Um Príncipe em Minha Vida
1 Once Upon a Time...
Notas iniciais
Concordia, 17 anos atrás.
Uma guerra civil explodira no pequeno país. Os governantes do reino estavam vivendo um momento de caos e terror, já que os sucessores da coroa se revoltaram contra o rei e a rainha quando o novo herdeiro do trono nascera: Príncipe Gabriel, um belo garotinho de bochechinhas gordas e olhos cor de chocolate. A rainha estava aflita, pois sabia que enquanto aquela guerra durasse, seu pequeno príncipe nunca estaria seguro. Foi quando ela teve uma ideia. Uma ideia que partiria seu coração, mas que era o melhor a ser feito.
Ela chamara sua criada de confiança e amiga, Marissa, e entregara Gabriel aos seus cuidados. Pediu a fiel servidora que fugisse com o príncipe para bem longe até que o reino de Concordia estivesse seguro e ele pudesse assumir o trono. Seguindo as instruções a risca, Marissa pegara o bebê e correu até os músculos cansarem, mas não parou até se ver fora dos limites do palácio. Chegando ao Aeroporto Internacional de Concordia, Marissa comprou uma passagem para os Estados Unidos, seu país de origem, e minutos mais tarde, ela e o príncipe estavam no avião. "Lá você estará a salvo, vossa Alteza", pensou a jovem garota, com o coração batendo de nervosismo. Pela primeira vez desde que pegou Gabriel nas mãos ela o olhou e quase chorou alto no avião: o jovem príncipe parecia-se tanto com seu filho Freddward, que nascera no mesmo dia que Gabriel, mas morrera no parto. Foi então, com lágrimas e ternura nos olhos, ela sussurrou: "Então é isso. Você vai ser o filho que perdi, meu príncipe. Eu vou te proteger, Gabriel... Freddward..."
Seattle, Estados Unidos, 17 anos depois.
-Freddward Benson, acorda, filho!!! -Marissa abriu a porta do quarto do garoto e gritou- Vai se atrasar pra ir pro colégio.
Na cama gigante do quarto, dentro dos cobertores, um olho se abriu meio sonolento, seguido por um bocejo comprido. O garoto afastara o cobertor do corpo e se espreguiçara. Freddward Benson, ou simplesmente Freddie não era mais um garotinho. Já era um adolescente de quase 18 anos, de cabelos castanhos que a mãe superprotetora fazia questão de deixar alinhado, mas ele bagunçava sempre antes de sair de casa pro colégio, um corpo capaz de fazer qualquer garota morrer suspirando, mas algo ainda o fazia ter aquele ar fofo de bebê: os olhos cor de chocolate, romanticos e sonhadores.
-Não precisa gritar, eu já tô de pé, mãe!!!
Freddie foi para o banheiro e se olhou no espelho. Ainda estava com uma irremediavel cara de sono. "Não devia ter ficado tanto tempo estudando pra prova de biologia ontem de noite", pensava enquanto jogava água fria em seu rosto. "Mas não tem problema. Hoje vai ser um dia diferente. Hoje vou me declarar pra Carly. Nada vai sair errado...", ele voltou a pensar, mas logo veio a mente uma garota loira de olhos azuis perversos, que o fazia estremecer toda vez que pensava nela "Correção: nada vai sair errado se a Sam não aparecer..."
Fale com o autor