tarde? Você não devia estar descansando?
_ Oi pra você também Byakuya. – ela se vira pra ficar de frente pra ele – eu estou bem por isso estou treinando.
_ Sei....
_ O que foi?
_ Nada....... eh já soube do oitavo esquadrão?
_ Sim, a Onee-sama me falou.
_ Ah, claro....
_ O que?, não tem assunto pra falar comigo?
_ Hana parecia meio triste no almoço.....
_ Ela deve estar chateada, ela meio que disse que não vai nos ajudar a ficar juntos. – Rangiku sorri e se aproxima do Byakuya.
_ Então era isso....
_ Talvez você devesse conversar com ela......
_ Por que eu?
_ Oras.... Porque você é o pai. – ela sorri.
_ Fala a mãe que evitou a filha por duas semanas.
_ E você que nem deve ter trocado uma fala com ela... – ela ri.
_ Não tem graça Rangiku, eu não sou bom com crianças.....
_ Agora ficou bravo é? – ela segura o rosto dele para eles se encararem.
_ Não.
Eles se beijam apaixonadamente, e se abraçam.
_ Sabe Byakuya, nunca achei que ia ser possível eu conversar assim com você.
_ Sempre foi possível, só não suporto sua mascara.
_ Bobo.
_ Ok! Eu converso com a Hana.
_ Mesmo, eu queria ser uma mosquinha pra ver essa conversa. – ela ri.
_ Não tem graça.
_ Ah... tem sim.... – ela continua rindo e percebe que ele virou a cara – o que ficou bolado?
_ Rangiku só você pra me fazer ficar assim.
_ Ficar como?
_ Um bobo apaixonado.
_ Bobo......
_ Bom como eu tenho que acordar cedo vou indo, boa noite. – ela começa a se arrumar e andar em direção a seireitei, mas é impedida pelo Byakuya que segura o braço dela.
_ Eu te amo. – ele a puxa e a beija novamente, mais apaixonado e mais firme que ele consegue.
_ Eu também te amo, seu bobo. – ela o beija docemente. – mas eu realmente tenho que ir. Cuide da nossa Hana ok?
_ Não precisa nem pedir.
Chegando a mansão Kuchiki, Byakuya avista Rukia do lado de fora.
_ O que foi Rukia?
_ A Hana brigou com a Rangiku mais cedo, ela não queria que eu te falasse, mas ela ficou triste.
_ Ok, vou falar com ela.
_ Sério Onii-sama?
_ Sim.
Ele se dirige ao quarto que Hana está hospedada e bate na porta.
_ Entre.
_ Está tudo bem Hana?
_ Kuchiku taichou! – ela fica surpresa – tá sim tudo bem.
_ É assim que você me chama no futuro quando estamos só nós dois?
_ Não, eu normalmente te chamo de pai.
_ E por que não o fez agora?
_ Acho que eu tenho medo....
_ Mas você chama a Rangiku mãe, quase sempre.
_ Ok, eu vou te chamar de pai.
_ Agora me diga o que aconteceu.
_ Nada não.
_ Hana....
_ Eu meio que briguei com a mamãe.
_ Por que?
_ Nada não...
_ Então trate de se animar, ok? Se não foi nada, não tem porque você ficar cabisbaixa pelos cantos.
_ Ok.
_ Hana..... Boa noite!
_ Boa noite, pai.
Ele sai do quarto e dá de cara com Rukia, que tinha um sorriso de orelha a orelha.
_ O que?
_ Que fofo você foi lá dentro.
_ Rukia trate de esquecer.
_ Onii-sama!
_ E se contar a alguém....
_ O que vai me matar?
_ Não vou matar a pessoa que você falar sobre isso.
_ Ok! – Rukia diz rindo – Boa noite Onii-sama
_ Boa noite Rukia.
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