Um Novo Mundo.

30 Capítulo 30 - Minha primeira vez.


Notas iniciais
opa, opa, não é o que vocês pensam!! odkaposdkaposd Eai, chegamos no cap 30 u.u, estão gostando da fic? ein? ein?? hmmm okasodpaksd TWD só em fevereiro, ainda estou me lamentando :( Enfim, boa leitura!

Narração Mariana

Bati na porta mais umas duas vezes, com a esperança de que Merle não me deixasse esperando mais na frente daquela maldita porta. — Merle! –Bati com mais força e a porta abriu em um solavanco.

– Ei, ruivinha! Tenha mais paciência! – Ele me encara com a sua típica expressão. – O que você quer? – Merle encostou-se à porta e me cuspi as palavras de uma maneira rude, é como se eu estivesse interrompendo um momento intimo dele.

O olhei com cara de poucos amigos, não era agora que ele iria começar me tratar dessa maneira, e muito menos depois. Digo que já engoli a maneira dele de falar comigo na primeira vez que nos vimos, não irei aceitar isso agora. – Já que iremos treinar, que comece agora. – Cruzei os braços e umedeci meus lábios. – Quanto mais demorar, menos aprendizado irei receber! – Eu não queria usar armas aqui, eu não queria aprender nada disso com ele. Mas quanto antes melhor, quanto antes eu aprender, mais rápido sairei daqui. É com isso que eu estou contando.

Ele soltou o ar dos pulmões rapidamente, como se estivesse bufando. – Tu só me enche, não é? – Desencostou-se da porta e me encarou. – Se é isso que a ruivinha quer... – Merle entrou novamente na sala e abriu um dos baús. – Venha cá! – Entrei receosa no recinto, ele me chamou com a mão para mais perto e eu me pus ao seu lado.

Encarávamos várias armas, jogadas como se fossem inofensivas. – Vamos começar com essas belezinhas... – Bateu a mão no baú, como se estivesse batendo nas costas de um amigo e dizendo “eu sabia que você era capaz!”, “nossa, como eu estou orgulhoso de você!”. – Então, com qual você quer começar?

Eu tinha em mãos uma pistola Magnum 357, segundo meu professor. – Eu a escolhera por que parecia tão convidativa, e sem dizer que era uma arma linda. – Ela não tinha essa coisa de que se encaixava bem na sua mão, o peso era bem distribuído, não. Na verdade ela era até um pouco pesada para mim, mas eu me sentia a vontade.

Merle caminhava até um tronco de árvore e coloca o que parecia um pano vermelho. – Quero que você acerte esse pano. – Arrumou o pano mais um pouco na árvore e então caminhou em minha direção. – Aqui destrava. – Apontou para um lugar no ápice da arma. – E aqui como você já sabe, é o gatilho. – Coloquei meu dedo ali, já o posicionando. – Quero que segure bem firme, e quando estiver pronta atire, olhe pela mira, facilita a vida. – Ele soltou uma risada com sua piada infame.

Ele deu apenas uma rápida explicação, coisas que nós aprendíamos vendo filmes, mais que eram úteis de qualquer maneira. O importante é acertar o alvo, o importante é eu conseguir acerta-lo rapidamente, um atrás do outro. – Talvez isso demore um bom tempo, mas para isso se tem treino, de qualquer jeito eu deveria aprender rápido, nunca se sabe quando tragédias acontecem. — Apontei para o pano vermelho e concentrei a minha mira.

Olhei de relance para Merle e então atirei. – Vamos ver! – Ele parecia animado para ver o resultado, mas não demonstrava muito. Ele tirou o pano vermelho da árvore e o esticou. – Hmmm... Até que não foi ruim pela primeira vez! – Não tinha nenhum resquício de furo no pano, eu queria que já tivesse tido algum resultado.

– Eu esperava mais. – Cruzei os braços com a arma em mãos, tirei meu dedo do gatilho para que não matasse alguém.

– Esperava. – Ele se pôs ao meu lado e arrancou a arma de minhas mãos e apontou para a mesma árvore que estava o pano. Atirou e logo alguns pedaços de madeira voaram. Rolei os olhos, ele me entregou a arma novamente e me fez dar mais tiros.

Treinamos bastante, algumas vezes ele arrumava meu braço e algumas a minha mira. Eu consegui acertar algumas vezes a árvore que já estava com o casco bem machucado.

O treinamento durou bastante tempo, que chegava estar escuro. – É melhor entrarmos, gostei de seu desempenho, ruivinha! – Ele deu uma risada irônica e empurrou meu braço em um gesto amigável. – Amanhã tem mais, daqui uns dias iremos sair por comida, talvez você venha conosco. – E com isso acelerou o passo e sumiu de minha vista.

Eu estava feliz com meu pouco desempenho de hoje, eu consegui acertar algumas vezes com a ajuda de Merle, mas eu consegui. É minha primeira vez, não tenho o que reclamar.

Entrei logo em seguida na grande casa que parecia uma pensão, como eu havia falado antes. – Não mata relembrar. – Logo fui seguindo para meu mais novo quarto, eu estava podre de cansada, mesmo não mostrando muito isso durante o tempo que passamos lá fora, eu queria muito deitar e tirar um ronco. – Assim como George falava.

Cheguei á minha porta e a abri, logo fechei e caminhei até o banheiro, onde lavei o rosto e as mãos.

Enquanto me direcionava a minha cama, alguém bateu em minha porta. – Deuses, eu já estava me acostumando a falar “meu quarto”, “minha porta”, não posso me culpar, aquele quarto realmente era muito confortável.

Recoloquei meu sapato, que antes eu havia tirado já pronta para me enfiar embaixo daquelas cobertas. – Que com certeza eu teria que bater antes de me deitar nelas. – Caminhei lentamente até a porta, eu não tinha pressa, e muito menos estava ansiosa para saber quem estava do outro lado da porta, eu só queria dormir, apagar e acordar no outro dia renovada.

Cheguei até a porta e a abri, quem estava do outro lado era quem eu menos esperava. – Oi, eu vim passar aqui, pra ver se você quer dar um volta por ai... – Ele parecia bem envergonhado, passava muito sua mão no cabelo, e tinha as bochechas coradas.

Admito que fiquei surpresa com seu convite, com o convite de Rafael, ele realmente era muito legal, e ficava muito fofo corado, suspirei e dei o meu melhor sorriso, que era muito sincero. – Claro, por que não, né? – Soltei uma risada e virei fechando a porta, ele parecia estar aliviado. E com certeza eu estava feliz com isso, vamos ver no que isso vai dar.

Notas finais
Comentem! E ai, o que vcs acham que isso vai dar? Ansiosos para ela voltar pro grupo? Ein, hmhmmhmhmmm Daqui a pouco já tem a prisão, não quero demorar muito na fazenda, ou seja, daqui a pouco tem reencontro! :P Beijos e até o próximo