Um amor não correspondido ?
3 Quando as coisas finalmente acontecerá a mim?
Notas iniciais

Pov Leticia
Me vejo em espelho encostado na parede, estava pálida. Quando percebo alguém se aproxima:
– Baby! Você está pálida, está bem?-pergunta o mesmo, mas eu não vendo seu rosto
– Sim, estou. Mas quem é você?- pergunto tentando me lembra daquele sorriso que logo cobria seu rosto.
– Sou alguém que você pode ama e eu não te ama. Sou alguém que fará parte de algo em algum lugar de seu futuro- fala o desconhecido saindo logo em seguida, mas deixando uma vaga lembrança de seu sorriso.
Sonho off
Acordo em lugar totalmente branco e vendo um sorriso que não é mesmo que vi em meu sonho. É sim de Josh que logo fica feliz em me ver.
– Finalmente! Fiquei preocupado quando você desmaiou- fala ele se aproximando e sorrindo.
– Onde estou? O que houve? — pergunto logo vendo uma moça entrando na sala branca onde eu estava
– Bom dia! Sua falta de açúcar resultou no seu desmaio e se não fosse este aluno para segurar quando teve o seu desmaio, poderia ter se machucado. Já alertei seus pais e eles disseram que um tal de Max te levará para casa- fala a mesma e fico perturbada só com a palavra Max.
– Acho que Max não precisará me levar para casa. Vou sozinha- falo e logo em seguida me levanto.
– Como a senhorita desejar, mas antes coma algo se não terá ninguém para te segurar por perto- fala a mesma sorrindo branco. Saio da sala ainda tonta e vou direto para a cantina. Sinto alguém me espionando, mas logo esqueço e como um chocolate. Depois que saio da cantina, alguém me puxa e vejo Máxime olhando... Com pena?
– Que foi? Cansou de seus amigos populares para vim me irritar?- pergunto com sarcasmo.
– Não, minha mãe pediu para te levar para casa. — fala ele e eu reviro os olhos.
– Não precisa. Chega em casa falo com ela e digo que estava muito cansada para te pedir carona. Se você me dar licença preciso ir embora e descansar- falo saio logo em seguida, mas ele me puxa novamente e meu coração bate ainda mais rápido.
– Me solta Max!- falo alto o bastante, mas ele continua me segurando.
– Não até você entra naquela porcaria de carro!- grita ele.
– Não até você me solta!- grito tentando me larga, mas ele segura ainda mais forte meus braços. Ele me olha e logo desiste me soltando. Saio correndo e paro no meu armário percebendo vários rabiscos e palavras pinchadas nele.
" Cara de pau, desmaia em cima do nosso presidente!"
" Você é bem mentirosa!" " Invisivel! Saia logo da escola"
Não presto atenção, mas dentro de mim eu só queria chorar. Abro e pego minha mochila saindo da escola logo que passo pela porta.
(...)
Chego em casa e logo subo as escadas correndo e fechando a porta devagar para não chamar atenção. Deito na cama pegando o meu computador e vendo as fotos que tinha com os meus pais quando era pequena. Grande das fotos nos estávamos sorrindo, mas eu não sinto aquela alegria quando tirei a foto com eles, só sinto raiva de ter causado o acidente. Eu nunca deveria ter pedido para ir viajar no feriado, mas já é tarde para me impedir. Entro no banheiro pegando meu canivete que sempre fica na bolsinha de higiene bem no fundo. Eu já ia me cortar, quando escuto uma batida na porta e guardo o canivete logo em seguida. Saio do banheiro e abro a porta revelando um rosto sorridente.
– Oi querida! Soube que você não veio junto com Max, você já está bem? — pergunta ela sorridente, mas vendo minha tristeza.
– Eu estou bem. — minto, mas ela não percebe.
– Estou precisando fazer um doce que o Max adora, que tal você me ajuda?- pergunta ela sorrindo. Uma coisa que me deixa feliz além de me cortar, e doce. Concordo abrindo logo um sorriso. Desço as escadas e ela vem logo atrás. Entramos na cozinha e ela começou a me explica como fazia um bolo de chocolate. Começamos a conversa e a rir sobre a infância minha e de Max. Quando colocamos o bolo no forro, ela logo foi pega o álbum de foto de quando Max era pequeno. Max entra na cozinha seguido por uma pessoa desconhecida. Corro para trás da porta.
– Soube que você tem uma nova menina morando aqui. Ela é bonita?- pergunta uma voz grossa seguida por um risinho.
– É a Letícia, aquela invisível da nossa escola. Não sei nem porque minha mãe está adorando ela. Ela é tão chata. Hoje eu ofereci carona, e ela foi logo reclamando.- fala ele fazendo meu coração despedaçar.
– Nossa! Como você consegue viver com aquela infeliz? É aquela encenação de hoje de manhã? Ela desmaiou em cima do nosso presidente. Tá todo mundo falando isso na internet!- falo o mesmo rindo. Saio de trás da porta e corro até o quarto sem olhar para trás.
– Ohh querida! Acabei de achar na bagunça do armário. O que houve?- pergunta ela logo vindo na minha direção.
– Nada. Só senti uma leve tontura e vou subir para tomar um banho, mas quando o bolo estiver pronto, me chama e deixa pedaço para mim, Okay?- sorrio e subo antes de ouvir sua resposta. Entro no meu quarto o trancando e já abrindo a bolsinha de higiene para pegar o meu canivete. Entro no box e começo a me cortar. Esquecendo a dor e me lembrando da conversa lá embaixo, do acidente, do Bullying na escola quando não sabiam quem eu era, da infelicidade, de tudo que posso ser infeliz na minha vida. O que me leva a pergunta" quando as coisas vão finalmente acontecer para mim?"
Continua...
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