Notas iniciais
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Em questão de minutos todos estavam reunidos na cabine principal, prontos pra partir. Freddie e Sam chegaram por último, com os cabelos um tanto bagunçados e ofegantes. Sam ainda abotoava a camisa de Freddie, um tanto atrapalhada com os botões.

-Hum, pelo jeito você ainda ficaram jogando paciência por muito tempo, não é, Samantha? –Carly levantou a sobrancelha, dando uma risada divertida.

-É, fica rindo, Carlotta... –Sam resmungou, arrumando a camisa no corpo de Freddie- Depois não reclama do que pode acontecer. Você... Despertou... O dragão... –Ela cochichou, apontando a amiga com um olhar homicida.

-Se eu fosse você, Carly, levava mesmo a sério a ameaça da Sam... –Freddie deu de ombros- Por que eu vou ficar do lado dela pra qualquer coisa que ela planejar... E não vou me arrepender depois...

-Nossa, isso é maquiavélico até pra você, Freddie... –Melanie fingiu tremer, abraçada a Griffin.

-Hey, gente... –Shelby gritava da escotilha aberta, as pernas balançando no vento- Vem dar uma olhada nessa vista...

Um por um, todos foram puxados por Shelby até o alto do submarino, para que todos pudessem olhar a vista. Freddie e Sam foram os últimos a subir –como sempre– e logo se surpreenderam com a vista que estava diante dos seus olhos.

-Essa é Concordia? –Freddie perguntou de boca aberta- É... Incrível...

Eles estavam perto de uma das praias de Concordia. A areia branquíssima, o mar azul e calmo e um pequeno píer de madeira escura. Era quase uma praia caribenha escondida na Europa. Estava deserta por conta do clima, que estava um pouco frio, mas ainda assim não perdeu sua beleza.

-É parte dela, mas é isso aí... –Shelby sorriu, colocando a mão no ombro de Freddie- Seja bem vindo ao lar, Príncipe Gabriel...

Pela primeira vez em sua vida, se sentiu exatamente como se estivesse em casa. Ali, no meio do oceano, a poucas milhas de seu reino, com Sam ao seu lado, se sentiu completo. Nada poderia estragar a felicidade dele naquele momento.

-É lindo... –Sam sussurrou- Surreal. Isso explica muito sobre você...

-Ah, é mesmo? –Freddie arqueou a sobrancelha.

-Gabriel, esqueci de mostrar uma coisa. –Shelby puxou o garoto pelo ombro- Tá vendo aquilo lá no alto da montanha?

-Deveria ver? –Freddie estreitou os olhos, assim como todo mundo- O que é aquilo?

-Aquilo será sua futura residência quando assumir o trono de Concordia. O Palácio Real... –Ela respondeu como se estivesse falando da própria família real- Ele está no lugar mais alto de Concordia e perto da costa por que seu ancestral, Rei Mitchel, acreditava que isso mantinha a realeza perto do céu e do mar, perto da simplicidade. Um pequeno lembrete pra manter a humildade sempre, mesmo sendo da realeza...

-Uau... –Matthew arregalou os olhos, impressionado- Isso nenhum dos garotos da tripulação me contou...

-Possivelmente eram novatos. Só sabem o básico das histórias de Concordia. –A morena dera de ombros- Eu vou avisar ao pessoal pra pegarem nossa bagagem, só mais cinco minutos e estaremos finalmente em Concordia.

-Prontinho. Senhoras e senhores, sejam bem vindos a Concordia... –Tenente Marx falou enquanto alguns “novatos” da tripulação, como Shelby mesmo dissera, estavam tirando as malas do pessoal do submarino.

-Obrigada pela carona, Tenente Marx. –Carly agradeceu- Diga ao meu pai pra não ficar tão neurótico comigo. Eu vou ficar bem...

-Sei que vai, Srtª Shay. Vocês todos vão ficar bem, tenho certeza disso... –O homem acenou com a cabeça enquanto tirava uma espécie de crachá do bolso e entregava para Shelby- Eu avisei aos soldados que estão fazendo a ronda aqui pela floresta da praia que vocês estão chegando. Isso aqui é um salvo conduto pra que os soldados saibam que são vocês. Por enquanto, é só. Manteremos contato sempre, só pra ter certeza de que estão bem. Boa sorte pra vocês... –Daniel bateu continência antes de abraçar a filha- Tome cuidado, Shell. Tome muito cuidado. Proteja Gabriel como se estivesse protegendo sua vida...

-Pode deixar, pai... –Shelby deixou uma lágrima rolar pelo rosto- Eu te amo...

-Também te amo, soldada... –O tenente rira enquanto soltava Shelby e entrava no submarino, que já saía do píer a toda velocidade.

-Ok, pessoal... –Shelby enxugou o rosto sem que ninguém visse- Temos que andar mais um pouquinho se quisermos chegar no palácio ainda hoje. Vamos lá, mexam-se soldados!!! Não vamos desperdiçar tempo, andem!!!

-Argh, ela é pior do que o treinador Stevens... –Matthew bufara enquanto arrumava a bagagem nas costas- Se com ele eu achava que morria nos treinos, com ela mandando na gente eu morrer de verdade...

-Matthew Carter reclamando dos exercícios? –Freddie caçoou- Taí uma coisa que é difícil de acreditar...

-É, também é difícil acreditar que Freddie Benson é um cachorrão, né? –Matt riu enquanto tomava a dianteira com Melanie, Griffin e Shelby, deixando Carly sozinha atrás com Freddie e Sam.

-O que você contou pra ele? –Sam quase gritou na floresta para Carly.

-Não contei nada. Foi ele me contou, na verdade... –Carly corara, falando apressada- Ele tava passando um dia desses perto da detenção e ele ouviu uns barulhos e gemidos vindos da sua sala particular... –Ela rira por um curto segundo antes de continuar sob os olhares raivosos dos amigos- O resto não preciso dizer, acho que vocês sabem. Foi vocês quem estavam se amassando quase sem roupa em uma sala de detenção ao som de Adele...

-Como sabia que a gente tava ouvindo Adele? –Freddie perguntou.

-Matt me falou. Qual é, ele também tem direito de ouvir música boa, sabia? –Carly olhou pra frente, apressando o passo- Vou lá pra frente com o Matt antes que vocês me trucidem aqui...

-Quer saber? –Sam encarou o chão cheio de folhas e galhos da floresta densa- Eu tô me sentindo meio culpada agora... –“Quando voltarmos pra Seattle eu vou pedir isolamento acústico na minha sala...”, ela pensou lentamente, tentando evitar a palavra “se”. Essas duas letras estavam começando a assustá-la mais do que deveriam. E era uma proeza e tanto algo assustar Sam Puckett.

-Eu não... –Freddie respondeu com um sorriso brincando no canto dos lábios- O único lado ruim disso, tirando a parte que Matthew nos viu, é que toda vez que ouço Rolling In The Deep certas coisas me passam pela cabeça...

-Ah, eu sei muito bem o que se passa pela sua cabeça nessas horas, Príncipe Gabriel... –Sam sussurrou no ouvido de Freddie, fazendo o garoto ofegar- “Don’t underestimate the things that I will do...” –Cantarolou antes de correr pra acompanhar o pessoal que estava muito a frente do casal.

-Aprendi a não subestimar, Samantha... –Freddie murmurou consigo mesmo, apressando o passo- Mas você também não deveria subestimar o que eu posso fazer com você... Me aguarde, Sam, me aguarde...

Notas finais
Sei que estou meio sem tempo pra responder os reviews e escrever aqui nas notas finais, mas eu tinha que agradecer ao carinho de todos vocês. São quase 50 leitores. Vocês me deixaram pasmada, pois nunca imaginei que uma fanfic Seddie pudesse ter tanta audiencia aqui. Muito obrigada a todos vocês!!! (Em especial a isadora_granato, que mandou a mais recente recomendação a história)
Kissies e a gente se vê quarta feira...
^^