Um Príncipe em Minha Vida
37 Concordia-Parte 2
Notas iniciais
Os sete saíram do carro e andaram em direção ao homem de farda, que abrira um sorriso enorme ao ver Shelby.
-Shelby! –Daniel Marx, pai de Shelby abrira os braços para ela, que praticamente se jogou em cima deles, como uma garotinha saindo da escola.
-Ah, pai... Quer dizer, Tenente... –Shelby bateu continência, enxugando uma lágrima teimosa no olho dela- Estou muito feliz por te ver de novo. Como estão as coisas?
-Um tanto turbulentas... –Ele deu de ombros- Teve outro ataque em Concordia, mas graças a Deus nós conseguimos vencer mais essa batalha.
-Fico mais aliviada em ouvir isso. Estamos todos prontos pra partir. Claro que alguns deles você já conhece...
-Claro. Como vai, Srtª Shay? –Sr. Marx a cumprimentou- Saiba que seu pai está muito preocupado com você, agora que sabe da verdade...
-Diga a ele pra não se preocupar, eu vou ficar bem... –Carly abraçou Matthew- Tenho um guarda costas particular pra me proteger...
-Ah, Matthew! –O homem esticou os braços novamente- A última vez que vi você e o seu irmão era quando vocês eram pequenos. Olhem só pra isso...
-Obrigado, Sr. Marx. –Matthew agradeceu.
-Ah, acho que o senhor nem se lembra mais de mim, né? –Melanie estendeu os braços para o tenente- Passou tanto tempo no mar que deve ter me deletado da memória.
-Claro que não, Melanie... –Sr. Marx abraçou a garota loira- Você também cresceu bastante, hein? Cadê aquela garotinha magricela que eu costumava proteger em Londres? Ah, e você deve ser a Samantha, não é? –Ele estendeu a mão para Sam apertar, meio desajeitada- Oh, meu Deus, eu já vi esse brilho que você tem nos olhos, garota. Você me faz lembrar o Joshua. Ele tinha exatamente esse brilho no olhar. Aposto que é a valentona da escola, não é?
-Minha mãe já deve ter me dedurado lá em Concordia, não é? –Sam fez uma careta- Agora minhas chances de me entender com a sua mãe afundaram de vez... –Completou olhando Freddie com uma expressão de pânico.
-Vossa Alteza... –Daniel se ajoelhara na frente de Freddie- É uma honra conhecê-lo. Se parece muito com o seu pai, que Deus o tenha...
-Pode se levantar, eu tô meio desconfortável com isso... –Freddie se endireitou, meio sem graça- E além disso, ainda não sou Gabriel. Eu só sou o Freddie...
-Bom, mesmo assim, é uma honra... –O homem já se endireitara- Bom, temos que ir logo. Não podemos ficar aqui muito tempo. Temos um oceano pra patrulhar. Além disso, temos que estar na costa do litoral de Concordia ainda nesse mesmo dia. Vamos lá, todo mundo, entrando no submarino...
A viagem no submarino da Marinha americana foi de certo modo divertida para todos. Como Shelby mesma dissera, quase todos dali eram de algum lugar de Concordia. Freddie aproveitou pra ouvir deles algumas histórias do seu país –mais algumas histórias pra sua bagagem de registros de Concordia. Sam estava na cozinha do submarino, comendo e aprendendo algumas receitas. Ela não podia acreditar que um simples sanduíche de rosbife conquistaria o estômago dela em uma só mordida. Melanie e Carly estavam com o General Shay e o Tenente Marx, conversando sobre Carly e o segredo de Freddie. Claro que o general ficara preocupado com sua filha, especialmente quando soube do ataque a ela, mas logo se acalmou quando soube que Carly estava namorando um Carter. “Os Carter são protetores, guerreiros por natureza.”, ele dissera “Tem sorte por estar namorando Matthew. Ele é um ótimo rapaz, isso sem falar que quer seguir os passos do pai. Ele tem muita coragem...”. Shelby e Matthew conversavam com alguns membros da tripulação, tentando convencer Matt a entrar para a Guarda Real de Concordia assim que ele terminasse os estudos, mas logo que souberam dos planos dele, nem precisaram repetir tudo. Só estavam falando sobre as histórias da Guarda Real, e Matthew ouvia tudo encantado, nem dando pela falta do irmão. Griffin ficara trancado na cabina a viagem toda, alegando um pequeno enjoo marítimo, mas que logo passava.
Depois de quase três horas no submarino, um dos homens da tripulação chegara à cabine do General Shay, batendo continencia.
-Senhor, estamos nos aproximando da área litorânea de Concordia. Estaremos ancorando em 10 minutos...
-Excelente. Pode se retirar... –O general devolveu a continencia antes do rapaz ir embora- Filha, acho melhor avisar o príncipe e os seus amigos que já estamos chegando. Quero que Gabriel tenha a primeira visão de Concordia ante de pisar em terra firme.
-Ok, pai. Tô indo. –Carly bateu continencia de brincadeira- Mell, vem comigo?
-Claro, eu tenho que ver se o Grinn está bem. -Melanie saiu com Carly da cabine- Tadinho do meu Griffin, ficou enjoado, trancado na cabine a viagem toda...
Em outra cabine, Freddie e Sam estavam abraçados, abosrtos de tudo. Os dois estavam sem camiseta, enganchados um no outro. As mãos de Freddie causavam arrepios involuntários na loira quando corriam pela pele dela, subindo e descendo pela cintura dela, pelas costas, contornado o fecho do seu sutiã.
-Ahn, Freddie... -Sam sussurou em seus lábios- Espere...
-Calma, Sam... -Ele beijou o ombro da garota- Eu não ia tentar nada, mesmo... Mas é que quando estamos juntos... Eu meio que me esqueço de tudo. Esqueço que estou "voltando pra casa", que possivelmente meu tio idiota vai estar lá com uma adaga envenenada tentando me matar...
-Que ótimo, baixou o Hamlet em você de novo... -Sam riu e se sentou na cama.
-Você ainda não percebeu que eu sou Hamlet? -Freddie se sentou também encarando Sam- Lembra que você disse lá no meu apartamento, que Hamlet vive no final como o novo rei da Dinamarca? E eu disse que não estava tão certo disso.
-Sei...
-Bom, eu tava tentando te corrigir, por que na verdade, Hamlet morre. E não como alguém da realeza, com um simples soldado... -Freddie murmurou- E se acontecer comigo o mesmo que acontecer com ele? Não estou dizendo morrer como um soldado, mas só pelo simples fato de morrer sem livrar meu país desse monstro que é o meu tio...
-Você não vai morrer... -Sam levantou o rosto de Freddie- Por que nós estaremos lá pra te ajudar a tomar seu reino de volta. E eu estarei do seu lado, sempre, mesmo depois da morte. Por que se você tiver a ousadia de morrer, eu vou logo atrás de vocês, tá me ouvindo? -Ela encarou os olhos de chocolate dom moreno, séria- Você não vai se livrar de mim assim tão fácil, tá me ouvindo príncipe nerd?
-Claro que te ouvi... -Freddie mordeu o lábio, enlaçando a cintura de Sam mais uma vez, beijando-a. Mesmo depois daquela conversa, Sam sabia que Freddie ainda estava tenso. Os lábios dele nos dela denunciavam isso. Ela agora sabia que o fantasma de Hamlet iria assombrar seu nerd pra sempre. Ou só enquanto aquela guerra durasse.
A tensão já estava deixando Freddie aos poucos. Logo ele voltara a ser o garoto apaixonado e decidido que Sam conhecia. Logo ele voltara a deslizar suas mãos pelas costas de Sam, agora sem medo, seus dedos já trabalhavam pra abrir o fecho do sutiã de Sam enquanto seus lábios faziam um caminho de fogo e desejo pelo pescoço dela.
-Freddie!!! Saaam!!! -Carly batera na porta, paciente- Vocês estão aí?
-Argh, que drogaaa!!!. -Sam sussurrou, furiosa- Eu juro, se a Carly não fosse minha aminga, eu matava ela...
-E eu ajudaria cavando a cova dela... -Freddie beijou a bochecha de Sam enqaunto se levantava pra abrir a porta- Eu já vou...
-Ah, oi Freddie... -Carly acenou, meio sem graça- Eu tô interrompendo alguma coisa? -Ela perguntou, olhando Sam sentada na cama com um olhar mortífero dirigido aos seus All Stars.
-Não, imagina. Eu e a Sam estávamos jogando paciência, discutindo a dívida interna do país e nos perguntando: quando nossa querida amiga bisbilhoteira chegaria? -Freddie respondeu, sarcástico, arrancando uma risada alta de Sam- O que foi?
-Avisaram que já estamos perto de Concordia. Melhor se arrumarem, por que a gente já vai ancorar. -Carly avisou e saiu correndo, mas logo voltou e deu uma outra olhada na cena- Sério mesmo que estavam jogando paciência. Pra mim parece strip poker...
-Cai fora, Shay!!! -Sam jogou um travesseiro em direção a porta, rindo.
CONTINUA...
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