Um novo Vingador
11 A surpresa da vigilante...
Notas iniciais
– E o Homem Aranha está com a bola! Ele vê o Kayque livre pra chutar. – Ele disse então eu entendi o que ele queria dizer. – O Homem Aranha passa pro Kayque. – Ele disse jogando a bomba no meu pé e eu a chutei com força para o alto para o alto. – Ele chuta e é...
A bomba explodiu nó céu, mas nada aconteceu com o Central Park.
– GOL! – O Homem Aranha disse comemorando.
– Toca aqui! – Eu disse levantando a mão.
Ele bateu nela e nós saímos do Central Park. Quando cheguei à mansão Tony me parou.
– Sem descanso Kayque, assalto no Brooklyn, vá para lá e cuide disso. – Tony falou.
Eu peguei a chave do meu carro e corri para o Brooklyn, era um assalto a outro deposito, quando saí do carro vi uma sombra pousando no telhado do deposito.
– Então você veio Mika. – Eu disse para mim mesmo.
Entrei com cuidado no depósito, tinham mais ladrões do que no ultimo assalto em Chinatown, mas não era um assalto, aquilo era uma fabrica de crack, eu detesto drogas, por isso eu precisava impedi-los, eu fui sorrateiro até um dos homens que estavam isolados, eu o peguei e o desacordei, no outro lado da sala eu vi outro homem cair, então da mesma direção uma espécie e agulha veio zunindo pelo ar e parou com baque na caixa de madeira do meu lado, preso na agulha tinha um papel “Que tal um pouco de trabalho de equipe?”, estava escrito, eu olhei naquela direção e acenei com a cabeça, eu levantei a mão indicando uma direção, apontei para Mika e depois para um cara na esquerda dela e apontei para mim mesmo e para a direção de outro cara, ela entendeu se moveu sorrateiramente e quando ficamos atrás deles eu contei até três e nós os derrubamos, agora só faltava quem estava cuidando das drogas, Mika deu a volta no deposito e parou do meu lado, ela vestia a mesma roupa da ultima vez, inclusive o lenço.
– Eu odeio drogas, posso mata-los? – Ela perguntou.
– Mas é claro... Que não! Você está doida? – Eu respondi.
– Posso pelo menos bater neles? – Ela perguntou.
– Se reagirem sim. – Eu respondi.
– E qual é o plano, você vai sair daqui e vai entrar ali e perguntar, “Olá caros senhores poderiam, por favor, sentar e esperar a policia chegar para prendê-los?” – Mika perguntou sarcástica.
– Okay, vamos entrar e dar uma ordem, se não obedecerem simplesmente batemos neles. – Eu respondi.
Eu comecei a andar na direção dos traficantes.
– Ei! Larguem essas drogas agora! – Eu disse me aproximando.
– Acabem com ele! – Ouvi um dos bandidos gritar.
Eles puxaram metralhadoras debaixo das mesas e começaram a atirar em mim, eu simplesmente continuei andando, Mika estava pendurada nas minhas costas, quando cheguei perto ela pulou por cima de mim e jogou vários dardos nos bandidos, eles pareciam estar envenenados por que os inimigos caíram no chão.
– Isso foi fácil. – Mika disse.
Eu ia concordar, até que eu vi algo em uma plataforma, alguém apontava uma arma para Mika.
– Mika! Cuidado! – Eu disse.
Eu tentei empurra-la, mas foi muito tarde, o bandido atirou e o tiro pegou no ombro, Mika caiu de joelhos e segurando o ombro, eu fiquei furioso, eu sai correndo e soquei a parede, o ladrão caiu de cima da plataforma e eu o segurei, eu o arremessei longe ele voou por uma janela de vidro para fora do depósito, eu corri na direção de Mika.
– Preciso te levar para um hospital! – Eu disse.
– Não! – Ela disse. – Me leve para os fundos do restaurante Sakura em Chinatown!
Eu relutei por alguns segundos, mas então eu a peguei nos meus braços e a carreguei para fora do deposito, eu a coloquei no meu carro e acelerei, dentro do meu carro Tony instalou um sistema de GPS perfeito.
– Jarvis, restaurante Sakura em Chinatown! – Pedi.
– Já calculei senhor, siga minhas instruções. – Jarvis respondeu.
Eu fui até o restaurante, peguei Mika no colo e a levei para os fundos, abri uma porta e entrei num quarto, provavelmente onde ela morava, eu a deixei deitada na cama.
– Ótimo, pegue aquela caixa para mim. – Ela disse, Mika começava a ficar branca.
Eu peguei a caixa e coloquei em cima da cama, Mika pegou algumas ervas, um pote e um pequeno pilão.
– Amasse essas ervas para mim. – Ela pediu começando a fechar os olhos.
– Por favor não durma. – Eu disse amassando as ervas.
Eu terminei de amassa-las.
– Pegue essa pinça. – Ela disse e eu peguei. – Agora me de esses comprimido.
Eu entreguei o comprimido a ela e ela tomou.
– Agora tira a bala do meu ombro com a pinça. – Ela disse.
– O que? Você vai desmaiar de dor! – Eu disse.
– Sem problemas, esse comprimido que me deu vai me manter acordada, seja rápido. – Mika disse.
Eu hesitei, mas tinha que fazer aquilo, eu coloquei a pinça no buraco da bala, peguei a capsula e a puxei para fora, Mika gritou de dor.
– Certo... – Ela disse tremendo. – Agora passe as ervas moídas ao redor do machucado.
Eu peguei as ervas e coloquei ao redor do machucado.
–Ok, agora costure. – Ela disse.
– Mas eu nunca fiz isso na vida! – Eu disse.
– É simples, pegue essa agulha e esse fio e da umas voltas. – Ela disse.
Eu dei um nó na ponta do fio e comecei a entrelaçar a machucado, não ficou bom, mas dava pra aguentar.
– Ótimo, você se saiu bem. – Ela disse com a cor voltando a pele. – Obrigado por salvar minha vida.
– Não foi nada... Eu gosto de ajudar as pessoas. – Eu disse.
Eu não sei por que, mas Mika me abraçou, eu só retribui.
– Apareça por aqui mais vezes, nós podemos cuidar de alguns bandidos juntos. – Ela disse e piscou um olho para mim.
– Vai ser um prazer. – Eu disse.
Mika tirou a mascara e se esticou para me dar um beijo no rosto, aquilo me deixou corado, fazia tempo que uma garota não me beijava. Eu saí do quarto, voltei para o carro e fui para a mansão reportar os acontecimentos, eu não citei o fato de ter Mika nas mãos e não a entrega-la para a policia, depois de processar um pouco as coisas eu notei que o rosto de Mika me soava familiar, mas eu não sabia com quem ela era parecida, aquilo estava me matando, eu voltei para casa, jantei e dormi. Acordei no meio da noite com o celular tocando.
– Alo? – Disse com sono.
– Kayque! Preciso de você. – Eu ouvi uma voz feminina no telefone.
– Quem é? – Perguntei zangado por ser acordado.
– Sou eu, Mika. – A ouvi responder.
– Como conseguiu meu numero? – Perguntei intrigado.
– Peguei seu celular no seu bolso quando te abracei e vi. – Ela respondeu.
– O que você quer? – Perguntei.
– Vai pro seu carro, te explico no caminho. – Ela pediu, mas soou como uma ordem.
Quando terminei de me arrumar e entrei no carro eu pus o telefone no suporte.
– Pode falar. – Eu disse acelerando o carro.
– Eu estou em um hangar na costa do Soho, tem um grupo criminoso preparando um ataque em vários depósitos para conseguirem equipamentos para criar armas, eu poderia acabar com eles, mas eles têm um robô que eu não posso derrotar, preciso da sua ajuda. – Ela disse.
Eu cheguei ao deposito e Mika me esperava na entrada dos fundos, um dos guardas estava caído.
– Me mostre. – Eu pedi.
Entramos no local, ele estava enfestado de pessoas, a maioria armada, Mika estava louca de raiva.
– O que está errado? – Perguntei.
– Eu posso sentir o que as pessoas são de verdade, e essas pessoas estão cheias de... Ganância e sede de sangue. – Ela respondeu. – Ali, o robô! – Ela disse apontando.
Quando olhei eu me surpreendi.
– Esses caras são poderosos, eles tem um Crimson Dynamo, ou Dínamo Vermelho, eu lisobre essas armaduras nos relatórios que Tony me deu. – Eu contei. – O que pretende fazer?
– Bom, não da pra ser sorrateiro, o jeito é o elemento surpresa. – Ela respondeu.
– Que seria? – Perguntei.
– Vamos entrar e acabar com tudo, mas primeiro você tem que parar o cara de armadura. – Ela disse.
Mika pegou algumas bombas de fumaça e as atirou, tudo foi coberto por uma novem, então atacamos, Mika cuidou dos homens comuns e eu fui atrás do Dínamo, eu o agarrei e o levei para fora do deposito arrebentando a parede, eu precisava ser rápido se Tony me visse ali ajudando Mika eu estaria numa fria, eu comecei a socar o Dínamo ele reagiu disparando e me jogando longe, aquilo não doeu, mas iria me atrasar, eu parti para cima dele ignorando os tiros eu agarrei o braço do Dínamo e comecei a arranca-lo eu consegui arrancar a mão fora, ele disparou uma rajada de energia que me afastou, eu me levantei outra vez e não desisti, ele tentou voar, mas eu o segurei pela perna e o derrubei, eu então comecei a soca-lo na cabeça até que abri um buraco e arranquei fora, o homem que estava dentro me olhou assustado.
– Agora saia dessa armadura. – Eu mandei.
Ele saiu da armadura e tentou fugir, mas eu o nocautiei, eu voltei para o hangar e Mika ainda batia nos vários homens, eu entrei na brincadeira, comecei a soca-los e arremessa-los longe.
– Você demorou. – Mika disse batendo em um cara.
– Aquele cara não parava de me jogar para longe. – Eu disse arremessando outro cara.
Eu notei que um cara saia sorrateiramente com uma maleta.
– Mika! Nos fundos! – Eu apontei.
Mika jogou uma agulha envenenada no homem e ele caiu inerte. Continuamos naquilo alguns minutos, até ouvirmos as sirenes da policia, saímos dali rapidamente e fomos para o restaurante Sakura.
– Obrigado por me ajudar. – Mika disse.
– Não foi nada. – Eu disse.
– Ah foi sim. – Ela disse e me abraçou outra vez, eu reconhecia aquele abraço.
– Olha, eu sei que te conheço de algum lugar, mas não sei de onde. – Eu disse.
– Você me conhece, mas faz muito tempo, não é K? – Ela disse tirando a mascara.
Eu fiquei impressionado, só uma pessoa me chamava de K.
– Isa? É você? – Perguntei.
– Sim, e então? Surpreso? – Isa me perguntou sorrindo.
Eu fiquei muito feliz de vê-la novamente eu abracei e a rodei no ar.
– Nossa como você está... Linda. – Eu disse.
– Ah... São seus olhos... – Ela disse corada.
Isa realmente tinha mudado, pelo menos na forma física, estava um pouco maior, e muito mais bonita. Isa me soltou.
– Mas o que aconteceu? – Eu perguntei pegando uma cadeira para eu me sentar.
– Bom... Eu sou uma Hanyou desde o meu nascimento. — Ela disse
– Me desculpe, mas o que é uma Hanyou? – Perguntei.
– Bem... Hanyou é a mistura de um ser humano com um Youkai, mais especificamente um Bakeneko, os Youkais em geral são criaturas sobrenaturais do folclore Japonês, mas eles existem, um Youkai Bakeneko tem traços felinos e pode inclusive se transformar em um gato, quando eu nasci eu tambem tinha esses traços, mas não posso me transformar, você não notou minhas orelhas por que eu estava usando um gorro, mas enfim, quando eu fiz 17 anos eu treinei em um templo para aprimorar minhas habilidades, eu tenho força, agilidade e equilibrio sobrehumano, eu só não desviei daquela plataforma que caiu por que minha parte humana diminui um pouco essa habilidade, se não fosse por você eu estaria morta. — Ela disse.
Eu fiquei tentado a fazer um cafuné nela eu adorava bichos, e um gato é maravilhoso de acariciar, mas não sabia qual seria a reação dela.
– Então você voltou pra cá e virou uma vigilante? – Perguntei.
– Sim, eu detesto esses bandidos, as pessoas trabalham para ter o que querem e eles simplesmente tiram delas tudo... Eu vou parar isso. – Ela disse.
– Se você tem essa ambição, venha comigo. – Eu pedi. – Torne-se uma Vingadora.
– Eu não sei... – Ela disse parecendo distante.
– Assim você pode fazer tudo o que deseja sem se esconder... Você pode cuidar dos crimes sem medo de ser parada e presa por isso... Pense bem, se decidir, me liga, eu converso com o Tony, agora eu vou indo, tenho que dormir. – Eu disse e me levantei.
Eu abracei Isa me despedindo, eu saí do quarto e voltei para meu carro. Dirigi até o AP do Luke, entrei e dormi. Eu acordei no dia seguinte, com muito sono, Luke me olhou torto.
– Garoto por que está com tanto sono? – Ele me perguntou.
– Ah por nada, só dormi mal. – Eu respondi.
– Pois então vai pra mansão com sono, anda logo. – Ele disse.
Tomei meu café rapidamente e fui para a mansão.
– Ficou sabendo do que aconteceu nessa madrugada? – Tony me perguntou. – E você está horrível.
– Eu sei, o que aconteceu? – Perguntei.
– Bem, parece que nossa vigilante atacou uma doca costeira no Soho, o lugar estava cheio de ladrões e traficantes, mas acho que ela teve ajuda, os bandidos tinha uma Crinsom Dynamo, duvido que ela pudesse derrota-lo com técnicas físicas... Você sabe algo sobre isso? – Tony perguntou.
– Não. – Menti. – Não sei de nada.
Tony pareceu engolir, eu fui para a academia, eu precisava melhorar minha força a todo custo, eu fiz um treino mais puxado, Danny passou do meu lado.
– Vai treinar o combate hoje? – Ele perguntou.
– Não, eu estou fazendo um treino mais forte, preciso melhorar minha resistência. – Eu disse.
– Quer superar o Luke não é? – Danny perguntou sorrindo.
Eu assenti, Danny tinha razão eu queria superar Luke de qualquer jeito. Eu treinei mais um pouco e Tony me chamou.
– Temos um problema, a gangue da demolição está atacando um banco. – Tony falou.
– Tenho algum apoio? – Perguntei.
– Tem, eu. – Ele respondeu. – Jarvis! Prepare a Mark 7!
Tony me entregou um comunicador e entrou numa sala.
– Kayque, vá para seu carro, Jarvis vai lhe dar a localização. – Tony falou pelo comunicador.
Eu entrei no carro e comecei a dirigir, no céu vi o Homem de Ferro voando. Quando chegamos ao banco todos os quatro membros da gangue da demolição nos olharam.
– Ei! Eu me lembro de você! – Destruidor disse para mim. – Ainda precisa de guarda costas?
– Não, mas enfrentar todos vocês sozinho é burrice. – Eu disse. – Tony, cuide do Bate-Estaca e do Aríete, o Destruidor e o Maça são meus.
Eles começaram a se mobilizar, Tony fez o primeiro movimento ele disparou na direção do Bate-Estaca, eu me concentrei nos meus inimigos, Maça jogou sua bola de demolição em mim e eu desviei, então o dei um soco na cara e ele voou para trás.
– Parece que seu soco melhorou. – Ele disse estralando o pescoço. – Mas ainda está longe de me machucar.
Destruidor me atacou com seu pé de cabra, eu fui atingido no rosto e só parei quando atingi uma parede, aquilo doeu um pouco.
– Vamos lá, você pode fazer melhor garoto! De tudo que tem! – Tony disse enquanto se ocupava com Aríete e Bate-Estaca.
Aquilo me acordou, eu me levantei e ergui a cabeça com determinação para Destruidor e Maça.
– Eu não vou perder! – Eu gritei e fui para cima dos dois.
Maça tentou me acertar, mas nem terminou o golpe e eu lhe dei uma joelhada na cara, então segurei a corrente da bola de demolição e o joguei longe. Destruidor tentou me acertar com o pé de cabra, eu segurei o braço dele e lhe dei um soco com o outro, nem esperei ele se recuperar, eu lhe dei um chute na cabeça que o fez cair, ele largou o pé de cabra e eu o chutei para longe quando ele tentou recupera-lo.
– Agora lute como um homem! – Eu o desafiei.
– Não, obrigado. – Ele disse dando um sorriso perverso.
Senti que tinha algo vindo à minha direção pelas costas, esperei, “3, 2, 1... 0!” pensei e me joguei para o lado, como eu pensei Maça passou voando com sua bola de demolição, o Destruidor ficou surpreso, mas não por muito tempo, Maça o atingiu com força o atirando para longe. Eu fui ajudar Tony, Aríete lhe deu uma cabeçada, oque era muito perigoso, já que a cabeça era a parte mais forte do corpo dele. Eu empurrei Bate-Estaca comigo e deixei Tony com o Aríete, Bate-Estaca tinha só um ponto forte, as mãos, elas eram maiores que o normal, eu tomei cuidado com os socos dele, eram muito poderosos, eu o bati um pouco até que ele me acertou, doeu um pouco mais do que o pé de cabra, eu me recompus e comecei a bater nele de novo, Tony estava lutando bem contra o Aríete, eu me foquei na minha luta, eu esperei Bate-Estaca dar o primeiro soco, eu me desviei e segurei o braço dele, eu o ergui e o abaixei com força lhe dando uma joelhada no estomago, ele caiu no chão com as mãos na barriga e com dificuldade de respirar, eu dei um chute na cara dele enquanto estava caído e ele ficou inconsciente, eu dei um chute nas costas de Aríete quando fui ajudar Tony.
– Chega de brincar! Jarvis níveis de energia! — Ele perguntou e Jarvis o respondeu. – Carregar o Uni-Feixe.
Eu vi que o reator ARC no peito do Tony brilhou, quando Aríete levantou foi surpreendido por uma rajada de energia que o que explodiu em seu corpo, ele caiu desacordado.
– Ótimo os agentes da S.H.I.E.L.D já estão aqui para pega-los. – Tony disse erguendo a mascara de ferro. – Eu preciso conversar com você, vamos.
Voltamos para a mansão e eu sentei em uma cadeira na sala de reuniões.
– Eu sei que está mentindo pra mim. – Tony disparou.
– Me desculpe? – Perguntei fingindo não entender.
– Eu sei sobre a vigilante, sei que esteve com ela mais de uma vez e não a prendeu. – Ele disse.
Eu engoli seco.
– Como sabe? – Perguntei.
– Eu desconfiei por você detalhar pouco suas missões, então enviei alguém para te espionar. – Ele falou.
– Quem? – Perguntei.
– A Viúva Negra. – Ele respondeu.
Eu fiquei nervoso, “E agora? É assim que termina minha história com Vingador?” pensei.
– Não se preocupe, não vou tirar você daqui, mas quero que saiba, vigilantes são ilegais. – Ele disse.
– Eu sei, mas ela faz um bom trabalho, como nós. – Eu argumentei.
– Não importa, os vigilantes são imprevisíveis! – Ele retrucou.
– O Homem Aranha era um vigilante. – Repliquei. – E você também era antes dos Vingadores!
– E você acha que a policia aceitava? – Ele perguntou. – Pros trás das cortinas as coisas são diferentes...
– Ela faz coisas boas, por que simplesmente não entendem isso?! – Indaguei.
– Eles não são confiáveis! – Tony respondeu irritado.
– Pra mim Mika é confiável. – Eu disse.
– Esse é o nome dela? – Ele disse.
Eu deixei escapar, mas não dava pra voltar atrás.
– Sim. – Confirmei. – E ela é confiável... Eu sei disso.
– Você sabe?! – Tony indagou. – Você nem a conhece.
Eu queria jogar na cara dele que conhecia Mika desde pequeno, mas não sei se seria sensato.
– Okay, me pegou, o que quer que eu faça? – Perguntei.
– Que pare de ajuda-la, capture-a se conseguir. – Ele pediu.
– Entendi. – Eu disse e saí da sala.
Era obvio que eu menti, jamais entregaria Isa, eu fui para o restaurante em Chinatown.
– Tony me descobriu. – Contei para Isa.
– O que? Como? – Ela perguntou.
– Ele botou a Viúva Negra na minha cola. – Eu respondi.
Isa mordeu o lábio, ela se sentou na cama eu sentei ao lado dela.
– Ele mandou você me prender? – Ela perguntou.
– Sim, mas não vou acatar essa ordem. – Respondi.
– Que bom! – Ela disse feliz com as orelhinhas eriçadas.
Eu olhei para as orelhas dela e não resisti.
– Você me permite? – Eu disse e levantei a mão.
– O que? – Ela perguntou.
Eu coloquei minha mão entre as orelhas dela e comecei a acaricia-la.
– Nyyyaaa! – Ela pareceu miar satisfeita fechando os olhos e corando. – Isso é muito bom.
Eu me recostei na cama e Isa se encostou no meu peito.
– Felicia me mataria se me visse agora. – Eu comentei.
– Sério? – Isa perguntou.
– Sim, só ela ganhava cafuné e mais ninguém. – Eu contei.
– Então por que está fazendo em mim? – Isa perguntou.
– Sua orelhinhas estavam me tentando. – Eu expliquei.
– Nya! Que bom que elas te tentaram, isso é muito bom! – Isa disse.
– Bom, eu virei um expert em cafuné, eu fazia três horas por dia em Felicia. – Contei.
Eu fiquei ali com Isa até o sol se pôr, abracei Isa antes de sair e fui embora. Cheguei na mansão para ver se tinha algo a mais para fazer, aparentemente nada havia acontecido, até que Bruce Banner me parou.
– Kayque, vamos te mandar para sua missão mais difícil até agora. – Bruce me disse.
– Pode falar. – Eu disse.
– O Abominável está causando problemas em algumas montanhas perto daqui, eu e você vamos detê-lo, ou vamos tentar pelo menos. – Ele respondeu.
Eu não podia acreditar, eu ia lutar ao lado do Hulk, era como um sonho que se realizava, mas eu tinha que tomar cuidado, todos sabem que o Hulk é incontrolável. Nós entramos em um jato e descemos nas montanhas, eu conseguia ouvir os grunhidos do Abominável ao longe, eu li sobre ele, ele era como o Hulk, eles tinham mais ou menos o mesmo nível de poder, era uma criatura grande, verde e escamosa, como o Hulk, ele era incontrolável. Chegamos perto e Bruce pediu para eu me afastar, ele fechou os olhos e se concentrou, ele respirou fundo e de repente aumentou de tamanho e ficou verde, Bruce tinha ido embora, mas agora Hulk estava ali.
– Hulk! – Eu o chamei.
Hulk me encarou como se fosse me atacar, mas não o fez.
– Vamos esmagar ele! – Eu disse e nós dois saímos correndo na direção do Abominável.
O impacto entre o Hulk e Abominável foi forte, o chão tremeu com a força do golpe, eu arranquei um troco de arvores e quebrei os galhos com folhas, eu quebrei o tronco na cabeça do Abominável, mas ele nem se mexeu, ele se virou na minha direção e me deu um soco, aquilo sim doeu eu voei vários metros de distancia, e quebrei umas dez arvores, me levantei cambaleando, eu sentia meu peito doer, foi ali que ele tinha me socado, eu fui na direção dos dois, eu entendi o porquê de estar ali, eu era a distração, eu joguei outro tronco no Abominável, ele me olhou, o que deu tempo do Hulk o acerta-lo em cheio com um soco, ficamos naquele ritmo por um tempo até que o Abominável se cansou e correu para fora das montanhas.
– Ok, Hulk já pode se acalmar. – Eu disse a ele.
Hulk respirou fundo algumas vezes e começou a diminuir de tamanho, então Bruce voltou.
– É isso aí Dr.Banner, nós ganhamos. – Eu disse.
– Que bom. – Ele disse ofegante. – Agora vamos voltar.
Voltamos para a mansão e íamos reportar os acontecimentos, mas eu não pude me mover quando vi Tony, já que ele estava conversando com Isa.
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