Um Príncipe em Minha Vida
7 Encontro
Notas iniciais
O resto da semana no Ridgeway High foi muito agitada. Carly e Matthew não cabiam de tão felizes por terem sido escolhidos Rei e Rainha do Baile da Renascença. Estavam distribuindo sorrisos por todo o lugar e como se ainda estivessem no clima do baile, os dois estavam vestindo algo amarelo, mas Carly estava com um look mais discreto do que o que usou no baile. Freddie chegou ao colégio vendo a movimentação da galera e surpreendentemente não ficou incomodado quando Matt puxou Carly pra mais perto. Ainda estranhando fato de ficar tão indiferente com o lance de Carly e Matthew, foi em direção ao seu armário e deu de cara com Sam parada no armário dela –que por coincidência era o armário vizinho do dele.
-Freddie, preciso falar com você... -Sam mordeu o lábio antes de fechar o armário.
-Bom dia pra você também, Sam... -Freddie analisava Sam enquanto abria o armário dele. Por algum motivo completamente inexplicável Sam tinha mudado seu estilo skatista pra algo um pouco mais feminino, mas atrevido, como ela- O que você quer?
-Escuta, eu... -Sam fechou os olhos antes de olhar pra Freddie. Ou melhor, devorá-lo com os olhos, como se o nerd moreno a sua frente fosse um pedaço suculento de bacon. A frase da Penny Tee dele fazia a loira ter mais vontade de avançar nele e ainda pra completar a maioria das roupas que ele usava era azul, a cor favorita dela depois do vermelho e do roxo- Eu queria pedir desculpas por ter me jogado em cima de você ontem no apartamento da Carly. Eu não devia ter feito aquilo, nem sei o que deu em mim...
-Tudo bem, Sam, não se culpe... -Freddie colocou a mão no ombro dela- Eu fui pego de surpresa, não tenho o porque eu ficar bravo com você.
-Obrigada... -Desviou o olhar dela para o teto enquanto ouvia o barulho do armário de Freddie sendo fechado- Então, você não esqueceu, não é?
-O nosso encontro? -Freddie sorriu só à menção da palavra- Não, não me esqueci. Hoje é sexta, não é? Por quê?
-Bom é que... -Sam pro lado dele. Ele tinha tirado o moletom que vestia, revelando os músculos que saltavam na camiseta- Eu não posso ir com você à noite pro Petroccini. Minha mãe quer me levar pra jantar pra conhecer o novo namorado dela e, bom...
-Puxa, se você quiser, a gente marca um outro dia, sei lá...
-Nada disso, eu disse que iria te perdoar hoje e a gente vai sair hoje. Por isso eu vim com essa roupa. -Freddie olhou melhor a roupa de Sam e só agora tinha sacado- Me espere hoje no fim das aulas. A gente vai no Smoothie Groove, ok?
-Ok... -Freddie e Sam pararam na porta da sala de química. Era a primeira aula de Freddie, mas não de Sam. O moreno chegou perto da loira e tascou um beijo na bochecha- A gente se vê. Eu te espero no meu Bentley.
-Tudo bem... -Sam sorriu enquanto via Freddie sumir dentro da sala.
O último sinal do Ridgeway tocara, anunciando o fim das aulas, e Freddie já tinha saído da sala na velocidade de um jato e estava dentro do carro, esperando Sam. Passou 5, 10 minutos, e Sam não apareceu. Olhou o horário no PearPhone e antes que pudesse guardá-lo na mochila, uma cabeça loira apareceu no seu carro.
-Demorei muito?
-Claro que não... -Freddie mentiu- Acabei de chegar também.
-Tive que me despedir da Carly. Ela e o Matthew Carter vão sair hoje também... -Sam abriu a porta do Bentley e entrou no carro, enquanto Freddie estranhava a felicidade que aquela notícia dera a ele- Então, vamos logo?
-Claro... -Freddie sorriu dando a partida no carro, que saiu arrancando do estacionamento do Ridgeway.
Nunca em um milhão de anos imaginara tendo um encontro com Sam Puckett, mas ele tinha que admitir que não tinha sido tão ruim assim. A cada segundo que passava ao lado da loira ele ia descobrindo mais coisas sobre Sam que duvidava que até Carly soubesse. E enquanto isso, Freddie ia reparando mais coisas em Sam do que o normal: o jeito como seus olhos azuis brilhavam quando ela falava dos programas de luta livre na TV, o sorriso involuntário que ela exibia toda vez que ela olhava pra ele. Mas de algum modo, aquele dia tinha passado mais rápido do que ele queria...
-Ei, Fredduccini, que horas são?
-Ai que droga!!! -Freddie olhou o relógio do PearPhone- Minha mãe vai falar merda quando souber a hora que cheguei em casa... -Ele mostrou o celular para Sam, que viu o relógio do visor marcar 19:00.
-Ah, você é tão certinho... -Sam riu- O que tem você chegar tarde em casa? Sua mãe não tá no hospital?
-Tá, mas... E o jantar da sua mãe? Vai faltar o jantar da sua mãe? -Freddie perguntou.
-Merda... -Sam bateu o punho na mesa e começou a se levantar da mesa- É verdade. Vou pagar a conta e vamos pro meu prédio, tudo bem?
-Não, Sam. Eu pago... -Freddie já tinha pego a mochila e tirado a carteira de lá- Sei que você me convidou, mas sou cavalheiro demais pra deixar uma garota pagar a conta.
-Valeu, Freddie... -Sam se sentou com um sorriso bobo enquanto Freddie estava no balcão pagando a conta.
-Aqui estamos, mademmoiselle. -Freddie parou o carro na frente do prédio de Sam- Sã e salva...
-Valeu de novo. -Sam sorriu, com os lábios no canudinho, chupando mais um pouco da vitaminha de morango- Quer saber de uma coisa? Até que o encontro com você não foi tão ruim. Você um garoto legal, Benson, quando não dá uma de nerd...
-Digo o mesmo de você, Puckett. Quer dizer, quando você não dá uma de bad girl, você é a melhor companhia...
Freddie e Sam se olharam. Os olhos azuis encarando os olhos castanhos. Sam deu mais um gole da vitamina e se aproximou de Freddie, meio hesitante, mas não esperou a atitude do garoto, que a puxou delicadamente pelos cabelos e a beijou.
Dessa vez o beijo dos dois foi doce e intenso, sexy e inocente. Freddie e Sam já se entregavam ao beijo apaixonadamente, o garoto sentia o sabor da vitamina de morango na língua dele e da loira, deixando aquele beijo quase impossível de se parar por conta própria, mas a necessidade por ar fez com que eles parassem o beijo, completamente ofegantes e meio envergonhados.
-O-o-o-ok... -Freddie mordeu o lábio e passou a língua neles, como se tentasse abosrver o gosto de morango dos lábios de Sam- Isso foi bom...
-É... -Sam tinha pego uma mecha e a torcia nervosamente- Foi muito bom... -Ela olhou Freddie novamente, agora com o um brilho perigoso e sexy no olhar- Se você ousar contar pra alguém alguma coisa desse nosso beijo, eu te mato...
-Sem problemas... -Freddie deu uma risada fraca, ainda por conta da falta de ar do beijo- Eu não vou contar...
-Ótimo... -Sam respirou fundo, pegou a mochila dela no banco de trás e abriu a porta do Bentley pra sair- A gente se vê amanhã... Pra gravar o iCarly...
-Okay... -Freddie murmurou antes de Sam bater a porta do carro e ir em direção ao prédio. O garoto fechou os olhos, lembrando de uma coisa- Espera, Sam! -Gritou.
-O que é?
-Você não me disse se me perdoou... -Freddie sorriu torto- Acha que eu me esqueci?
Sam riu rapidamente antes de ir para a janela do motorista e botar a cabeça pra dentro do carro. Freddie recuara um pouco, mas não pensou em recuar quando os lábios de Sam roçaram sua orelha.
-Claro que te perdoei, Benson. Claro que sim... -Sam deu um beijo estalado na têmpora de Freddie antes de tirar a cabeça de dentro do carro- A gente se vê, Freddie...
-A gente se vê, Sam... -Freddie sussurrou enquanto dava a partida no carro.
Freddie chegou ao Bushwell Plaza todo confuso. Como uma semana podia mudar tanto o que ele pensava? Até a semana passada a menina dos olhos dele era Carly, mas mesmo assim ele já tinha beijado Sam duas vezes. E ele tinha que admitir pra ele mesmo que aqueles beijos –especialmente o que eles trocaram no carro– foram... Mágicos. "É, a Sam beija bem...", Freddie refletiu enquanto sentia o sabor dos lábios de Sam estampados em seus lábios "Mas será que... Não, não estou apaixonado, apaixonado por ela... Além disso, nem sei se ela sentiu algo com o nosso beijo...", ele continuava a pensar enquanto pegava a chave de casa na mochila e abria a porta do apartamento –o que fez ele se perguntar como chegara tão rápido no andar dele. Já dentro de casa, se jogou no sofá e jogou a mochila no chão. Respirou fundo e fechou os olhos, sorrindo, dando replay mais uma vez às suas lembranças, recordando aquele dia inteiro, desde a hora em que saíra do colégio com Sam até o beijo. "É, demônia loira, vai demorar pra esse beijo sair da minha cabeça...", o sorriso de Freddie ficara mais pronunciado "E acho que você sabe disso, Princesa Puckett". E com a lembrança do beijo com Sam, Freddie caiu no sono, no sofá mesmo.
Notas finais
(como sempre, se acharem que o meu episódio tá uma caquinha, não me apedrejem, please!!!)
^^
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