Notas iniciais
Um episódio pra vocês. Não vai ser o episódio que vocês esperavam (sei que todo mundo esperava o encontro de Freddie e Sam, mas eu sou muito má, hehe...), mas ainda assim vai ser um episódio interessante...Alguém percebeu que eu tô colocando um nome de episódio em inglês e o outro em português? Eu amo ser trilíngue (eu também arranho no espanhol, mas prefiro o inglês...)!!!

Freddie nunca se sentiu tão atordoado e tão perdido. Era comum ele se sentir assim em lugares que não conhecia, mas geralmente ele não estava em lugares que eram bombardeados, saqueados ou algo assim. Pessoas gritando e correndo em estado total de pânico, algumas estavam no chão, feridas ou mortas. Freddie nunca tinha visto algo tão terrível antes, mas o pior e o mais esquisito foi o que aconteceu depois. Enquanto Freddie tentava fugir daquele cenário de terror, sentiu uma mão pegar seu tornozelo. Ele saltou com o susto quando olhou pra baixo. Viu uma cabeça loira levantar o rosto em direção a ele. Com um gelo no coração, viu o rosto molhado de lágrimas de Sam, e o gelo o torturava ainda mais quando viu algo tingir de vermelho escuro o lado esquerdo das costelas dela. Ela tinha sido atingida por um tiro.

-Freddie... -Sam chorava alto. Ele nunca a havia visto daquele jeito, tão frágil, e ver sua amiga morrendo ali na frente dele era mais do que ele podia aguentar- Não vai embora. Você tem que me ajudar. Tem que ficar aqui. É o seu destino.

-Eu não vou te abandonar, Sam. -Freddie se ajoelhou de frente para a garota loira que chorava, assim como ele- Você vai ficar bem, eu não vou te deixar...

E então nem Freddie nem Sam conseguiram falar mais nada. Freddie ouviu um estampido de tiro e os olhos azuis de Sam perderam o brilho. Sam Puckett, a garota que mais odiava, mas que estava aprendendo a gostar, estava morta.

De repente, era como se o mundo dele tivesse acabado. Tinha vista sua amiga morrer diante de seus olhos. Ele se sentiu como se tivesse morrido junto. Nada mais agora importava pra ele. Ele nem ligou para os dois homens que iam em direção a ele, um armado de um rifle e outro com uma Colt. Os dois conversavam de um modo cruel.

-Bom, a loirinha marrenta já foi, agora é sua vez, projeto de príncipe... -Freddie ouviu um dos homens falar enquanto ouvia uma das armas ser engatilhada.

Ainda de cabeça baixa, o rosto sem vida de Sam, os cachos loiros bagunçados com alguns fios ensanguentados, um último sorriso nos lábios dela por conta do último monmeto dos dois. Uma lágrima escorreu do rosto de Freddie e caiu no rosto de Sam. "A gente se vê daqui a pouco, demônia loira...". Outro tiro ressoou e o corpo de Freddie tombou no chão. A última coisa que ele viu foi uma bandeira azul com um escudo real incendiando, mas mesmo assim tremulando.

-Vida longa ao rei... -A mesma voz cruel e fria foi a última coisa que Freddie escutara antes de morrer.

-AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!! -Freddie gritou. Ele ainda estava em sua cama, no apartamento da sua mãe, em Seattle. Nada de lugares estranhos, pessoas morrendo, mas o mais importante era: nada de Sam morrendo. Ele ainda estranhava ter sonhado com a Sam, especialmente um sonho tão angustiante quanto aquele. Talvez fosse pelo fato de não ter visto a Sam depois da última dança no baile da Renascença na noite anterior. Depois de ter dançado com a Sam, a mãe de Freddie tinha ligado pra ele pra que ele voltasse pra casa –sob protestos dele, dizendo que já era quase adulto e que não tinha hora pra voltar pra casa, mas voltou mesmo assim. Só deu tempo de se despedir da Sam, um pouco preocupado.

"-Você vai ficar bem sem a minha carona? -Freddie perguntou.

-Claro, Freddnerd. -Sam sorriu- Spencer vai buscar a Carly, vou pedir carona pra eles.

-Tudo bem então... A gente se vê na segunda? -Freddie levantou uma sobrancelha.

-Talvez... -Sam mordeu o lábio- Tchauzinho, Freddoritos... -Sam repirou fundo antes de abraçar Freddie rapidamente e soltá-lo, deixando ele ir para o estacionamento. Sam ainda ficou mais um tempo ali, na frente do colégio, vendo o Bentley de Freddie deixar o colégio."

Ainda atordoado, Freddie chutou o edredom e foi tomar um banho. Decidiu passar a tarde de domingo no apartamento da Carly, ajudando Spencer com uma das esculturas malucas dele –dessa vez era um escultura feita inteiramente feita de lápis de cor– e jogando Band God com Carly. Não sem antes ligar para Sam, saber se ela chegou bem. Aquele pesadelo tinha despertado um sentimento diferente em Freddie. De algum modo ele sentia que precisava proteger Sam. E era a loira preguiçosa e carnívora que povoava seus pensamentos matinais enquanto a água quente do banho caía no corpo dele.

Depois de tomar banho, vestir uma roupa mais confortável e comer apressado uma tigela de Fruit'N'Loops, pegou seu PearPhone e discou o número de Sam, mas caiu na caixa postal. Logo ouviu a mensagem gravada da loira.

"-E aí, aqui é a Sam. Sabe o que fazer..."

-Ahn, oi Sam. Sou eu, o Freddie. Acho que vai achar estranho por eu estar te ligando... Enfim, eu só queria saber se você chegou bem. Então... É, me liga de volta. Ou não, sei lá...

-Ligando pra Samantha? -Marissa perguntou ao filho.

-É claro. Não pude levar ela pra casa depois do baile por que você me ligou pra voltar pra casa mais cedo... -Freddie cruzou os braços antes de guardar o PearPhone no bolso da calça- Enfim, eu vou pro apartamento da Carly, ok?

-Tudo bem. Mande um oi para a Carlotta...

-Tá mãe... -Freddie revirava os olhos enquanto fechava a porta atrás dele e batia na porta do apartamento de Carly. Bateu uma, duas, três vezes e nada de atenderem a porta. Pegou o PearPhone e olhou a hora no relógio do celular. Ainda eram 9 da manhã. Spencer ou Carly deveriam estar acordados. Bateu mais uma vez e dessa vez a porta se abriu. Freddie tomou um susto, não pela porta ter sido aberta, mas por que quem abriu a porta não foi Spencer ou Carly.

Cabelos loiros bagunçados, um pijama curto, pantufas que pareciam mais sapatênis, uma cara de sono, logo substituída por uma cara de espanto. Sam perdera um pouco a fala ao ver o garoto de cabelos castanhos parado ali na frente dela. Ela admirava os músculos dele, que era ressaltado pela camiseta cinza que Freddie usava. Sam e Freddie tentaram controlar seus pensamentos, mas já era tarde demais.

-O que você tá fazendo aqui, Freddie?

-Eu é que pergunto, o que você tá fazendo aqui? -Freddie olhava melhor Sam, se perguntando como ela conseguia ficar tão bonita com aqueles shorts. E pra tentar afastar aquele pensamento, olhou pra camiseta dela e se segurou pra não rir. A camiseta estava escrita a frase favorita de Sam para Freddie: "Eu não te suporto"- Te liguei pra saber se você tava bem.

-Awn que fofo... -Sam falou em um tom fingido de garota apaixonada- Você tava preocupado comigo, é?

-Claro, você era meu par no baile, não era?

-Lembrando que você me usou, tô certa ou não tô?

-Claro que tá certa... -Freddie revirou os olhos- Mas isso não explica por que você tá de pijama no apartamento da Carly. -Freddie entrava no apartamento e se sentou no sofá.

-Bom... Eu fui de carona com a Carly e o Spencer e a Carly me convidou pra dormir aqui. -Sam se sentou ao lado dele- E esse pijama... -Ela esticou a camiseta no corpo pra que Freddie pudesse ver melhor, mas Freddie via outra coisa: os seios de Sam, destacados naquela camiseta. Discretamente, ele pegou a almofada atrás dele e colocou no colo. "Definitivamente, você não está no seu juízo perfeito, Freddie!", ele pensava desesperado "Pára de pensar nisso AGORA MESMO!!! Se bem que, tenho que admitir, Sam fica muito sexy nesse pijama... Ah, cala a boca, pensamento!!!"- Eu sempre guardo um pjiama e roupa extra aqui, pra não ter que ficar pegando roupa emprestada da Carly...

-Ah, tá... -Freddie mordeu o lábio enquanto apertava a almofada com mais força em seu colo- E a Carly e o Spencer, já acordaram?

-O Spencer já, ele saiu mais cedo pra comprar mais caixas de lápis de cor para a escultura dele e a Carly tá lá em cima, dormindo ainda. A noite de ontem foi bem agitada pra ela, sabe?

-Quer dizer que estamos sozinhos? -Freddie arregalou os olhos quando viu Sam chegar mais perto dele.

-É isso aí, Fredduardo... -Sam sorriu marota- Sozinhos...

-Ahn, Sam, o que você vai fazer, hein? -Freddie viu Sam se aproximar cada vez mais dele, mas ele não conseguia se afastar dela.

-Só me vingando de ontem a noite, antes de eu te dar meu perdão na sexta... -Sam riu, mordendo o lábio- E tire isso do colo, -Tirou a almofada do colo de Freddie- você não precisa disso...

-Mas, o quê...? -Freddie nem teve tempo de ficar vermelho com a investida de Sam. A garota já tinha pulado no colo dele e o resto deixou levar.

Freddie nunca tinha beijado ninguém como Sam. Pra falar a verdade, nunca tinha beijado, e aquilo era uma vergonha pra ele. E ele nunca imaginava perder seu BV com Sam Puckett. Claro que agora ele tinha a loira em seu colo, o beijando docemente. As mãos de Freddie estavam na cintura de Sam enquanto ela tinha o rosto dele em suas mãos. E embora os dois não pudessem ler a mente um do outro, eles estavam sincronizados em um pensamento só: aprofundar aquele beijo, mas Sam se afastou com um sorriso de vitória dançando nos lábios.

-Ah, Sam!... -Freddie reclamou, fazendo um beicinho.

-Essa foi a vingança, Benson, por ter me usado pra fazer ciúmes pra minha amiga... -Sam se aproximou de novo de Freddie, pra sussurrar em seu ouvido- Não espere eu ser tão boazinha assim com você quando eu te perdoar na sexta...

-Er... Olha, não é uma boa você estar aqui, no meu colo, nesse momento... -Freddie mordeu o lábio e fechou os olhos. Ele ainda podia sentir o toque dos lábios de Sam nos dele.

-A mamãe aqui sabe. E você sabe que se tentar fazer qualquer coisa comigo, minha vingança será pior... -Sam riu enquanto mordia o lóbulo da orelha de Freddie, que segurou um ofegar.

-Sam, você tá aí? -A voz de Carly soou vinda da escada. A loira saiu de cima do moreno, que ainda estava paralisado.

-Claro, Carly. Desce aí. -Sam gritou, mas logo depois voltou a sussurrar para Freddie- Toma aqui sua almofada... -Ela pegou a almofada que jogara no chão e colocou de volta no colo de Freddie.

Carly descera sonolenta até a sala, quando quase se assustou com Freddie na sala.

-O que você tá fazendo aqui?

-O que você acha que eu venho fazer aqui todo domingo? Jogar golfe de carne com a Sam? -Freddie perguntou enquanto ria do pijama da Carly.

Agora ele podia ver uma diferença entre Carly e Sam: enquanto Carly ia dormir como se fosse uma garotinha, o pijama de Sam era mais maduro, algo que uma adolescente de 17, quase 18, usaria. Lembrar do pijama da Sam trazia uma torrente de pensamentos que ele tentava evitar, incluindo o ataque surpresa do beijo de Sam.

-Ahn, Carly, se importa se eu usar seu banheiro? Achei que não... -Freddie –com a almofada no colo– saiu correndo escada acima enquanto Sam ria descontroladamente.

-O que aconteceu com ele?

-Eu não faço a menor ideia! -Sam respondera entre risos. No fundo ela sabia bem o que tinha acontecido com Freddie e o porquê dele estar no banheiro dos Shay.

Enquanto isso, Freddie bufava na frente do vaso. A almofada no colo já não era mais necessária. A cena recente não saía da sua cabeça: Sam e ele se beijando, ela em cima do seu colo. Mas o pior era que ele tinha correspondido àquele beijo com tanto desejo... Um pouco mais aliviado, Freddie se olhou no espelho. Seus olhos castanhos estavam quase pretos, seus lábios estavam meio vermelhos, por contra da pressão dos lábios de Sam. E tudo o que ele conseguia pensar era: "Como foi que isso aconteceu, assim, do nada?". Depois de uns segundos sem pensar em mais nada, deu a descarga e desceu a escada de volta para a sala "Mas tenho que admitir, aquele beijo foi... Uau..."

Notas finais
Ok, eu não planejava fazer algo meio sexy agora com Sam e Freddie, mas eu tinha que fazer isso ou eu morria. Mas como eu disse, as cenas sexies de verdade serão a partir do décimo episódio, então os Seddiers pervertidos se acalmem, como diz a minha diva Jennette, o décimo episódio "is not that far away". Reviews, pessoal, reviews!!! ^^