Um Novo Mundo.

25 Capítulo 25 - Mortes


Notas iniciais
Hello, não postei ontem, mas estou postando hoje (avá) akpoa!! Como anda a vida de vcs? hm hm? O que acharam desse episódio? Eu gostei, pois mostrou como o Governador está agora, o que ele está passando. - Eu sempre gostei dele, pq ele sempre se preocupou em manter Woodbury são e salvo, mesmo que tenha que matar para fazer isso, para conseguir suprimentos e etc... Eu aprecio isso nele, acho o que nos fez o "odiar", foi pq ele estava contra o grupo, tlg... Enfim, BOA LEITURA!

Narração Isobel

– Nós precisamos conversar. – George ainda mantinha sua mão em meu braço, mas dessa vez sem nenhum carinho. Ele apertou e me olhou com a expressão séria, mas com os olhos doloridos.

O silêncio se instalou e eu comecei a ficar impaciente, mais um minuto eu estouraria ou morreria de curiosidade, mas ele resolveu “quebrar o gelo” e continuou. – Houve um imprevisto... – Ele suspirou. – Na estrada, uns caras nos pararam e apontaram armas para nossas cabeças. – Senti meus olhos marejarem, não...

– Eles pediram Mariana. – Daryl disse a ponto de nervos, passou a mão pelos cabelos e deu meia volta. – Nós poderíamos ter feito algo! – Acabou se exaltando. – Porra! Eles eram apenas maricas idiotas, e nós a entregamos, como uma inútil oferta de paz! – Seu rosto ficava cada vez mais vermelho, e eu me sentia a ponto de chorar.

Eu não queria chorar por pessoas mortas, não mais, assim como minha irmã. Mas esse não era o caso, ela estava em mãos de desconhecidos, correndo risco de tantas coisas a acontecerem. Eu não consigo imaginar o pior. – Acalme-se, Daryl! – Eu só consigo imaginar ela voltando, sorrindo, com o cabelo amarrado e um vestido florido. Bela visão.

– Me acalmar? Me acalmar?! – Daryl jogou as mãos para o alto. – Você que deveria estar em estado de nervos! Você é a porra do pai dela! – O palavreado era de dar emoção, mas se esse era seu jeito de demonstrar sua preocupação e raiva, para mim estava tudo bem.

– Não é bem assim, Daryl. – George disse seu nome com a voz carregada de ironia, eu podia sentir que mais duas palavras de meu pai, Daryl voaria em seu pescoço, e eu não queria mais uma tragédia para a minha coleção.

Passei a mão pelos meus olhos e respirei fundo, enquanto George abria a boca para falar. – Parem... – Disse em um sussurro. A atenção foi chamada por minha simples palavra, e os dois olhavam para mim. – Eu também estou muito preocupada, Daryl. – Minha voz vacilava várias vezes. – Papai se importa sim, mas ele sempre preferiu guardar as coisas para ele. – Suspirei. – Aprecio muito sua preocupação, e eu sei que logo, logo ela estará aqui. – Falei me convencendo, e eu sei que ela estará.

Mariana é forte, eu acredito nela. – Nós já conversamos o bastante, eu vou... – Franzi o cenho e lutei para não desabar na frente deles, que observavam cada movimento meu. – Tomar um banho. – Disse por fim e me virei entrando na casa e indo no mesmo quarto que antes eu descansava.

Abri uma das gavetas e peguei uma toalha que parecia intacta e limpa, e só nesse gesto eu pude perceber uma humilde aranha no canto da gaveta, e isso me fez fecha-la com força, e meu coração bater mais rápido. Eu estava tão perto dela. – Balancei a cabeça e entrei no banheiro, em situações difíceis eu ainda consigo ter mais medo de aranhas do que de zumbis ou possíveis mortes.

Possíveis mortes.

Eu ainda não sei por que teimo em pensar nisso, eu apenas não consigo viver sem ela, e isso me faz pensar que quando eu acordar, ela estará deitada ao meu lado, com os cabelos tingidos de vermelho e o rosto sereno. — Sentei no vaso e acabei me despejando em lagrimas, já havia ligado o chuveiro e isso abafava meus soluços, por mais altos que sejam. – Eu só não posso perder mais alguém, Carl está deitado, praticamente em coma, enquanto pessoas estão tentando salvar a sua vida.

Michelle morreu no primeiro dia de caos, e eu não pude dar uma de heroína e salva-la antes mesmo daquele bicho ter a mordido.

Sophia está desaparecida, há muito tempo, eu ainda mantinha minhas esperanças de encontra-la, mas os outros apenas continuavam por causa da Carol, com exceção de algumas pessoas. – Jacqui resolveu ficar com o doutor malucão e morrer carbonizada. Uma morte rápida e sem dor.

A família do Morales se despediu e seguiu rumo, quem sabe onde eles se encontram agora, provavelmente mortos? Passando fome e dificuldade? — Muitas mortes, muitas desaparecimentos, muito sofrimento. Até agora eu tenho aguentado isso, mas Mariana fora o ápice disso, qual é! Tantas coisas boas poderiam ter acontecido, ao menos eles poderiam ter chegados salvos aqui!

Ela queria tanto um lar, tanto um lugar para ficar no meio disso tudo, sem ter que se preocupar com walkers ou qualquer outra coisa. Um lugar permanente.

Aqui é tão perfeito para isso, e onde exatamente ela está? Aqui?

Não. – Ela não está aqui comigo. – Me lamentei em voz alta e olhei-me no espelho. Olhos vermelhos, nariz vermelho... Um semblante horrível para mim.

Tirei minhas roupas e entrei na água morna, a beira de estar gelada. Passei as mãos pelo meu cabelo e despenquei em choro novamente. Ali estava eu, chorando enquanto passava um shampoo qualquer em meus cabelos, não é assim que ficamos quando choramos no banho? É assim que eu fico.

É assim que eu irei ficar, se ela não voltar nesse instante. – Por que ela não bate na porta e pergunta se eu irei demorar muito aqui? Eu quero minha irmã de volta.

Acredite, não é chisme, não para um apocalipse zumbi. Será que a levaram para muito longe? Eu poderia a salvar, chamar Beth e salva-la. Nós duas contra a mal, e depois três. – Desliguei o chuveiro, havia ficado muito tempo ali, não sei se lá embaixo estavam preocupados com a minha demora, ou apenas bolando um plano, agora para procurar minha irmã e depois Sophia.

Com certeza música seria minha melhor amiga agora, mas nem isso se encontra por aqui. Quantas músicas poderiam estar em alta hoje, quantas boas músicas seriam feitas, e filmes, novos episódios das séries que eu acompanhava. Tanta coisa, muita coisa.

Trocadas por uma catástrofe e “algumas” mortes. Pessoas de mau coração estão espalhadas por ai agora, alguns têm razão não deixar se juntar, ou apenas não deixar se aproximar. A confiança está indo ralo abaixo para as pessoas de fora.

É o momento de mentir, dizer verdades, fazer o que bem entender e ser o que quiser. E é isso o que muita gente está fazendo. E isso, em muitos casos por ai, está se tornando ruim.

O homem está se tornando o nosso pior inimigo.

Notas finais
O que acharam? O que será que vai rolar no próximo? Quem será que falou aquilo para a Mari? hm hmhmhmhmhmhmhmhmhmhm, só no próximo! paoskaos Comentem! Beijos :*