Um Sonho Realizado - 5º ano
23 Capitulo 23
– Ora, a Bela Adormecida resolveu acordar! Que bom! Boa tarde, Srta. Evans! — Madame Ponfrey disse, sentada nos pés da minha cama, sorrindo bondosamente.
– Boa tarde... — eu falei, tentando me sentar, mais uma terrível dor: nas costas, na cabeça e no pulso ainda machucado, me fizeram soltar um gemido de dor.
– Fique deitada, Evans, a sua tortura foi realmente muito intensa! — ela falou, deixando de sorrir, mas nem por isso, deixando de ser bondosa ao falar.
– Como eu vim parar... aqui — eu gaguejei um pouco, por causa de uma pontada nas costas.
– Bem, te encontraram no corredor das masmorras desmaiada e resolveram te trazer aqui, aparentemente, quem lhe fez isso saiu correndo quando ouviu os passos do seu salvador vindo. — ela falou olhando para a janela ao lado da minha cama.
– Mais quem foi que me trouxe? — eu perguntei, prestando atenção em cada linha de seu rosto.
– Não me lembro direito, eu não estava aqui na ala da enfermaria, quando te trouxeram, estava em meu escritório, mas quando eu apareci, só tinha o Prof° Dumbledore, junto com você. — ela falou, sua expressão ficando um pouco dura de mais, para quem fala com um doente.
– Foi o Malfoy... Madame Ponfrey, a senhora poderia chamar ou o Prof° Snape ou o Prof° Dumbledore, por... — uma pontada nas costas, me fez fazer uma pausa para respirar e depois eu continuei soltando o ar, e falando ao mesmo tempo — Por favor?!
– Não acho bom chamá-los hoje, agora, Evans! — ela falou séria. — Chamarei amanhã, ou assim que você melhorar! — e dizendo isso, ela foi até a mesinha de cabeceira ao lado da minha cama e pegando um frasco de remédio disse — Beba isso e durma.
Tomei o remédio (ele não era nenhum suco de abóbora, porém não era tão ruim quanto aquele que o Harry tomou, para fazer os ossos de seu braço voltarem), e assim que eu tomei, eu agradeci em pensamento, pois foi eu tomar o dito remédio, e as dores pararam imediatamente, porém após eu tomar, apaguei imediata e completamente. (parecia uma bêbada, que não podia ficar quieta por um minuto que dormia).
No dia seguinte, eu acordei com uma certa algazarra ao lado da minha cama, assim que eu virei para o lado, vi Jhon na cama ao meu lado esquerdo um tanto quanto "pior" que eu... todo enfaixado, assim que eu vi Boot, Miguel Corner e Roger ali, eu perguntei (ainda meio ensonada por causa do remédio):
– O que houve com ele, Boot?
– Perseguição ao Malfoy de vassoura, Malfoy teve sorte de cair no Lago Negro, enquanto Wood caiu no hall de entrada! — Boot falou, fazendo uma careta, quando ele falou onde Jhon tinha caído.
– Aff... ele ta bem? Por que eles estava em perseguição? — eu perguntei meio preocupada... (afinal de contas, ele era quase que um parente e o principal: meu amigo...)
– Porque houve um rumor de que foi Malfoy que fez isso com você! — Roger respondeu meio que longe de mim... imagino que por causa do que houve no outro dia. (não o culpo por isso...)
Eu não falei nada, simplesmente virei para o outro lado e depois de um tempo eu falei: "tinha que ser um Black!" E capotei de novo, o remédio ao mesmo tempo que era bom para as dores pararem, era muito forte, o que fazia com que eu capotasse muito rápido... (rápido até de mais, pro meu gosto!)
Depois de dias na enfermaria, com dores nas costas e nas pernas (a da cabeça graças à Merlim tinha passado), eu vi Jhon se recuperando bem, então ele já tinha tirado as faixas e já estava podendo conversar.
– Olá, seu dorminhoco! — eu brinquei com ele, assim que ele acordou sem as bandagens.
– Ah, oi Kath! — ele falou, parecendo meio dolorido. — Como você está? — ele perguntou olhando pra mim de sua cama.
– Ah, tirando umas dores nas costas e nas pernas, eu tô beeem melhor! E você? Você teve um tombo meio feio hein?! Hehehehe — eu disse, dando uma leve risada, não podia rir muito, porque se não minhas costas me avisavam que elas estavam em recuperação.
– Culpa do Malfoy, aquele nojento! — Jhon falou com uma cara de raiva... — Mais que bom que você tá bem, Kath! — ele completou, voltando para a sua fisionomia normal: bondosa, alegre, inteligente, calma e um pouquinho irônica.
No dia seguinte, Madame Ponfrey me deixou sair, e voltar para as minhas atividades normais, porém com uma condição: a qualquer vestígio de dor, eu ir procurá-la imediatamente, sem hesitar... (lógico que eu falei que sim, porém só iria procurá-la mesmo, se a dor fosse muito forte e intensa).
Como ela me dispensou, faltavam alguns minutos para o final da aula de História da Magia, nem me dei o trabalho de ir para a sala, então eu fui para o domitório pegar as minhas coisas. Assim que abri a porta, nem sei da onde ele surgiu, mais quando eu vi, Félix já estava em cima de mim, (tudo bem que ele tinha me machucado pacas antes de eu ir parar na enfermaria, mais depois daquele dia, eu fiquei mais ou menos umas duas semanas na ala-hospitalar...), então ele devia estar com saudades.
Eu fiquei "matando" o tempo, de baixo da árvore em que minha mãe ficava, quando estava em Hogwarts (conforme eu tinha visto nos pensamentos do Snape...), com a tia Lílian, o tio James, o Sirius, o Lupin, o Rabicho e mais alguns rapazes da sonserina... aliás... que eu não sabia quem eram, mais deduzi que deviam ser amigos de minha mãe, pois eles só estavam lá, quando James e os outros não estavam por perto.
Depois de mais ou menos uns vinte minutos, ouço alguém bem de longe gritando:
– KATH! VOCÊ VOLTOU! — era Cass, vindo correndo ao meu encontro, seguida de perto por Peter e os outros.
Assim que eu levantei, Peter já veio me abraçar (muito fofo... ele disse que tava morrendo de saudades de mim!!!), depois vieram os outros, quando chegou na vez de Ann, ela me abraçou e começou a chorar no meu ombro, dizendo:
– Desculpe, pelo estojo Kath... eu não queria... — e nisso ela não conseguiu falar mais nada e começou a chorar.
– Hei, relaxa Ann... eu tô bem! E outra, a culpa não foi sua, aliás, você não teve nada a ver com o que a anta do Malfoy fez... — eu falei tentando acalmá-la.
Depois disso, fomos almoçar, assim que entramos no Salão Principal, Snape me olhou com um certo sorrisinho de canto no rosto, e eu, como tinha percebido, acenei com a cabeça um "OI" e fui me sentar com o pessoal.
– Caracas, que bom que você tá bem, Kath... estávamos preocupados com você! — Flint falou, assim que ele voltou das aulas de Herbologia dele.
– É... eu prometi para mim mesmo que a primeira oportunidade que der, eu vou matar o Malfoy! — Stew disse, olhando com um certo ódio para Malfoy.
Ficamos conversando sobre várias coisas, principalmente em como fazer Malfoy pagar pelo o que ele tinha feito.
Depois do almoço, tivemos as últimas aulas com a Umbridge (era realmente o que eu estava precisando para "melhorar" de vez!), assim que eu entrei, naquele mesmo esquema de duplas: Eu e Peter; Cass e Ann; Jhon e Boot; Harry e Rony; Hermione e Susana Bones e Corner e Justino... Bem, depois que sentamos, ficamos conversando, Harry, Rony e Hermione, ficaram felizes em me ver ali, junto com eles.
– Poxa vida, Kath, que bom que você voltou! — Rony falou todo entusiasmado.
– Será mesmo, Sr. Weasley? — Umbridge falou, aparecendo de seu escritório, na frente da sala.
Assim que ela falou, todos se calaram imediatamente.
– E por que não ficaríamos felizes em tê-la de volta, professora? — Jhon falou meio sério, porém calmo.
Umbridge não respondeu, apenas encarou Jhon com um certo desprezo no olhar.
– Bem, hoje vamos continuar com a matéria que estávamos vendo nas aulas passadas. Srta. Evans, depois você venha até aqui, para eu te falar o que a senhorita perdeu. — ela falou, com um sorrisinho sinistro nos lábios.
– Professora, a senhora ainda não respondeu a minha pergunta! — Jhon falou ainda paciente, não apenas levantando a mão, e sim ele inteiro.
– Não é da sua conta, Sr. Wood, era só um cometário, sem perguntas e respostas! — ela falou, em tom meigo e sorridente, porém com um olhar um pouco (muito) assassino.
– Como é que... — Jhon começou, mais Boot o puxou pelo colarinho da camisa, sussurrando:
– Mais que merda, Jhon, quer sentar e ficar quieto pombas!?
Umbridge naturalmente percebeu a reação de Boot e então ela soltou o comentário infame:
– Que bom que e o senhor tem amigos sensatos para ajudá-lo Sr. Wood!
– Ou se não o que? — eu me meti na conversa, louca para revidar o primeiro comentário dela sobre a minha volta.
– Não estou falando com a senhorita, Srta. Evans, cale-se ou se não a senhorita terá que se retirar da sala, junto com uma advertência. — Umbridge falou começando a se alterar.
– ÓTIMO! — eu falei, e nisso peguei minhas coisas e sai da sala, sem esperar nada nem ninguém.
Quando eu vi: Peter, Cass, Ann, Jhon, Boot, Harry, Rony e Corner estavam junto comigo, todos realmente muito felizes e zangados ao mesmo tempo.
– Hei, para onde estamos indo Kath? — Harry perguntou.
– Para a sala do Dumbledore. — eu respondi sem olhar para trás e P da vida.
Assim que chegamos lá, Dumbledore estava com a porta aberta, então não precisamos bater. Logo que entramos, eu já fui falando:
– Desculpe interromper, diretor, mas estamos aqui... quer dizer: estou aqui, para reclamar...
– Mais uma vez da Profª Umbridge, não é mesmo, Srta. Evans? — Dumbledore me interrompeu, me fitando com seus olhinhos azuis por cima de seus oculozinhos de meia-lua.
– A culpa não é minha se ela não sabe dar aula direito e se ela me odeia! — eu falei calma, porém séria.
– É verdade, Prof° Dumbledore, Kath tem razão! — uma voz falou logo atrás da gente, vindo da porta.
Assim que a gente se virou para olhar quem era, vimos Hermione entrando na sala, e parando ao meu lado, olhando para Dumbledore, séria.
Com a palavra de Hermione e a confirmação de todos ali, Dumbledore não pode fingir que acreditou... ele realmente acreditou.
– Eu sei que não e o que acontece, mas eu sinto muito não poder interferir, é preferível vocês "aguentarem" ela como sua professora do que como sua diretora não acham? — ele disse, nos olhando por cima dos oculozinhos dele.
Todo mundo se entreolhou, mais eu e Peter, parecia que a gente tava conversando por olhar, então logo depois disso, Dumbledore dispensou a gente.
– Hei... o que a gente vai fazer agora? — Rony falou olhando pra todos, assim que saímos do escritório do Dumbledore.
– Vocês eu não sei, mais eu vou estudar! — Hermione disse saindo e indo (provavelmente) para a biblioteca.
Todos olharam para Hermione... ou melhor: para as suas costas. Depois que ela saiu, Rony voltou a dizer:
– Bem, tirando ela... o que a gente vai fazer? Temos três tempos livres!
– Eu tenho uma ideia, Rony: que tal a gente ir lá pra fora, aproveitar que está esse tempo gostoso? — eu falei, olhando para a janela ali perto.
A tarde estava muito gostosa: estava sol, sem vento, apenas uma leve brisa, sem nuvens... enfim: estava um dia perfeito!
– Ah, por mim tá ótimo! — Peter falou, indo pra perto de mim, e passando o braço pela minha cintura, porém como se tivesse alguém ou alguma coisa nos afastando um do outro, nos obrigou a ficar no máximo uns vinte centímetros um do outro.
– Coisas da Gárgula. — todos falamos juntos, olhando um para a cara do outro e caindo na risada.
– Bem, mas e então, quem topa? — Rony perguntou.
Todos ali concordaram, e então fomos para os jardins, eu e Peter, conseguimos ficar de mãos dadas, pelo menos nos corredores.
Chegando lá, eu não lembro muito bem o que aconteceu, mais foi alguma coisa do tipo: Rony ficou tirando o sarro de Jhon e Boot por alguma coisa e foi só o tempo de ver os quatro (pois Harry entrou no meio também), saírem correndo, um fugindo do outro... foi bem engraçado. Enquanto eles estavam ali... brincando, eu, Peter, Cass, Ann e Corner nos sentamos na margem do Lago Negro (aliás... lá era o melhor lugar para você ficar e relaxar, ou sozinho ou acompanhada...). Então ficamos lá, Peter encostado no tronco da árvore e eu, deitada ali na frente dele, encostada no peito dele, Ann encostada na pedra que tinha ali, Cass sentada mais na beira do lago, mas virada para a entrada do castelo, e Corner deitadão no chão, "tomando" sol. Depois de uns bons quinze minutos, as quatro "crianças" voltaram e se jogaram tudo no chão e quase um em cima do outro: Jhon e Boot, caíram ao lado de Miguel, e Harry e Rony ficaram um pouco mais ao lado deles mais em baixo da sombra da árvore, paralelos à Cass.
– Ah, você continua não sendo de nada, Wood! — Rony continuou a provocar Jhon, que estava tentando voltar a respirar normalmente.
– Não é? Espera só para você ver se eu sou ou não de nada, Weasley. — Jhon disse meio ofegante, olhando para Rony.
Ficamos lá, até a hora de irmos jantar, então quando chegou a hora, fomos para o Salão Principal chegando lá: Umbridge olhou todos nós dos pés à cabeça com um olhar do tipo "vocês me pagam, esperem para ver!"
O jantar foi muito calmo, quando estávamos quase acabando, Gina veio até a mesa e falou ao meu ouvido, com medo que Malfoy ou alguém que não fosse a minha turminha ouvisse:
– Kath, a reunião da AD, vai ser depois de amanhã, depois da aula de Feitiços, ok? O Harry pediu para te avisar.
– Ok, valeu Gina! — eu respondi rindo pra ela.
– Oooooow..... amanhã a gente tem jogo contra a Lufa-Lufa e depois com a Corvinal.... a gente tem que se concentrar, Kath! — Flint falou, assim que eu contei pra ele, o que Gina queria.
– Relaxa Marcus... a gente consegue conciliar tudo isso! — Stew disse, fazendo uma careta do tipo: "ou você é suficientemente incapaz de fazer isso?" olhando para Flint.
Começamos a rir da cara de Flint, assim que percebeu o que queria dizer a careta de Stew... e Dumbledore mandou a gente ir para os dormitórios, bem na hora que Flint ia bater em Stew...
No dia seguinte, as duas primeiras aulas eram da Minerva, e eu com muito sono, acordei atrasada e cheguei lá mais atrasada ainda... Assim que eu entrei na sala, Minerva me fulminou com os olhos mais não falou nada. Após o término da aula, ela me segurou um pouco mais e disse assim que todos saíram:
– Srta. Evans, a senhorita quer mesmo que eu a transforme em um despertador ou em uma galocha? A senhorita pode escolher. — isso ela disse séria.
– Não se preocupe, professora, isso não se repetirá mais, prometo! — eu falei dando um sorrisinho sem graça.
– Acho muito bom mesmo! — ela disse séria e apontando a porta.
Assim que saí, fui direto para as estufas, onde a gente tinha aula de Herbologia.
Confesso que fiquei com um pouco de medo, pois achei que estava atrasada, então, quando eu fui chegando perto das estufas, eu vi que ninguém tinha entrado ainda, então eu respirei mais aliviada. Logo que eu cheguei, Jhon perguntou:
– Você já sabe quando vai ter outra reunião da AD, Kath?
– Sim, depois de amanhã... você vê pra gente quando e onde o Filch vai estar na entrada? — eu disse, olhando pra ele.
– Claro! Mas não se esqueça, que eu só faço isso por causa da... — ele disse.
– Luna, é eu sei! — eu falei sem emoção.
– Hei linda, o que a Minerva queria com você? — Peter perguntou, ao meu lado.
– Ah... só me avisar que da próxima vez que eu me atrasar para a aula dela, ela vai me transfigurar em alguma coisa... — eu respondi, olhando pra ele, e dando um beijinho nele. (assim que Peter foi vindo, Jhon resolveu sair...).
A aula de Herbologia foi bem engraçada, pois a Profª Sprout nos deu umas plantinhas engraçadas, que agora eu não me lembro nem o nome e muito menos para que elas servem, (mais beleza) que deram uns tapas no Malfoy e em Boot... coisa que nos fez rir e muito! Assim que a aula acabou, eu sabia que aquele dia, iria ser a vez da Corvinal ir fazer o interrogatório com a Umbridge, então eu procurei a Chang e falei:
– Hei Cho, quando você ou alguém da sua casa, que fizer parte da AD, forem ser interrogados, avisa para não tomarem o chá que a Umbridge oferece em hipótese alguma ok?
– Por quê? — ela perguntou sem entender.
– Porque Umbridge colocou Veritasserum nele, justamente para descobrir quem está fazendo ou não algo ilegal! — eu respondi.
– Ok, valeu! — ela falou e saiu, com a sua amiga inseparável: Marieta Edgecombe.
No dia seguinte, o clima no castelo era de total apreensão e uma certa... rivalidade... pois era o nosso jogo contra a Lufa-Lufa, rumo à final, e também, era o jogo da Corvinal contra a Grifinória, também rumo à final.
Assim que entramos no Salão Principal... todos da mesa da Sonserina vibraram com a nossa chegada (inclusive Malfoy e seus amigos..... estranho ou não.... mais fez...), fazendo com que o povo das outras casas, na sua grande maioria, vaiasse a gente... (..... isso que dá, cair na casa mais odiada do colégio... mas enfim.........).
– Evans, vê se faz as coisas certas dessa vez, tenta não ficar atrapalhando os artilheiros, ok? — Flint falou assim que eu sentei no meu lugar.
– Iiiiih.... relaxa Flint.... dessa vez eu vou tentar me comportar... mas lembre-se de que: se euzinha aqui não tivesse atrapalhado o povo da Grifinória, não estaríamos aqui hoje... então: fica quetinho na sua, falou? — eu falei, me sentando e já de cara feia.
– Ai... essa "dueu" hein Marcus?! — Stew falou, pondo a mão no estômago, como se ele tivesse levado um soco no mesmo.
– Ah, cala a boca, Stew! — Flint falou corando um pouquinho.
Chegando no campo, as arquibancadas estavam começando a encher, então fomos para o vestiário nos trocar e ouvir mais um pouco as táticas de Flint, assim que terminamos de nos trocar (as meninas em uma porta ao lado direito e os meninos do lado esquerdo), eu encostei no ombro de Peter... porque: além de eu estar nervosa (não sei porque mas...), eu estava com muito sono, pois afinal de contas, eu perdia quase todas as noites, para fazer as lições que eu perdi, no tempo que eu fiquei na enfermaria.
– Vocês vão ficar aí o tempo todo ou vocês vão jogar? — Flint falou dando um empurrão nas nossas cabeças.
Assim que a gente entrou no campo, deu pra ouvir nitidamente só a torcida da Sonserina, o resto... todos estavam torcendo para a Lufa-Lufa. Foi uma coisa completamente desagradável, mas beleza, eu estava decidida a a ignorá-los e a terminar logo aquele jogo, porque eu queria voltar a dormir.
Madame Hooch se posicionou no centro do campo, e lançou os balaços, seguidos pelo pomo... a narração de Lino Jordan era a melhor:
"E boooom diaaaa pessoal... estamos aqui para ver uma das semi-finais de hoje! Sonserina contra a Lufa-Lufa! Será que a Evans irá honrar o título de apanhadora mais rápida da história de Hogwarts? Ou será que Zacharias Smith irá impedi-la de fazer isso? Teremos que assistir ao jogo todo para saber!"
Assim que eu vi o pomo pela segunda vez, eu comecei meio que ir atrás dele, mas não tão rápido, para Smith não perceber, mais não deu muito certo, depois de quinze minutos ali, Smith avistou o pomo e começou a ir atrás de mim, eu estava disposta a não deixar aquele fedelho arrogante pegar o pomo no meu lugar, então eu me empenhei o máximo que eu pude para passar Smith, e consegui... mas ele é tão canalha, que assim que eu o ultrapassei, ele puxou a cauda da minha vassoura, me fazendo cair (pois no que ele puxou, a vassoura ficou e eu fui), no que eu estava perto do chão, coisa de um metro e meio, foi só o tempo de eu colocar o braço na frente pra eu não bater a cabeça no chão e bati com tudo no chão. Assim que eu cai no chão, foi como se alguém estivesse me enforcando, não conseguia respirar, então eu fiquei ali, estatelada (uma cena maravilhosa...), no que eu caí, eu só ouvi a torcida fazendo em uníssono: "Aaaaaaaaaaah!" eu não sei dizer se isso foi do tipo: Aaaah que dó...; ou se foi do tipo: Aaaaah maravilha...; então... prefiro acreditar na primeira possibilidade.
Assim que eu voltei a ouvir de novo (pois por uns minutos, eu não ouvia nada, só meu coração e meus pensamentos), eu ouvi Peter falando:
– Mais o que é que você tem nessa sua cabeça Smith? Você pode ter machucado ela muito sério!
Porém antes que alguém chegasse ali, eu me levantei (depois de uns bons trinta minutos ali no chão, naquela situação deplorável) e no que eu levantei, todos bateram palmas, e no breve olhar que eu passei pela "arquibancada vip" dos professores, eu pude notar uma certa mistura de preocupação e de satisfação no rosto de Snape.
Assim que eu me levantei, eu já fui andando de volta para a minha Firebolt, que estava caída á alguns metros de onde eu tinha caído. Chegando perto, eu pude ver que ela estava toda arranhada, assim que eu vi isso, eu me virei com ela na mão e como Smith estava no chão, eu fui direto pra cima dele falando (ta, berrando...):
– SEU CRETINO... OLHA SÓ O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA VASSOURA! OLHA!
Tiveram que tirar Smith dali, porque se não ele iria apanhar de cabo de vassoura. Madame Hooch já veio até mim me perguntar se eu estava em condições de terminar a partida, e é lógico que eu disse sim... Então ela apitou de novo e o jogo recomeçou, assim que eu tive a oportunidade, eu tomei o bastão de batedor de Mike e falei ao olhar a cara dele de preocupado:
– Me dá logo isso, se não vai sobrar pra você! — e dizendo isso, aproveitei que um dos balaços estavam vindo em nossa direção e fiz questão de mandá-lo direto para cima de Smith, eu juro que eu teria acertado bem na cabeça dele, mais aquele infeliz, me fez o "favor" de abaixar pra fazer não sei o que, então o balaço passou por cima. Então eu vi, que aquele não era o melhor jeito de dar o troco naquele infeliz, então o que eu fiz: assim que eu vi o pomo, eu fui atrás, decidida a fazer duas coisas, primeira: pegar o pomo e acabar com o jogo e segunda: derrubar aquele idiota da vassoura.
Então assim que Smith me viu indo atrás do pomo, ele veio atrás, e já chegou chegando, me dando a maior "porrada" no ombro, pra eu me desestabilizar da vassoura, mas assim que eu me recuperei, eu fui pra cima dele o mais rápido e forte possível, então numa dessas, ele teve que desviar um pouco o percurso e foi aí que eu aproveitei para tomar a maior distância dele possível, porém ele conseguiu me alcançar, só que parecia que o pomo gostava de mim, porque ele fez uma "manobra" que Smith não fez (cuja qual, me permitiu pegá-lo), que foi: ele meio que passou por uma fenda, entre uma arquibancada e outra, e assim: se você passasse reta, com certeza você ficaria entalado e sua vassoura iria embora, então, a melhor maneira de você passar por ali, seria você ir rodando, ir dando vários giros de 360°... coisas que poucos faziam e menos ainda executavam com perfeição, então eu fiz, e passei e Smith ficou pra trás com cara de tacho, assim que eu passei a fenda, eu consegui pegar o pomo, e no que eu "voltei" para o campo, com o pomo na mão, todos, não tinha um que não aplaudisse de pé, inclusive alguns alunos da Lufa-Lufa.
Assim que Madame Hooch deu por encerrado o jogo, eu nem esperei ir até o meio do campo, como eu estava perto do chão (numa distância segura), eu simplesmente pulei e ali eu sentei, no que eu sentei, só senti mãos me levantando e me puxando pra cima, quando eu vi, eu já estava nos ombros do Peter, e todos ali em volta gritando: "Evans, Evans, Evans..." Confeço que fiquei feliz, mas eu fiquei mais feliz ainda, quando eles me deceram e eu pude ver Smith passando bem do meu lado.
– Hei Smith! — eu o chamei.
– O que foi. — ele disse, carrancudo, parando de andar.
– Da próxima vez, vê se joga um jogo limpo, ok? — eu falei séria pra ele, ainda sentindo os efeitos da queda (dores no peito).
Ele não falou nada, mais ficou puto da vida, isso eu tenho certeza. (ninguém mandou ele ser um Malfoy da Lufa-Lufa!)
No outro dia, o jogo foi contra Corvinal e Grifinória, e eu pra variar um pouco, estava dividida, então eu não torceria para ninguém (mentira, porque depois no meio do jogo, eu ali no meio da torcida da Sonserina, comecei a torcer para a Grifinória...).
Foi um belo jogo, difícil, BEM disputado. Tanto Rony, quanto Jhon, defendiam bem pra caramba, então o placar ficou empatado até o final do jogo:
Grifinória 30 X Corvinal 30
Então quando a apanhadora da Corvinal Cho Chang pegou o pomo de ouro, deixou o placar:
Grifinória 30 X Corvinal 180
Eu e todo o resto da torcida da Grifinória sentimos essa perda, já a torcida da Corvinal, não tinha um que não vibrasse com a vitória, exceto a Luna, que sempre torcia para a grifinória e que ficou igualmente decepcionada pela derrota.
Wood e Boot, pareciam duas crianças nas vassouras, o que eles "brincavam" com elas... era assim hilário.
Depois que saímos do campo, eu fui parabenizar Jhon, afinal de contas, ele tinha feito um excelente trabalho.
– Parabéns John, você fez um ótimo jogo!
– Valeu Kath, mas o jogo contra a Sonserina será melhor! — ele falou, dando um sorrisinho e indo para o castelo, com Boot ao seu lado e rindo.
Eu sabia que seria, mesmo porque, quem seria minha adversária, iria ser a Chang, uma das meninas que eu não suporto... então, eu tinha certeza de que faria daquele jogo um inferno pra ela.
No dia seguinte, o jogo foi a tarde, então tivemos as três primeiras aulas, uma de cada matéria: uma de transfigurações, uma de feitiços e a outra de quem? Isso: poções.
Acho que só a Minerva estava de boa, Flitwick, estava super nervoso, qualquer coisa que desse errado, ele já se alterava, principalmente com alunos da Sonserina e Corvinal. Snape, apesar de parecer calmo, também estava com a mesma pressão que Flitwick, afinal das contas, nenhum dos dois ganhou mais aquela taça, depois que o Harry entrou, então... (compreensível).
Quando deu o sinal para o almoço, Snape viu que eu fui a última a sair, e falou indo mais perto de onde eu estava:
– Boa sorte hoje Evans, e vê se consegue trazer para a Sonserina a taça. — e dizendo isso saiu antes mesmo de ouvi a resposta.
Eu confesso que fiquei muito feliz ao ouvir aquilo, então eu fui mais confiante para o almoço, cujo qual eu não comi nada, simplesmente tomei suco e só.
Assim que começou o jogo, eu pensei: "Ainda bem que eu não comi nada, se não eu não passaria dos três centímetros do chão!"
Depois de meia hora de jogo, eu avistei o pomo e não tirei os olhos dele, foi numa dessa que eu quase levei um balaço na cabeça de Jason Samuels, um dos batedores da Corvinal, porém eu consegui desviar louvavelmente, arrancando um "Ooooooh" do povo da arquibancada, assim que eu encostei no pomo, Chang me aparece do meu lado, tentando me tirar da "rota" do pomo, eu olhei pra ela uma hora que ela vinha, e desci um pouco com a vassoura, ela foi com tudo pro outro lado, assim que ela se "recuperou", ela falou:
– Você não vai pegar esse pomo Evans, não hoje!
– É mesmo? Poxa vida... Então porque será que eu já estou com ele na mão? — eu falei, e dizendo isso, eu mostrei minha mão direita pra ela, cuja qual estava o pomo, se "debatendo" para se soltar.
Assim que ela viu, ela ficou completamente aturdida.
– Mas pera aí... como você fez isso? — ela perguntou espantada.
– Ah... muito simples! Quando você "mudou" de lado, eu simplesmente, "apertei o passo" eu consegui chegar no pomo, antes que você se "recuperasse"...... Nada de mais! — eu falei rindo e voltando para o campo. No que eu estava voltando, eu passei por Jhon e Boot e falei:
– Desculpa rapazes... acho que se fosse outro apanhador, eu não seria tão "cruel", mais como é a Chang...
Nenhum dos dois me responderam nada, simplesmente me olharam com cara do tipo: "sai daqui antes que eu te mate!"
Chegando aonde o povo da Sonserina estava fazendo a maior festa, eu ouço:
– Hei, Evans! — no que eu olho é a Chang vindo. — Você esqueceu de uma coisa! — ela falou, parando bem na minha frente.
– É? O quê? — eu perguntei sem entender.
– Isso! — e no que ela falou, ela desceu o maior tapão na minha cara, eu fiquei ali sem reação, mas quando caiu a ficha do que ela tinha feito, que eu fui pra cima, Peter me puxou pra um lado e Roger a puxou para outro.
Depois disso, Roger, Jason, Duncan Ingleby (o outro batedor), Boot, Jeremy Stretton (o outro artilheiro) e Wood, vieram me cumprimentar. Boot, Roger e Jhon um pouco mais amigável:
– Parabéns Evans, belo jogo! — Roger falou, totalmente cauteloso.
– Kath! — eu falei. — Valeu Roger! — eu respondi rindo da cara dele.
– É... tem razão... belo jogo! — Boot admitiu de má vontade.
– Hehehehe... valeu Boot! — eu comecei a rir do jeito dele. — E você John? Vai ficar aí, sem falar nada? — eu perguntei, olhando para Jhon, que estava completamente sem ação.
– Falar o que? Tem alguma coisa que eu possa falar? — ele disse meio seco e grosso.
Depois daquela, eu olhei para os outros dois, acenei com a cabeça e fui junto com o Peter e os outros para a sala comunal. No que eu estava saindo, só deu pra escutar Boot, "falar" (berrar na verdade):
– TA MALUCO É? O QUE DEU EM VOCÊ PRA AGIR DAQUELE JEITO?
Depois disso não ouvi mais nada, porque eu cheguei no grupinho que estava festejando a vitória.
Aquela noite, confesso que dormir foi muito difícil, mesmo porque eu não tive um sonho muito agradável. Não sonhei com o corredor, mas em compensação, sonhei com a morte da minha mãe, maldito Lúcio!
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