Notas iniciais
Finalmente trouxe a vocês mais uma de minhas estórias, espero que gostem. Será adicionado um novo capitulo toda semana, não sei o dia ao certo.

Vivo em um planeta distante, localizado na estrela ZodX8. Meu planeta abriga seres parecidos com humanos, porém diferentes. Este planeta eu chamo de lar. Pandora.

Nós, os habitantes de Pandora, vivemos o tempo que quisermos, graças ao nosso Sol. Há milhares de anos ele explodiu, liberando uma toxina que chamamos de Lusimos. Essa toxina nos deu poderes além da compreensão e também a imortalidade. Mas pagamos um preço alto demais por isso. Antes éramos cerca de nove bilhões de habitantes, agora somos apenas dez mil.

Os que sobreviveram criaram alianças, denominadas “As dez alianças”. Elas eram organizadas em ordem decrescente da mais forte para a mais fraca, e tínhamos o dever de buscar outros planetas com vida, e assim fizemos.

Meu nome é Richard, líder sênior da primeira aliança, a Aliança das Escuras Almas. Meu dever é chegar até um mundinho além de um buraco de minhoca em uma galáxia chamada Via Láctea. O planeta é azul e verde e chamado de Terra.

Já havíamos descoberto cinquenta e seis planetas, nenhum continha vida. Extraímos minerais desses planetas e partíamos para outros. Fazíamos isso há éons e por mais que tentássemos, nunca conseguíamos encontrar vida. Em nenhum lugar.

Havíamos descoberto um novo planeta, Bonko, pequeno e avermelhado. Dezoito anéis giravam ao seu redor e, apesar de conter água potável, nele residia apenas vida bacteriana.

Nele, também encontramos Celigiu, uma espécie de óleo sólido, capaz de alcançar quinhentos graus, que hoje utilizamos como combustível para nossas naves.

E assim, continuava nossa busca.

–//-

De volta depois de uma longa viagem, desci da nave e andei em direção a um castelo enorme, feito de mogno branco e rocha, suspenso a, mais ou menos, dez metros do chão.

– Mestre? – Chamou uma voz masculina, logo atrás de mim – Quer ajuda com as evidências?

Olhei para trás. Renco, meu mais novo ajudante, fitava-me de volta, esperando uma resposta.

– Sim – Respondi, virando-me para ele – Leve tudo para meu castelo e prepare uma nova nave, com mantimentos e equipamentos suficientes para uma viagem longa.

Ele assentiu com a cabeça.

– Posso perguntar o motivo, senhor?

Eu sorri para ele.

– Sim – disse – Recebi um sinal transmissor delta. Foi encontrada vida nesse mundinho... Como se chama mesmo?

– Terra, senhor.

– Sim, sim – Confirmei – Existe vida nessa tal de Terra. Partirei ao amanhecer. E, aliás, você virá comigo. Se concordar, é claro.

– Claro, senhor – Disse ele – Com prazer.

– Certo. Pegue os frascos contendo as bactérias, minha maleta e descarregue o Ciligiu. Mande os artesãos esquentarem a quinhentos graus e encha o tanque da nave com ele.

– Sim, senhor – Renco acatou e foi fazer o que pedi.

Me virei para o castelo branco e então voei até ele, pousando no terraço perto da janela lateral.

Entrei. A sala era ampla, havia três mesas grandes do longo dela. Talheres em ouros estavam postos ao lado de um prato de cristal em uma das mesas. O banquete estava pronto para ser servido, e eu estava faminto. Já não comia há dois dias, pois os alimentos tinham terminado na volta para a casa.

Sentei-me à mesa e um rapaz alto trajando paletó veio avisar que o banque iria ser servido. Após alguns minutos, vários outros rapazes com as mesmas vestes adentraram o salão trazendo vários tipos de comidas.

Havia pães variados, frango à passarinho, bolos e tortas, camarão à vários modos, lagostas e tudo quanto é tipo de vinhos. Eles me serviram uma das únicas três garrafas de vinho Lebon 65 que existia em nosso planeta.

– Obrigado – Agradeci – Podem se retirar e irem comer alguma coisa. Tirem o dia de folga. – Conclui – Vou viajar e não tenho dia certo para voltar. Divirtam-se, visitem a família ou algo assim.

Eles fizeram uma reverência conjunta e saíram para a cozinha. Comecei a comer enquanto pensava em como iria levar a grande nave ao planeta Terra sem causar pânico aos habitantes que lá viviam.

Depois de alguns minutos, um mordomo veio e tirou a louça. Retirei-me e caminhei por um corredor estreito e escuro. Quadros de animais há muito mortos e máscaras de grandes guerreiros pendiam das paredes. Muitas portas levavam a quartos de hóspedes. No fim do corredor, uma porta negra levava aos meus aposentos.

Meu quarto era largo. Uma cama grande jazia perto da parede e, ao seu lado, ficava minha escrivaninha. À direita, residia meu armário, onde guardava minhas roupas e, ao seu lado, ficava minha estante para meus livros. Na parte esquerda, havia um pequeno laboratório para meus materiais de pesquisa e, mais ao longe, uma porta levava ao banheiro. Do ouro lado da minha cama ficava uma pequena geladeira embutida com minhas guloseimas favoritas.

Larguei minha mala em um canto qualquer e a maleta contendo os frascos de amostras de bactérias em cima da cadeira da mesa do laboratório. Beberiquei um pouco de vinho enquanto fazia anotações em meu caderninho e, uma ou duas horas depois, deitei-me na cama e dormi, sonhando com um planeta azul, afinal.

Notas finais
Ficaria muito feliz que comentassem se gostaram ou não, alguma coisa que poderia mudar ou só dizer alguma coisa. Me motivaria a escrever outros capítulos.