Um novo Vingador
2 Um novo amor?
Notas iniciais
– Bem você disse que aquele carro parecia ter 1 kg para você, quanto peso você podia levantar com as duas mãos antes de você tomar o soro? – Luke me perguntou.
– Uns 10 kg eu acho. – Respondi.
Luke pareceu pensar.
– Três vagões são suficientes. – Luke disse.
Ele foi em direção aos vagões empilhou três como se fossem blocos de montar, depois os amarrou fortemente com uma corrente longa e grossa.
– Venha e deite aqui. – Luke me disse, eu fui e me deitei, Felicia se sentou por perto. – Agora você vai levantar esses vagões, são três seções de quinze anda logo!
Luke pegou os vagões e os colocou em cima de mim, eu fiquei com medo de quando ele soltasse eu seria esmagado, mas quando ele soltou os vagões eles pareciam até leves tinham mais ou menos 10 kg.
– Tudo certo? – Luke perguntou.
– Tudo. – Eu disse.
Eu comecei a levantar e abaixar os vagões, depois de fazer isso quinze vezes Luke os levantou outra vez para eu descansar, eu relaxei os braços e depois assenti indicando que poderia fazer outra vez, eu fiz todas as seções e me sentei um pouco cansado.
– Preciso de agua. – Eu disse a ele.
– Felicia, pegue um pouco de agua no carro! – Luke pediu a ela.
Felicia foi correndo para o carro, ela voltou com a agua, eu ia pegar, mas ela baixou minhas mãos.
– Relaxe deixe que eu te dou. – Ela disse e derramou agua na minha boca.
– Obrigado, me sinto bem melhor. – Eu disse a ela.
Eu me levantei e fui para o proximo exercicio.
– Flexões. – Luke disse.
– Vou ficar a vida toda aqui fazendo isso. – Eu ri.
– Quem disse que você vai fazer livremente? Vou prender dois vagões nas suas costas.
Dito e feito ele pegou dois vagões e os amarrou nas minhas costas, eu fiz as flexões então acabei, estava um pouco mais cansado.
– Agora – Luke disse. – Levantamentos com a perna, isso são três vagões e uma cabine de maquinista.
Ele empilhou os vagões em duas colunas e os amarrou, levantou, e me pediu para ficar em baixo delas.
– Três seções de quinze. – Ele disse.
Era mais pesado, pois eu já estava cansado, fiz exercicios até escurecer, Felicia me olhava admirada a cada exercicio, aquilo me deixava totalmente sem graça.
– Certo, vamos embora. – Luke disse depois que acabei.
Eu, Luke e Felicia, entramos no carro, Luke dirigiu de volta para Manhattam, já havia escurecido quando entramos no apartamento (dessa vez viemos pelo elevador).
– Que bom que estão de volta – Jessica nos recebeu. – o jantar esta pronto.
Para mim aquilo era um banquete, frango assado, arroz, carne ensopada, fritas e muitas coisas deliciosas, aquilo me deu agua na boca.
– Eu não vejo tanta comida junta desde... Eu nunca vi tanta comida junta. – Eu me corrigi.
– Não fique na vontade, vamos atacar! – Luke gritou.
Ele se sentou depressa e puxou um prato, eu fiz o mesmo, pegávamos de tudo um pouco.
– Vamos ver do que é capaz garoto! – Luke me intimidou.
– Você pode ser mais forte do que eu no punho, mas não ganha do meu estomago! – Retruquei.
Nós começamos a devorar a comida.
– Parecem duas crianças. – Felicia disse num tom de desaponto.
Jessica riu.
– Fazer oque? – Ela disse.
– Eu sei o que fazer ATACAR! – Felicia berrou e pegou um prato.
Nós comemos bastante, depois veio à sobremesa, três travessas de pudim de chocolate, uma foi minha, outra de Luke e a ultima Felicia, Jessica e Sandra dividiram.
– BUUUUURP! Ah cara que comida boa. – Luke relaxou na cadeira.
– Luke! Não arrote na frente das crianças. – Jessica o censurou.
– Vamos lá Kayque, não precisa segurar, pode mandar. – Luke disse.
– Se é o que você quer... BUUUUUURP! – Eu soltei um super arroto.
– YEAH! – Felicia gritou e bateu palmas. – Perdeu tio Luke.
– Sorte de principiante. – Luke disse descontraído.
– Bem pessoal chega vamos dormir – Jessica disse. – vamos Kayque eu te ajudo com a sua cama.
– Não precisa tia Jess. – Felicia disse a ela. – Eu o ajudo, vamos capitão arroto.
Felicia e eu, fomos para o quarto de hospedes, ela me ajudou a arrumar a cama, depois disso nos deitamos.
– Eu nunca tinha feito uma amizade tão rápido. –Felicia me disse da outra cama.
– Eu nunca tinha feito uma amizade. – Eu disse a ela.
– Você é impagável, faz de toda sua dor uma piada.
– Prefere que eu fique chorando pelos cantos? Por favor.
– Sabe, você tem razão, você não deve se lamentar pelo que aconteceu, o que passou, passou.
– Isso mesmo, o futuro esta na minha frente, eu só tenho que andar no curso dele.
– Bela filosofia, você agora pode ser comediante ou filósofo.
Eu ri do comentário dela.
– Boa noite. – Ela me disse.
– Boa noite. – Respondi.
Desligamos os abajures e dormimos. Eu acordei depois de uma hora, eu estava com sede, passei direto pela cama de Felicia, chegando á cozinha a geladeira estava aberta, eu liguei a luz e dei de cara com Felicia, mas ela não estava mais de pijama, ela esta com uma regata de gatinho e de calcinha.
– Ah desculpe – Eu disse ficando vermelho. – eu não vi você ai. – Eu olhei para o outro lado.
– Ah o que é isso? – Felicia disse. – Não tem problema nenhum.
– Ah tem sim, acabei de te conhecer, não posso te ver assim.
Felicia abaixou minha calça.
– Que diabos esta fazendo?! – Perguntei a ela.
– Pronto agora vi sua cueca, estamos quites, aliás bela cueca de ursinhos.
Eu olhei para baixo e vi minha cueca, realmente era branca e cheia de cabeças de ursinhos desenhadas, aquilo não ajudou nada na vergonha que eu estava sentindo.
– Relaxa, minha calcinha é de gatinhos. – Ela disse apontando.
Eu olhei e era preta desenhada com gatinhos brancos, combinando com a regata.
– Parece que você gosta mesmo de gatos. – Eu disse pegando a jarra de agua.
– Gosto bastante. – Ela disse pegando leite e botando em um copo.
– Acho melhor não fazermos muito barulho – Eu disse. – O que Luke iria pensar se nos pegasse de madrugada, na cozinha, no escuro e com você de calcinha?
– Verdade, vamos nessa.
Eu comecei a andar e tropecei na minha calça e cai de cara na cabeça de gato na regata dela, o problema era que a cabeça fica entre os seios.
– Me desculpe, por favor! – Eu me desculpei tirando a cara do peito dela.
– Tudo bem... – Ela disse se recuperando do susto. – Mas eu não vou enterrar a minha cara no seu peito.
Eu fiquei aliviado por ela ter levado na brincadeira, eu levantei minha calça e voltamos para o quarto.
Eu acordei por que senti alguém balançar a minha cabeça, eu olhei para o lado e vi Felicia sacudindo sua mão direita.
– Ai, caramba! Sua cara é dura como uma pedra. – Ela gemeu.
– Mas por que você me acordou com um soco na cara? – Perguntei incrédulo.
– Por que tapinhas no seu braço não estavam funcionando.
– Podia ter dito algo como “Hey cueca de ursinho acorda!” – Eu disse a ela.
Ela riu da minha piada apesar de ainda segurar a mão direita.
– Ainda bem que eu acordei primeiro, imagina se eu estivesse dormindo e você enfiasse a sua cara nos meus peitos. – Ela disse.
Eu dei uma gargalhada. Nós saímos do quarto e fomos para a cozinha.
– O que é tão engraçado? Eu quero rir também. – Luke perguntou.
Eu e Felicia nos olhamos, nos estudamos e decidimos não falar nada.
– Nada não tio Luke. – Felicia mentiu. – Só estamos dividindo experiências de vida.
Luke pareceu engolir.
– Pois então vocês vão ter uma experiência juntos, a de lavar a louça, acha que não íamos perceber os copos mal lavados hoje de manha? – Luke nos disse.
– Mas... – Felicia começou.
– Pode deixar Luke, nós limpamos. – Eu disse interrompendo Felicia.
Ela me olhou incrédula, como se dissesse “Por quê?”.
Depois do café ficamos com a louça por nossa conta, Felicia não ficara satisfeita por isso.
– Você esta fazendo um serviço ruim de propósito? – Perguntei a ela.
– Não, acontece que eu nunca lavei um prato na vida. – Ela respondeu.
– Ah entendo, vida de patricinha, eu te ensino a lavar os pratos.
Eu a ensinei como eu sempre fazia, depois de terminarmos nós fomos até a sala.
– Vou ver se Sandra precisa de ajuda. – Eu disse á Felicia.
– Claro eu vou me jogar no sofá. – Ela disse mais eu a segurei pelo braço.
– Nada disso, você vai ajudar a mim e a Sandra a arrumar nosso quarto.
– Virou meu pai agora é?
– Onde está a sua educação? Você dormiu aqui e bagunçou a cama, o mínimo que pode fazer é ajudar Sandra a arrumar tudo.
Felicia pareceu pensar no que eu havia dito e depois assentiu.
– Certo, mas depois quero outra massagem nos pés. – Ela propôs.
– Combinado. – Eu disse levantando o meu mindinho.
Ela enrolou o dedo mindinho dela no meu e fomos procurar Sandra, ela estava justamente indo para o nosso quarto.
– Ei Sandra! – Eu chamei.
– Deseja alguma coisa Sen... – Ela viu minha expressão seria. – Kayque. – Ela se apressou em dizer. – o que vocês querem?
– Queremos ajudar você a arrumar o nosso quarto. – Eu respondi.
Ela pareceu surpresa com a resposta, mas concordou.
– Certo – Sandra começou. – Felicia, você pode começar arrumando a sua cama, é bem simples, você primeiro tira tudo de cima da cama, estica o lençol, ajeita o travesseiro, dobra o cobertor e ponha em cima da cama e Kayque, você arruma a sua cama também e depois levante tudo para eu poder varrer..
Fizemos tudo o que Sandra pediu, depois de terminamos fomos para a sala, como o combinado eu me sentei no sofá, Felicia se deitou e eu massageei seus pés.
– Hum, está pegando o jeito. – Felicia me elogiou.
– Acho que se eu não conseguir me tornar um Vingador, eu posso ser massagista de pés, graças a você. – Eu disse.
Ela riu.
– Você faz piada de tudo? – Ela perguntou.
– Só do que tem graça. – Eu respondi.
– Em uma hora o almoço fica pronto! – Ouvi Sandra gritar da cozinha.
– Se fosse para gritar eu também gritava. – Luke reclamou com Sandra.
– Va lavar suas mãos – Felicia disse. – você vai me fazer um cafune, faz tempo que eu não ganho um.
– Claro sinhazinha da folga o escravo vai até a senzala e já volta. – Eu disse á Felicia, apesar de eu não desprezar a ideia dela.
Ela riu, eu fui até o banheiro e lavei as mãos, voltei para sala, me sentei e Felicia deitou a cabeça na minha perna, eu fiquei menos envergonhado do que eu pensei.
– Está esperando um convite? – Felicia disse. – Comesse logo ou vou te dar uma chicotada.
– Esta aprendendo rápido. – Eu disse sorrindo.
Eu comecei a acariciar a cabeça de Felicia, os cabelos brancos dela era macios e o cheiro era maravilhoso.
– Sabe... A ultima vez que alguém fez um carinho assim em mim foi quando meu pai estava vivo. – Felicia me confessou.
Eu percebi que logo ela começaria a chorar.
– Ei não vamos falar tanto do seu pai, sei que isso te deixa triste. – Eu falei para ela.
– Obrigado por se preocupar, eu nunca tive amigos, somente amigas, para ser sincera você é o primeiro que não me vê com “outros olhos”.
Eu entendi o que ela quis dizer, eu dei um pequeno sorriso.
– Eu passei minha vida sozinho, mas descobri que as mulheres não gostam de ser tratadas como lixo, por isso não podia estragar a chance de conhecer você. – Eu disse a ela.
Ela se virou para olhar para mim, seu lindos olhos verdes piscaram.
– Nunca vi nenhum garoto como você, somente na TV, em filmes românticos. – Ela disse.
– Obrigado, vindo de você isso é ótimo. – Eu sorri para Felicia e ela sorriu de volta.
– Agora me ocorreu uma coisa. – Ela disse voltando-se para a TV e eu recomecei a acariciar sua cabeça. – Você sabe falar muito bem para um garoto de rua.
– Na minha “casa” que eu estava antes eu aprendi há ler um pouco, quando eu fugi e fui morar na rua, encontrei alguns livros no lixo, como não tinha nada melhor para fazer eu li todos eles, não da para acreditar no que as pessoas jogam fora. – Eu disse a ela.
– Então você é um nerd das ruas? – Felicia perguntou.
– Bem... É o que parece.
– Mas que tipo de livros você encontrava?
– Eu já cheguei a ler uma saga inteira, parece que um idiota comprou tudo de uma vez, não gostou do primeiro livro e atirou a saga inteira fora, eu á peguei e li, o nome era Ranger’s Apprentice, falava de um garoto fraco e frágil que se tornou um ótimo arqueiro, e o herói do reino.
– Parece um pouco com a sua história, o garoto fragil que ficou forte.
– Está dizendo que eu era fraco? — Perguntei sério.
– Estou, por que? Algum problema? — Ela perguntou sarcástica.
– Nenhum senhorita, desculpe.
Ficamos conversando e vendo a ESPN até a hora do almoço, fomos até a cozinha para comer, o almoço estava ótimo, mas não tinha sobremesa hoje por que Luke havia comido tudo no café da manha, Jessica pareceu não gostar muito, depois do almoço eu e Felicia voltamos para a sala, como antes eu me sentei e Felicia deitou a cabeça no meu colo.
– Vamos ficar nisso a tarde toda? – Perguntei a ela.
– Você tem algo melhor para fazer? – Ela perguntou.
– Podíamos fazer alguns exercícios, você me parece campeã em dormir.
– E você o campeão dos sortudos.
– Xeque mate pra você gatintha, vou pedir a Luke para irmos mais cedo treinar hoje. – Falei e me levantei.
Eu fui até a cozinha conversar com Luke.
– Quero treinar – Disse a Luke. – Agora.
– Assim que eu gosto. – Luke disse. – Vamos nessa.
Fui até a sala e botei Felicia nas minhas costas.
– Vamos. – Luke disse e pulou da sacada.
Eu fui e pulei sem hesitar, eu já sabia o que fazer, eu aterrissei no chão sem estrondo e entrei no Camaro de Luke, fomos em direção á estação de trem, pouco depois de chegarmos Luke foi preparar tudo e Felicia pegou duas garrafas de agua e dois panos secos.
– Pode começar. – Luke disse para mim me dando três vagões empilhados.
Eu fiz o exercício como ele havia me ensinado, depois fomos para outro, dessa vez ele pendurou dois vagões em andaimes suspensos no ar, seguindo a corrente grossa de aço tinha uma abertura circular na ponta.
– Faça desse jeito. – Luke disse, ele segurou as duas correntes, puxou-as até ficarem juntas na frente de sua barriga, e repetiu a ação varias vezes.
Eu peguei as correntes e fiz exatamente como ele fez, mas dessa vez o exercício era mais pesado, porque eu estava levantado um vagão a mais em cada mão do que eu fiz no exercício anterior, então aconteceu.
– Ai! – Eu gemi de dor e soltei os vagões, eles caíram com estrondo no chão.
Felicia fez um som de surpresa e veio correndo na minha direção.
– O que houve? – Ela perguntou desesperada.
– Meu braço – Eu falei com os dentes serrados, pois estava com dor. – Esta doendo muito.
Ela olhou para o meu braço, eu fiz isso também... Acho que o meu bíceps não podia ficar enrolado daquele jeito.
– Câimbra – Felicia disse. – esse é o problema.
Ela pegou o meu braço e o esticou de uma só vez, eu gritei tão alto que Luke escutou do outro lado da estação, ele preparava outro exercício.
– O que houve? – Ele perguntou.
– Kayque teve câimbras. – Felicia respondeu.
Depois de um tempo a dor passou e meu bíceps voltou ao normal.
– Essa foi a pior dor que eu já senti na minha vida. – Reclamei.
– Desculpe, eu exagerei no peso. – Luke falou.
– Esta tudo bem, vamos para o próximo.
– Não, você não vai. – Felicia disse. – Venha comigo e Luke pode preparar o resto que falta.
Felicia me puxou para o carro e abriu o porta-malas, ela pegou um relaxante muscular em spray e gelo.
– Isso vai ajudar. – Felicia disse e borrifou o spray e botou gelo em cima.
– Obrigado, você tem me ajudado muito. – Eu á agradeci.
– Ah o que é isso? – Ela disse e me deu um beijo na bochecha, agora minha pele não estava quente do exercício. – amiga é para essas coisas.
Fiquei dez minutos descansando, depois Luke voltou.
– Preparei tudo, está pronto? – Ele disse para mim.
– Estou. – Respondi. – Vamos lá.
Fiz exercícios diversos, todos com vagões de trem, era a mesma coisa que uma academia, só que ninguém que não fosse um super herói conseguiria fazer, ficamos lá a tarde toda, pelo que percebi meus braços iriam ficar quase imóveis no outro dia, voltamos para o apartamento.
– Ei, que tal nós dois sairmos hoje á noite? – Felicia me perguntou.
– Como assim sair? – Perguntei.
– Vamos a um shopping, eu conheço um muito bom, vamos cortar caminho pelo Harlem. – Ela disse.
O nome do Bairro me trouxe péssimas lembranças, já passei maus bocados morando por lá, mas resolvi não contar nada á Felicia.
– Vamos falar com tio Luke para ver se ele libera um “capital” – Felicia disse.
– Nem grana você tem? – Perguntei a ela.
– Aposto que você aprendeu isso na rua, economize cada centavo que tem.
Eu bati palmas para ela.
– Agora falou algo inteligente. – Brinquei, ela não pareceu ter gostado.
Fomos falar com Luke.
– Tio Luke – Felicia falou como uma coitadinha. – da uma grana pra mim e pro Kayque pra gente sair hoje à noite?
– Mas que... – Ele começou.
– Luke, de um dinheiro á eles, só querem se divertir um pouco. – Jess disse interrompendo Luke.
– Só vou dar o dinheiro por que já ia dar uma carteira para Kayque. – Luke resmungou.
Ele foi até a sala, pegou a carteira e jogou para mim.
– Acho que isso da para hoje á noite. – Ele disse.
Eu abri a carteira e lá tinha U$200.
– Eu nunca vi tanto dinheiro assim. – Eu disse a Luke.
– Cala a boca e vai tomar um banho – Felicia disse. – vou para casa me arrumar.
Eu fiz o que ela pediu, fui ao banheiro e tomei um banho, depois fui para o quarto e abri o armário, nunca imaginei que teria tantas roupas de marca, peguei uma camiseta branca, uma camisa abotoada preta e listrada de uma marca que eu não conhecia, uma calça Jeans e um tênis, me olhei no espelho, eu nunca me imaginei vestido daquele jeito.
– Como estou? – Perguntei a Jessica que estava na sala.
– Esta ótimo, mas preciso mexer nesse seu cabelo – Ela disse. – Vem comigo.
Fomos até o banheiro, Jessica começou a pentear o meu cabelo, eu achei que ela iria fazer um penteado “lambido”, mas fez um penteado no estilo meio arrepiado que ficou perfeito.
– Acho que Felicia vai adorar te ver assim, ela liga muito para moda. – Jessica disse.
Eu botei a minha carteira no bolso, mal me sentei e já ouvi a campainha, eu abri a porta e Felicia estava lá, ela estava incrível, estava vestindo um vestido preto, usava uma cinta vermelha na cintura, ela levava uma bolsa preta que combinavs com a roupa, o batom era de um vermelho vivo e o perfume tinha um cheiro doce como sorvete.
– Vai me deixar entrar ou vai ficar olhando pra mim a noite toda? – Felicia disse.
Eu acordei na hora.
– Desculpe, é que você esta linda, pode entrar. – Eu disse a ela.
– Obrigada, você também esta muito bem vestido, gostei do penteado. – Felicia disse e passou os dedos no meu cabelo.
– Obrigado.
Ela entrou e se sentou no sofá.
– Esta pronto? – Felicia perguntou.
– Só falta meu relógio e o perfume. – Falei para ela.
Eu fui até o quarto e coloquei o relógio que ganhei no braço esquerdo, passei um perfume muito bom, “Parece que Jessica pensou em tudo” pensei.
– Já podemos ir. – Disse eu disse para Felicia.
–Claro. – Ela disse se levantando.
– Luke, vamos indo, voltamos lá por umas dez tudo bem? – Perguntei a Luke.
– Tudo, tomem cuidado! – Luke gritou da cozinha.
Fale com o autor