Um Príncipe em Minha Vida
2 Como Convidar Alguém Para o Baile-Parte 1
Notas iniciais
Aqui estou eu com o primeiríssimo capítulo (que espero que vocês gostem). Ah, e deem sua opinião sobre a capa da história, fiz com todo o carinho desse mundo (e acreditem, aquela foto Seddie foi complicada de achar...)
Ridgeway High, 9:45 da manhã
Um Bentley preto se aproximava do estacionamento do colégio, atraindo olhares de todos que estavam por lá. De dentro do carro, saiu Freddie, de óculos escuros, cabelo levemente bagunçado e um sorriso maroto no rosto. Era praticamente a primeira vez que dirigia aquela máquina, que ganhara em seu aniversário de 16 anos. A mãe dera o carro pra ele, mas insistiu que ele não dirigisse o carro até tirar a carteira de motorista. Freddie, óbvio, se espantara com o presente na época –afinal, ele não esperava ganhar o carro dos sonhos dele–, mas logo se acostumara. Ele sempre ganhava presentes supercaros em seus aniversários, e não sabia como sua mãe, a boa e dedicada enfermeira Marissa Benson, tinha dinheiro pra bancar tanta coisa, mas logo acabou se acostumando. Mas isso nunca fez dele um garoto mimado. Só o fez ser mais dedicado em tudo o que fazia, o que resultou em um dos boletins mais impecáveis da Rigdeway High. Freddie era ótimo aluno, o garoto perfeito pra ficar sentado ao lado no dia de uma prova superdifícil.
-Hey, Freddie! -Gibby Gibson, um de seus amigos, correu ao encontro de Freddie enquanto ele ainda fechava a porta do carro. Ele quis rir do amigo, que sempre andava sem camisa pela escola –e por qualquer lugar público– desde a 5ª série. Claro que na época ele era um garoto gordinho, mas agora ele estava com o corpo mais definido, causando uma onda de orgulho em Tasha, sua namorada desde a 8ª série- Carro legal o seu.
-Valeu, Gibby. E aí, a Carly já chegou?
-Chegou agora a pouco com a Sam... -Gibby respondera meio distraído, olhando pra Tasha, que estava com as amigas, sorrindo- Só vou te avisar que ela tá meio estressada. Deve ser TPM...
-Tudo bem, sabe por quê? -Freddie ajeitou a mochila nos ombros- Por que hoje vou me declarar pra ela. Ela vai saber o quanto eu gosto dela...
-Ô, Freddie, ela já sabe. Só que sempre que você tenta se declarar ela te dá uma cortada legal... -Gibby riu alto antes de Freddie lançar um olhar raivoso- Mas... Quem sabe? Hoje ela pode te corresponder... -Se corrigiu com medo, mas até ele sabia que Carly Shay nunca corresponderia ao amor de Freddie. Para a estrela do webshow mais assistido no mundo, o iCarly –no qual Freddie era o produtor técnico–, ele era só o irmão do meio que ela sempre quis ter, e nada além disso- Ah, e além disso, você pode convidar ela...
-Pra sair? É óbvio, que vou Gibby, acha que não?
-Não estava falando de um encontro, era do baile da escola. -Gibby revirou os olhos enquanto entrava com Freddie no hall do colégio- Não tá sabendo do baile da escola?
-Credo, Gibby, assim você até parece que é uma garota...
-Eu hein. Tá me estranhando, Freddie? -Gibby deu um empurrão de brincadeira nele antes que Freddie abrisse o armário- É só que a Tasha tá falando desse baile de 5 em 5 minutos. Isso tá me matando por que ainda tenho que arrumar a roupa da festa pra ela não ter que dizer que eu me visto mal e blábláblá...
-É, mas nós sabemos é que ela gosta mais de você sem camisa... -Freddie riu- Ou sem roupa nenhuma...
-Verdade... -Gibby riu corado e foi pra fora do colégio, mas Freddie não viu isso. Ele agora via andando lado a lado seu sonho e seu pesadelo: Carly Shay e sua melhor amiga, Sam Puckett.
Ele admirava sua amada morena e imaginava se alguém podia ficar mais bonita com aquele estilo rocker romântico que ela usava quase sempre, diferente de Sam, que se vestia como se fosse uma skatista, mas ainda assim tinha seu charme. As duas caminhavam em direção ao armário do Benson, Carly estava falando no seu PearPhone, rindo de alguma coisa e Sam estava distraída devorando um bolo gordo.
"É agora, Freddie, vamos lá", Freddie respirou fundo "Agora é pra valer".
-Ok, te ligo depois... -Carly sussurrou ao PearPhone antes de desligá-lo- Oi Freddie, tudo bem?
-Oi Carly, tá bonita hoje... -Freddie respondeu, elogiando Carly como sempre fez desde que a conheceu, mas logo se deu conta da presença de Sam, ainda devorando seu bolo gordo. Murmurou educadamente para a loira- Oi, Sam...
-Freddoritos... -Sam falou de boca cheia, mostrando o polegar. Ele se impressionou. Geralmente ela vinha com insultos bem mais idiotas e nem sempre ela mostrava o polegar pra ele.
-Já tá sabendo do baile da escola desse fim de semana, Freddie? -Carly mostrou uma parede do hall com o cartaz do evento em cores berrantes e letras gigantes. Ele só conseguiu captar a frase "Baile da Renascença" antes de se virar para Carly novamente- Eu e a Sam estamos pensando no que usar nesse baile.
-Você tá pensando nisso, amiga... -Sam já terminara seu bolo gordo e estava limpando as migalhas do rosto no manga do suéter listrado- Eu nem ligo muito pra esse baile. Vai ser só um monte de gente idiota no mesmo lugar, vai ser a mesma coisa de todo dia. Não que você seja idiota, Carls. -Sam emendou, olhando para a melhor amiga, e continuou, olhando Freddie com desprezo- Já você sim, nerd...
-Você só tá azeda assim por que não tem par pra esse baile. -Freddie caçoou. "Já o meu par pro baile está bem aqui na minha frente. Só tenho que convidá-la"- Então, Carly, esse baile da Renascença...
-Sim?
-Alguém já te convidou?
-Sim, Matthew Carter, aquele sonho de garoto... -Carly suspirou, sonhadora.
-Matthew Carter? -Freddie repetiu, incrédulo- O quarterback do time de futebol americano da escola?
-É isso mesmo. E eu aceitei! -Carly ria histericamente e dava pulinhos de felicidade- Ai, vamos ser o casal top do baile. Acho que seria super se fôssemos rei e rainha do baile...
Freddie murchara. Ele estava todo animado para finalmente pedir Carly em namoro e vem um balde de água fria em cima de tudo. Um grande, gelado, idiota e popular balde de água chamado Matthew Carter. Ele olhou pro lado e viu Sam rindo alto.
-O que foi, hein?
-Nada, só vi uma tentativa de um nerd se dar bem ir por água abaixo.
-Eu só não te mando pastar por que tenho medo que você mate as vacas do pasto pra fazer churrasco de costela...
-Pior que é verdade... -Sam desfez seu rosto de brava em uma expressão sonhadora. Embora Freddie não gostasse muito quando Sam ficava pegando no pé dele, ele a conhecia muito bem pra saber que não tinha nada melhor que um cupom cortesia a uma churrascaria ou ao Smoothie Groove- Mas quem liga pra isso, afinal de contas? O que importa é: você levou outro toco da Carly! -Completou Sam, começando a gargalhar.
Freddie queria responder a altura, mas ele sabia que se fizesse isso, teria que pegar seus dentes quebrados que cairam no chão por conta do soco que Sam daria nele. Não que ela já tivesse socado ele, mas ele já tinha vista a "amiga" brigar com garotos que tinham o dobro do tamanho dela e se dar bem. Ele sabia só pelo que via que não era bom se meter com Sam Puckett. Triste e com um pouco de raiva, ele ouviu o sinal tocar.
-Vamos garotas... -Freddie colocou os livros dele na mochila e fechou o armário- Sabe que se chegarmos atrasados de novo por causa da carnívora aqui -Apontou Sam e continuou- a Stra. Briggs vai nos colocar na detenção.
-Ah, isso com certeza! -Carly ajeitou a mochila nas costas, rindo junto com Freddie.
-Isso não tem graça... -Sam tirou o suéter, mostrando a blusa vermelha de alcinha que vestia. De algum modo inexplicável, Freddie sentiu algo estranho ao ver aquilo. Ele conhecia Sam quase desde que conheceu Carly, mas só agora ele percebera o quanto a garota crescera. Seus cabelos loiros estavam compridos, caindo pelos ombros, e a blusa vermelha que ela usava realçava os seios fartos. Se antes Freddie tinha medo de Sam, ele se via agora tendo pensamentos meio pervertidos em relação a ela. E como sempre, ele agradecia pela demônia loira ainda não poder ser capaz de ler a mente- Me digam quantas vezes eu meti vocês na detenção?
-Nessa semana? -Freddie falou sarcástico, tentando disfarçar o que tinha passado pela cabeça dele. "O que foi que deu em você, seu boboca? É a Carly que você ama. É ela quem tem que povoar esse tipo de pensamento seu. Só a Carly...", pensava repetidamente, mas daquela vez, parecia uma mentira até pra ele mesmo. "Não importa, ainda hoje eu vou fazer a Carly esquecer o todo-poderoso Matthew Carter e ela vai ao baile da Renascença comigo. Eu fazer de tudo pra que isso aconteça, nem que seja preciso me matar..."
CONTINUA...
Notas finais
Ficou legal, chato, querem me matar?
Mandem milhares de reviews, please!!!
Segunda vou postar a segunda parte do primeiro capítulo, ok?
^^
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