Um Novo Mundo.

35 Capítulo 35 - O melhor para mim.


Notas iniciais
OLÁ, DEMOREI MAS TO AQUI aopksda, boa leitura!

Narração Isobel

Todos os meus atos desde o início de toda a confusão, todo o caos que se espalhou pelo mundo inteiro, iam de atos desesperados á impulsivos. Sim, impulsivos. – Como as várias vezes que eu gritei com meu pai, ou quando eu acabava falando coisas inapropriadas á tais situações. Ou mesmo quando eu tentava consertar alguma coisa, mas no final eu acabava apenas piorando o que poderia ter se resolvido rapidamente.

Algumas vezes eu chegava a contar coisas que eu não deveria contar, ou apenas deixar o sentimento para mim. É, eu posso dizer que eu não deveria ter desatado no choro logo na frente de Carl Grimes. – Você quer dizer... Que a levaram? – Ele afagava os fios de meu cabelo, enquanto meus soluços ecoavam pelo quarto.

Tirei minha cabeça que se apoiava em um de seus ombros e encarei seus olhos. – Sim... É um pouco confuso. – Passei a costa de minha mão em minha bochecha, com o intuito de limpar as lagrimas que já secavam. – Eu não estava com eles. – Funguei e sentei na beirada da cama, Carl ainda continuava de pé, como se quisesse manter algum tipo de pose. – Antes de eles chegarem aqui... – Parei e olhei para o chão. – Foi o que fiquei sabendo, parece que forçaram, eu não sei explicar. – Coloquei minha cabeça no meio de meus joelhos.

Continuei ali, apenas olhando para a madeira do chão. – Vocês já foram atrás dela? Conseguiram alguma coisa? – A cama ao meu lado se afundou.

Eu não fazia menção de olhar para ele, meu corpo inteiro parecia ter sido anestesiado. – Claro que sim! – Me remexi e me atirei de costas na cama. – Eu só a quero de volta. – Olhei desajeitadamente para ele, enquanto o mesmo se deitava ao meu lado.

– E você terá. – Carl passou seus dedos pelas mexas de meu cabelo. Fechei os olhos querendo apreciar o carinho.

O sol ainda brilhava no horizonte, eu resolvi me sentar debaixo do meu segundo quarto, á árvore. Algumas folhas teimavam em cair, tapavam o chão e deixavam alguns pedaços de grama aparecendo, daria uma bela foto. – Eu não havia tido um conversa muito esclarecedora com o Grimes, e nem pretendia ter. Sabe... Tem coisas que eu preferia guardar apenas para mim.

Coisas que eu sentia que deveriam ficar apenas no peso das costas. – Algumas formigas faziam seu caminho no tronco da árvore, pareciam carregar algumas pequenas folhas e algumas poderiam se dizer pequenas migalhas do que eu realmente não tinha ideia do que seria.

Passei a mão em meus cabelos e olhei para a imensidão verde, o mesmo lugar onde nós corremos para salvar Carl. Onde basicamente tudo foi para o ralo, quer dizer... Já não estávamos na melhor situação, e agora piorou. Pelo menos para mim, em compensação ganhamos um lugar na fazenda.

Oi... – Segui a voz e olhei para o lado, Beth tinha um sorriso tímido e batia nas coxas. Sorri para ela enquanto a mesma sentava ao meu lado. – Você está bem? – Eu achava estranha a maneira delicada dela agir, de falar e de andar. Beth era uma verdadeira dama da fazenda, sim, com certeza.

– Mais ou menos. – Não era sim, e nem um não; eu não queria mentir para ela dizendo um casto sim, mas muito menos parecer dramática ou algum tipo sofrida com um não. Mais ou menos era a resposta perfeita.

– Ah, eu estou bem! – Ela soltou uma risada, com a resposta eu percebi que eu nem tinha tido a educação de devolvê-la. Dei-lhe um sorriso de canto e mexi em uma das folhas que estava morta no chão. – Eu sei que não é a melhor coisa á perguntar, mas... – Beth parou um segundo e continuou. – Quem é a Sophia que vocês procuram?

Cocei minha nuca. – Digamos que é a minha melhor amiga. – Assenti com a minha afirmação. Funguei e passei a mão em meu olho, sem ao menos me importar que estava suja por causa da folha que estava encostada na terra.

– Aaaah... – Olhou para a casa que permanecia ao longe. – O que exatamente aconteceu com ela? – Eu não queria essas perguntas, principalmente de quem eu havia acabado de conhecer. Mas eu não poderia a mandar calar a boca e a mandar parar de perguntar coisas que não lhe diziam respeito.

Contraditoriamente eu respondi. – Como você já sabe, ela está desaparecida. – Eu notei uma pontada de ironia em minha voz, eu não queria que isso tivesse transparecido dessa maneira. – Estamos procurando por ela, mas faz tanto tempo que ela desapareceu, sabe... – Está tudo tão estranho ultimamente.... – A mesma balançou a cabeça em afirmando.

– Sabe quem está estranho? – A olhei com os olhos em confusão. – Glenn. – Franzi o cenho e a perguntei o porquê. – Sei lá... Ele anda falando de uma maneira estranha com a Maggie, e sinceramente, parece que ele está confuso, sei lá! – Ela jogou uma de suas mãos pro alto, e riu de leve.

– Bem, descobriremos. – Sorri para ela, mesmo estando me corroendo por dentro. Sabe, eu li uma postagem em um site, que segundo os estudos, sorrir enquanto está triste só faz você ficar mais triste. Eu não sei se eu estava me sentindo dessa maneira agora.

De um jeito me lembrar disso não era nem um pouco reconfortante, e nem ficar pensando nisso era reconfortante. – Será que ele está escondendo alguma coisa? – Beth tocou meu ombro fazendo com que eu a olhasse.

Balancei os ombros em um dizer de “não”, na verdade, eu não me importava se ele escondia ou não. Eu estava apenas desejando o melhor para mim agora, apenas o meu bem estar, eu não estava me preocupando com os outros. Sim, eu estava tendo essa atitude egoísta, mas afinal que nunca teve isso? Quem nunca pensou apenas em si mesmo quando alguma coisa mal acontecia, e isso afetava o psicológico de uma maneira, que o máximo que poderia se pensar era quando tudo aquilo iria acabar.

Quando finalmente teria a liberdade do sofrimento interno. Quando finalmente poderia olhar para trás e dizer que passei por momentos difíceis, mas continuei de pé. Eu só queria tudo de volta, tudo aquilo que eu tinha, mas fora tirado de mim.

Notas finais
beijos e até o próximo, comentem! :)