Um Príncipe em Minha Vida

3 Como Convidar Alguém Para o Baile-Parte 2


Notas iniciais
A segunda parte do primeiro episódio já está na área. Esperem por muitas surpresas, pessoal!!!

Na prova de biologia Freddie não conseguiu se concentrar direito, mas nem precisava. Ele respondia todas as respostas automaticamente, quase sem pensar. Freddie pensava em Carly, em como ela tinha ficado feliz por ir ao baile com Matthew Carter. Aquilo, para ele, não parecia certo. Ela tinha que ficar feliz por ir ao baile com ele. Ela tinha que ficar com ele, isso seria o certo...

-Benson... -Um sussurro baixo soou atrás do garoto, interrompendo seus pensamentos. Freddie se virou e deu de cara com uma Sam desesperada.

-Fala, Sam.

-Pode me passar a resposta da 5?

-Você não estudou?

-Até parece que você não me conhece, não é patetão? -Sam revirou os olhos- Anda, passa a resposta da 5...

Freddie respirou fundo enquanto passava calmamente a resposta. Ele não era a favor de colas na escola, mas sabia que se Sam não tirasse uma nota maior do que 5 ela seria suspensa, e ele e Carly faziam o que fosse necessário pra ajudá-la. E embora Freddie não admitisse, ele sabia que a vida dele seria meio chata sem os insultos e ameaças diárias de Sam.

-Ahn, Benson? -Sam chamou Freddie de novo segundos depois do amigo passar a resposta.

-Sim? -Ele se virou, esperando outro pedido de cola da garota.

-Obrigada... -Sam sussurrou docemente antes de voltar para a folha da prova. Freddie franziu a testa. Desde quando Sam Puckett sabia falar obrigado?

-Algum problema, Sr. Benson? -Sr. Winston, professor de biologia da turma, chamou a atenção de Freddie.

-Não, nenhum, Sr. Winston.

-Que bom. Fique de olho na sua prova. Srta. Puckett, se eu souber que você andou colando...

-Que nada, Sr Winston... -Sam falou preguiçosamente, de cabeça baixa na carteira, pronta pra tirar um cochilo- Tô tranqui aqui...

No intervalo, Freddie se sentou no refeitório completamente frustrado, vendo da mesa dele Carly rindo e se derretendo pra cima de Matthew. Era tão meloso que fazia ele ter vontade de vomitar. E lá estava Freddie praguejando o quarteback ao mesmo tempo em que desejava Carly ali ao seu lado quando Gibby sentou na mesa dele.

-E aí Freddie, chamou a Carly pro baile?

-Chamei... -A voz de Freddie se arrastou- Ela já vai com o...

-Matthew Carter, eu sei... -Gibby pegou algo da mochila –o novo PearPad, que a mãe dele ainda estava pagando– e mostrou algo a Freddie- Já postaram isso no blog da escola na segunda aula.

-E você ainda vem me perguntar se eu chamei a Carly?

-É que eu só soube disso agora. A Tasha tava vendo o blog no PearPhone dela e eu vi a postagem. Sinto muito mesmo...

-Esquenta não, Gibby. -Freddie desviu o olhar da tela do PearPad e olhou para Carly novamente, sorrindo largamente para o quarteback que estava na frente dela- Eu prometi que vou levar a Carly pro baile da Renascença e ninguém vai me impedir.

-Olha, tenho uma ideia pra você conquistar a Carly... -Gibby bateu o indicador nos lábios, pensativo.

-Vai me ajudar a levar ela pro baile?

-Não, eu não disse isso. O que pode significar uma noite com a Carly quando pode ficar com ela pra sempre?

-Agora me interessei! -Freddie se aproximou de Gibby, completamente empolgado- Diz aí, qual é o seu plano.

-Tá, lembra como foi que a Tasha virou minha namorada?

-Lembro... -Freddie parou pra pensar- Não, de verdade não...

-Ah, nem parece que você é o gênio daqui do Ridgeway. A Tasha só começou a ficar interessada em mim depois que me viu andando com a Carly e a Sam.

-E daí?

-"E daí?" -Gibby imitou o amigo- A Tasha só tomou uma atitude por que ela tava com ciúmes de mim. Agora ligue os pontos...

-Tá dizendo que eu tenho que causar ciúmes na Carly? -Freddie arregalou seus olhos cor de chocolate.

-É isso aí. E que ocasião melhor pra causar ciúme em uma garota do que no baile da escola?

-Mas pra isso vou ter que convidar alguém. E até onde eu sei, todas as garotas daqui já foram convidadas... -Freddie apoiou seu rosto nas mãos, agora completamente desesperado.

-Todas, menos uma, caro Benson... -Gibby ergueu uma sobrancelha sapeca.

-Ah, não. Nem pensar!!! -Freddie se levantou da mesa, espantado, mas logo se recompôs e cochichou para o amigo- Ela ia me matar.

-Você não vai saber se não tentar...

Freddie rosnou derrotado. O que ele iria fazer não seria tão diferente do que assinar seu próprio atestado de óbito. Mas, como ele mesmo tinha prometido, ele faria de tudo para ter Carly, até se matar.

-Ok, mas eu só vou fazer isso pela Carly, tá bom?

-Como quiser amigo! -Gibby segurou uma risada.

As aulas do Ridgeway já tinham acabado e quase todo mundo já ido embora. Os poucos que ainda estavam no colégio estavam participando dos clubes extracurriculares, entre eles Freddie, que tinha cabulado a reunião do Clube AV especialmente para por seu plano em prática. Ele estava encostado no muro perto do estacionamento, tomando coragem para fazer o que estava prestes a fazer. "Qual é, não devia ser essa neura toda...", Freddie pensou, nervoso "É só a Sam. Não é como se ela fosse te morder...". Esse último pensamento fez Freddie soltar uma risadinha histérica, mas ele tinha que se concentrar. Olhou mais uma vez para o estacionamento quase vazio, o único carro estacionado lá era o Bentley dele. Lá estava Sam, sentada em uma das vagas vazias perto do carro dele, o suéter amarrado na cintura dela, com a mochila do lado, devorando um sanduíche de presunto. Freddie engoliu seco e decidiu por seu plano em prática. respirou fundo e saiu em direção ao carro dele.

-Oi Sam... -Ele cumprimentou a loira, que só acenou pra ele de boca cheia. Sem uma resposta verbal dela, Freddie continuou- O que tá fazendo aqui? Achei que você ia pra casa de carona com a Carly e o Spencer...

-O pai deles está na cidade só hoje e eles queriam aproveitar a oportunidade... -Sam falou, já sem sanduíche na boca- Eu liguei pra minha mãe pra ela vir me buscar e já faz um tempinho que eu tô aqui... -Ela se levantou e andou na direção de Freddie- E você? Achei que ia ficar no Clube dos Nerds...

"Se segure, Freddie.", ele pensou, "Ela não pode te atingir com essas ofensas. Se segure...".

-Fugi da reunião... -Ele deu de ombros, despreocupado, fazendo Sam arregalar seus olhos azuis- A prova de biologia de hoje me esgotou e eu não tô com muita vontade de ficar na reunião hoje...

-Uau, o Fredduccini cabulando as reuniões do Clube AV? -Sam sorriu- Não é algo que a gente vê todo dia...

-É, quis variar um pouco meu dia... -Freddie repirou fundo e olhou para as chaves do seu carro antes de lançar para Sam com algum esforço –esforço que foi for água abaixo, quando ele se deu conta da distância que Sam e ele estavam– um olhar de flerte- Eu tô indo pra casa e, sei lá, se de repente, você quiser uma carona...

Sam arregalou os olhos mais uma vez e como se não pudesse evitar chegou mais perto de Freddie, que ficou mais nervoso do que já estava só por estar perto dela. Agora, com aquela proximidade tão intensa, ele sentiu a garganta secar, suas mãos suarem e seus olhos escorregarem para os de Sam.

-Você quer me dar uma carona? -Sam perguntou cautelosa.

-Claro. Nós dois conhecemos sua mãe e a gente sabe que ela demora pra vir te buscar em qualquer lugar. E se você ficar aqui esperando vai ficar entediada... -Freddie mordeu o lábio- Acredite, é bem melhor aceitar minha carona do que ficar aqui sozinha.

-Tá, não precisa me convencer, Freddnerd. -Sam se afastou e pegou sua mochila do chão- Eu aceito sua carona. Além do mais, sempre quis saber como é andar em um Bentley. -Ela completou, olhando as curvas do carro.

-Gosta de carros? -Freddie perguntou enquanto abria a porta do carro para Sam.

-Um pouco. Esse Bentley é lindo, mas nada se compara a um Lamborghini Diablo, todo vermelho... -Sam suspirou sonhadora.

-Um Lamborghini Diablo? -Freddie levantou uma sobrancelha.

-É, eu sonho com esse carro desde que eu era garotinha. Um dia, quando eu for muito, muito rica, vou comprar esse carro.

-Engraçado... -Freddie sorriu de lado, olhando pra Sam.

-O que é engraçado, nerd? -Sam começou a fazer sua cara de ameaça, mas logo desfez enquanto via os detalhes do carro por dentro.

-Você se parece um pouco comigo quando o assunto é carros. Eu sempre quis um Bentley. Ganhei esse quando eu fiz 16...

-E como eu só tô vendo esse carro agora?

-Tirei a carteira faz alguns meses e, bom, não saio muito de casa pra ter que andar de carro. Hoje foi o primeiro dia que esse carro saiu da garagem. -Freddie sentou no banco macio do carro, jogou a mochila no banco de trás e ligou a chave na ignição.

-Puxa, não pôde escolher dia melhor. -Sam empurrou o banco do carona pra trás, jogou a mochila no banco de trás igual a Freddie e apoiou os pés no porta-luvas- Agora vamos, Alfreddie, tenho que chegar em casa e comer aquele pedação gigante de bacon que eu vi nas sacolas de compra da minha mãe ontem.

-Tá bom. -Freddie revirou os olhos enquanto manobrava o carro pra fora do estacionamento.

-Prontinho, Srta. Carnívora. -Freddie parou em frente a um prédio residencial, a 10 quadras do Bushwell Plaza, onde ele e Carly moravam- Chegamos.

-Valeu, Fredduardo. -Sam pegou a mochila no banco de trás e abria a porta pra sair quando sentiu a mão de Freddie se fechar em seu pulso.

-Espera, Sam...

-Você tem 5 segundos pra tirar essa mão de mim se não quiser levar um chute. -A loira lançou a ele seu melhor olhar assassino.

-Calma, é rapidinho. Eu só queria falar uma coisa...

Sam respirou fundo enquanto fechava a porta do carro. Cruzou os braços e mordeu o lábio antes de olhar pra Freddie.

-Ok, o que você quer?

-Bom, é sobre o baile da escola...

-O que é que tem?

-Queria saber se você ainda tá sem par... -Freddie ainda pensava se era uma boa ideia o que ia fazer, mas agora não tinha mais volta.

-É claro que não tenho, por quê?

-Por quê... -Freddie se aproximou de Sam. Seus olhos castanhos pareciam olhar os olhos azuis dela pela primeira vez. Sua mão ainda segurava o pulso dela, mas dessa vez, segurava com mais delicadeza, seu polegar desenhava distraidamente as costas da mão de Sam- Eu quero ser seu par no baile da Renascença.

-É... É sério? -Sam olhou descrente pra Freddie- Por quê?

-Bom, você tá sem par, eu tô sem par... -Ele pigarreou, tentando evitar a gagueira de nervoso que se aproximava- E não quero ir pra essa festa parecendo um mané.

-Mas você é um mané, independente dessa festa. -A voz de Sam parecia mais um sussurro- Sábado, ás 8:00 em ponto. Não se atrase ou eu quebro a sua cara, ok? -Ela puxou a mão de Freddie do seu pulso e saiu do carro. Já estava quase entrando no prédio quando gritou pra Freddie, que estava saindo- Ei, Benson.

-O que é, Puckett? -Freddie parou e gritou de dentro do carro.

-Só mais uma coisa. -Sam sorriu marota- Vem me buscar pro baile no seu Bentley, ok?

Freddie sorriu dentro do carro. Não podia imaginar que ficar com Sam pudesse ser tão simples e ao mesmo tempo tão complicado. Ela era a escolha perfeita pra fazer Carly sentir ciúme dele no baile da Renascença. Claro que ele se sentia culpado por usar a Sam, mas Freddie não tinha outra opção. Agora ele só esperava que no final, a Sam não desse uns tapas nele por descobrir o verdadeiro motivo daquele convite para o baile.

-Ok. -Gritou para Sam enquanto pegava o retorno para o Bushwell Plaza.

Notas finais
E isso aí, galera!!! Tô amando os seus reviews, gente, e quero receber mais!!! Kissies listradihos pra vocês!!! ^^