Um Novo Mundo.
16 Capítulo 16 - Um lar.
Notas iniciais
Juro, MIL DESCULPAS!
Não tenho tempo para revisar, então qualquer coisa confusa ou algum erro de ortografia me avisem!
Comentem!
Narração Mariana
- Vamos, vamos, entrem! – Rick gritou para elas, Andrea e Amy entraram provavelmente com os corações acelerados. Corri para abraçar Amy.
- Te deu à louca? – Perguntei com a voz chorosa, sim, eu fiquei muito preocupada, a ponto de estar chorando por ela. Ela me apertou mais forte e enfiou seu rosto em meu pescoço.
- Andrea queria ficar... – Sussurou, arregalei os olhos.
- Oh... – Sentamos ao redor de uma mesinha e seguimos o carro de Shane. – Onde está Jacqui? – Todos automaticamente abaixaram o olhar, oh... Então ela resolvera ficar, como Andrea queria.
- Uma morte rápida e sem dor. – Andrea repetiu as palavras do Dr. Janner. Engoli em seco, se meu pai ficasse, se meu pai escolhesse uma morte rápida e sem dor, dentro de um laboratório, causada pela explosão, de fogo lançado no ar... O que seria de mim? O que seria de Isobel? Provavelmente eu escolheria ficar junto com ele, mas e Isobel? Ela ficaria?
Olhei para o lado e ela estava de mãos dadas com Carl e Sophia, sorri de canto. Me encostei na cadeira e fechei os olhos, sorri pensando quando fui falar com Daryl, sei que, bem, não estamos no clima sorrir e celebrar, talvez celebrar, por que estamos vivos...
Tirando o fato que aquilo poderia ser um lar para nós. – Daryl, não vai adiantar! – Cheguei murmurando para ele, meu olhou com uma carranca e continuou a espancar a porta. – Jenner acabou de falar que estas portas são feitas para aguentar até um foguete! – Ele parou e com sua pose chegou perto.
- Eu não me importo, — Arrumou o machado em mãos e continuou. – se vamos ficar aqui apenas para papo, sem tomar nenhuma decisão, prefiro ficar tentando minhas chances com isso, por mim, aquele doutorzinho de merda já estaria morto. – Apontou para Jenner que tinha uma árdua discussão com Rick. Abaixei a cabeça um pouco envergonhada.
- Áh... Bem... No começo... – Não sei se era o momento certo para contar uma historia para Daryl Dixon. – Quando viemos para aqui, pensei que poderia ser um novo lar. – Ele me olhou com os lábios pressionados. – Na verdade em todos os lugares que vamos eu penso que pode ser um lar... – Sussurrei e ri baixo. – Mas, aqui, eu pensei que realmente seria um lar, que viveríamos finalmente felizes, mas como sempre tem algo que estraga... Não quero dizer que seja Jenner, eu sei que ele batalhou para tentar conseguir a cura, mas... Se ele acha que já fez o suficiente, se ele acha que não tem uma cura, ele tem o direito de tomar suas decisões. Daryl... Não quero defender e dizer que é certo nos trancar aqui e nos matar... – Suspirei. – Mas. Áh... – Bufei e passei a mão no rosto. – Quem eu estou tentando enganar, eu não tenho razão nenhuma. Só quero dizer, que ainda temos esperança de sair daqui, Daryl, e finalmente encontrar um lugar que possamos viver bem... Né, esperança sempre. – Dei um sorriso encorajador.
Ele deu um sorriso mínimo.
- Você só pode ter problemas... Mas de um modo está certa. – Dei um pulinho e bati palmas e abracei-o, dei um beijo em sua bochecha.
- Obrigado Daryl... – Depois de ter me tocado do que eu tinha acabado de fazer, me afastei dele e senti minhas bochechas ficarem quentes. A porta provavelmente já estava chorando, por que ele estava batendo nela com uma força, que eu poderia sentir em mim.
Abri os olhos. – Eu manti minhas esperanças de que finalmente teríamos um lugar, mas não se passara nem dois dias e isso acontecera, sinto por Jacqui, mas sei que essa era sua escolha. Lembro-me de quando a conheci. “Linda vista, não?” não lembro direito de suas palavras. Áh, ela poderia estar conosco aqui, mas foi sua escolha, não posso fazer nada para muda-la, bem, eu poderia, mas não estava lá.
- Isobel. – Chamei minha irmã com voz baixa. Ela levantou o olhar e veio em minha direção e sentou ao meu lado.
- O que? – A olhei e fiz um bico.
- Nada. – A abracei, ela encostou sua cabeça em meu peito e fechou os olhos, comecei a fazer um carinho em seus cabelos, meu pai que estava sentado no chão sorriu para nós e pegou a mão de Isobel e acariciou com o dedão.
- Eu amo vocês. – Sorri.
- Também te amo, pai. – Ele teve a mesma resposta de Isobel. De repente senti uma pontada no coração, coloquei a mão em cima para tentar amenizar a dor, lembrei-me de minha mãe. Meus olhos automaticamente encheram de lagrimas, as segurei, não queria que ninguém me visse chorando.
- Tudo bem com você? – Isobel perguntou olhando para minha face, funguei e assenti, se eu falasse eu desabaria. – Não, não está, Mariana, você está me preocupando, por favor... – Ela me sacudiu querendo uma resposta.
- E-eu, lembrei-me da mamãe. – Ela me olhou piedosamente.
- Eu me lembro dela todas as noites antes de dormir, só tento não pensar tanto nela... Sabe, pode fazer um tempo, mas ela ainda estará presente a nossa vida inteira conosco, sabe por quê? Por que ela é nossa mãe. Ela sempre será nossa mãe. E nós sempre iremos amar ela. – Sorri e deixei que poucas lagrimas escorressem, Isobel limpou ela e apoiou novamente a cabeça em meu peito.
Ela tem razão. E também não é muito bom ficar recordando, sei que é minha mãe e que ela estará em meu coração para sempre, mas algum dia eu terei que superar a morte dela, e isso deve começar agora. Ou talvez daqui a pouco...?
Não, deve começar agora, eu preciso me tornar alguém mais forte, mais decisiva, mais participante e mais líder, sei que o líder é o Rick, mas devo começar a ter atitudes, começando por aprender a atirar. É eu não sei atirar, apenas sei manejar um pouco uma katana e sei cravar ferramentas na cabeça de zumbis.
O dia estava sem nuvens e se você olhasse para trás conseguiria ver a fumaça que saia do antigo CDC, que agora estava puro destroços, só espero que daqui adiante minhas esperanças se concretizem e que nós finalmente encontrássemos um lar.
Fale com o autor