Um garoto no Mundo Mágico - Ano 1
2 A Sala Precisa
Notas iniciais
— Então a Natasha falou: “Vou te levar até o céu Bragi” – e o ruivo emitiu um barulho parecido com um gemido.
— E depois você pegou o cabelo dela e falou: “Grab my balls gata! Grab my balls!” – o gêmeo realizava movimentos pélvicos com a mão à frente da pélvis.
—Quem te disse que eu falei isso?! – Pode-se dizer que o ruivo tentou se passar por desentendido. Talvez tivesse dado certo se não estivesse rindo. O que importa é que todos riram.
— Você acha que o Ádamo não iria falar para mim? – Aposto que você não está entendendo nada. – Um dos grandes feitos do Bragi não iria ser relembrado e repassado por todos os integrantes da família?
Esse é o Luke. Enquanto ao ruivo, Bragi é seu nome. Logo eu te explico o que está acontecendo.
— Vai se foder!!! – Bragi retrucou rindo. Alexis olhava como se desejasse não possuir ouvidos. Pena que seu desejo não se realizou.
— Bragi, você já fez o teste de Aids depois que saiu da sala precisa? – questionou a minha irmã. Bom, ocorreu um pequeno evento na sala precisa muito curioso. – Não quero meu primo passando Aids para qualquer buraco que enfiar o pênis.
E essa é a Alexis... Tudo começou com dois lufanos, cujos nomes são Bragi Cancheski e Natasha Trevelis. O Bragi, ruivo, possui algum grau de parentesco desconhecido comigo e meus irmãos, já Natasha é a filha da guarda-caça. Sim! Ela mesma! Máximinia Trevelis. Não lembra? Ela é aquela mulher que te mostrei no inicio do ano gritando com os alunos e recitando alguns avisos.
Pois bem... De acordo com Bragi, Natasha havia convidado ele para a Sala Precisa (ou “Sala vai e vem”, nome que faria mais sentido por agora). Ele não sabia o motivo apesar de o bilhete parecer bem... Sedutor?... Algo assim. Mas ele foi. Encontrando-se com Natasha na sala precisa, a qual havia uma cama a sua espera, os dois iniciaram o coito (não há palavra melhor para descrever isso...) “— Vai Bragi, me leva até as nuvens ”. Eu não preciso narrar mais para você né? Apesar de ter sido pouco... Não me obrigue a sofrer. Mas, se tiver curiosidade, eu acho que Bragi não a engravidou. Ele disse ter ejaculado na boca dela. Você leu? Ele que disse, não eu.
Apesar de você estar se perguntando onde estamos, eu tenho a leve sensação de que você conhece este lugar. Talvez não pelas pedras altas formando um círculo “aberto”, mas sim pela ponte coberta que nos leva dos terrenos para dentro do castelo de Hogwarts. Estamos em um pequeno grupo onde você deve já conhecer alguns dos integrantes. Temos o Bragi (que agora você o conhece), a corvina Alexis e sonserino Luke. Já comentei anteriormente sobre meus irmãos com você.
— O Lucas só observa. – Estávamos apenas em três antes. Eu, Luke e Alexis. Conversávamos sobre o fato de os trabalhos terem acabado, e com isso deixaria os dois livres para pensarem em uma nova travessura contra Máximinia. Falando em Máximinia e travessuras... Considere aquela cabana queimada. Conseguiram apagar a tempo da cabana não se transformar totalmente em cinzas, mas não significa que ela ficou por inteira. E a julgar pela nossa conversa anterior, você deve suspeitar quem foram os culpados. Injustice. – Né Lucas! – Luke me deu um chute. Foi fraco. Mas foi um chute. – Você tá dormindo?
— Não.
— Então fala alguma coisa! – Luke riu.
— Luke, sabe como nosso maninho é avoado. – Revirei os olhos com o comentário de Alexis.
— Lucas, sabe que estamos só brincando né? Lucas...
Encarei Luke sério, mas logo esbocei um leve sorriso e ergui os ombros. Meu irmão sorriu. Voltando ao que estava falando, sobre como paramos aqui, os trigêmeos caminhavam até a ponte quando Luke avistou Bragi. Ele não se encontrava muito longe de onde estávamos. Sem ser exagerado, o gêmeo literalmente agarrou o ruivo lufano e começou a chantageá-lo para contar sobre o que houve na sala precisa. Tem uma coruja voando sobre nossas cabeças... Enfim, não demorou muito para que Bragi cedesse e começasse a narrar sua pequena aventura bizarra (de acordo com Alexis), com direito a interpretações e gemidos muito realistas dos nossos companheiros Bragi e Luke (o sonserino já sabia da história).
A coruja aos poucos perdia altitude. Era possível ver uma carta presa ao seu bico, aparentemente sem selo ou alguma identificação. Não demorou muito e a ave pousou em um pequeno morro perto das pedras que formavam o círculo. Ela nos encarou como se esperasse alguém com atitude retirar a carta de seu bico, mas só ficamos observando-a. Penso eu que ninguém estava esperando uma carta, e se estivesse ela iria ser entregue no café da manhã não na parte da tarde.
Angustiado, Luke caminhou até a coruja e apanhou a carta. Por que eu tenho uma leve sensação de que estou esquecendo-me de algo? Curioso. O gêmeo virou a carta de um lado para o outro a procura de um remetente, o que aparentemente achou.
— De Lianna Chevalier... – Conheço esse nome. – Para... Lucas von Lich. Collin – falou abrindo um sorriso de orelha a orelha enquanto olhava em minha direção.
“Filha duma puta”, tudo bem que éramos filhos da mesma mãe, mas... Tinha que ser ele para pegar aquela carta?! Não, tinha que ser ele mesmo. Levantei-me do chão (estava sentado) rapidamente e corri em direção ao Luke.
— Lucas... – iniciou a leitura rindo. – Estou enviando essa mensagem para que você... – Em uma tentativa de resgatar a carta da mão do garoto, Luke tentava me afastar com um braço enquanto o outro segurava a carta longe de mim. – Não esqueça... – recitava com dificuldade. E o lazarento não deixa eu pegar a porra da carta! – Que você disse que iriamos... Estudar... Na Sala... – Eu acho que estou vermelho... Foda-se!
— Me da à porra da carta Luke!
— Precisa... – e caiu na gargalhada. –Ai! É só uma brincadeira Lucas.
Sim, eu lhe dei um soco na orelha. Não se preocupe, ela não esta sangrando... Mas poderia sangrar. Esticando a carta em minha direção, segurei o papel da mão de Luke e comecei a lê-lo. De fato não havia muita coisa além do que o Luke disse em voz alta: “Estou levando algumas coisas para comermos também. Te encontro lá Collin! Beijos!”. E um coraçãozinho no final da carta, perto do horário. Eu juro para você que eu só quero estudar.
— Olha meu maninho... Nem conta para gente que também está pegando as garotinhas na sala precisa – caçoou Alexis.
— Cala a boca... – retruquei pegando minha mochila de uma alça.
Um coro de gargalhadas iniciou por parte do trio. Eu simplesmente me retirei dali.
Enquanto caminhamos pela ponte até a sala precisa, eu acho que lhe devo desculpas pelo tempo em que ficamos sem conversar. Pode-se dizer que os professores do quinto ano estão pegando mais pesado com os trabalhos, principalmente história da magia. Tá... Eu conheço bem a história da magia? A parte do Holocausto do Halloween sim. Enquanto o resto da história? Bom, isso eu já não posso dizer o mesmo para você (não que eu realmente não conheça, mas não é a minha especialidade). Mas a questão é que, apesar de não estarmos no final do ano letivo (pode-se dizer que estamos no meio), esse ano as coisas estão mais severas do que o ano passado.
Nossa... Como eu odeio essas escadas. Acho que você sabe (ou imagina) como é subir sete (ou oito dependendo do seu ponto de vista) andares com escadas que nem sempre vão para onde você quer ir... É terrível, acredite. O lado positivo é que agora nos encontramos no sétimo andar, o lado negativo é que teremos que passar novamente pelas escadas posteriormente... Pois é, nem tudo é perfeito, fazer o que. Seguindo para o que dizem ser o corredor da sala precisa (querendo ou não eu nunca fui para lá) podemos observar à loira, com algumas mechas coloridas, encostada em uma parede.
Lianna Chevalier. Curiosamente amiga de Natasha (sim aquela Natasha) e irmã mais nova de um grande amigo meu (o Däen), Lianna não possui nenhuma relação comigo fora dos estudos.
— Demorou! Achei que não iria vir mais.
— Estava ocupado.
— Tudo bem! Trouxe a comida?
— Claro!
Bati a mão em minha mochila. Como eu ia dizendo antes da porta dourada começa a surgir no meio da parede, Lianna havia pedido para que eu ajudasse-a com os estudos em geral. Passamos algumas tardes juntos procurando uma ou outra coisa que ela possuía duvida e... Eu quero saber sobre essa cama no meio da sala.
— Lianna... — A porta já havia se fechado atrás de nós.
— O que?
— Por que a cama? – olhei para ela confuso. – Não iriamos estudar? – Podem me chamar de virgem à vontade... Mas sinceramente não sinto nada por ela.
— Ah claro, estudar... – a garota revirou os olhos esboçando um sorriso malicioso.
Abri minha mochila e retirei um pacote de feijõezinhos mágicos. Diga-se de passagem que eles são um dos meus doces preferidos. Com o pacote aberto, levei um feijão bege para dentro de minha boca. Eles só deixam de ser preferidos quando eu mastigo o de cera de trasgo. Cuspi o feijão no chão.
Lianna caminhava em direção à cama, deitando-se e abrindo os braços com as costas sobre o colchão. Ela sorria. Eu comia os feijões. Aproximei-me da cama e joguei minha mochila sobre os lençóis.
— Então, o que vamos estudar hoje lufano?
— Arte das trevas? – mastiguei outro feijão, cuspindo no chão novamente. Não gosto de aboboras... Acho que já disse isso para você.
— Ui... – comentou ficando sentada na cama. – Então você é um garoto mal?
Encarei-a e comi mais um feijãozinho. E mais um... E mais um.
— Não. – Mastiguei o feijão. – Quer?
— Vamos lá Collin... Ninguém vai nos ver – sussurrou. Ergui uma sobrancelha. Logo a garota iniciou uma gargalhada. – É brincadeira Lucas, vamos, quero comida!
Acho que vou te poupar de ver nós dois estudando. Bom, até logo!
***
Que preguiça! Acho que vou para a cama agora. Provavelmente você deve estar se perguntando o que aconteceu enquanto eu desço essas escadas mágicas. Eu lhe digo, não houve nada além dos estudos. Não sei se foi algo bom ou ruim não ter acontecido algo... Enfim! Só sei que estou cansado!
— Lucas? Finalmente te achei! – dizia uma voz em minhas costas.
— Ádamo? – questionei o corvino ao me virar. Acho que você não conhece o Ádamo. Ele é um dos irmãos do Bragi, e consequentemente meu primo. Uma curiosidade... Adivinhem? Ele também faz parte do grupo Injustice. – Aconteceu alguma coisa?
— Morôni estava te procurando.
— O que ele veio fazer em Hogwarts? – Ele não nos visitava nem em casa.
— Disse que queria ver vocês (Luke, Alexis, Adele e eu), mas não sabíamos onde você estava. – Dizem que Ádamo organizou a transformação da cabana de Máximinia em cinzas, mas nada confirmado.
— Ele já foi embora? – Nós sabemos onde eu me encontrava. Estava ESTUDANDO.
— Faz duas horas. – De fato o céu já se encontrava escuro. – Mas fazia um tempo que ele estava aqui. Disse que precisava resolver algum assunto com o Luch na ala hospitalar...
— Entendi... Obrigado Ádamo.
— Bom, deixa eu ir antes que a Isa me acerte um estupefaça. – Comentou colocando sua mochila.
— Ádamo! Sabe onde ele estava antes de ir embora? – perguntei vendo o garoto descer rapidamente as escadas.
— No Jardim! – e transformando-se em um Beagle, o cachorro com a mochila nas costas seguiu seu caminho. Essa é uma das vantagens em ser bom em transfiguração. Ádamo tem uma relação peculiar com meu pai. É um dos meus primos mais próximos a ele, além de sua aparência lembrar um pouco Morôni quando era jovem.
Enfim, ambos sabemos o que fazer agora, não? Lembra que eu disse sobre portar um vira-tempo? Então, ele geralmente serve para essas ocasiões. Nós só precisamos descer algumas escadas. Ir para algum canto que provavelmente é menos movimentado e então girar o vira-tempo duas vezes que voilá! Vemos o mundo retroceder duas horas. Deixa-me só esconder o vira-tempo novamente que já voltamos a conversar... Ótimo! Fim das escadas e agora é só correr até o Jardim antes que meu pai saia de lá.
Como eu gosto do cheiro de grama molhada. Bom, está vendo aquele homem loiro sentado em um banco de madeira velha? Lá longe? Então, ele é meu pai. Parando para pensar agora, nenhum dos filhos de Morôni possui cabelos loiros, fora Lilah (que ainda não tem um loiro tão claro).
— Trabalhando muito pai? – questionei-o esboçando um leve sorriso.
— Não filho, só vim socorrer uma aluna que caiu da Torre de Astronomia. A Natasha, colega da sua casa... Não amiga. – Não há melhor forma de ser recebido pelo próprio pai.
Não sei o que é mais preocupante, o fato da garota ter caído da torre de astronomia ou a ênfase que meu pai deu em “colega, não amiga”. De qualquer modo, não faço a menor ideia de como a Natasha pode ter caído da Torre de Astronomia. Isso deve ter ocorrido hoje de manhã, ou depois, já que não escutei pessoas comentando sobre o ocorrido, porém... Eu fiquei fora dos corredores durante um bom tempo.
— Sente-se – falou calmamente. – Estive te procurando depois de conversar com seus irmãos, mas lembrei-me que o castelo é grande e eles não sabiam onde te encontrar... Então fiquei sentado aqui, onde conversava com sua professora Lillian na época de escola.
Curiosamente, Lillian é a diretora da Sonserina e minha tia. Eu acho (só acho) que a maior parte do corpo docente é composta por membros da minha família. Lillian leciona Criaturas Mágicas, uma variação do que você conhece por “Trato de Criaturas Mágicas”. A diferença entre as duas matérias é que, teoricamente, Criaturas Mágicas é mais especifica para o combate enquanto TCM é mais para o “cuidado”, por assim dizendo.
— Mas como você está filho? Gostando desse ano letivo? – perguntou observando eu me sentar ao seu lado.
— Estou bem. O ano está um pouco diferente, mas nada preocupante. – Diferente não só com os acontecimentos, como a queima da cabana do guarda-caça, os atos nupciais na sala precisa e pessoas caindo da Torre de Astronomia. As aulas e outras atividades tornaram-se realmente mais práticas e menos teóricas. Duvida? Tente passar pelas aulas da Lillian tentando enfrentar Acomântulas ou lidar com Kelpies.
— Que bom Lucas – e me deu alguns “tapinhas” no ombro, apesar de sua expressão não ser uma das mais agradáveis. – Sobre esse “diferente”, acha que vai prejudicar ou ajudar com o que me dizia querer ser quando era pequeno? Ser um bruxo extraordinário. – Era um sonho infantil, mas acho que, no fundo, ainda sinto essa vontade.
— Acho que algumas coisas desse “diferente” vão me ajudar a me tornar esse bruxo no futuro. – Sempre tive uma curiosidade com os bruxos “poderosos”. Merlin, Luch, Dumbledore e até mesmo Saphira se enquadravam nesses bruxos, mesmo considerando Vodemort mais poderoso do que a Lady. Eu sinto esse medo de seguir o caminho “errado” por conta dessa busca para se tornar um “Grande Bruxo”, mas reconheço que, às vezes, o poder exige sacrifícios.
— Enquanto as suas amizades? – seus fixavam nos meus com um tom de seriedade. Apesar de não entender exatamente o que ele queria dizer, imaginava o que deveria vir posteriormente. – Seus irmãos me contaram sobre uma tal de Lianna... Grande amiga de Natasha, não?
Afirmei com a cabeça, franzindo o cenho. Apesar dos estudos, não possuía alguma relação fora estudar com ela.
— Eu já fui monitor-chefe de Hogwarts, goleiro da Sonserina (que não era um dos melhores goleiros da época) e, agora, Diretor Geral do Hospital Saint Mungus... Não é difícil entender que quem se junta com os porcos farelos comem. Não quero você se juntando com esse tipo de pessoa, Lucas. – Você vai aturar esse sermão junto comigo. – Soube que essa garota, Lianna, gosta de promiscuidade nas propriedades de Hogwarts. Não quero o mocinho perto dessa garota que poderá leva-lo para o caminho errado.
Você está conseguindo olhar no olho dele? Porque eu não. Querendo ou não, Morôni consegue ser sim um pai amoroso, ele só é muito preocupado com seus filhos.
— Desculpe falar dessa maneira filho, mas não quero que seus antepassados fiquem tristes.
Acho que ele quis dizer sobre o sangue que carrego... É algo complicado de explicar. Eu e meus irmãos herdamos o sangue de duas famílias que tinham poucas chances de se misturar. Os Cancheski Collin’s, que provem do meu pai, possui um legado peculiar (e ao mesmo tempo desconhecido) na história. Bruxos importantes pertenceram a familia Cancheski ou Collin, assim como a junção de ambas as famílias. Os von Lichteinsten era uma família consideravelmente rica e possuía um legado grande de bruxos Lufanos, sendo uma das principais características da família. Minha mãe, a Sookie, tornou-se a única representante dos von Lichteinsten após a guerra, sendo a ultima remanescente de sangue puro da família, com exceção de um outro primo (que também possui o sangue familiar puro). Sookie é quem atualmente cuida do cofre e das posses restantes da família. A relação dos Cancheski Collin’s e von Lichteinsten’s antes da guerra era quase considerada uma rivalidade já que ambos conflitavam por um ou outro motivo. Era como se eles não fossem um com a cara do outro, sem um motivo concreto. Após a guerra e o “extermínio” dos von Lich., a situação das duas famílias mudou com o casamento de Morôni e Sookie.
— Eu sei que existem pessoas que vão tentar me desviar pai, mas não acho que Lianna seja uma dessas pessoas... E se for, eu terei que saber lidar com isso sozinho. Você e a mamãe me ensinaram os caminhos, assim como eu aprendi mais sobre eles depois. Não vou deixar alguém ou... Ela, me levar para o caminho errado – estava com a cabeça abaixada.
— Você é um dos que eu mais me preocupo sobre tomar o caminho errado, filho – disse o loiro colocando uma de suas mãos em meu ombro... Olhei cabisbaixo para ele e esbocei um leve sorriso.
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