Bem, no dia seguinte, eu acordei com a mão direita ardendo, por causa: dos socos que eu dei no Malfoy (que ainda estavam ardendo) e por causa dos arranhões de Félix na noite anterior, assim que eu fui para o Salão Principal e que o pessoal viu a minha mão, Stew olhou e falou:

– Caramba Kath, você andou se autoflagelando? Hehehehehe.... — ele disse rindo da minha cara e todos foram na onda dele... (incluindo eu!)

– Ah não enche, Stew... isso foi o Félix ontem a noite! — eu falei, mostrando a minha mão. — Ele ficou puto comigo, por causa que eu esqueci de tirá-lo da gaiolinha dele... — eu falei, apoiando a cabeça na mão.

Aquele dia, a gente sabia que seríamos TODOS ou pelo menos metade da escola interrogados por Umbridge e que tínhamos os testes vocacionais com os nossos diretores. Isso tudo com as aulas, imagine como seria a correria...

Pelo menos a aula de DCAT, foi suspensa, pois Umbridge usaria as suas aulas para fazer a interrogação.

As aulas foram boas, até o momento que chegou a vez da turma da Sonserina passar pelo interrogatório, Umbridge começou pelos alunos do primeiro ano... tadinho de alguns... saíram chorando da sala dela.

Enquanto os alunos eram interrogados, eu e minha "gangue" (que um dia eu ia dar um nome pra gente...), ficamos conversando.

– Aff... essa gárgula deve estar usando a Maldição Cruciatus nos pivetes né?! — eu falei, quando um aluninho passou chorando por nós.

– Nem me diga... se algum familiar meu saísse chorando de lá, eu JURO que eu esganava essa maldita gárgula. — Stew falando, fazendo gestos de socar a cara de alguém (esse alguém seria a Umbridge).

A gente ficou conversando tão entretidos, que eu quase me esqueci de falar para meus amigos não aceitarem os chá que a megera com certeza ofereceria.

– Hey galera... Escutem: Não tomem o chá que a megera oferecer ok? Ou nada que ela venha oferecer: suco, chá, biscoitos... Nada! Por que estarão cheios de Veritasserum! — eu falei, olhando para a porta do escritório de Umbridge, que abriu e um outro aluninho saiu meio sem graça.

– Evans, você primeiro! — Umbridge me chamou de seu balcão com um sorriso e uma voz doce.

Eu olhei pro pessoal e subi, estava decidida a seguir a risca as ordens do livro e do filme e não iria aceitar nada que ela viesse a me oferecer, então ao chegar perto dela, não falei nada, simplesmente acenei com a cabeça um simples: (OI) e fui entrando no escritório (um tanto quanto conhecido por mim), com ela bufando atrás de mim.

– Aceita um pouco de chá? — ela perguntou, fechando a porta às nossas costas. — Querida? — ela disse isso com um sorriso TÃO forçado, que me deu até uma náuseas.

– Ahn... não, obrigada! — eu respondi educadamente.

– Ora... mais porque não? Eu mandei fazer um que segundo um elfo doméstico me disse, você gosta bastante! — ela falou, insistindo de novo. — Sente-se! — ela falou menos paciente.

– Não, obrigada, eu não gosto de chá! — eu falei, ainda paciente.

– Ah... mais eu faço questão que você prove este aqui, ele é muito bom e tem efeitos calmantes! — ela falou, ainda calma por fora, mas completamente furiosa por dentro.

– Profª Umbridge, eu já disse que não quero, obrigada! — eu falei, séria, mais ainda educada e paciente.

– Mais eu faço questão, de que você beba, Evans! — ela disse perigosamente.

Eu respirei fundo por um momento, tentando me acalmar, mas não deu muito certo, pois ela disse:

– Vamos lá, Evans, tome pelo menos um golinho, garanto que desse você vai gostar!

– A senhora é surda? Eu falei que NÃO... eu detesto chá, deu pra entender? — eu falei (mentindo é óbvio, adoro chá!), me estressando assim, só um "pouquinho"...

– Modos Evans, posso dar outra detenção para você por desacato à Alta Inquisidora da escola. — ela falou ficando séria.

– A senhora não pode e nem vai me obrigar a tomar essa porcaria! — eu falei séria e seca (estilo Snape).

– Você tem certeza disso, Evans? — ela perguntou meio que me ameaçando.

– Absoluta. — eu retruquei, sem desgrudar os olhos dela.

– Isso é o que veremos... — e dizendo isso, ela foi indo pegar a varinha dela, mas assim que ela chegou a encostar e a começar a puxar a varinha, a porta se abriu, e eu pude ver Snape ali, olhando pra dentro da sala, com uma cara do tipo: "me deve uma Evans!"

– Snape, o que você quer? — ela falou olhando pra ele, como se nada tivesse acontecido.

– Querendo saber como esta indo os interrogatórios. — ele disse, sem mostrar nenhuma emoção.

– Ótimo... estariam indo melhor, se você não estivesse atrapalhando o da Srta. Evans! — ela respondeu meio agressiva pra ele.

Ele encarou ela com um olhar tipo: "Se eu pudesse, eu lançaria um Avada Kedavra em você agora mesmo!" E com esse olhar ele saiu da sala.

Eu não pude deixar de sorrir com aquela cena, então, assim que ela se voltou pra mim, ela disse:

– Você não vai tomar o chá?

– Poxa vida... eu sempre achei mesmo que a senhora tinha algum problema, mas não tanto como agora! — eu falei em tom de deboche.

– Detenção, Evans! Na minha sala, hoje a noite, depois do jantar. — ela falou com um certo ar de triunfo (naquela hora, eu vi que aquele era o real motivo de ela ter insistido no chá e fiquei me odiando por causa de eu ter caído na armadilha dela....). — Diga-me, a senhorita ou os seus amigos estão fazendo alguma coisa que perante o Ministério da Magia não é legal? — ela falou, assim que viu a minha cara de quem tinha entendido a mensagem do chá.

– Não senhora e sério, a senhora acha mesmo que se eu estivesse eu iria falar para a senhora? Ora, por favor professora, use a cabeça! — eu respondi na maior naturalidade colocando o meu próprio dedo na cabeça, em um sinal claro para ela pensar, como se fosse realmente verdade e dando um sorriso de deboche.

– Ou você toma cuidado com o que você fala, Evans, ou... — ela falou.

– Ou se não o que? O que a senhora irá fazer? Lançar a Maldição Cruciatus em mim, e aqui? — eu a interrompi, levantando da cadeira e ficando frente a frente com ela.

– Nunca se sabe o que pode acontecer entre quatro paredes, Evans! — ela disse num tom ameaçadoramente perigoso.

– A senhora tem razão, mas se acontecer alguma coisa comigo, ou agora, ou depois, vai ter gente que vai ficar sabendo o que aconteceu, como aconteceu, porque aconteceu e o principal: quem fez. — eu ameacei ela também, só que um pouquinho mais assustadora que ela (eu tava começando a achar que esse lance da ligação com Voldemort, estava me ajudando para alguma coisa! hehehe...).

Umbridge ficou ali, de pé, sem falar nada por alguns instantes, como quem pensava na situação, depois disso, eu me sentei de novo e ela continuou andando de um lado para o outro o interrogatório inteiro, ela estava decidida a me fazer falar alguma coisa, e eu, pelo contrário: estava decidida a não falar nada, então assim que ela viu que eu não falaria nada mesmo, ela desistiu.

– Pode ir, Srta. Evans e não esqueça da nossa detenção.

Eu não falei nada, eu simplesmente peguei minha mochila e sai, assim que eu desci o último degrau da escada, ela chamou o Peter, ao cruzar com Peter, eu falei:

– Não toma o chá, e tenha calma! Boa sorte!

– Valeu! — ele falou e foi para a sala.

Ninguém estava esperando ninguém, então eu fui dar uma volta no jardim. mesmo porque eu tinha uma coisa que estava me tirando o sono, que eu queria tirar com o Jhon.

Assim que eu o encontrei, ele estava com a turminha dele, ou como a gente chamava: "The Blue Wall" (por causa do Quadribol).

– Huuuun... olha só a Evans... e aí Kath, como vai? — Boot perguntou rindo.

– Muito bem, obrigada. Jhon, posso falar com você rapidinho? — eu disse, olhando para Jhon e ignorando os moleques.

– Ah, qual é, Kath, não precisa ser tão séria e brava... — Rogério Davies falou, rindo e indo por mão no meu ombro.

Sinceramente, eu não teria ligado, mas sei lá... alguma coisa em mim naquele momento, fez com que eu agisse desse jeito: antes de ele tocar em mim, eu segurei no pulso dele e falei:

– Encoste um dedo em mim, que você vai se arrepender pro resto da vida, Davies!

Assim que eu sai de perto dos meninos, todos com cara de assustados, com Jhon ao meu lado, eu falei:

– Ahnnnn.... foi mal, John... não sei o que deu em mim pra ter agido daquele jeito... Fala isso pro Roger... — eu disse meio sem graça.

– Iiiiih... não esquenta, ele tava merecendo... ele é muito folgado! — Jhon disse colocando a mão no meu ombro e sorrindo. — Mas o que você queria falar comigo? — ele disse parando de costas para o sol que tinha, me fazendo ficar bem de frente para o mesmo.

Como o Sol estava muito forte, eu tive que ficar meio que de olho fechado... uma situação terrivelmente horrível, pois você não conseguia enxergar a pessoa direito.

– Ah, sim... Então, lembra quando eu falei que a gente era quase-primos? — eu falei, "olhando" pra ele.

– Lembro, o que tem? — ele falou meio sem entender.

– Então... você me disse que você mora com o Voldemort... sério mesmo? — eu perguntei chocada e conseguindo olhar pra ele.

– Aaaaaah... — ele disse e começou a rir.

– Que foi, qual é a graça? — eu perguntei sem entender.

– Não... foi só modo de falar! — ele disse rindo. — É que como eu moro na mansão dos Malfoy, o "tio" Tom faz as reuniões nos finais de semana lá, então... querendo ou não, ele "fica" lá nesses dias! — Jhon falou, parando de rir, mas não de sorrir.

– Aaaaah, agora eu entendi... — eu falei entendendo realmente o que era. — Mas você chama ele de tio... você não tem mesmo algum parentesco? Não é? — eu perguntei, meio assustada.

– Nãããão... é só pra brincar com ele! — Jhon respondeu meio rindo. — Ao contrário do que todos falam, ele é uma "pessoa"... "legal" — ele disse fazendo o gesto das aspas mesmo, e piscando pra mim.

– Saquei! — eu falei rindo. — E você e a Belatriz? — eu perguntei, falando o nome da Bella, com um certo nojo e desprezo.

– Bem... eu ela somos realmente parentes... ela é minha tia, assim como o Lúcio e a Narcisa, mulher dele. — ele falou, olhando para os lados.

– O QUÊ? — eu quase gritei. — Você é sobrinho dos Malfoy e dos Lestrange? — eu perguntei chocada.

– Sim, minha mãe é irmã de Bella e Ciça, minha mãe é uma Black, e meu pai, bem... Meu pai é irmão do pai do Olívio Wood. — ele falou, meio que sussurrando.

– Mas você não tem o Black... — eu parei, olhando pra ele com cara de quem já tinha entendido.

– Exatamente isso que você está pensando, o "B" no meio do meu nome, é de Black, para não ter problemas na escola e nos outros locais. — Jhon falou pra mim, levantando as sobrancelhas.

– Entendi... tadinho de você! — eu falei, apoiando uma mão no ombro dele. — Eu acho! — eu completei, ao ver a cara dele de: "tadinho porquê? Eu não tenho problemas nenhum com isso!"

E então, depois disso, começamos a rir... e pudemos ver que os amigos de Jhon estavam subindo para o castelo e fizeram um gesto para que a gente também fosse.

Fomos indo para o castelo, pois tivemos aula de História da Magia, com o professor Binns... gente... a aula é realmente MUITO chata e cansativa, você olhava assim pra sala de aula e não via UM aluno se quer lendo o que estava na lousa (com exceção de Hermione é claro). Harry estava escrevendo outra coisa em seu caderno; Rony estava dormindo; Eu estava conversando com Peter, Cass e Ann, Jhon e os meninos (do outro lado da sala, junto com Malfoy e a sua "trupe"), estavam conversando entre si (Jhon com seus amigos e Malfoy com os dele).

Juro, que teve uma hora ali, que eu pesquei legal, e como eu nunca tenho sorte, o professor veio até a minha mesa.

– Muito bem, Srta. Evans, vejo que a senhorita está prestando muita atenção à minha aula... pois bem, me responda: Qual foi a bruxa que se deixou apanhar pela Alta Inquisição na Idade Média? — ele perguntou, ficando de frente pra mim (o que era meio difícil saber, pois ele é um fantasma e como a sala estava muito clara, mal podíamos ver o professor direito).

– Foi Mary — A Esquisitona, não foi? — eu respondi meio que na dúvida.

– Bem, a senhorita acertou, apenas o apelido dela. Cinco pontos para a Sonserina. — ele falou e se mandou.

– Eu não acredito... como você consegue mesmo errando se dar bem? — Peter falou indignado ao meu lado.

– Ah... sei lá... talvéz seja por causa do meu charme! — eu respondi rindo e dando uma piscadinha!

Bem, depois disso, eu só vi Harry sair da sala passando mal, com Edwiges na mão, sabia quem tinha provocado aquilo, mais fiquei na minha.

Não aguentei muito tempo acordada, então eu dormi de novo... fiz parceria com Rony nesse "quesito" de estudo.

Acordei com Peter quase me batendo dizendo desesperado:

– Anda, Kath! É aula com o Snape, e a gente já está atrasado!

Assim que ele falou de quem era a próxima aula, eu sai correndo, com ele atrás de mim. Logo que chegamos nas masmorras, a turma já tinha entrado, deu pra ver a capa de um aluno da Corvinal entrar, assim que Peter e eu entramos, Snape estava de costas para a entrada, mas mesmo assim ele falou sem se virar:

– Estão atrasados.

Eu olhei pra Peter, pois só tinha um lugar onde costumávamos sentar, e só tinha outro, um pouco (quase colado na escrivaninha de Snape) a frente vago. Peter fez menção de ir para aquele lugar da frente, mas eu não podia deixar ele lá, então eu fui primeiro.

Assim que eu sentei ao lado de umas meninas da Lufa-Lufa, que eu não sei o nome... apareceu um bilhete na minha mesa, assim que eu abri, vi que era de Malfoy dizendo:

"Espero sinceramente que você caia da vassoura no jogo contra a Corvinal, Evans!"

Logo que eu terminei de ler, eu olhei para Draco, que estava na bancada ao lado, ele estava me encarando muito sério e deu um sorrisinho típico dele. Então eu escrevi de volta e mandei:

"Obrigada, Malfoy... mas seu eu cair da vassoura, a Sonserina vai perder, e daí, a culpa será sua, pois eu mostrarei esse bilhete, que eu acabei de fazer uma cópia!"

Assim que chegou na mesa dele, que ele leu aquilo, ele entrou em choque e ficou me encarando muito feio.

– Evans! Se você se acha tão esperta a ponto de não prestar atenção no que eu estou falando, me diga: quais são os ingredientes para o preparo correto dessa poção fortificante? — Snape perguntou parado e apoiado bem na minha frente.

Eu não respondi direito, estava pensando, eu sabia que eu sabia a resposta, mais não assim de bate-e-pronto, então enquanto eu estava pensando, Snape se endireitou e falou, olhando pra mim com desprezo e deboche:

– Menos dez pontos para a Sonserina.

Nem vi da onde surgiu aquilo, mas só vi que alguém me atacou um estojo na cabeça com muita força, (aliás, acho que tinha um alvo atrás da minha cabeça, porque virou hábito atacarem coisas em mim, e mais precisamente na minha cabeça!) assim que eu olhei para trás (sentido de que veio o estojo), eu vi a Ann com a maior cara feia, me encarando, quando eu ia revidar e jogar de volta aquela porcaria que me acertou, Snape falou de sua escrivaninha:

– Não se atreva Evans, a não ser que você queira mais uma detenção para a sua coleção.

Por um momento, eu pensei: "ah, beleza, eu já tenho várias mesmo, o que vai ser mais uma?" mas depois eu pensei melhor e abaixei a mão, mas resmunguei em pensamento: "Seboso!" assim que eu fui olhar para a lousa, para copiar o que estava escrito, eu notei que Snape estava olhando pra mim sério.

Assim que bateu o sinal para o almoço, eu estava junto com Peter e os outros (já tinha devolvido o estojo a Ann, mas eu prometi pra ela, que dá próxima eu arremesso de onde eu estiver, sem medo de errar, ou melhor de acertar!), quando de lá da frente, Snape fala sem olhar para nós:

– Você fica Evans.

– Mas porquê? Eu não fiz nada, senhor! — eu falei indignada.

Assim que eu falei aquilo, ele me olhou com o mesmo olhar de antes e então eu me virei para Peter e as meninas e disse:

– Melhor vocês irem... eu vou ficar, encontro vocês daqui a pouco!

Assim que todos saíram, a porta bateu, e eu sabia que agora Snape tava olhando pra mim, então eu me virei de frente, para poder encará-lo também.

– Venha até aqui. Agora. — ele falou mansa e calmamente me encarando nos olhos com a mesma fúria, sem dar sinal de abrandamento.

Assim que eu cheguei perto da escrivaninha ele se inclinou pra frente, se apoiando com os ante-braços na escrivaninha e falando:

– O que você falou, assim que você baixou o braço?

– Como? Eu não falei nada! — eu respondi, sem entender.

– Não minta para mim, Evans. — ele sussurrou perigosamente. — Eu sei que você falou alguma coisa.

Assim que ele falou isso, eu sabia que ele sabia que eu tinha xingado ele de um apelido que ele simplesmente odiava mais que tudo na vida (depois de Harry e do tio James, é claro!).

Mas eu não falei nem que sim nem que não, simplesmente baixei os meus olhos (que até então estavam sendo a sustentação daquela conversa) para os papéis que ele estava analisando.

– Foi o que pensei. Se você repetir isso, mais uma vez, por mais que seja em pensamentos, eu juro... preste muita atenção Evans, eu juro que deixo você de detenção pelo resto do ano. — ele falou, se levantando e saindo de trás da escrivaninha (e eu como tinha um apreço muito grande pela minha vida, fui dando passos para trás, conforme ele avançava pra cima de mim). — Agora, saia daqui e não repita isso nunca mais nem para você e muito menos para outra pessoa.

Assim que ele terminou de falar isso, eu sai sem me virar de costas para ele até que eu cheguei no corredor (o medo era tanto, que toda hora eu olhava por cima do ombro, pra ver e ter a certeza de que ele não estava vindo atrás de mim).

Como eu estava olhando para trás, e correndo, não vi Jhon na minha frente, então foi só o tempo de virar para frente e bater nele, como ele também estava correndo, nós dois batemos e caímos para trás, assim que a gente "voltou" ao normal, um olhou pra cara do outro e começou a rir.

– Vai tirar o pai da forca, Jhon? — eu falei me levantando rindo.

– Eu? Mais ou menos. E você Kath? — ele perguntou também rindo e se levantando.

– "Fugindo" do Snape. — eu falei, e com isso eu dei mais uma olhada para trás, para ter a certeza de que ele não estava vindo. — Vamos para o Salão Principal? Me sentiria muito mais segura ali! — eu falei e comecei a andar em direção ao Salão.

Assim que chegamos, a escola inteira estava lá, então eu falei brincando pro Jhon, que tava do meu lado rindo:

– Daqui a pouco, vão achar que a gente ta tendo algum caso... Já reparou que a gente na grande maioria das vezes entra sempre juntos?

– Né? Bom, então é melhor eu ir para o meu canto, antes que Peter comece a me odiar e antes que... — ele falou, mais eu o interrompi:

– Antes que a Luna também comece a me detestar? — eu falei rindo, e cada um foi para o seu canto.

Assim que eu sentei no banco, da mesa, ao lado de Peter, este veio falando meio enciumado:

– Não tô gostando de ver você toda hora com o Wood, sabia?

– Sério? Que pena... pois ele é meu amigo, Peter, e você sabe disso! — eu respondi meio séria e ofendida pelo tom com o qual ele falou.

Depois disso, o almoço foi um tanto quanto silencioso de mais para o meu gosto.

Assim que acabamos, fomos para a aula da Minerva, ela ia ensinar pra gente como "ser" um animago!

Chegando na sala, Minerva já estava lá (é claro!). Daí sentou todo mundo junto, igual nas masmorras... com um pequeno detalhe: Harry, Rony e Mione, foram para a frente, e eu, Peter, Cass, Ann, Jhon, Boot e Miguel Corner, ficamos no fundão mesmo. (tinha menos claridade e Malfoy não enchia muito o saco, de quem estava lá trás).

Depois da aula da Minerva, tínhamos: noção o suficiente para querer nos transformar em animagos, ilegais é ÓBVIO. E tínhamos que ir na sala do nosso Diretor, para fazer o teste vocacional.

Assim que chegamos, Flint, Milla e Stew já estavam lá esperando para poderem entrar.

– Opa... que bom que você tá aqui Kath! — Stew falou, ao me ver.

– E por quê? — eu perguntei, assim que eu cheguei na porta da sala de Snape.

– Porque você vai ser a primeira a fazer o teste! — ele falou, rindo.

– Ha,ha,ha... muito engraçado, Stew... dessa vez, vocês vão primeiro, eu vou ser a última. — eu falei olhando feio pra ele, e pondo um ponto final naquela história.

Assim como eu tinha falado, todos foram primeiro que eu, eu fui a última aluna da Sonserina do quinto a fazer o teste, todos estariam me esperando no jardim, perto da cabana do Hagrid, onde seriam as próximas duas aulas.

Logo que eu entrei e eu fechei a porta (dessa vez Snape não se deu o trabalho de fechá-la), Snape falou, simplesmente levantando os olhos de suas anotações:

– Achei que você não viria.

– Estou aqui. — eu falei, sem saber o que falar ao certo.

Snape indicou uma cadeira enfrente a sua mesa com a varinha, para eu sentar.

Por mais que ele devia estar furioso comigo, pelo o que eu fiz e "falei", ele me encarava com uma certa curiosidade no rosto, sei lá... ele estava diferente do que ele estava de manhã comigo.

Assim que eu sentei, ele que estava me encarando, voltou sua atenção para os papéis em suas mãos e disse:

– Bem, você é uma boa aluna, Evans, igual a sua mãe... obteve nota máxima em todas as provas... agora só falta você decidir o que você vai querer ser, quando sair de Hogwarts.

– Ser Comensal da Morte não está nas opções não é? — eu falei rindo, mas assim que eu vi o choque de minhas palavras em seu rosto, eu fui logo acrescentando antes que ele pudesse falar alguma coisa: — Brincadeira... então, senhor... Eu queria saber se eu tenho condições de ser uma auror. — eu disse, realmente entusiasmada com a idéia.

Snape ainda chocado com a minha brincadeira, olhou melhor as anotações e depois disse, me encarando sério, mas com aquele mesmo ar de curiosidade no rosto de que quando eu entrei:

– Sim. Você teve excelentes notas em todas as matérias necessárias, se fosse nos NOM's para poder ser uma auror.

Quando eu ouvi aquilo, eu abri um grande e enorme sorriso e meus olhos brilhavam (pois dava para sentir...).

– Sério mesmo, professor? — eu não consegui falar nada além disso.

– Eu tenho cara de quem está brincando, Evans? — ele perguntou, ainda olhando pra mim sério, mas com o mesmo ar de quando eu entrei.

– Desculpe, lógico que não! — eu falei um pouco sem graça, mas sem desviar os olhos dele e sem perder todo o entusiasmo.

– Tsc, tsc... muito bem então... pode sair. — e dizendo isso, ele voltou a sua atenção para os papéis.

– Obrigada senhor! Até o jantar. — eu falei, me levantando e indo para a porta.

Quando eu estava chegando na porta, coisa de cinco passos, Snape falou de seu lugar me encarando, com um levíssimo sorriso, quase imperceptível para olhos desatentos.

– Sua mãe ficaria orgulhosa de sua escolha, Evans. Ela também era auror e gostaria que sua filha ou filho, fosse um também.

– Ahn... é...eu... — eu gaguejei.

– Entendi tudo. — ele falou, olhando sério para mim, mais com um sorrisinho de canto, que só ele (nos livros) e o Alan Rickman (nos filmes) sabia dar. — Aproposito, Evans: parabéns por mais uma detenção com a Umbridge. — ele falou fazendo um não de decepção com a cabeça.

Mediante àquilo, não consegui responder nada e simplesmente fiquei vermelha de vergonha e levantei um ombro como quem queria dizer: "Fazer o que? Ela me provocou!", mas antes de sair, me lembrei que naquele mesmo dia teria outra detenção com ele, e então eu perguntei:

– Mas senhor... Hoje eu tenho outra detenção com o senhor... Como fica se eu tenho duas detenções no mesmo horário?

– Eu vejo isso depois Evans. — ele falou sério me olhando nos olhos.

– Tudo bem então senhor... Até mais! — e com isso, sai da sala, meio que igual a Luna, "pulando".

As aulas de Trato das Criaturas Mágicas, até que foram legais... nós vimos bêbes unicórnios... muito fofos... Eles eram realmente bem branquinhos, como se fossem neve... eles tinham a aparência exata de cavalos, a única diferença é que eles tinha um chifre no meio da "testa", do contrário, eles passavam por cavalos assim... sem nenhum problema.

O jantar foi sossegado, mais em compensação a detenção com a Gárgula...

– Está pronta para mais uma sessão de detenção, Evans? — ela perguntou, assim que eu entrei naquela sala horrorosa dela.

Não respondi, estava mais que decidida a não retrucar nada, para não levar mais uma detenção.

Eu já estava na trigésima quinta frase; "Não devo enfrentar a professora.", quando ela diz:

– Você conseguiu bater o recorde de detenção de sua própria mãe, Evans! Você deve estar orgulhosa de ser pior que a sua mãe não está? — e com isso ela deu um sorrisinho bem sínico... (imaginem um sorriso sínico... multipliquem por 100.... era o dela!), assim que eu vi, aquele sorrisinho, eu que tinha ido sem nada, pois eu já sabia o que me aguardava, simplesmente levantei da mesa e saí da sala, batendo a porta ao sair. Ela com certeza veio atrás de mim e eu, como andava rápido, parecia que eu estava: voando. (anos de estudo com o mestre nesse quesito: Snape).

Fui direto para o escritório de Dumbledore, assim que eu entrei, nem bati nem nada, simplesmente entrei e falei:

– Senhor, desculpe, mas eu tenho que lhe contar, o que a Profª Umbridge faz com os alunos em detenção. — e dizendo isso, eu mostrei minha mão em carne-viva.

Na hora que Dumbledore olhou para a minha mão, Umbridge entrou na sala afobada.

– Isso é uma armadilha, Alvo, eu jamais faria isso com um aluno! — ela falou assim que entrou na sala.

– Mentira... quer ver como é mentira? Chama o Harry, o Jhon e o Thomas aqui, para o senhor ver, como eu não estou mentindo! — eu falei desesperada, olhando atordoada para Dumbledore e dele para Umbridge.

Se eu falar, que demorou dez minutos, foi muito, porque na hora que Umbridge falou que eu estava mentindo e que eu devia ser expulsa da escola, que eu fui pra cima dela, com intenção de esganá-la, eu só sinto alguma coisa me prendendo, invisivelmente, quando eu olho por cima do ombro, vejo Snape com sua varinha apontada pra mim, e na hora que eu vi ele ali, me deu tanta raiva, que eu não sei se ele deixou, se Dumbledore quebrou o feitiço ou se fui eu... só sei que a raiva foi tanta, que eu consegui me soltar, e ao invés de ir pra cima de Umbridge, eu fui sentido Snape, (uma vez que a porta estava logo atrás dele), eu simplesmente desviei e sai do escritório, deixando por onde eu passasse um rastro de fogo marcando o chão. (literalmente falando)

Assim que eu saí da sala do Dumbledore, e estava voltando para a Sala Comunal da Sonserina, eu ouço vozes: três de menino e uma de menina, e para a minha surpresa eram as vozes de: Malfoy, Crabbe e Goyle e a voz da Luna.

– Deixa de ser criança, sua maluca, lute! — Malfoy disse.

– Não, eu não gosto de lutar, poderia me devolver por gentileza os meus livros? — Luna falou naquela mesma voz que ela tinha.

– Mais é claro que não Di-Lua! — Malfoy falou e todos (exceto eu e Luna), caíram na gargalhada.

Assim que eu ouvi Luna meio que recuando, eu fui direto pra cima de Malfoy, mas dessa vez como uma perfeita auror:

– Estupefaça!– eu gritei, e Malfoy voou longe.

Assim que Crabbe e Goyle vieram pra cima de mim, eu gritei:

– Incarcerous!

E ambos foram amarrados juntos por uma corda conjurada.

Agarrei no braço de Luna e falei, puxando-a:

– Vem comigo, Luna!

Estávamos correndo pelos corredores, estava decidida a deixá-la sã e salva na torre da Corvinal, assim que chegamos, ela falou:

– Obrigada Kath!

– Me agradece depois, Luna, agora entre e não saia mais, ok? — eu falei sorrindo e piscando.

Fiquei lá, até ver que ela realmente entrou na sala, depois eu fui para as masmorras, chegando lá, Malfoy e seus capangas estavam me esperando na porta de entrada da sala comunal.

– Agora você tá ferrada, Evans! — e ao falar isso, um brilho maligno transcorreu seus olhos.

Nem vi da onde eles vieram, mas só sei que quando eu vi, Draco, Crabbe e Goyle estavam me atacando com feitiços, quando eu já estava no chão, sem condições de revidar (pra vocês terem uma ideia de como eu estava: eu não tinha forças para pegar a varinha, que estava no cós do meu jeans...), Malfoy foi bem perto de mim, e no que ele ía falar alguma coisa, eu dei um chute em suas partes baixas, mas ao fazer isso, recebi um golpe que simulava um soco, com alguma coisa cortante, pois meu rosto do lado direito ficou machucado. Depois disso, Malfoy se recuperou (sentindo dor é verdade, mas ele estava lá, de novo), só foi tempo de eu ver um clarão vermelho e sentir por todo o meu corpo, como se estivem perfurando-o com várias espadas, e eu me contorcendo ali no chão, sozinha, apenas com eles, quando eu achei que eu não ía mais aguentar, eu sinto que as dores pararam, no que eu consigo "abrir" os olhos (a dor era tanta que eu mal podia fazer isso), vi alguém ali de preto na minha frente, depois disso, eu desmaiei, e fui acordar dois dias depois na enfermaria, com o meu pulso ainda enfaixado e com uns curativos no rosto e no outro braço e na mão direita.