Um novo Vingador

10 Parte 2 - Um sonho realizado...


Notas iniciais
Me emocionei quando terminei a ultima parte, mas agora tudo volta na fase adulta da historia, aproveite a leitura.

Como foram os outros anos sem Felicia? Um inferno! Eu chorei a semana inteira, cada vez que eu deitava na cama e olhava para o lado e ela não estava ali eu começava a chorar... Luke era sempre rígido então disse para continuar seguindo em frente, já Jess tinha sentimentos, ela disse para mim não me preocupar, Felicia voltaria um dia, e que todo esse tempo que ela ficaria fora só faria nosso amor um pelo outro aumentar... Em certo ponto ela estava certa, todo dia eu sonhava em reencontra-la depois de anos... Como ela estaria? Qual seria a reação dela quando me visse? Eram perguntas inquietantes, mas eu não parava de repeti-las... Por um ano eu conversei com Isa, mas do nada ela disse que tinha que viajar e que não nos falaríamos por muito tempo... Então era isso? Todos iriam me abandonar? Eu tinha outro problema, mas não digo que era ruim, eu fiquei com Ophelia por alguns meses, mas ela também foi embora, aquilo só me deprimia cada vez mais, eu tinha medo de fazer amigos, quando eu entrei na escola eu era um herói, os alunos ainda se lembravam que eu tinha entrado na escola para salva-los, as amigas de Felicia me fizeram companhia, eu fiquei com Sam por um tempo, mas depois vimos que eu não tinha muito tempo para ela devido aos treinamentos e aos compromissos que eu tinha, minha felicidade era estável, mas nunca deixei de pensar em Felicia um dia sequer, eu largaria tudo para ter ela de volta, mas eu sabia que ela tinha algo a fazer por isso eu aceitei a situação, eu cresci muito com o passar dos anos, eu deixei de ser o garoto gordinho para ser um homem atlético e forte, muito forte, de 15ton eu passei a levantar 25ton, era uma evolução impressionante, mas eu estava longe de superar Luke que já levantava 50ton, ele continuava ganhando de mim, mas sempre fazia um pouco de esforço, quando fiz 18 anos Luke me deu um Camaro azul, eu andava por toda New York com ele, eu sempre tive uma paixão por aquele tipo de carro, e ter um era algo ótimo, eu estava crescendo... Estava na hora de tomar um rumo na vida, Luke havia se aposentado de suas atividades como Vingador, os outros membros tentaram convence-lo, mas Luke disse que ele não era necessário, ele disse que EU era eu fiquei muito feliz, Luke apostou todas as suas fichas em mim, eu não podia decepciona-lo, quando fiz 20 anos algo acontecia por New York, parece que havia uma infestação de gatunos, mas pareciam ser dois, ou melhor, DUAS gatunas, uma era uma ladra de bancos profissional, nada conseguia pega-la, as pessoas a apelidaram de Gata Negra, pois ela vestia um macacão negro e era silenciosa e rápida como uma gata, já a outra era uma vigilante, ela batia nos bandidos os prendia, os aranhava na bochecha e colocava origamis de orelhinhas de gato, era engraçado ver os vilões humilhados daquele jeito, até agora ninguém sabe o nome dela, mas ela é boa, não perdeu nenhum confronto até aquele momento, eu estava pronto para entrar para os Vingadores quando cheguei aos 21 anos, eu me apresentaria na mansão alguns dias após meu aniversario...


– Bem então é isso. – Eu disse quase chorando, Luke estava do meu lado.

– É isso aí garoto, você finalmente chegou, faça as honras. – Luke disse orgulhoso.

Eu abri a porta da mansão dos Vingadores, eu esperei desde os 14 anos para estar ali como um membro, no hall de entrada estavam vários heróis que eu conhecia, inclusive os membros fundadores.

– Bem vindo ao time, Kayque. – Tony Stark disse me estendendo a mão.

Eu a apertei com firmeza, todos na sala sorriam para mim.

– Muito bem pessoal! – Danny (Punho de Ferro) gritou. – Tá hora da festa!

Então as comidas, bebidas e a musica pareceram brotar do nada.

– Jarvis? – Perguntei para Tony.

– Sim. – Ele respondeu sorrindo.

A festa estava animada por onde eu passava os heróis me cumprimentavam.

– Bem vindo ao time cara. – Um cara mais ou menos da minha idade disse.

– Valeu, mas quem é você? – Perguntei.

– Peter Parker, mais conhecido como Homem-Aranha. – Ele disse sorrindo.

– Nossa! – Eu disse. – Você está estourando por aí agora não é?

– Sim, eu tenho muita sorte, qual é o seu poder? – Peter perguntou intrigado.

– Super força, assim como Luke. – Eu disse.

– Quanto você consegue levantar? – Ele perguntou.

– 25ton. – Respondi.

– Wow! Isso é muito peso, quando conseguiu seus poderes? – Ele perguntou.

Contei ao Peter como consegui os poderes e como conheci Luke, ele ficou admirado.

– Parece que você tem tanta sorte quanto eu. – Ele disse.

– Bem nem tanto... – Eu disse e falei para ele sobre Felicia.

– Garotas... Não podemos viver sem elas... – Ele disse pensando em alguém. – De qualquer forma eu vou indo agora, quem sabe não saímos em uma missão qualquer dia desses.

– Claro, vai ser incrível. – Eu disse e me despedi de Peter.

Eu dei uma volta pela festa, vi varias pessoas, mas não podia distinguir que era.

– Ei garoto. – Eu ouvi uma voz me chamar, era Tony. – Pegue isso. – Ele disse me entregando um pen-drive.

– O que é isso? – Perguntei.

– Aí dentro tem dossiês de todos os heróis que estão nos Vingadores, você precisa conhecer bem seus parceiros de equipe. – Ele respondeu.

Eu assenti, guardei no meu bolso e fui dar uma volta pela mansão.

– Ei garoto. – Eu ouvi outra voz me chamando.

– Eu tenho nome sabia? – Eu disse resignado.

– Desculpe, sou Steve Rogers, o...

– Capitão América, sim eu conheço você. – Eu disse.

– Bom, eu fui indicado para te mostrar a mansão, me acompanhe. – Steve pediu.

Eu o segui pela mansão.

– Esta é nossa academia. – Ele disse.

– Err... Eu não acho que pesos comuns sejam muito uteis. – Eu disse a ele meio sem graça.

– Esses não são equipamentos comuns. – Ele disse me mostrando.

Eu fiquei fascinado, o lugar era grande e era todo computadorizado, eu olhei para um equipamento, notei que não havia anéis de peso, Steve notou minha duvida.

– Esse Supino é especial, deite-se. – Ele pediu e eu me deitei na maquina. – Ele tem uma capacidade de peso de 100ton.

– Como? – Perguntei.

– Exatamente, você só precisa digitar o peso que desejar e levantar e abaixar a barra. – Steve contou. – Quanto você levanta?

– 25ton. – Eu respondi.

Steve digitou os números no computador e fez menção para eu levantar a barra, realmente tinha o peso dos vagões que eu levantava na estação de trem.

– Incrível... – Eu disse. – Parece que vou visitar bastante esse lugar.

– Bom, vamos continuar. – Steve disse me guiando para fora da sala.

Seguimos andando para os corredores.

– Sala de treinamento. – Ele disse mostrando a sala.

Era tão grande quanto à academia, só que era vazia.

– Ahn, não parece ser grande coisa. – Eu disse.

– Jarvis! Simular área montanhosa. – Steve pediu.

– É pra já senhor Rogers. – O computador respondeu.

De repente não estávamos mais na sala, estávamos numa montanha e tudo parecia real.

– Nossa! O Que é isso? – Perguntei maravilhado.

– Um simulador de batalha, tudo que você vê aqui não é real, mas é como fosse, quebre o chão. – Steve pediu.

– Mas não vai danificar a sala? – Perguntei.

Steve só assentiu e eu fiz o que ele pediu, eu tinha treinado socos no solo para fazer pequenas crateras e tremores, eu soquei o chão com toda a minha força, aquilo abriu um rombo no solo.

– Jarvis! Terminar simulação. – Steve pediu.

A sala voltou a ser o que era antes, eu fiquei fascinado.

– Agora nossa área de lazer. – Steve disse me mostrando uma sala de jogos.

Tinha jogos de tabuleiro, de mesa, videogames e um lugar para descansar. Steve mostrou todos os outros lugares da mansão, realmente era enorme, os heróis podiam escolher entre morar ali ou em outro lugar, eu preferi a casa o AP do Luke por hora.

– Bom depois dessa visita, você pode andar livremente por aí. – Steve me disse. – Agora pode volta para a festa.

Eu fiquei na festa até ela acabar, quando cheguei ao AP de Luke fui direto para o notebook, eu li os arquivos que Tony havia me dado, realmente tinha tudo que eu precisava saber, e fiquei impressionado com alguns heróis, depois disso fui dormir eu continuava no mesmo quarto, não consegui abandonar aquele lugar. Na manha seguinte eu fui chamado para ir para a mansão.

– Fique aqui hoje o dia todo. – Tony pediu. – Qualquer ocorrência que acontecer você será mandado, precisamos testar você, será uma missão simples então você ira desacompanhado.

Não aconteceu nada o dia todo, então fiquei na academia.

– Nossa garoto, to gostando de ver! – Danny disse vindo à minha direção.

Eu botei a barra que estava levantando no lugar e olhei para ele.

– Quando se passa sete anos com Luke você tem que ser durão. – Falei.

– Você está certo, ei por que não treinamos um pouco na sala de treinamento? – Ele perguntou. – Você é bom na força, mas suas técnicas de combate são ruins, eu posso te ensinar alguns truques. – Ele disse.

Eu aceitei, quando entramos na sala de treinamento pedimos uma área pedregosa e plana.

– Certo, vamos ver o que sabe. – Danny disse entrando em posição de luta.

Eu me preparei e ele avançou, Danny era rápido ele dava chutes aéreos e socos com habilidades marciais perfeitas, aquilo não machucava, mas irritava muito, eu reagi com um soco, ele o desviou e subiu no meu braço e chutou minha cabeça.

– Se você fosse normal isso iria doer! – Danny brincou avançando outra vez.

Ele era muito bom, até que decidiu jogar sério, quando ele viu uma abertura no meu peito ele juntou sua energia no punho e me deu um soco, eu voei vários metros e me choquei com um rochedo, aquele soco chegou a doer.

– Qual é! Eu sei que pode mais que isso, se Luke visse você agora estaria encolhido de vergonha! – Danny disse.

Eu me irritei.

– Certo pode vir. – Eu disse me levantando.

Danny correu na minha direção, quando ele chegou perto eu soquei o chão de forma que fizesse tremer, Danny se desequilibrou e eu o agarrei pelo pescoço e o ergui.

– E agora? – Perguntei vitorioso.

– Nada mal. – Ele disse com a voz meio esganiçada.

Eu o soltei e desligamos a sala, quando saímos alguém nos parou batendo palmas.

– Parabéns, foi ótimo para uma brincadeira de crianças. – Ouvi alguém dizer.

– Bela piada Strange. – Danny disse para o homem parado na nossa frente.

Eu fiquei impressionado, eu estava diante de Stephen Strange, o mago mais poderoso da terra.

– Dr.Strange? – Perguntei.

– Ah vejo que alguém me conhece. – Ele disse e estendeu à mão, eu hesitei em aperta-la. – Não se preocupe garoto, não vou lançar nenhum feitiço em você.

Eu apertei a mão dele com firmeza, eu não o conhecia, mas tinha respeito por ele, ele já tinha uma idade um pouco avançada, mas ainda estava em forma, Dr.Estranho como é conhecido por todos é o fundador dos Defensores, os mais poderosos magos da terra estavam nesse grupo, o Dr.Estranho era o melhor deles, e não somente em magias, mas também em combate corpo a corpo ele é mestre em artes marciais, podendo combater até mesmo Danny, era um herói formidável.

– Estava procurando por você garoto. – Strange me disse. – Você tem uma missão. – Ele disse e entregou um relatório para mim.

Eu o li e fui em direção do meu carro, assalto a um deposito em Chinatown, só quando saí da mansão notei que era noite, eu acelerei e cheguei ao deposito, quando entrei vi os bandidos amarrados e tinha alguém debruçado sobre eles ou melhor, debruçada.

– Parada aí. – Eu disse quando a garota ia se levantando.

– Que idiota mandaram pra me pegar dessa vez? – Ela perguntou se virando resignada.

Ela ficou surpresa quando me viu, ela era uma garota um tanto... Diferente, ela usava roupas de tecido vermelhas e uma armadura negra, usava uma mascara que cobria a boca e o nariz da mesma cor dos tecidos ques usava, ela tinha orelhas de gato na cabeça, usava uma espada na cintura e nas mãos usava uma luva de ferro com garras, ela tinha uma cara de espanto.

– Quem é você? – Perguntei sério.

Eu reparei nela quando a cara de espanto sumiu, eu reparei nos olhos dela, a pupila era negra, em outras palavras ela só tinha o branco dos olhos e resto era só negro

– Pare agora! – Eu gritei.

Ela era rápida, eu não podia alcança-la, eu peguei um pedaço de ferro e vi para onde ela fugiria, provavelmente para uma plataforma suspensa, eu joguei o pedaço de ferro lá e ela caiu quando tentou se equilibrar, eu tentei segura-la pelo pescoço, mas agarrei a mascara que ela usava, ela se impulsionou para trás com o braço na boca, ela jogou uma bomba de fumaça e fugiu pela janela, eu tinha o lenço vermelho que era a mascara dela, os bandidos se soltaram e tentaram sair, eu corri e me encostei na porta do deposito.

– Daqui vocês não passam. – Eu disse sério.

Eles sorriram um para o outro e sacaram as armas.

– Vão em frente. – Eu disse sem me preocupar.

Eles descarregaram os pentes dos revolveres em mim, eu bocejei quando eles acabaram.

– Minha vez. – Disse indo na direção deles.

Eu colidi a cabeça dos dois uma contra a outra, eles ficaram desacordados, eu esperei até a policia chegar.

– Quem é você? – O policial perguntou.

– Kayque, um Vingador. – Eu disse.

– Mais um pra conta é? – O guarda perguntou sorrindo.

– Deixo o resto com vocês. – Eu disse e saí do deposito. – Antes que eu me esqueça, a vigilante fugiu.

Eu entrei no meu carro, eu peguei o lenço e olhei para ele, eu lembrei do rosto dela, eu não sabia por que, mas ela me lembrava alguém, mas não sabia quem, decidi deixar quieto por enquanto, eu reportei minha missão para Tony, mas não disse que tinha pegado o lenço dela, eu não queria dar aquela pista a ninguém, eu queria pega-la sozinho.

– Você se saiu bem, mas não fique querendo se aparecer desse jeito, você é um herói não um valentão. – Tony disse.

– Desculpe, é que odeio quando me julgam. – Eu disse.

– Tudo bem, mas lembre-se do que eu disse. – Tony disse. – Agora você pode ir.

Eu me despedi e entrei no carro, mas não fui pra casa, voltei para o deposito em Chinatown, parecia estar deserto, mas eu sabia que não estava.

– Você tem algo que é meu. – Ouvi uma voz feminina dizer.

Eu olhei de para onde a voz estava vindo.

– Quer dizer isso? – Eu disse mostrando o lenço.

A garota apareceu, mas ela vestia um capuz que cobria metade do rosto.

– Vamos fazer o seguinte, eu te faço algumas perguntas, você me responde e eu te devolvo isso... Todos saem ganhando. – Eu propus.

– O que quer saber? – Ela perguntou.

Eu reparei que ela tinha presas no lugar dos caninos, mas era difícil de reparar;

– Quem é você? – Eu perguntei.

– Sou Mika. – Ela disse.

– Perguntei quem É você! – Eu disse.

Ela hesitou, provavelmente pensava que eu acreditaria que aquele era o nome dela.

– Eu sou... – Ela disse.

De repente ela pulou como uma gata em cima de mim e tentou pegar o lenço no meu braço, eu o segurei com força.

– Agora a escolha é sua, ou me responde a pergunta ou leva metade do seu lenço. – Eu disse.

– Vou levar ele inteiro. – Ela disse e arranhou o meu braço com a garra de ferro.

Ela se surpreendeu que nada havia acontecido, então ela soltou e recuou.

– Eu não posso dizer quem sou. – Ela disse triste. – Por favor, devolva o meu lenço, ele tem um valor sentimental para mim...

Era de partir o coração, eu vi que ela estava quase chorando.

– Eu vou te devolver o lenço, mas me prometa que vai me dizer quem é, se não hoje, talvez algum outro dia. – Eu disse.

Ela assentiu com a cabeça, então eu devolvi o lenço, ela colocou, tirou o capuz e me encarou.

– Eu sei quem é você. – Ela disse. – Eu te garanto, quando eu decidir eu vou te contar quem sou, mas não hoje.

Ela se virou e foi embora, eu não iria entrega-la para a policia, eu sei que a conhecia. Eu entrei no meu carro e quando olhei para frente eu a vi pulando de prédio em prédio, ela era realmente boa no que fazia, eu dirigi para casa, quando cheguei eu dei mais uma olhada nos relatórios dos heróis, aqueles dados eram realmente bons, depois de ler mais alguns eu me deitei na cama e dormi. Acordei no outro dia e sentei no sofá para assistir TV, eu demorei para abandonar o ato de colocar minha mão na minha perna quando sentasse, como se Felicia estivesse ali, eu me perguntei quanto tempo mais tinha que esperar, agora era Mika que me intrigava, quem era ela? E por que disse que me conhecia? Aquilo me incomodava, minha curiosidade estava me matando, eu levantei e fui para a mansão, Danny me parou.

– Ei que tal mais um treino? – Ele me perguntou.

– Está tão a fim de apanhar? – Perguntei em tom divertido.

Danny riu e me levou para sala de treinamento, dessa vez ele escolheu uma sala de treinamento no estilo oriental, a sala mudou de forma para um tatame de um ginásio, tinha um clima calma e agradável.

– Garoto em uma luta você tem que ter calma, concentração e a mente limpa. – Ele disse. – Você não pode simplesmente entrar em um lugar e quebrar tudo, você precisa estudar a situação, eu tenho certeza que a Hydra não vai mandar qualquer um para te parar, eles vão mandar os mais fortes, eles vão te provocar, mas você simplesmente ignora, continue com a mente tranquila e se concentre nos movimentos dos inimigos.

Eu pensei no que ele disse, era muito difícil fazer isso.

– Jarvis! Simule alguns ninjas para nós dois. – Danny pediu.

– É pra já senhor. – Jarvis respondeu.

Alguns ninjas foram materializados na sala.

– Como eu expliquei Kayque, calma, concentração e a mente limpa. – Danny me lembrou.

Eu fechei meus olhos por um momento, tentei limpar minha mente para poder me focar na batalha, mas era difícil ignorar tantas coisas, eu estava ficando nervoso.

– Calma, esqueceu? – Danny disse.

Eu relaxei, consegui pensar na luta, tinha que me concentrar nela, o primeiro inimigo veio pra cima de mim, eu desviei de seus ataques, eu tentei soca-lo, mas ele também desviou, ele conseguiu me acertar alguns golpes.

– Concentração! – Danny disse.

Eu prestei atenção nos movimentos dele, eles focavam nos meu pontos vitais, então só precisava saber onde ele atacaria, ele atacou em direção ao meu coração e eu consegui segurar o braço dele, eu o soquei na cara e ele sumiu, os outros vieram para cima, eu me concentrei neles, eles conseguiram me acertar alguns golpes, mas nada que eu não pudesse resolver.

– Muito bom, minha vez. – Danny disse.

Danny me humilhou ele eliminou todos os inimigos sem levar um golpe sequer.

– Viu só, agora você vai treinar com um dos nossos, precisa aprimorar ainda mais a sua resistência. – Danny disse para mim. – Pode entrar Strange.

O Dr.Estranho entrou na sala e estava vestido com seu traje de herói.

– O que?! – Eu disse. – Não vai dar! Ele vai me destruir!

– É claro que não, eu combinei em não te machucar, muito. – Ele disse puxando as luvas para ajusta-las de forma correta. – Prepare-se.

Eu estava a uma distancia considerável, ele não podia me atingir com precisão dali, eu fui pra cima dele, ele mexeu os braços fazendo símbolos com as mãos e murmurou um feitiço, de repente um circulo se formou na minha volta e uma energia consumiu meu corpo, aquilo doía por dentro.

– Esse é o Vapor de Valtorr, ele causa uma dor muito grande para quem é atingido, e isso me da mais tempo para atacar. – O Dr.Estranho disse.

– Percebi! – Eu disse com os dentes cerrados.

Ele saiu correndo e quando chegou perto de mim me jogou para longe com uma rajada de energia que saiu das mãos, eu bati na parede da sala e caí no chão.

– Certo, isso dói de verdade. – Eu disse ainda com muita dor.

O Dr.Estranho chegou perto de mim e removeu o feitiço, eu voltei ao normal na hora.

– Obrigado doutor. – Eu disse me levantando.

– Certo, já te mostrei o que eu posso fazer, agora você deve me mostrar o que sabe. – Ele disse.

Eu olhei para ele e entrei em posição de combate eu desferi um soco e ele o defendeu com a mão como se fosse nada.

– Eu sou o mago mais poderoso da terra, vai ter que fazer melhor que isso. – Ele disse.

Eu dei uma rasteira, o derrubando no chão eu segurei os braços dele e os pressionei no chão.

– Eu li bastante sobre você, você não pode fazer nada sem mexer seus braços não é? – Eu disse o encarando.

– Está bem garoto, você venceu, dessa vez. – Ele disse.

Eu o ajudei a levantar e nós três saímos da sala.

– Ei Kayque! – Eu ouvi alguém chamar.

O Homem Aranha parou na minha frente.

– Temos uma missão! – Ele disse pra mim.

– Claro Peter, do que se trata? – Eu perguntei.

– Te explico no caminho. – Ele disse me entregou um comunicador.

Eu o botei no ouvido e entrei no meu carro.

– Vamos pro Central Park, tem alguém arrumando confusão lá, eu vou na frente. – Homem Aranha disse jogando sua teia num prédio e começou a se balançar em direção ao Central Park.

Eu acelerei com tudo, o Homem Aranha era muito rápido, eu não conseguia acompanha-lo, quando chegamos ao Central Park eu vi vários homens vestidos com roupas estranhas, mas ele tinha um símbolo no braço que eu conhecia bem.

– Agentes da Hydra... O que eles querem? – Perguntei pelo comunicador.

– Parece que querem aterrorizar as pessoas, mas por quê? – Peter respondeu.

Eu parei o carro, quando cheguei o Homem Aranha já estava socando os agentes, eu soquei alguns agentes e eles caíram desacordados, tinha muitos, de repente um deles deu um grito e todos bateram em retirada.

– Mas que... – O Homem Aranha disse.

– Uma bomba. – Eu disse apontando para um objeto que estava no chão.

– Só temos 20s. – Peter disse. – Não da pra desarmar... Você já jogou futebol?

– Já mas o que isso tem haver? – Eu disse.


Notas finais
O que acontece depois? Descubra na proxima parte ^^