Um novo Vingador

3 A volta de um inimigo...


Notas iniciais
Chegamos a terceira parte, espero que esteja gostando, mas chega de enrolação, boa leitura.

Saímos da cobertura e fomos para o elevador.

– Como se arrumou tão rápido? – Perguntei a Felicia.

– Moro no 497. – Ela disse.

– Mas isso não é no andar abaixo da cobertura?

– É.

– Então é por isso que vive na casa de Luke também? – Perguntei.

– É obvio, ou acha que vou vir do outro lado da cidade para cá todos os dias? – Ela disse sarcástica.

Saímos do Hotel e fomos subindo a Avenida Madson.

– Tem certeza que quer cortar caminho pelo Harlem a essa hora da noite? – Perguntei á Felicia.

– Eu não quero dar a volta inteira no bairro. – Ela respondeu.

– Certo – Eu disse. – vamos pelo Harlem.

Andamos bastante até chegarmos ao Harlem.

– Não tinha um Shopping mais perto? – Perguntei á Felicia.

– Tinha, mas quero ver um filme que só tem lá. – Felicia disse.

Estávamos agora no centro do Harlem e um barulho em um beco me chamou a atenção, eu olhei para o lado e preferi não ter virado.

– Droga, encrenca. – Sussurrei para Felicia.

Felicia olhou para o lado também.

– Ora, ora. – Eu ouvi uma voz dizer numa voz de escarnio. – Já faz muito tempo, Kayque chorão.

– Nate – Disse com desdém. – o ultimo que eu queria encontrar hoje.

Nate era um garoto negro e forte, no tempo em que eu vivi no Harlem ele me atormentava todo o dia, me batia quase tanto quanto meus pais adotivos, ele me jogava no latão de lixo e me prendia lá dentro, ele foi um dos motivos que me levou a fugir do Harlem.

Senti Felicia me cutucar e perguntar “Quem é ele?”, eu dei um sinal de espera.

– Estou vendo que mudou de vida – Nate disse de um jeito irônico. – ganhou na loteria e ficou milionário? Estou vendo que até arranjou uma gata, e que gata! – Nate falou comendo Felicia com os olhos, eu cerrei os punhos para me conter. – Vejo que esta cheio da grana – Ele disse olhando para meu bolso onde estava a carteira. – Passa pra cá.

– Sem chance. – Falei num tom de escarnio.

Ele foi rápido e puxou Felicia e a segurou firme e pôs uma faca no pescoço dela.

– Vamos logo bebe chorão, me de a grana. – Ele disse.

Eu tirei a carteira do bolso e joguei para ele, depois disso ele soltou Felicia, no momento em que o fez eu parti para cima dele, ele percebeu e me deu uma facada na barriga, com o que ele não contava era que a faca quebrasse, eu o segurei pelo pescoço e o levantei.

– Agora está na hora do troco. – Eu disse vitorioso e o levei para dentro do beco, abri um latão de lixo e o joguei ali dentro. – Bons sonhos. – Eu disse e fechei o latão, mas abri de novo. – Minha carteira, anda logo! – Nate me devolveu assustado a carteira, eu fechei o latão com estrondo e o travei com uma vareta.

– Me tira daqui! Por favor, não me deixe aqui dentro! Socorro! – Eu pude ouvir Nate gritando no latão, como era bom ouvir isso.

– Obrigada. – Felicia disse e me abraçou aos soluços.

– Calma esta tudo bem. – Eu disse. – Acho que você não volta pro Harlem tão cedo.

Eu senti que ela sorriu.

– Pelo menos não sem você. – Ela disse, e me soltou.

– Vamos? – Eu disse e dei o meu braço para ela.

– Vamos. – Felicia disse e o segurou.

Saímos do Harlem e fomos para a Broadway, o Shopping ficava lá, nós entramos e Felicia me arrastou direto para uma loja de roupas.

– É hoje que eu tomo um banho de loja. – Felicia disse satisfeita.

Eu nunca vi uma garota tão rápida para pegar roupas, eram vestidos, blusas, lingeries, sapatos, calças de tudo um pouco, depois nós chegamos ao provador.

– Vou provar tudo. – Felicia disse para a funcionaria do loja. – E não quero saber de limite de peças, Kayque, você vai me dizer o que acha das roupas.

– Ok, mas quem vai ver suas lingeries? – Perguntei intrigado.

– Você ora, e não me diga que esta com vergonha. – Ela falou.

– Essa vai ser uma noite longa. – Eu suspirei.

Fomos para o provador, ela provou peça por peça combinando tudo, ela me disse para escolher três combinações diferentes, a primeira que escolhi foi uma camisa vermelha com detalhes em branco com uma calça Jeans e um salto alto azul vivo, a segunda foi uma camiseta preta com detalhes vermelhos, uma saia combinando e uma sapatilha preta com , parecia meio gótico, mas ficou linda, a ultima roupa era difícil, era um vestido, dessa vez eu escolhi um vestido de alça preto com detalhes brilhantes e que ia até um pouco acima do joelho, ela havia ficado maravilhosa nele.

– Perfeito – Felicia me disse. – agora só faltam as lingeries, o que você prefere? Provocante ou menina do papai?

– Acho que a resposta iria me constranger. – Falei para Felicia.

– Provocante. – Ela disse e entrou no provador.

Ela saiu e vestia um sutiã preto de alça, com um decote tão justo que era quase impossivel não olhar, a calcinha também era preta com rendinhas nas laterais, mas eu não sabia dizer se era fio dental, pois eu olhava para e olhava para o lado de novo, morrendo de vergonha, estava até suando.

– Da pra você olhar para mim? – Felicia disse. – Quero sair daqui hoje ainda.

Ela veio na minha direção e virou meu rosto para frente.

– Olhe para mim, não tem problema nenhum em você me ver assim, ou quer que eu te deixe de cueca de novo? – Ela falou.

– Certo, vou acabar com a minha vergonha. – Me rendi.

A calcinha era fio dental, era realmente provocante, a segunda foi mais leve, era um sutiã sem alça branco e uma calcinha branca, mas não era fio dental, era uma calcinha normal só que era colada, o terceiro nem era lingerie, era uma camisola branca com detalhes floridos.

– Então o que achou? – Felicia perguntou depois de se vestir.

– Sexy. – Eu respondi.

Ela riu e foi para o caixa pagar.

– Droga, vai faltar U$10,00. – Ela disse.

– Eu intero a conta. – Eu disse á ela tirando a carteira.

– Obrigada. – Ela disse, pagou a conta e foi embora.

Eu tive de carregar as bolsas, minha sorte é que eu superforte por que se não fosse meus braços iriam doer muito, fomos ao cinema e assistimos a um filme de comedia, eu nunca havia estado em um cinema, era incrível assistir um filme em 3D.

– Para a praça de alimentação. – Felicia falou como um grito de guerra. – E adivinha quem paga? – Ela perguntou feliz.

Eu suspirei.

– Ainda bem que essa grana não é minha. – Falei.

Fomos para um fast food, o hambúrguer estava ótimo, eu vi no relógio e eram 21h.

– Acho melhor nós irmos. – Falei para Felicia.

– Certo, vamos nessa. – Ela respondeu.

Quando saímos do Shopping Felicia pareceu branquíssima.

– Nossa que frio. – Ela disse quase batendo queixo.

– Vem aqui. – Eu disse e coloquei a mão por cima dos ombros dela.

– Como esta quentinho. – Ela disse a se aninhou o quanto pôde em mim.

Dessa vez não passamos pelo Harlem, há essa hora as gangues estavam nas ruas com armas, não sei se conseguiria salvar Felicia antes de ela levar um tiro, resultado, 1h30m para chegar a casa, quando chegamos ao Hotel as 10:30 da noite, pegamos o elevador e fomos para o andar de Felicia, eu a acompanhei até a porta.

– Eu queria te agradecer por me salvar hoje no Harlem e dizer que... Eu me diverti muito. – Ela me disse.

– Não precisa me agradecer, amigo é para essas coisas, eu também me diverti muito. – Disse para Felicia.

– Boa noite. – Ela me disse e me deu um beijo no rosto e um abraço, o batom ficou marcado.

– Boa noite. – Eu disse e entrei no elevador, fiquei olhando para ela até a porta se fechar, enquanto subia eu toquei a mão no meu rosto onde ela tinha beijado, para limpar o batom.

Entrei no apartamento e encontrei Luke e Jessica sentados no sofá.

– Esta atrasado. – Luke disse para mim.

– Já estávamos ficando preocupados. – Jessica disse.

– Desculpe, é que aconteceu um problema no caminho. – Eu disse e expliquei o que aconteceu no Harlem.

– Felicia está machucada? – Jessica perguntou.

– Está tudo bem com ela. – Garanti. – Foi só um susto.

– Pelo que você disse, parece que o garoto te conhecia. – Luke disse.

– Ah sim, ele era um valentão na rua, andava sempre com a gangue dele, eu era o esparro da turma era o único que os pais não defendiam, por isso eles se sentiram livres para me bater quando quisessem, mas hoje eu pude dar o troco na mesma moeda. – Falei.

– Não deixe a vingança te consumir. – Luke aconselhou.

– Não se preocupe era só dele que eu queria me vingar.

– Certo, agora vamos dormir – Jessica nos disse. – amanha a noite começam suas aulas em casa Kayque.

– Certo então vou dormir. – Falei.

Eu fui para o quarto e caí no sono.

– Acorda que eu quero a minha massagem, anda logo. – Eu ouvi Felicia dizer.

– Qual é a sua? – Perguntei a ela quando acordava. – não respeita nem o sagrado sono de um homem?

– Não me interessa o seu sono, eu quero minha massagem e meu cafuné A-GO-RA!

Eu me levantei e me espreguicei, eu não devia ter feito isso, meus músculos doíam, muito.

– Ai! – Gemi.

– Acho que alguém não vai treinar hoje, mais cafuné pra mim. – Felicia disse animada.

Eu suspirei.

– Não reclame, gentileza gera gentileza. – Ela falou.

– Acho que não, concluí que gentileza gera gente folgada. – Disse sarcástico.

– Posso te pagar com beijinhos no rosto e abraços? – Ela arriscou.

– Parece que você sabe negociar. – Falei com uma sobrancelha levantada.

– É muito bom ter charme. – Ela disse e jogou o cabelo com a mão.

Fui para a cozinha tomar um café, Felicia me seguiu, ela me deu um beijo no rosto e um abraço.

– Primeiro pagamento. – Ela disse. – Pode fazer sua comida, já que estou aqui, prepara um café pra mim? – Ela falou e fez um beicinho.

– Ai, tá bom eu faço. – Suspirei.

Peguei duas xicaras, café, leite, pão, presunto e queijo e botei na mesa.

– Onde estão todos? – Perguntei enquanto colocava café na xicara.

– Luke e Jessica foram para a mansão dos Vingadores e Sandra está de folga hoje. – Felicia disse enquanto fazia um sanduiche. – Vou dormir aqui hoje de novo.

– Eu não sei se sorrio ou se choro. – Brinquei.

– Minha presença te atrapalha tanto? – Ela perguntou.

– Para com isso, se me atrapalhasse eu deixaria Nate te agarrando no Beco do Harlem.

– Nem brinque com isso, entendeu?

– Sim senhorita.

– Acho bom, agora vamos tomar logo nosso café, meus pés querem uma massagem e minha cabeça um afago. – Felicia disse.

– Mulheres. – Eu resmunguei.

Nós terminamos o café e fomos para sala, Felicia se deitou no sofá e tirou os sapatos, eu me sentei e ela pôs os pés no meu colo.

– Pode começar. – Felicia me disse.

Eu comecei a massagem, ela soltou um suspiro, na TV passavam as noticias da CNN, New York Yankees vencem Boston em um grande jogo, crise na Europa, mas o que me chamou a atenção eram as noticias de New York, gangue de bandidos assalta outro banco, os repórteres foram falar com os Vingadores para saber o que eles têm a dizer, “Estamos ocupados com a Hydra, não conseguimos nos dividir desse jeito.” Tony Stark disse aos repórteres e entrou na mansão, ele parecia perturbado.

– Essa gangue de bandidos, estão ficando piores que antes. – Falei para Felicia.

– É verdade, mas fazer o que? O máximo que podemos fazer é observar. – Felicia disse desanimada.

– Não, podemos fazer sim alguma coisa.

– No que esta pensando? – Perguntou Felicia.

Eu me levantei e fui para o quarto, voltei com um notebook nas mãos.

– Quero que você procure quais bancos foram assaltados até agora por essa gangue. – Disse e entreguei o notebook para Felicia.

Ela pesquisou e me disse os três bancos.

– Parece que estão atacando por parte da cidade em ordem, em localização onde fica o próximo banco? – Perguntei a ela.

– Fica na Liberty Street ao lado da Avenida Broadway. – Ela respondeu.

– Sabe os dias em que foram feitos os assaltos? Se seguem um padrão? – Perguntei para Felicia.

Ela deu mais uma pesquisada.

– Parece que eles atacam um dia sim e outro não, mas por que esta perguntando isso? Não esta pensando em... – Felicia hesitou.

– Sim, se os Vingadores não tem tempo, vamos pega-los nós mesmos. – Falei determinado. – Pode calcular a rota mais rápida para lá?

– A pé chegaríamos em 1h19mim pela rota mais rápida, pelo metrô chegamos em 23mim. – Ela respondeu.

– Sabe o horário em que a gangue assaltou os bancos? – Perguntei.

– Todas às vezes ás três da tarde. – Felicia respondeu.

– Certo, amanha ás três vamos estar lá, esperando. – Falei.

– Duas perguntas, primeira, por que os policiais não viram esse padrão ainda? – Felicia me perguntou.

– Talvez eles tenham muita coisa para fazer, ou ficam loucos de tanto comerem roscas de polvilho. – Respondi.

Ela riu da segunda resposta.

– E a segunda, o que você pretende fazer? – Ela perguntou.

– Bem... Pelo que vi eles estão armados com revolveres comuns tipo 9mm, eles entram rendem seguranças e funcionários e vão para os caixas retirar o dinheiro, alguém cuida dos reféns e outros pegam a grana, é tudo muito rápido, mas eu não vou ficar parado, vou para cima, se eles atirarem não tem problema, as balas vão ricochetear quando atingirem minha pele. – Expliquei para ela.

– É um plano simples, mas pode dar certo, eu tenho outra duvida, por que simplesmente não ligamos para a policia antes de acontecer? – Felicia perguntou.

– Dois motivos, primeiro que a policia iria achar que era um trote por que somos adolescentes travessos, e segundo acha mesmo que os bandidos iam chegar perto de um banco com uma viatura policial na frente? – Perguntei para Felicia.

– Olha para um garoto que nunca foi á escola, você é muito estratégico. – Felicia me admirou.

– Ver filmes de ação e viver na rua tem suas vantagens, até pra ser ladrão precisa de estratégia, coisa que essa gangue de amadores não tem. – Falei para ela num tom divertido.

– Falou o cara que já foi assaltado... – Ela brincou

Deixei claro no olhar que não achei graça.

– É que eu não tinha alguém com super força para me ajudar. – Retruquei.

– Win, essa eu perdi feio. – Felicia se entregou.

Luke e Jessica entraram no apartamento.

– Bom dia crianças. – Luke nos cumprimentou. – Estou morrendo de fome, vou para a cozinha.

– Bom dia meus amores. – Jessica nos cumprimentou com um abraço e um beijo em cada um. – Eu já vou fazer o almoço, nem pense em assaltar a geladeira! – Ela gritou para Luke na cozinha.

– Tarde demais! – Ele gritou de lá.

Jessica saiu batendo o pé na sala e foi até a cozinha.

– Não devemos falar nada para eles, amanha é sábado então vamos dizer que iremos sair. – Falei me virando para Felicia.

– Não seria melhor pedir para Luke nos ajudar? – Felicia perguntou.

– Você não sabe nada sobre os adultos? – Indaguei. – Ele jamais nos deixaria ir, diria que era besteira, que não teríamos ideia do que estávamos dizendo.

– Faz sentido, certo, vou precisar ajudar em algo?

– Agora que você falou, pensei em outra coisa, quando você estiver rendida quero que você faça uma distração, faça um desmaio dramático, um ataque epilético qualquer coisa, isso vai me dar tempo e segurança para derrubar o bandido que cuida dos reféns. – Disse a ela.

– Sobre o que estão conversando? – Luke perguntou vindo do corredor.

– Nada não – Menti. – papo furado.

– Ok – Ele engoliu. – o almoço vai ficar pronto em alguns minutos.

– Tão rápido? – Perguntei.

– Lasanha congelada é rapidinho para esquentar.

Eu e Felicia rimos.

– Ok, nós já estamos indo. – Falei para Luke ainda rindo.

Depois de terminarmos de ver o noticiário, fomos para a cozinha, o cheiro da lasanha era bom, comemos tudo, escovamos os dentes e Felicia e eu voltamos para a sala.

– Ah Kayque sua aula começa as seis e meia da noite e vai até as dez. – Jessica me disse, eu e Luke vamos descansar, não quebrem a casa, senão já sabem. – Ela disse com um olhar significativo.

Pelo jeito ela iria me partir em dois e jogar Felicia pela janela.

– Temos mais alguma coisa para combinar? – Felicia me perguntou quando Jessica saiu.

– Não. – Falei.

– Nesse caso... – Felicia disse e botou a cabeça no meu colo.

Eu suspirei e comecei a afagar a cabeça dela.

– Eu nunca me canso disso. – Ela disse satisfeita.

– Como eu disse, gentileza gera gente folgada. – Falei.

Ficamos vendo TV, a tarde inteira, nada de interessante aconteceu.

– Daqui a pouco o café fica pronto. – Jessica nos disse.

– Certo. – Respondi.

Voltei minha atenção para Felicia.

– Se eu continuar coçando a sua cabeça eu posso achar um piolho. – Falei para Felicia.

Ela me deu um tapa na cara.

– Não achei graça. – Ela disse.

– Minhas piadas são espontâneas, não precisam ser engraçadas para quem eu estou usando, isso não esta no contrato. – Falei.

Ela riu.

– Viu só? Eu sempre ganho! Como vou ganhar amanha também. – Disse para Felicia.

– Que confiança. – Ela falou.

– Confiança não, Determinação.

Ficamos vendo TV até o café.

– Café! – Jessica gritou da cozinha.

– Se fosse para gritar eu também gritava, você e Sandra são iguais. – Luke reclamou.

Tomamos um delicioso café, depois fui tomar um banho e fui para a sala esperar minha aula, ouvi a porta bater.

– Olá professor pode entrar. – Jessica disse ao professor.

– Obrigado Jessica. – Ele agradeceu.

– Kayque quero te apresentar Scott Edwards mais conhecido como Homem Formiga. – Ela me apresentou.

– Eu vou ter aulas com o Homem Formiga? Que demais. – Eu falei.

Antes de começar as aulas ele mediu o meu QI, pelo teste eu precisava fazer da sexta série em diante, depois disso a aula começou, ele explicava muito bem, eu entendia tudo, quando me dei conta já eram dez e meia da noite, ele foi embora e eu e Felicia fomos para a cama.

– Sem assaltos á geladeira hoje. – Falei. – Temos que dormir, que amanha será um grande dia.

– Certo, não quero que você fique cheirando os meus peitos outra vez. – Ela disse me lançando um sorriso de malicia.

– Também não quero que você abaixe minhas calças nesse frio. – Devolvi o sorriso e fui para a cama.

Acordei em um salto.

– O que foi isso? – Perguntei assustado.

Felicia estava rindo do meu lado.

– Eu chutei a sua cara, agora foi eficaz. – Ela disse.

Eu levantei e me estiquei, meus braços não doíam mais.

– Anda logo, temos que tomar café. – Felicia disse me puxando.

– Calma aí, eu ainda não vesti. – Falei.

– E daí? – Ela disse e me arrancou da cama, mesmo eu só estando de cueca. – Precisa mesmo malhar hein? – Ela falou e deu um tapa na minha barriga. – Como ficou gordinho se morou na rua?

– Quer voar por aquela porta? – Eu ameacei.

– Cala essa boca e se arruma de uma vez.

– Sim mamãe, eu já estou indo. – Resmunguei e me vesti.

Fomos até a cozinha para tomar café, Sandra já estava lá.

– Sandra que bom que voltou. – Eu disse e lhe dei um abraço. – Eu não ia aguentar outro dia da comida que Luke comprou. – Falei e mandei um sorriso maléfico para Luke.

Eu e as garotas achamos engraçado, já Luke...

– Aquilo pra você já é artigo de luxo na rua não é? – Luke provocou.

– Luke! – Jessica exclamou.

Eu ri.

– Touche capitão. – Me rendi.

Tomamos café, depois Felicia e eu fomos para a sala assistir TV como de costume, e o melhor de tudo era sábado, como todos os dias Felicia deitou a cabeça no meu colo.

– Não se cansa de ver TV de lado? – Brinquei.

– Cala essa boca que eu sei que você gosta de me fazer carinho. – Ela lançou.

– Hoje eu estou só me ferrando, espero que minha sorte mude hoje á tarde. – Falei.

– Não esta nervoso? Eu estou. – Ela confessou.

– Estou preocupado, mas é com você.

– Own que fofo, não se preocupe eu confio em você.


Notas finais
Na próxima parte vou parar minha primeira gangue de criminosos
espero que goste, deixe sua opinião, ideia ou critica nos comentários.