Um clichê

4 Começa Agora!


Notas iniciais
Como sempre não revisei

“Vó, vou dormir na casa da Carolzinha hoje ta? Vou indo”

Era uma meia mentira porque afinal, eu ia para a Carolzinha só não ia posar. Arrumei as malas apenas com o necessário e o necessário precisou usar três malas e uma mochila. Sai de casa usando minhas botas marrons que vão até o joelho, minha meia de gatinho que vai até acima do joelho, uma saia de couro meio cinza outrora meio preta, uma blusa branca de manga comprida transparente, o suspensório, o meu chapéu e escolhi uma trança para meus cabelos. Gostei.

Cheguei à casa da Carolzinha 20h49min, bati a porta e a Carolzinha que atendeu. Carolzinha é minha melhor amiga e é uma moça muito bonita. É negra, seus olhos parecem caramelados e o cabelo dela é o que mais gosto. Ele é castanho-claro e ela fez luzes o que o deixou ainda mais bonito. Ele é todo enroladinho e parecem molas! São tão bonitos. Trajava roupas simples como uma blusa branca com um casaquinho amarelo, short jeans e por fim uma sapatilha rosa toda florida.

— Sabes que já é de casa então não fique esperando um convite! – Educada como sempre.

A tia Rosane (mãe da Carolzinha) que ia nos levar para o aeroporto, mas ela estava se arrumando quando cheguei. Não tem problema! Afinal, o vôo era ás nove e meia. Porém a Tia Rosane era muito pontual, por isso ela já estava pronta quando ainda era nove e sete. Nove e vinte e quatro nós chegamos ao aeroporto.

— Está nervosa? – Carolzinha me perguntou.

— Talvez, e você? – Eu não ia me deixar levar.

— Bancando a durona de novo? – Ela perguntou dando uma risadinha – Eu sei o quanto ta ansiosa com isso Sabrina. Sua ansiedade é um problema muito grande.

— Carol!

— Eu até que estou nervosa, sabe?

— Carol, estamos deixando tudo para trás. Estou com medo. . . – Falhei no final da frase, uma coisa que eu não queria que tivesse acontecido.

— Sabrina, não pense nas coisas que estamos deixando aqui, e sim nas coisas que estão por vir. – Ouvimos a voz da aeromoça no microfone “Vôo 134 está para partir. Todos os passageiros que irão para São Paulo, por favor, arrumem seus lugares”

— É melhor nos irmos. – Disse por fim. E assim foram 22horas de vôo.

— É minha primeira viajem de avião – Falei para Carolzinha já nos nossos assentos.

— Então está nervosa – Disse abrindo um sorriso sapeca.

— Carol, se importa se eu segurar sua mão durante o vôo? – Perguntei aflita.

— Tudo bem, apesar de saber que você vai passar todo o tempo dormindo. – Disse sorrindo e eu sorri de volta. Não sei quando, mas acabei dormindo.

— Ei, ei acorda – Uma Carolzinha me cutucava

— Vai se catar! – Aparentemente acordei de mau-humor

— Só queria avisar que estamos chegando – E voltou para seu lugar. Eu sei que fui mal educada, mas dá um tempo também.

Descemos do avião ás 6h47min e a Carolzinha não me dirigiu um olhar! Se ela pensa que eu vou me desculpar está muito errada!

Chamamos um táxi e demos o endereço, demorou uns 30 min para nos localizarmos e finalmente chegamos ao internato.

Ele era enorme. ENORME. Deveria ter no mínimo cinco andares. Era num tom rosa avermelhado, eu sei lá que cor era, mas é muito bonito. Rosa com detalhes em branco. Porém o que realmente me chamou atenção foi o jardim, apesar vi rastros, mas imaginei a sua lindeza.

— Sejam bem-vindas ao internato Professor Alonzo- Uma mulher já de idade, com seus cabelos castanho, um suéter rosa, saia jeans nos tornozelos, meia cinza com pantufas de coelho azul disse. Ela era a típica Zeladora de colégios femininos. – Sou a zeladora da ala feminina, por favor, me sigam.

Sabe aquele prédio de cinco andares que eu tinha comentado antes? Era apenas os dormitórios femininos. Depois vinha o prédio onde nós estudaríamos que três andares apenas. O jardim que com certeza mais tarde eu verei com mais calma e por fim o dormitório masculino de seis andares.

Maria (A zeladora) nos deu os números dos nossos quartos e falou que era pra estarmos prontas antes 8h30min que seria a cerimônia de abertura e entrego nossos uniformes.

— Não é obrigado usar todo o uniforme, apenas uma parte dele, mas na cerimônia de abertura é melhor usar o uniforme completo.

— Parece que não ficamos no mesmo quarto – Falei subindo as escadas com a Carolzinha.

— Os nossos quartos ficam de frente um para o outro. Acho que não tem muito que se preocupar. – Disse.

— E se a minha colega de quarto não gostar de mim? – Falei um pouco aflita.

— Brini, todos gostam de você.

— Todos? – Perguntei arqueando uma sobrancelha e ri.

— Ok, menos diretores de colégios e pessoas que você já se vingou. És uma pessoa muito vingativa – Disse rindo

— Bom, melhor entrarmos e já nos preparar – Falei. Ela concordou com a cabeça.

O quarto era gigante, tinha duas camas, dois guarda-roupas, um banheiro, uma mesa com presentes de boas-vindas e sem contar a varanda! Como era todo cinza, imaginei que era pra nós mesmos customizar os quartos, mas deixarei isso para mais tarde. Agora vou tomar um banho e experimentar o uniforme.

O banheiro era todo branco, mas na parte do chuveiro tinha piso-parede. Tinha chuveiro e uma banheira, a pia, a privada, o armário com toalhas brancas e com os produtos já todos arrumados. Resolvi tomar banho de banheira já que nunca havia tomado antes e é maravilhoso. Depois de tomar o banho, fui me secar, pus um sutiã branco com renda amarela e a calcinha a mesma coisa

O uniforme era uma saia quadriculada vermelha, uma blusa comprida branca e um casaco preto. Coloquei-o, mas dei um toque “Sabrina”. Então a blusa usava com um cinto torto, o casaco uma faixa vermelha. Customizei as minhas polainas fazendo quadradinhos para usar com o uniforme e por fim atei o cabelo no alto, mas para o lado. Vi-me no espelho de corpo que tinha colocado do lado da cama que havia e escolhido e estava muito bem por sinal.

Eram 7h19min então sai do meu quarto e adentrei o da Carolzinha.