Notas iniciais
Desculpem a demora... Castigo, trabalhos, doente, provas. Mas aí está um capítulo quentinho. ~ Louca

Minha família?

Por Letícia

Acordo em um lugar com paredes de cores forte e me levanto rapidamente sentindo uma leve tontura. Vejo Max me olhando atentamente do outro lado do quarto, me viro rapidamente para a outra direção percebendo que não há ninguém além de mim e ele.

– Nem adianta sair, minha mãe falou que você precisa descansar- fala ele apoiado na janela.

– Que pena que ninguém manda em mim- falo alto o bastante e ele fica me olhando.

– Que tal você parar de falar e descansar na porcaria da cama!- grita ele e eu me assustou.

– E que tal você parar de gritar que eu estou com uma horrível dor de cabeça?!- perguntou e ele começar a ficar nervoso.

– Isso não estaria acontecendo se você não estivesse aqui! Porque você tem que existir?!- pergunta ele e eu fico vermelha de raiva.

– Eu também amaria morrer, me matar, tanto faz. Mas você acha que precisa me culpar por existir? Não é minha culpa!- falo e sinto outra tontura.

– Você deveria se matar logo então, já que ninguém nesse mundo vai amar você um dia!- grita ele e eu começo a chorar.

– Que tal...- paro na frase desmaiando logo em seguida.

(...)

Acordo novamente no mesmo lugar, mas desta vez rodeada. Olho para um par de olhos castanhos apoiados na porta me olhando com... Pena?

– Oi querida. — fala uma moça perto de mim com uma bandeja.

– Oi. Onde estou?- pergunto algo que precisava pergunta desde que eu briguei com Max.

– Na casa dos Afonso. Trouxe algo que acho que você irá gostar e volto logo para ver como estar sua temperatura — fala a mesma saindo e eu começo a observar o quarto. Ele era bastante grande, com paredes de cores fortes, uma cama de casal, um armário, uma porta que deduzi que fosse o banheiro e uma mesa de estudo com uma prateleira logo em cima cheia de livros. Logo percebo que Mas não estava mais lá. Percebo também que tenho outro par de olhos me observando, mas desta vez com um sorriso no rosto

– Oi. Você está melhor ? Precisa de algo?- pergunta a mesma sorrindo simpática.

– Estou melhor e não preciso de nada. Mas por que você me adotou? Pensei que preferissem crianças- falo e ela senta na cama.

– Também não sei porque nós a adotamos, mas precisávamos que alguém fizesse companhia para o Max e eu já sei que você estudar no mesmo colégio que ele.- fala ela e vejo aquele mesmo brilho dos olhos de minha mãe.

– Você tem os mesmos olhos da minha mãe. Sempre que olhava para ela tinha aquele brilho especial em que todo ficaria bem, claro antes do acidente- falo e ela fica triste.

– Teve ser só coincidência. Nunca tive irmã. Como seus pais morreram?- pergunta ela tentando mudar de assunto.

– Foi em um acidente de carro. Um carro estava vindo a toda velocidade e bateu de frente. Eu estava atrás com cinto e machuquei pouco. Mas meus pais não sobreviveram e morreram logo que chegamos ao hospital. Nessa época eu tinha 2 anos se eu não me engano. É claro que eu me machuquei, levei sete pontos no braço e uma marca na perna. — falo e ela fica surpresa.

– Como você viveu depois que seus pais morreram?- pergunta ela.

– Bem...infelizmente, eu não conseguir viver muito bem no começo, era tudo novo e ninguém quis me adotar, por enquanto eu vivia naquele inferno... Desculpe a palavra, de orfanato e não era feliz nem uma vez. Na escola eu sou uma invisível e ninguém é meu amigo, no orfanato vivo sozinha no quarto. — falo e ela fica mais surpresa ainda.

– Nem o Max fala com você?- pergunta ela e eu sorrio fraco.

– Posso ser sincera? Ele me envergonha como todos os outros e nem fala comigo. Mas se ele pergunta não foi eu que falei, odeio ser uma espécie de fofoqueira- falo sorrindo e ela sorri de volta.

– Conversarei com ele- fala ela piscando e saindo logo em seguida.

– Como devo chamá-la ?- pergunto antes de ela ir embora.

– Pode ser de mamãe, Liz, Elizabeth. Você que escolhe- fala a mesma saindo logo em seguida. Sorrio e me levanto colocando uma simples roupa de ficar em casa. Saio do quarto e exploro a casa. Era muito confortável os cômodos e cada um era mais enorme que outro. Vejo uma porta diferente e abro ela pela metade encontro Max que estava encostado com fones de ouvido e um caderno. Logo percebo o quanto ele era bonito até sério. O quanto ele ficava bonito sem excesso de luz. O quanto ele era bonito com o cabelo todo bagunçando. O quanto ele era bonito sendo bonito. Ele logo me pegar o olhando e sinto uma sensação e que me faz arrepiar, fecho a porta rapidamente e corro para baixo. Bufo em direção a uma porta de vidro e a abro revelando um espaço todo verde e com uma piscina. Sento na grama observado tudo e me acostumando com tudo. Nunca tive uma família, nunca tive uma piscina e nem um casa, e agora que tenho tudo, não me sinto como achava que iria sentir: feliz. Deito na grama e logo sinto um pingo. Me levanto observado a chuva vindo com toda a velocidade. Sinto um puxão no meu pulso que me faz virar para trás. Vejo Max todo agasalhado.

– Ta louca? Você vai pegar um resfriado!- fala me puxando com mais força

– Sério que você está preocupado com isso? Você não manda e não precisa ser um irmão mais velho, só vai cuidar da sua vida e de planejar suas cantadas para as meninas, Okay?- falo me soltando e entrando toda molhada.

– Querida assim você vai pegar um resfriado, vá tomar um banho que levarei uma sopa para você- fala a mesma moça que me deixo a bandeja.

– Sim, subirei agora. Obrigada, senhora?- pergunto me referindo ao nome.

– Lily. Pode me chamar de Lily, senhora é velho- fala a mesma sorrindo e eu sorrio também. Subo olhando para varanda e vendo Max entrando.

(...)

No outro dia foi meio que obrigada a ir na escola, mas Liz me falou que qualquer problema era só falar com Max que me protegia. Depois que tomo banho, coloco uma calça jeans, uma blusa larga solta, um casaco e meu tênis. Não faço maquiagem, só pego minha mochila e meus fones de ouvido junto com o Ipod. Coloco em " Sober" do Big Bang.Muitas pessoas nunca ouviram falar deles, mas sou apaixonada por outro tipo de música: K-Pop. Para mim, os coreanos são os únicos diferentes: Eles têm rapper em todo grupo, na maioria dos vídeos tem dança e são as coisas mais lindas do mundo. Eu fugiria de qualquer jeito para a Coreia do Sul e casaria com qualquer um que eu visse na frente, mas parece que vou viver aqui até me forma. Vejo Max saindo do carro e indo na direção de Lara que estava sorrindo. Sinto outra tontura e um forte dor de cabeça. Tento ficar de pé, mas vejo tudo girar e eu cai em algo que me segura.

Continua...

Notas finais
Obrigado por lerem e espero que comentem, acompanhem, favoritam. Música: http://youtu.be/MBNQgq56egk ~ Louca