Um Príncipe Em Minha Vida
15 Capitulo 14 - O Primeiro Ato de Amor dos Sogros
Notas iniciais
— Felicity. Calma. Não entra em pânico. — Oliver tenta me acalmar, mas ele não consegue nem acalmar a si próprio.
— Como não entrar em pânico, Oliver! Provavelmente vou ser maltratada e enterrada em um buraco qualquer.
— Princesa, você... — Sua ligação é cortada. Ótimo, estou sem sinal. Logo agora.
O motorista sai do carro e abre a porta para mim.
— Chegamos senhora. — Congelo no banco.
— Chegamos onde, exatamente?
— Onde o senhor Oliver me pediu para deixa-la. — Será que isso é uma espécie de brincadeira do Oliver? Não, ele não faria isso. — Ele estende a mão em um convite para sair do carro.
— Você vai me deixar no meio do nada?
— Sim, essa foi a ordem. Desculpe senhora, eu só sigo ordens. — Coço a cabeça em nervosismo.
— Não me chame de senhora. — Esse é o cúmulo do desespero. — Quem exatamente pediu para que me deixe aqui?
— Já disse senhora... — Olho sério para ele. — O senhor Oliver, mas quem me enviou o recado foi meu rei. — Ótimo, meu sogro me ama.
— Olha me deixe no campus. Isso fica somente entre nós, e você pode falar que me deixou aqui, ele não descobrirá.
— Eu não... — Seu celular toca. O dele tem sinal? Maldição! — Senhora, o sinal está muito ruim, não estou te entendendo. — Ele fica alguns segundos em silêncio. — Ok. Certo. — Ele guarda o telefone e me dirige o olhar. — Tenho que ir madame.
— Espera, você não pode ir assim. — Tento o segurar.
— Me desculpe. — Ele acelera me deixando sozinha em uma estrada de chão.
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Ok Felicity. Respira. Você é uma mulher adulta e madura, você não tem medo. Aliás, somente de baratas, mas aqui não há baratas. Examino o chão.
Estou andando por essa estrada de chão ao que parece pelo relógio 15 minutos, mas me sinto como se tivesse sido 1 hora, e nenhum carro aparece por ela.
Ouço alguns gritos mata a dentro. Bom, o que de pior poderia acontecer comigo? Sigo o som, e vejo um grupo de jovens bebendo e fumando algumas drogas. No momento em que me veem, ficam me encarando em silêncio. Talvez não tenha sido uma boa ideia.
—Olá! — Digo um pouco travada. Arranho a garganta para me livrar do desconforto. — Não se incomodem comigo, vou deixar vocês... Vocês aproveitarem isso... — Aponto desajeitadamente.
— Calma boneca, se junte a festa conosco. — Seus amigos concordam e riem.
— Yeah, não. Obrigado pela gentileza. — Ele corre até mim e segura minha mão.
— Nós insistimos. — Forço um sorriso para ele.
— Por Deus... Solte ela. — Eu conheço essa voz. — Está claro que ela não quer se juntar a nós. — Me viro para ele.
— Cooper.
— Gatinha.
— O que faz aqui? — Ele sorri.
— Sempre direta... Antes que passe por sua cabeça, eu não te segui. Esse é um lugar afastado que podemos fazer o que quisermos sem alguém nos atrapalhar. Agora... O que você está fazendo? Foi abandonada por seu príncipe? — Faz uma cara de falsa pena.
— Só porque não conseguimos ficar uma distância segura um do outro, não significa que ele fica ao meu encalço o tempo inteiro. — Desconverso. Ele sorri.
— Conheçam minha ex-namorada. — Me surpreendo por ele dizer "ex" tão facilmente.
— Cooper, por consideração ao que um dia tivemos... Pode me dar uma carona para o campus? — É ai que você percebe o quanto a vida é irônica, a algum tempo atrás estava eu aproveitando meu anjo pecaminoso... Horas depois estou negociando com o diabo.
— Mas a diversão aqui só começou?
— Porque nada é fácil com você?! — Ele sorri. — Sério que fui sua namorada? Eu estava louca.
— Você está louca agora em querer me desafiar perto dos meus amigos. — Sorrio para ele e me aproximo de seu ouvido.
— Você errou uma vez em encostar suas mãos em mim. Um erro que você não vai cometer nunca mais. — Ele se afasta.
— Eu te dou uma carona, mas não agora. Agora eu vou aproveitar.
Me sento frustrada.
— Garanto que você irá se divertir bem mais sem minha companhia. — Resmungo.
— Você mudou, está mais teimosa. Namorar com o príncipe já subiu a sua cabeça? — Lembro do meu loiro de olhos azuis e sorrio. Em certo ponto ele está certo, não porque subiu a cabeça, mas porque o príncipe é uma pessoa igualmente teimoso.
— Posso afirmar que não é por isso. Existem situações que vivemos que nos mudam, você me mudou. Só espero que não seja para pior. — Ele fica sério.
— Pra você calar a boca vamos embora. — Levanto-me e vou em direção ao carro satisfeita.
Aproximo-me do carro e entro em uma crise de risos. Qual a probabilidade disto acontecer no mundo? Estou pedindo carona a uma pessoa que claramente não está apta a dirigir.
— Espere. Você não está em condição de dirigir! — Paro.
— Felicity, para você sair daqui, eu sou a única opção, ou você pode escolher ficar por um tempo indeterminado com minha companhia e de meus amigos. Não tem nenhuma chance de deixar minha belezinha com você. — Aponta para o carro e eu reviro os olhos.
— Patético. Vamos embora. — Preciso terminar algo que comecei essa noite e ficar bem longe desse ser.
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Para evitar qualquer problema, me sento no banco de trás e coloco meu cinto, ele faz uma careta, mas não diz nada.
De longe já posso ver o portão do campus, e uma onda estranha de ansiedade se apodera de mim. Como quero ver meu príncipe. Ainda bem que a universidade está vazia, pensa na vergonha de chegar com um vestido sujo, mostrando mais do que já mostrava graças ao Oliver, mas isso não é ruim... O problema era ser vista nesse estado pelos coordenadores.
Avisto um corpo bem conhecido se movimentando no gramado, indo de uma direção para outra. Meu príncipe continua impecavelmente vestido, diferente de mim, sua camisa social branca está bem arrumada em sua calça social cinza, suas mangas estão até o cotovelo em um visual despojado. Sinto um arrepio. Ele está irritado, dá para perceber por sua feição, está falando ao telefone e pelas reações de seu corpo não gostaria de estar na pele da outra pessoa. Cooper para um pouco em sua frente, por conta do farol em seu rosto ele não consegue nos ver.
— Obrigado! — Agradeço, abro a porta e quando coloco meus pés no chão, ele vem até mim.
— Estava perdendo a cabeça sem você. — Seus braços me fazem um convite aconchegante para um abraço e eu aceito. Ele me suspende no ar. Seu corpo está tenso e suas pupilas estão mais dilatadas que o normal.
— Estou aqui agora amor. — Ele me solta, olha e toca cada parte do meu corpo, creio que para se certificar de que estou mesmo bem. Sua atenção só é tirada de mim quando o dono da minha carona se faz presente. Oliver enche seus olhos de irá, sinto que seu corpo vai se afastar do meu e o seguro firme.
— Ahn... Tchau Felicity, tente não entrar em confusão, se precisar sabe onde me encontrar. — Ele entra no carro rapidamente. Oliver me olha me perguntando silenciosamente se algum dia pediria ajuda logo dele e nego com um bico. Ele fecha a porta sem dizer nada e Cooper dá a partida. Ele me abraça novamente dando um beijo em minha testa.
— Você tem certeza que está bem? Aconteceu algo com você?
— Estou bem, relaxa Loiro. — Bato em seu peito. Ele passa as mãos nos cabelos nervosamente.
— Me desculpe. Eu sinto tanto... Meus pais não deveriam agir assim. Sinto muito por te colocar nessa situação princesa.
— Ei... Ei... — Encaro seu rosto. — Pode para de se desculpar. — Seguro sua face. — Nós entramos nessa juntos e sabíamos que ia ser difícil... Qual é príncipe, para sua família me quebrar vai precisar mais do que isso. — Ele me suspende e sorri.
— Você é tão maravilhosa. — Nos sentamos e eu conto como foi o restante da noite, desde o motorista até encontrar Cooper e seus amigos no meio do nada.
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Estamos deitados na grama um ao lado do outro. Vemos alguns pés em cima de nossas cabeças. Olhamos e encontramos meu irmão com cara de poucos amigos junto com Tommy, este está em sua cara com um sorriso envergonhado.
— Veja o que descobri em nosso trajeto para cá... Minha irmã e meu melhor amigo já estavam se engolindo em minhas costas. — Roy se indigna.
— Tommy! — Chamo a atenção juntamente com Oliver.
— O que? Ele me pressionou. Sabem que não me dou bem com pressão.
— Tommy, larga de ser cara de pau. Se eu mesmo te pressionar você continua sem dizer uma palavra. — Roy parece que irá falar.
— Não. — Me sento. — Você quer mesmo tocar nesse assunto? — Ele cruza os braços e permanece firme no propósito. — A quanto tempo você e Thea estão juntos, Royzito?
— O que? — Oliver se levanta rapidamente. Roy se desconcerta. Eu e Tommy rimos da cena, Oliver está com aquela cara de que vai atirar flechas para todos os lados.
— Vocês dois são tão cínicos. — Me levanto também. — Os dois entraram em um relacionamento com a irmã do outro escondido e querem ficar bravinhos e serem os donos da razão.
— Felic.. — Oliver começa a falar.
— Não. — Levanto meu dedo. — Vocês dois vão crescer! E isso vai ser agora, porque eu ainda tenho propósito de terminar algo que comecei essa noite!
Oliver fica com uma cara maliciosa, Roy permanece calado e Tommy me olha já sabendo o que pretendo terminar. Oliver começa a falar.
— Cara, vamos esquecer isso, eu não quero saber de quando vocês começaram e você esquece esse assunto. — Estende sua mão. — Como se tivéssemos começado essa noite. — Roy aceita sua mão e leva Tommy com ele para o quarto, Tommy se despede de nós com sorrisos maliciosos e piscadas nada discretas.
— Então... — Circulo seu pescoço com meus braços e ele me segura pela cintura. — Você tomou uma grande atitude naquele salão.
— Eu não podia deixar minha garota triste. — Sorrio e dou um beijo casto em sua boca. — Lembrei-me de algo que deveria ter dito a noite toda baby. — Ele diz sem afastar nossas bocas.
— Hum... e o que é? — Olho em seus olhos.
— Você está magnifica nesse vestido.
— Você gostou Queen? — Dou uma voltinha e ele sorri.
— Pode ter certeza que sim! — Me segura possesso. — Você disse que gostaria de terminar algo que começou, está falando do que começamos naquele corredor? — Sorrio sapeca.
— Eu acho que você vai ter que refrescar minha memória. — Digo caminhando em direção aos dormitórios femininos.
— Você não vem? — Pergunto já que ele ainda não me seguiu.
— Você ainda pergunta? — Me segura por trás e seguimos pelo corredor escuro, vejo o zelador encerando o chão, paro meu corpo e a montanha de músculos atrás de mim para não sermos vistos.
Oliver aproveita a oportunidade e me pressiona ainda mais com seu corpo, me proporcionando o prazer de sentir sua ereção em minha bunda. Encaro seu rosto sobre meu ombro e ele dá de ombros.
— Não vou pedir desculpas... Você sabe o quanto esperei a noite inteira. — Sorrio com seu desespero.
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