Um Selvagem Na Minha Vida.
5 Natsu, esse é o meu nome.
Notas iniciais
Desculpem-me pela demora. Ano de vestibular é tenso... Veio meu niver e entrei de férias a pouco tempo. Está tudo muito corrido e é difícil escrever assim... Ainda mais para mim que não sou muito fã disso... Rs'
Faço só por distração, mas prefiro desenhar. -q
Mais uma vez, desculpem-me! T^T
Tentarei postar o próximo cap. o mais cedo possível. ~
Boa leitura! ~♥
Naquele mesmo dia ensolarado, o grupo fez os preparativos para viagem e resolveram as questões do gado e dos cavalos. Muitos deles foram vendidos pra capital e os poucos que ficaram serviram para montaria e tração.
No dia seguinte todos já levantaram antes do nascer do sol e já se preparavam para a grande viagem. Pois à noite, no dia anterior, a pequena Wendy disse para a “Dona-chefe” (como Lucy era chamada por ela) que viu o “gado gordo” atravessar o grande rio, à alguns dias de cavalgada dali. Então, a Heartfilia decidiu naquela noite, já avisando aos peões, que iriam viajar a procura de seu gado perdido. Separou seus pertences e levou os seus mais confiados empregados. Saiu de casa e foi caminhando em direção ao estábulo, onde já se encontrava o tal Cowboy, mais uma vez encostado na parede de maneira desleixada e com uma fina folha de palha na boca.
_ Bom dia, madame... — Respondeu ainda na mesma posição, sem tirar o foco da paisagem seca do local.
_ Oras, estamos melhorando... E bom dia, senhor Cowboy. — Respondeu educadamente, o suficiente para dar um ar de ironia.
_ Hunf. — Virou os olhos e cuspiu a palha da boca, enquanto desencostava da parede de madeira e caminhava atrás da loira que já havia entrado na construção de tamanho médio, cheia de palha por todos os cantos e alguns cavalos. — _ Mas o que a senhora pretende fazer aqui dentro? — Perguntou um tanto receoso a resposta.
_ É claro que irei com vocês. Ou pensou que iriam sem mim? A dona do gado...? — Perguntou sem se virar para o homem, enquanto pegava o balde com ração e lhe entregava para a bela égua branca que estava presa a um dos pilares de madeira.
_ Claro que a madame não vai. Não trabalho com mais ninguém além daqueles dois. O resto é só para dar mais trabalho e preocupação. Então, sinto muito. Até porque a senhora nem deve saber montar. — Disse por fim, já segurando o chapéu levemente amassado às mãos, com os dentes trincados e boca fechada, dando-lhe um ar mais másculo que o de costume. Esse pensamente fez Lucy tirar sua atenção do rosado mais uma vez, dando um leve suspiro para que se acalma-se.
Virou-se mais uma vez para ele e com um sorriso suave e vitorioso respondeu-o docemente:
_ Acha mesmo que não sei montar? Veremos... — Concluiu, pegando a manta negra e a sela inglesa de mesma cor, já botando na égua puro-sangue ao seu lado.
_ M-mas o que...?! Está louca? Conheço essa ai e ninguém monta nela. Somente Loki conseguia tal! E claro, Wendy... De qualquer forma, a madame está cada vez mais louca! — Quase gritou. Bufou e pôs o chapéu de volta a cabeça de maneira brusca, bufando mais uma vez e cruzando os braços.
A Heartfilia simplesmente ignorou o comentário, dando mais um sorriso e soltando uma leve risada ao ver o “desespero” do cowboy carrancudo. Apertou a barrigueira da cela, prendeu o peitoral decorado de couro tingido de vinho, com detalhes negros e dourados e por fim pôs a rédea delicada e com os mesmos detalhes do peitoral. O rosado percebeu que aquele tipo de equipamento era inglês, e de montaria para salto. Não esperava menos da madame. Limitou-se a rir com o pensamento.
Pronto. — Concluiu a loira já subindo na égua e saindo calmamente do estábulo e, ao sair deste, galopar em torno da propriedade, deixando um Cowboy bem impressionado com o que via. Isso DEFINITIVAMENTE ele não esperava vindo daquela mulher fresca e mimada da Inglaterra. Se apoiou como antes, na parede de fora do estábulo, pegando um cigarro para fumar e apreciar a loira que o olhava vitoriosa ao voltar em sua direção.
_ Então, “Cowboy”... — Disse a última palavra com sua costumeira ironia para com o rosado. — _ Quem é a senhora que não sabe montar e não tem condições de acompanhá-los mesmo? — Terminou, descendo da montaria e se aproximando dele, batendo no chapéu que estava caído sobre o rosto dele e revelando um bico e um olhar de vencido vindo da parte dele.
A Heartfilia riu e ele bufou virando o rosto de lado. Em seguida iria começar a dar desculpas para que ela não fosse, mas a futura briga entre os dois seria adiada, já que os outros chegavam em suas devidas montarias.
Partiram o mais cedo possível para a longa viagem. Estavam Lucy, Cowboy, Gray, Erza... e com eles vieram Makarov e Wendy, que os convenceu de que saberia montar e que, por suas origens, conseguiria sobreviver a cavalgada.
[…]
A noite chegou a galope e logo fizeram um acampamento com fogueira. Prepararam os colchões em torno desta e foram fazer o jantar.
Bem, quem irá preparar o jantar será eu... — Disse Gray calmamente, já aprontando a panela sobre a fogueira e colocando água e legumes que haviam levado na bagagem.
_ Muito agradecida sr. Gray. — Respondeu a loira, educada como sempre, enquanto saia do circulo para se aproximar de um rosado misterioso que estava recostado em uma árvore seca próximo ao grupo.
_ O que quer? — Perguntou o homem sem se virar, jogando o cigarro que tragava o chão.
_ Não precisa ser tão doce... Mas... — Se encostou no largo tronco ao lado do cowboy. — _ Eu queria saber qual era sua relação com meu falecido marido. — Olhou para o céu recheado de estrelas e com uma grande lua branca para completar a bela “tela”.
_ Ah... Isso? — Pigarreou, sem graça, mas continuou. Desta vez com um tom mais suave em sua voz. — _ Não posso dizer que eramos amigos, não nos víamos muito. Até porque sempre estou viajando... Mas eramos parceiros, aliados. Sempre me deu um lugar pra voltar caso eu precisasse, comida e outros mantimentos. Em troca, eu trabalhava pra ele. Sou muito grato a ele, já que, por ser mestiço, era expulso de muitos lugares... Mas porque eu estou contando isso pra madame mesmo?! — Voltou ao seu “normal” e abaixou o chapéu, tampando-lhe o rosto.
_ Eu só perguntei qual era sua relação com o falecido. O resto foi escolha sua, seu grosso. — Desencostou da árvore e parou a alguns passos a frente. Cruzou os braços e bufou. Porque ele era tão difícil de lidar?
_ Natsu. — Disse só para que ela ouvisse, sem sair do lugar e fitando uma pedra no chão, como se fosse a coisa mais interessante no mundo. — _ Natsu é o meu nome. — Descruzou os braços, pôs as mãos no bolso e voltou para onde estavam os outros, deixando uma Lucy incrédula ao conseguir saber o nome do misterioso “Cowboy” e saindo da boca do próprio. Bufou, riu de leve e corou um pouco.
_ Acho que não é tão difícil de lidar assim com...o Natsu. — Riu-se mais uma vez e voltou para jantar com os outros.
Notas finais
"Sela inglesa", é aquela de salto. Sem "pitoco" na frente.
http://img.clasf.com.br/2012/05/08/Sela-Inglesa-20120508110120.jpg
"Barrigueira" é o "eslástico" que prende a sela pela barriga do cavalo. E "peitoral" é o conjunto de cordas ou até argolas de metal que prende na parte de baixo da sela e no cabresto.
http://aprendizequestre.files.wordpress.com/2011/08/peitoral.png
Bem, para quem não percebeu... A égua é a Charlie. Eu ainda não me decidi os nomes dos cavalos da Erza e do Gray, mas enfim... Espero que tenham gostado. :)
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