Um Sonho Real 2° Temporada

10 Capítulo 10 - Uma situação não muito agradavel


Notas iniciais
desculpa gente demorar.... estou realmente ocupada esses dias o pior é que durante o carnaval vou estar sem net. mas como não tenho nada em específico programado, então vou ver se faço pelo menos o 12° e o 13° capítulos e posto os dois direto quando voltar. =D vou fazer o 11° ainda essa semana =P

Ao ver Junior sair da sala, perguntei-me se ele já sabia disso. Morrer... Não, sacrifício, ser sacrificada. Morrer para salvar a vida de outros parece ser algo certo, mas me dava muito medo. Sem perceber comecei a chorar. Enxuguei rapidamente as lágrimas.

– Tudo bem, pode chorar. – disse Maka

– Não preciso. – eu respondi – Podem continuar.

– Os monstros que te atacaram e invadiram teu apartamento – Kid disse –, eles servem ao Ragadesh, o mostro que está preso dentro da caverna. De duas uma, ou a tranca já esta muito fraca ou seus servos estão fazendo de tudo para libertá-lo. Ou ainda pode ser os dois.

– Mas... Por que me trazer logo para cá? Quer dizer, vocês não precisavam ter me trazido tão cedo, certo? Eu já estou aqui há um ano e meio mais ou menos.

– Porque eles estavam te caçando. – respondeu Kid – Então mandei um grupo para ir atrás de você. Na verdade não você especificamente, mas sim a pessoa de alma pura. Nosso inimigo arranjou um jeito de também andar entre dimensões, mas era tão limitadamente quanto nós.

– Então foi para me proteger?

– Sim. Isso mesmo.

– De qualquer jeito, o professor Stein disse que vou voltar para o mesmo lugar, não é?

Todos se entreolharam.

– Eu... – Stein deu um passo em minha direção – Eu menti. Na verdade se você voltasse agora, você voltaria a mesma quantidade de tempo que você passou aqui. Ou seja, mais ou menos um ano e meio desde que você saiu de lá.

– Não pode ser... – eu disse, mas as palavras quase não saíram da minha boca. – Minha família... – não me aguentei e voltei a chorar

Mais uma vez meu mundo caiu. Eu abandonara minha família para entrar em uma aventura. Provavelmente devem ter sofrido muito ao ver que eu não estava mais lá quando acordaram. Com certeza deve ter sido uma grande confusão.

– Acho que ela já ouviu o suficiente para um dia. – Kid disse – É melhor levá-la para sua casa.

– Mas a casa dela ainda está uma bagunça. – disse a Maka

– Hum... Vocês podem ir com um grupo para arrumar? Acho que ela não terá força nem vontade para ajeitar a bagunça. – Kid se aproximou do Stein – Professor Stein, ela pode ficar na tua casa por mais algum tempo?

– Sim, sem problema.

No caminho Mary tentava me acalmar. Junior, que estava lá fora, veio com a gente também. Era muita informação para um dia só, minha cabeça estava cheia, pensamentos iam e vinham a cada segundo que se passava. Quando chegamos fui direto para o quarto, Junior foi comigo.

– Você saiu logo... Meio inquieto. – eu disse pegando o ursinho e sentando na cama

Junior encarou um pouco o ursinho.

– Não quis ouvir tudo aquilo... – ele deu um breve suspiro – Eu já sabia.

– Já sabia? – tirei meus sapatos e coloquei os pés em cima da cama – Será que... Quando contamos do namoro... Quando você ficou mal daquele jeito, foi porque teu pai te contou?

– Ele não me contou exatamente, mas eu fui juntando as peças.

– Agora entendo porque você ficou tão mal... – apertei o ursinho contra o peito

Junior sentou ao me lado e me abraçou.

– Saber que vou perder a pessoa que amo, foi um grande impacto. – ele disse – Eu não queria aceitar.

– Desculpa... – voltei a chorar – Parece que vou ter que deixar você sozinho.

– Natasha – ele me abraçou forte, até que ouvi seu choro, baixinho, como se não quisesse que eu ouvisse, mas era inevitável, afinal estávamos um ao lado do outro, ou melhor, abraçados – Não importa... Não importa o que vai acontecer. Você sempre estará comigo, na minha mente e no meu coração.

Deitamos e ficamos lá abraçadinhos até que eu adormeci em seus braços. Não dormimos por muito tempo, acordamos tanto pela fome quanto pela Mary chamando a gente para almoçar. Levantei ainda segurando o ursinho, mas enquanto eu esfregava os olhos espantando o sono, Junior tirou o ursinho da minha mão e o colocou no criado mudo. Olhei para o Junior sem entender.

– Por que você fez isso? – eu perguntei, mas ele não respondeu de imediato, então perguntei mais uma vez – Por que o colocou no criado mudo?

– Não gosto de olhar para ele.

– Foi você quem me deu ele.

– Quando eu te dei ele estava novinho, inteiro. – ele andou um pouco em direção à porta, se afastando do urso de pelúcia – Agora ele está assim. Olhar para ele me lembra de como teu apartamento estava todo revirado.

Olhei para o ursinho e me lembrei do acontecido, então pude ter uma ideia de quanto isso mexia com o Junior. Não comentei mais nada sobre. Fomos para a sala e almoçamos.

– Você está melhor? – Mary perguntou

– Sim. – eu respondi – Coloquei um pouco as ideias em ordem e... – suspirei levemente – Acho que aceito, quer dizer, morrer para salvar outras pessoas parece ser algo heróico. Não é que eu queira a gloria ou algo do tipo. É que é uma chance de ajudar as pessoas. No meu mundo eu nunca poderia salvar tantas vidas ao mesmo tempo.

Todos ficaram meio me olhando um pouco surpresos, menos o professor Stein.

– Nada menos do que se espera de uma alma pura. – ele disse e a Mary lançou um olhar de repreensão para ele

– Alma pura... – murmurei – Quem sabe? – dei um leve sorriso, Mary sorriu de volta, Stein continuou do mesmo jeito e Junior continuava incomodado com a situação em geral.

Notas finais
Para o próximo capítulo: Como será agora que ela já sabe?