Notas iniciais
Gente, desculpem-me a demora. O curso e o ano de vestibular estão tomando meu tempo, sem contar as encomendas (é que eu "trabalho" fazendo chaveirinhos, posters, etc. por encomenda).
Enfim, descupem-me mais uma vez e... Espero que gostem desse cap. :)
pS.:Fairy Tail não me pertence, e acho que todos sabem. Mas é só pra não perder o costume da galera. xD
Após uma noite prolongada de sono, Lucy acordou com os raios de sol batendo delicadamente em seu rosto pelas frestas da cortina rendada. Eram por volta das 6hs da manhã. Se levantou e foi se trocar. Pôs uma blusa sem manga branca, uma jaqueta curta creme, uma calça de montaria branca, botas, e um lenço rosa bebê amarrado ao pescoço, para dar um toque mais delicado. Saiu do quarto e foi até a sala de jantar, onde já tinha a mesa pronta e farta, acompanhada da empregada ao lado da cadeira onde normalmente se sentava. Era uma jovem, também aborígene e muito bonita por sinal. Tinha traços delicados, cabelos com uma cor fora do comum, lilás. Olhos de um azul muito alegre, porém transmitiam tristeza. Enfim, Lucy se sentou e começou a tomar seu café-da-manhã.

_ Bom dia Virgo, tudo em ordem em casa? — Perguntou a loira educadamente, logo tomando em seguida, uma golada do chá e mordia um pedaço de torrada com geléia.

_ Bom dia...E sim, tudo em ordem, princesa. — Respondeu a jovem que havia pegado a mania de chamar-lhe assim, em tom baixo, porém firme para que a patroa ouvisse mantendo a educação para com ela. _ Os vaqueiros, segundo a pequenina Wendy, te chamaram quando acordasse para falarem sobre os cavalos e o gado. — concluiu, se curvando e pegando já a louça da jovem dama para se retirar do recinto em seguida.

_ Ah sim, muito obrigada Virgo. — Disse Lucy se levantando e saindo em direção a varanda. _ Ahhh... Que bela manhã. — Completou ao respirar fundo e observar o céu azul e sem nuvens à sua frente, ignorando a paisagem seca que era ao redor. Logo, foi para às casas próximas ao curral, encontrando lá, deitados em redes, os mesmos peões que havia visto no dia anterior. Entre eles, o cavalo do tal Cowboy. Ao adentrar na pequena casinha, a ruiva e o moreno ouviram o som e prontamente se levantaram, ajeitando os chapéus e as calças. Porém o rosado continuou deitado, mordiscando o capim e mantendo o chapéu a tampar-lhe o rosto.

_ Muito bom dia senhorita...? — Incentivou a mulher com cabelos escarlates, estendendo-lhe a mão.

_ Lucy. Lucy Heartfilia. E vocês são...? — Cumprimentou a mulher e fitou também ao homem de mechas negras.

_ Erza Scarlet. E este aqui é Gray. — Ela apontou-lhe o rapaz, que já lhe estendia a mão também para se apresentar.

_Gray Fullbuster. — Respondeu-a, pegando na mão de Lucy e depositando um beijo nesta por educação, o que surpreendeu à jovem.

_ Oh, muito prazer... — Ela sorriu gentil, e olhou torto para a rede que ainda estava ocupada, chamando a atenção dos outros dois.

_ Ah, nos esquecemos, aquele mal educado ali é o palerma do Cowboy. — Disse o moreno, indo até a rede e chutando-a, fazendo com que o rosado caísse desta um tanto mal-humorado. Mais do que o de costume.

_ O que pensa que está fazendo seu grande palerma, ficou louco é?! — Gritou irritadiço o rapaz, cuspindo o capim que tinha na boca e tirando o chapéu do chão, o batendo na calça para tirar a poeira e colocando-o novamente na cabeça.

_ Oras, seu vaqueiro esquentadinho de meia-tijela. A madame veio falar com agente e você nem para se apresentar?! — Gray o responde em mesmo tom enquanto apontava não tão discretamente com o dedão na direção de Lucy, quem já esperava tal daquele cavalo.

O rosado a olhou indiferente, pegou um cigarro do bolso e o ascendeu, colocando-o na boca e se aproximando da loira ainda a fitando, como se tivesse a avaliando. Lucy pareceu incomodada, porém não se rebaixaria, continuou também indiferente à ele, esperando para que finalmente o Cowboy se apresentasse.

_Hey madame...Bem, meu nome não interessa, por isso me chame de Cowboy. E... O que a senhora deseja? — Perguntou ele, parando de frente para Lucy e dando mais uma tragada no cigarro, para jogá-lo fora logo depois e cruzar os braços.

_ Quanta educação, foi o Happy que lhe ensinou? — Olhou-o debochada, batendo no chapéu dele e o levantando, revelando com mais clareza os olhos do homem.

Nossa, que olhos lindos... E-hem... Mas em compensação a educação é abaixo de zero. — Pensou consigo a loira, ganhando um tom rosado ao pensar em tal coisa. Para não continuar no estado de inferior, fingiu uma tosse e continuou a falar, antes que o senhor educação a respondesse:

_ Quero falar com vocês sobre o gado, e também sobre os cavalos que trouxeram. — Respondeu ela andando em direção a porta, para olhar os belos animais selvagens que chegaram. Foi até a cerca observa-los galopar de um lado para o outro, naquele grande cercado, deixando os peões para trás.

_ Ela é bem abusada... — Disse o Cowboy, pegando mais um pedaço de capim ao lado da porta para mordiscar e colocando as mãos no bolso enquanto se apoiava no portal do casebre.

_ Você quem é, ela é a patroa, cabeça de fósforo... — Gray se aproximou, olhando a bela rapariga observar os cavalos, assim como o rosado ao seu lado.

_ Eu não tenho patrão, só faço favor. — Respondeu normalmente, logo se virando para ver quem se aproximava. Era Erza com sua égua marrom. Que para quem visse parecia mais vinho do que um marrom, o pelo da égua era tão brilhante quanto a de seu companheiro Happy.

_Rapazes, parem de discutir e peguem seus cavalos após falarem com a madame, antes que eu lasse vocês dois e os marquem como duas peças de gado, entenderam?! — A ruiva chegou irritada, logo a galopar para o portão da fazenda e esperar os outros dois. Gray disse que obedeceria qualquer ordem da madame, então teria de ser o esquentadinho a falar com ela sobre a missão.

O Cowboy bufou, chutou a terra, mas concordou no final. Pôs-se a falar com a loira abusada. Se aproximou e, para que não começassem com brigas comentou sobre seu sonho.

_ Eu sempre quis que um selvagem cruzasse com uma de sangue puro... O que acha madame? — Perguntou-a, se apoiando no cercado ao lado de Lucy, quem o olhou incrédula. Provável que tenha interpretado mal a pergunta...

_ Como assim, seu abusado? E ainda vem com duplo sentido?! Bem que eu vi que o senhor estava interessado em minha pessoa, mas é um pervertido mesmo! — Respondeu revoltada, dando-lhe um leve tapa no rosto e saindo do local. O que irritou profundamente o homem.

_ Está louca mulher?! Só porque é loira, rica e tem pele de boneca, não quer dizer que todos os homens lhe desejam, sabia?! Eu estava falando dos cavalos, sua loira estranha! — Gritou ele, seguindo-a e ajeitando o chapéu de maneira bruta, mostrando sua raiva.

Lucy parou no meio do caminho, fazendo o homem também parar, alguns centímetros atrás dela. Virou-se confusa e para continuar se mostrando superior para aquele bruto, fez cara de intelectual e disse:

_Ah, então era isso? Sinto muito senhor Cowboy. Mas também não me arrependo por ter-lhe dado um tapa, já merecia pela falta de educação. — Concluiu, rindo abafado e se virando para continuar o caminho até o portão, onde os outros dois já estavam em suas devidas montarias.

_ Oras...Mulher louca, estranha e abusada... É pior que Erza! — Disse em tom baixo para que somente ele ouvisse e não arranjasse outra discussão enquanto acompanhava a madame até o portão.

Notas finais
Obrigado por acompanharem, quando possível, postarei o próximo cap. :)