Um Novo Mundo.

15 Capítulo 15 - Nós estamos vivos.


Notas iniciais
Deeeeeeeeeeeeesculpa pela demora, gente, é que a semana retrasada eu tava cheia de provas, e essa semana cheia de trabalhos e atividades, enfim, tirei um tempo hj pra postar e agora vou indo dormir pq eu to caindo, amanhã ainda eu tenho q terminar um trabalho pra semana que vem :(
Enfim, gostaram do último cap da 3 temporada? Eu adorei!
Tentarei postar mais rapido, ok? Beijos!!

Narração Isobel

Ficar sentada naquela mesa tomando café da manhã era uma das melhores sensações que eu senti em todo a minha vida, sabe, quando você vai para a casa de seus avós, todos se sentam reunidos em uma mesa e tomam café, almoçam ou jantam que nem uma família feliz? Então. Bom, tirando a parte de praticamente todos estarem com ressaca.

Creio que eu enchi a barriga de bacon, com toda a certeza é uma das melhores comidas já descobertas! – Acho que posso dizer assim, descobertas. Depois de todos estarem satisfeitos, Rick e outros ficaram ali para ficar sabendo do avanço nesses poucos dias do Dr. Jenner em suas pesquisas. Ficaram sabendo sobre TS-19, pelo pouco tempo que fiquei ali, soube o jeito da transformação e então sai, assim como a minoria.

Eu, por exemplo, fui para a mesma biblioteca de ontem, junto com Carl e Sophia, acho que estamos que nem melhores amigos. Nós somos.

Lori também foi conosco, ela parecia abatida ou apenas assustada. Como eu gostaria de poder ler a mente das pessoas. Sentamos e ficamos brincando, mesmo que isso pareça um tanto depressivo, ficar sentado olhando para algumas peças de Lego, totalmente em silencio.

Pelo menos Sophia e Carl pareciam se divertir rindo de algumas estruturas, chegava a dar vontade de chorar. Só sendo para entender. – Tudo bem, Bel? – Sophia perguntou como se lesse minha mente. Sorri de canto e assenti. – Parece tão triste, o que houve?

- Só pareço mesmo. – Ri pelo nariz. – Aconteceu nada, só não estou com vontade de falar. – Tentei parecer o menos rude possível, não que eu quisesse parecer, é que a frase em si já era. Ela sorriu.

- Desculpe... É que, áh. – Deu um suspiro desistente e triste e continuou a montar o lego.

- Não, me desculpe Sophia, eu não queria parecer rude e nem nada... – Seu sorriso se alargou e ela tirou suas mãos das peças e me abraçou.

- Nunca vamos brigar novamente. – Murmurou me apertando mais forte, retribui o abraço rindo.

- Nós não brigamos So! – Desvencilhei-me de seu abraço e sorri sincera. Ela soltou o ar que prendia aliviada, mordi o lábio inferior e agora um pouco mais contente continuei a montar as peças se ao menos nenhuma vontade, mesmo nem muito tempo, já estava se tornando enjoativo.

O ar ficou mais quente, então eu remanguei minha camisa. Lori subiu em um banquinho e passou a mão em cima do ar-condicionado. – Tudo bem, mãe? – Perguntou Carl apoiando suas mãos em suas pernas.

- Sim, só o ar parou. – Sua voz era preocupada, levantei assim como todos quando as luzes se apagaram, fora apenas impulso, por que quando me vi, estava de mãos dadas com Carl. Lori se dirigiu no escuro, trompando em um sofá enquanto abria a porta e trazia luminosidade para o ressinto, as luzes de emergência estavam ligadas. Isso seria bom, seria?

Todos saíram de seus quartos, Mariana correu para o lado de papai e eu fiz a mesma coisa, assim como Carl foi para o lado de Rick e Lori juntamente, e Sophia para o lado de Carol. – Ei! O que está acontecendo? – Daryl saiu se apoiando na porta, Dr. Jenner passou e tirou a garrafa de vinho de sua mão e continuou a caminhar.

- O uso da energia é priorizado. – Foram suas únicas palavras ditas, sem mais nem menos nós o seguimos.

- E o ar não é prioridade? E as luzes? – Dale disse, eu riria caso o clima não estivesse tão... Tenso.

- Isso não cabe a mim, a zona 5 está sendo desligada. – Mistério.

- Mas o que isso quer dizer? – Daryl praticamente gritou o resto. – Ai, cara eu to’ falando com você! Como assim está se desligando? – Falou com tanta agressividade. – Como um prédio pode fazer isso?

- Você ficaria surpreso! – Edwin disse, sendo seguido por um “Rick” da Lori, ele a mandou esperar e ficou a escutar a explicação. – Diga-me o que está acontecendo. – Rick disse.

- O sistema está cortando o consumo de energia não essencial, foi projetado para manter os computadores funcionando até o último minuto possível, isso começa quando chegamos à marca de meia hora. – Ainda com a garrafa na mão, aponta para um relógio. – Bem na hora... – Silencio. – Foram os franceses.

- O que? – Andrea perguntou, ela, assim como todos nós, estava tensa.

- Foram eles os que aguentaram até onde eu sei, enquanto nosso pessoal trancava as portas e se suicidavam, eles ficaram no laboratório até o fim. Achavam que estavam perto da solução. – Estávamos em uma grande sala com vários computadores e uma grande tela, e o relógio grande, que estava em contagem regressiva.

- O que aconteceu? – Jacqui perguntou.

- O mesmo que está acontecendo aqui, ficaram sem força, sem combustível, o mundo usa... Combustível fóssil sabe, não é muita burrice.

- Lori pegue suas coisas, todos, peguem suas coisas! – Rick comandou. – Vamos sair daqui agora! – Assentimos e começamos a andar em direção a porta, então alarmes começaram a soar.

- O que é isso? – Alguém perguntou.

- 30 minutos para a descontaminação. – Uma voz robótica falou me fazendo arrepiar.

- Vocês ouviram o Rick, andem, peguem suas coisas! – Shane estava exaltado. Tarde demais, a porta havia se fechado.

- Trancou a gente aqui... Ele trancou a gente aqui! – Glenn gritou, não pode ser. Daryl praticamente voou em cima do Jenner, e caso não tivessem segurado ele, ele já estaria morto. Tudo estava trancado, as portas seladas, segundo ele.

- Eu te falei, quando aquelas portas as fechassem não se abriria de novo. Me ouviu dizer isso. – Olhei para o lado e Carol abraçava Sophia, assim como George fez em mim e Mariana. – É melhor assim. – Rick o olhou incrédulo.

- O que? O que acontece em 28 minutos? – Edwin continuou a digitar algo nos computadores, então Rick gritou novamente sua pergunta.

- Escute! Você sabe o que é este lugar? – Se levantou de sua cadeira. – Sabe que nós protegemos a população de coisas horríveis? Coisas que podiam matar metade do país, coisas que você não iria querer tirar daqui nunca! – Daryl o olhou desafiador, Rick continuou com o mesmo olhar de antes. Ele se sentou e arrumou o jaleco. – É feito de uma energia catastrófica, um ataque terrorista, por exemplo, são lançados para evitar que qualquer organismo saia. – Rick fez uma pergunta sobre. – Defina. – Disse para a maquina.

- Explosivo que contem dois estágios... – Parei de escutar, e então voltei. – Maior que qualquer explosão, exceto nuclear... – Meus olhos se encheram de lagrimas, aquele era o nosso fim. Abracei meu pai e minha irmã e esperei que tudo acabasse. – Coloca fogo no ar. Sem dor. O fim da dor... Acaba tudo.

Alguns começaram a chorar, outros, como Daryl, se irritaram profundamente, ele, por exemplo, começou a gritar “abra a porta” e a jogar garrafas de vinho na porta. Shane correu com uma machado pedindo licença, mas de nada adiantou. Jogaram mais machados, e começaram a bater desesperadamente com eles pela porta.

Dr. Jenner tentou convencer todos de que isso era melhor. — Você quer uma morte agonizante para sua mulher e filho?

- Eu não quero isso aqui. – Rick apontou para o chão.

- Não está nem amaçando. – Shane disse ofegante.

- Essas portas foram feitas para aguentar até um foguete. – Daryl chegou com um machado e disse:

- Sua cabeça não. – E ia acerta-lo, caso alguém, novamente, não tivesse o segurado.

- Vocês querem isso... – Então se direcionou a Rick. – Noite passada você disse que era questão de tempo para que as pessoas que você ama estarem mortas. – “O que?” T-Dog, disse, todos o olharam.

Todos então começaram a apunhalar ele. – Eu tinha que manter a esperança viva, não é?

- Não há esperança, nunca houve.

– Sempre tem esperança, nem que seja você, talvez não aqui, mas alguém em algum lugar...

- Que parte de que tudo acabou você não entendeu? – Andrea elevou a voz e Amy colocou sua mão na perna dela.

- Escute sua amiga, ela entendeu. É isso que vai acabar conosco, é o evento que vai nos extinguir. – “Não está certo, você não pode nos manter aqui”, lamentos e a tentativa de nos convencer, estava me dando nos nervos. Shane apontou uma arma para sua cabeça e o ameaçou, caso não abrisse a porta ele iria estourar seus miolos, mas acabou estourando os computadores. Alguns. Rick tirou sua arma e o jogou no chão.

- Acho que está mentindo. – Rick começou a falar novamente. – Sobre não haver esperança, se fosse verdade você teria fugido, ou escolhido o caminho mais fácil. – A morte – Não escolheu. Escolheu o caminho difícil, por quê?

- Isso não importa. – Jenner simplesmente falou, normalmente. Rick refez sua pergunta novamente. – Saiba que não foi por que eu quisesse. Eu fiz uma promessa, a ela. – Apontou para a tela. – Minha esposa.

- O individuo de teste 19 era sua esposa? – Lori perguntou.

- Ela implorou para que eu continuasse o quanto eu pudesse, como eu poderia dizer não? – Daryl ainda continuava a bater com o machado na porta, Mariana saiu do meu lado e foi falar com ele, sorri de canto. – Ela estava morrendo, era para eu estar naquela mesa, eu não me importava com ninguém, ela... Ela foi uma perda e tanto, ela dirigia esse lugar, eu só trabalhava aqui, na nossa área ela era uma Einstein. Ela poderia ter feito algo sobre isso, eu não. – Rick tentou o convencer sobre ter uma chance e acabou conseguindo. Mas a parte de cima ainda estava fechada, mas pelo menos teríamos uma chance.

Saímos correndo, virei dando tempo de ver Edwin e Rick apertando as mãos, eu acenei e sorri para ele, como agradecimento.

Jacqui resolveu ficar, meus olhos estavam marejados de tanta coisa que estava acontecendo. Pegamos nossas coisas, nem sei exatamente se alguém resolveu ficar também, eu estava muito ocupada querendo sair daquele lugar. Subimos escadas correndo, chegamos lá e T-Dog tentou digitar alguma senha, tentaram quebrar o vidro com o machado, mas de nada. Uma lagrima escorreu.

- Rick tem uma coisa que pode ajudar. – Carol mexeu na bolsa e tirou de lá uma granada. – Achei enquanto lavava suas roupas no acampamento, achei importante guardar em segurança.

Rick agradeceu e mandou todos abaixarem, fizemos. O vidro estourou e eu pude sorrir, livres. Saímos correndo, depois de matar alguns walkers. Mariana estava logo atrás de mim, e George ao meu lado.

Entramos nos carros, e então Mariana perguntou: — Onde está Amy e Andrea? – Desesperada, George segurou sua mão pronto para dizer palavras reconfortantes.

- Pera. Pera, elas estão vindo. – Sorri, chegaram mais perto e os mandaram abaixar, todos nós, o calor era evidente, o CDC estava destruído, mortos, a esperança ainda estava viva para nós. Deveria ter pensado melhor antes de ter tido aquele pensamento “tudo está acabado”.

Nós estamos vivos.

Notas finais
Até, se tiver algum erro ou muito confuso me avisem, não tive tempo de rever direito!! bjs
Comentem!!